segunda-feira, 15 de novembro de 2010

6048 - LITERATURA DO BRASIL

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Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Havia arte no Brasil do século XVI?


Vasco da Gama
O primeiro século de colonização do Brasil foi marcado pela tentativa européia de descrição e dominação do Novo Mundo. A nova terra, cheia de animais e plantas exóticos, e seus estranhos habitantes, de costumes inusitados e por vezes assustadores, geraram uma literatura composta basicamente por cartas, relatos de viagem e tratados descritivos. Essa literatura, denominada Informativa, procurava contar todas as novidades àqueles europeus que não se atreviam a fazer uma viagem tão atribulada. Além disso, temos a obra dos padres jesuítas que vieram ao Brasil para catequizar os nativos. Eles criaram uma literatura de caráter didático, por meio da qual procuravam levar, e muitas vezes forçar, o índio a adotar a fé cristã. Nessa literatura jesuítica, o mais destacado, tanto como missionário quanto nas escritas, foi o padre José de Anchieta, que deixou inúmeros poemas e peças doutrinárias de valor literário.


1. O descobrimento
A viagem de Vasco da Gama abriu um caminho há muito sonhado pelos portugueses. Ao retornar a Portugal, no final de 1499, o descobridor do caminho para as Índias encontrou uma nova frota em preparação. Com 13 navios e comandada por Pedro Álvares Cabral, seria a maior já lançada ao mar. Para fugir das correntes marítimas da costa africana, o roteiro tinha se afastado do continente negro. Mas a viagem tornava-se desgastante. Seria preciso um ponto de parada. As terras do Novo Mundo, já pelo menos intuídas e divididas pelo Tratado de Tordesilhas, de 1494, serviriam a esse propósito. Também era preciso tomar posse do que já era de Portugal. Veio Cabral. E seguiram-lhe inúmeros jovens aventureiros durante todo o século XVI, em busca de um novo e desconhecido mundo.


Primeira Missa no Brasil, óleo sobre tela de Victor Meirelles de Lima.
2. A Carta de Caminha
Escrivão oficial da frota portuguesa, Pero Vaz de Caminha, natural do Porto, jamais retornaria à sua terra. Após passar nove dias no Brasil, os navegantes rumaram para a Índia, onde fizeram os negócios sonhados pela coroa portuguesa. Foi por lá que Caminha, como boa parte dos marinheiros, viria a morrer (diz-se que durante um massacre mouro na feitoria portuguesa de Calicute, na Índia, em dezembro de 1500). Mas não sem antes nos ter deixado um dos mais importantes relatos das viagens européias da época: a Carta.

2a. Viagem e impressões
Escrita entre os dias 22 de abril e 1º de maio de 1500, a Carta nos revela algumas surpresas:

- A frota não se "perdera", como se acreditou durante algum tempo.
- A viagem foi tranqüila e os marinheiros sabiam estar chegando a uma terra nova, já pertencente a Portugal.


A Carta mostra também o encanto do português com os índios (e com as "vergonhas" das índias), que Caminha considera puros e ingênuos, e prontos para serem catequizados. Ele não percebe os claros traços culturais demonstrados pelos índios, confundindo sua curiosidade com vontade de serem "aculturados". Revela uma visão do índio como uma tábula rasa, em que o europeu poderia inscrever sua cultura, e não, como aconteceria posteriormente, como um demônio a ser exterminado.

3. Os relatos
Entre os europeus que descreveram a terra brasileira durante o século XVI, destacam-se em língua portuguesa:

- Gabriel Soares de Sousa (1490?-1591), autor de uma descrição minuciosa da terra e do homem brasileiros no Tratado Descritivo do Brasil (1587).
- Pero de Magalhães Gandavo, amigo de Camões e autor do Tratado da Terra do Brasil e da História da Província de Santa Cruz (1576), em que se destacam as descrições das frutas e das árvores brasileiras, assim como do ritual antropofágico.
- Ambrósio Fernandes Brandão. É autor, já no começo do século XVII, de Diálogos das Grandezas do Brasil (1618). Na obra, por meio do personagem Brandônio, que dialoga com o menos crédulo Alviano, prevê um futuro brilhante para a terra brasileira.


Entre os viajantes de língua estrangeira, destaca-se Hans Staden, cujas aventuras, relatadas em Duas Viagens ao Brasil (1557), se tornaram os mais populares relatos do Novo Mundo durante o século XVI.



Padre José de Anchieta
4. Padre José de Anchieta (1534-1597)
Natural de Tenerife, nas Ilhas Canárias, o jesuíta José de Anchieta veio para o Brasil em 1553, onde fundou a cidade de São Paulo, envolveu-se ativamente com a política e realizou intenso trabalho missionário. Sua obra literária, escrita em latim, espanhol, português e até em tupi, que aprendeu com os índios, volta-se exatamente para esse trabalho. Tem, portanto, um caráter básico: o objetivo de catequizar os índios.

4a. Anchieta e o teatro
Além de poemas, crônicas, sermões e cartas, destaca-se em sua obra o teatro. Escrevendo autos aos moldes de Gil Vicente, Anchieta utilizava uma linguagem simples e direta para atingir melhor seu público-alvo: os indígenas. Entre suas obras, destacam-se as peças Quando, no Espírito Santo, se Recebeu uma Relíquia das Onze Mil Virgens (1579), Na Vila de Vitória (1586), e o importante volume Arte de Gramática da Língua mais Usada na Costa Brasileira (1595).





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