Governo: O otimismo toma conta do Palácio do Planalto
Ideologia: As madraçais do MST
Personalidade: Kakay, o 'resolvedor-geral da República'
Estados Unidos: Bush a caminho da reeleição
Justiça: A cruzada de um pai contra o crime em Buenos Aires
Diplomacia: O notável homem da Unesco no Brasil
Dieta: Os produtos light para crianças nos Estados Unidos
Beleza: As pílulas que evitam filhos e melhoram a pele
Sociedade: A herança da viúva brasileira de Jean-Luc Lagardère
Saúde: Assumir a calvície é a melhor saída
Perfil: Felipe Dylon, o ídolo teen da música brasileira
Moda: O figurino ousado das tenistas
Especial: Crianças na mira do terror na Rússia
Tecnologia: A ciência a serviço dos amputados
Religião: Mensagens místicas via celular
Infra-estrutura: A briga pelas parcerias público-privadas
Administração: As ações perseguem ex-autoridades federais
Conforto: Os aparelhos de som para quem corre ouvindo música
Fotografia: Três idéias para expor fotos em casa
Coleção: Dicas para guardar bem objetos
Peregrinação: Os caminhos para Santiago de Compostela
Viagem: Como evitar o mal-estar no transporte
Arte: Os novos colecionadores brasileiros
Cinema: Redentor, de Claudio Torres
Cinema: Irmãos de Fé, novo filme do padre Marcelo Rossi
Televisão: O fenômeno Milton Neves
VEJA
Busca capas 1968 - 2007
Arquivo 1997 - 2007
Arquivo VEJA
Busca detalhada
Veja São Paulo
Veja Rio
Edições Especiais
Edições Históricas
Edições Extras
O Melhor do Brasil
Natal Digital
Tecnologia
Guia da Copa
Mulher
A melhor idade
Tecnologia
Moda & Estilo
Saúde Verão
Outras edições
Página principal
Coberturas especiais
Busca detalhada
Oscar 2005
Eleições nos EUA
Eleições 2004
Atenas 2004
Guerra no Iraque
Guerra ao Terror
Eleições 2006
Em Profundidade
Governo Lula
Conheça o país
Perguntas & Respostas
Em dia
Catástrofes naturais
Ronaldo
Copa 2006
Brasil nas Olimpíadas
II Guerra Mundial
Memórias do Regime Militar
50 anos do Rock
VEJA Educação
VEJA Saúde
Perfis
Testes
Guia Internet
Alemanha
Cuba
China
Espanha
EUA
Índia
Irã
Israel
Japão
Site nacional
Belém
Belo Horizonte
Brasília
Campinas
Curitiba
Fortaleza
Goiânia
Porto Alegre
Lisboa
Manaus
Natal
Recife
Rio de Janeiro
Salvador
Santa Catarina
São Paulo
Vale do Paraíba
X
X
X
X
X
X
X
X
Estação VEJA
Papéis de parede
Cinema no Celular
VEJA Palm
VEJA WAP
Matrix Revolutions
O melhor da cidade
As receitas dos chefs
Guia das boas compras
Guia imobiliário
Especial 20 anos
Vitrines de ouro
Vinhos
Alca
Aquecimento Global
Células-tronco
Crise da Varig
Crise na Bolívia
Crise no Haiti
Crise do Petróleo
Crise na Ucrânia
Eleição nos EUA
Eleição no Iraque
Eleições 2006
Febre aftosa
Gripe aviária
Islamismo
Líbano
ONU
Pesquisas eleitorais
Reeleição
Referendo das Armas
Taxa de juros
Johanna Döbereiner
João Paulo II 1920 - 2005
É penta!
Abril.comNotíciasEntretenimentoEsportesHomemMulherRevistas e sites AbrilBuscaCelularAssineLojaGrupo Abril
Edição 1870 . 8 de setembro de 2004
Índice
Lya Luft
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Autor-retrato
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
Ensaio: Roberto Pompeu de Toledo
Diálogo sobre as
grandezas do Brasil
Interlocutores de diversas épocas discutem o
país cuja data se comemora no Sete de Setembro
– Numa terra radiosa vive um povo triste. Legaram-lhe essa melancolia os descobridores que a revelaram ao mundo e a povoaram. O esplêndido dinamismo dessa gente rude obedecia a dois grandes impulsos que dominam toda a psicologia da descoberta e nunca foram geradores de alegria: a ambição do ouro e a sensualidade livre e infrene que, como culto, a Renascença fizera ressuscitar. (Paulo Prado, escritor, Retrato do Brasil, 1928)
– O Brasil não tem povo. (Louis Couty, biólogo francês, A Escravidão no Brasil, 1881)
– Apesar disso o Brasil passou a ser uma nação mais ou menos independente, tendo como imperador o barão de Rothschild. (Mendes Fradique, humorista, História do Brasil pelo Método Confuso, 1920)
– Os brasileiros são entusiastas do belo ideal, amigos da sua liberdade, e mal sofrem perder as regalias que uma vez adquiriram. Obedientes ao justo, inimigos do arbitrário, suportam melhor o roubo que o vilipêndio. Ignorantes por falta de instrução, mas cheios de talento por natureza; de imaginação brilhante, e por isso amigos das novidades que prometem perfeição e enobrecimento; generosos, mas com bazófia; capazes de grandes ações, contanto que não exijam atenção aturada, e não requeiram trabalho assíduo e monotônico; apaixonados do sexo por clima, vida e educação. Empreendem muito, acabam pouco. Serão os atenienses da América, se não forem comprimidos e tiranizados pelo despotismo. (José Bonifácio de Andrada e Silva, Patriarca da Independência, Pensamentos e Notas, sem data)
– O Brasil é um vasto hospital. (Miguel Couto, médico e escritor, 1864-1934)
– Pouca saúde e muita saúva os males do Brasil são. (Mário de Andrade, escritor, pela boca do personagem-título de Macunaíma, 1928)
– Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro de todo o mundo. Brasileiro até demais. Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito; a capacidade de adiar. (...) Para o brasileiro, os atos fundamentais da existência são: nascimento, reprodução, procrastinação e morte (esta última, se possível, também adiada). (...) O brasileiro adia; logo existe. (Paulo Mendes Campos, escritor, O Colunista do Morro, 1965)
– O Brasil é um deserto de homens e idéias. (Oswaldo Aranha, político e diplomata, 1933)
– Em suma: temos dons em excesso. E só uma coisa nos atrapalha e, por vezes, invalida nossas qualidades. Quero aludir ao que eu poderia chamar de "complexo de vira-latas". (...) Por "complexo de vira-latas", entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. Isso em todos os setores e, sobretudo, no futebol. (...) O brasileiro precisa se convencer de que não é um vira-latas e que tem futebol para dar e vender, lá na Suécia. (Nelson Rodrigues, escritor, Complexo de Vira-Latas, crônica publicada em 31 de maio de 1958, às vésperas da Copa do Mundo da Suécia)
– O brasileiro é um homem que deseja apaixonadamente morar em Paris. (Conde de Gobineau, escritor e diplomata francês, embaixador no Brasil entre 1869 e 1870)
– Já se disse, numa expressão feliz, que a contribuição brasileira para a civilização será de cordialidade – daremos ao mundo o "homem cordial". A lhaneza no trato, a hospitalidade, a generosidade, virtudes tão gabadas por estrangeiros que nos visitam, representam, com efeito, um traço definido do caráter brasileiro (...). Seria engano supor que essas virtudes possam significar "boas maneiras", civilidade. São antes de tudo expressões legítimas de um fundo emotivo extremamente rico e transbordante. (Sérgio Buarque de Holanda, historiador, Raízes do Brasil, 1936)
– O brasileiro é cheio de cordialidade e bom coração. Quando você encontrar por aí um cafajeste roubando e matando pode perguntar imediatamente "Who are you?", porque se trata certamente de um gringo. (Millôr Fernandes, humorista, Millôr Definitivo, 1994)
– Eu digo sempre que o Brasil é um país abençoado, porque Deus nos deu esse solo extraordinário, com uma extensão territorial fantástica, sem as intempéries que acontecem na maioria de outros países. Nós não temos vulcão, não temos maremoto, não temos vendaval, como tem em outros países, não temos neve, ou seja, nós temos todas as condições que a natureza nos deu como vantagem comparativa. (Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República, 2004)
– O país, no dizer de todos, é rico, tem todos os minerais, todos os vegetais úteis, todas as condições de riqueza, mas vive na miséria. (Lima Barreto, escritor, Os Bruzundangas, 1922)
topo voltar
COPYRIGHT VEJA
Nenhum comentário:
Postar um comentário