terça-feira, 28 de setembro de 2010

5427 - LITERATURA DA COSTA RICA

Visita Wikilingue.comLiteratura de Costa Rica
Literatura de Costa Rica
De Wikipedia, a enciclopedia livre
A literatura de Costa Rica tem antecedentes na colónia e marcada influência européia. Ao ser Costa Rica um país jovem, sua literatura também o é, e se pode iniciar sua história para finais do século XIX. Ademais tem tido pouca influência para além das fronteiras e, com algumas excepções, tem carecido de estudos suficientes.

Índice
[ocultar]
1 Periodización
2 1. A geração do Olimpo ou Geração do 900 (1890-1920)
3 2. A geração do Repertorio Americano ou Vanguardia (1920-1940)
4 3. A geração do 40 (1940-1960)
5 4. A geração urbana (1960-1980)
6 5. A geração do desencanto ou Posmodernidad (1980-act.)
7 História
8 Inícios
9 Século XIX
9.1 A polémica
9.2 O costumbrismo
10 Século XX
10.1 O modernismo
11 Autores destacados
12 Veja-se também
13 Bibliografía


Periodización
A periodización da literatura tem provocado confusão em alguns casos, devido aos critérios usados para definir os períodos e os nomes que se utilizaram. Para este artigo tratou-se de fazer coincidir os mesmos nomes dados por diferentes estudiosos (entre eles Carlos Francisco Monge, Rogelio Sotela, Carlos Rafael Duverrán), isto com o fim de conseguir harmonia entre os critérios.

Actualmente, a periodización da literatura costarricense que tem maior vigência é a proposta pelo professor Álvaro Quesada Soto. Segundo este autor, desde as primeiras publicações literárias feitas em Costa Rica no final do século XIX, até a actualidade, podem reconhecer-se cinco períodos, aos quais tradicionalmente se lhes conhece com o nome de gerações, ainda que, no sentido estrito, ditas agrupamentos não constituem uma geração no sentido que em literatura se lhe tem dado a este termo.

Deve ter-se em conta que os diferentes movimentos literários no mundo hispano chegam a Costa Rica tardiamente, para se prolongar ainda que estes tinham sido superados no resto da América; também se traslapan com as novas modas e é comum que um mesmo escritor participe em vários deles.

Por conseguinte, os períodos da literatura costarricense são os seguintes:

1. A geração do Olimpo ou Geração do 900 (1890-1920)
Assim se costuma chamar por muitos estudiosos, ao grupo de literatos de finais do século XIX e princípios do XX. Dito período corresponde ao período de apogeo liberal e olgárquico, que provocou mudanças importantes nas estruturas sociais e trabalhistas.

Apesar de que esta narrativa coexiste durante o modernismo, escriotores como Carlos Gagini e outros propõem uma narrativa de carácter, forma e conteúdo oposto: com um forte carácter nacionalista (anti imperialista), não procura paisagens remotos, nem personagens de fábula e seu conteúdo as converte nas primeiras obras de denúncia social, contra a atitude moral e ética dos velhos valores do período oligarca e os novos valores importados pelos empresários, especialmente estadounidenses, e o 'entreguismo' dos governantes locais, que começam a se sentir naquele tempo. Toda esta crítica não chega, no entanto a tomar o corpo de oposição política.

Deve decirtse que a literatura desta época participa no processo de formação e consolidação de uma consciência nacional.

Podemos assinalar exemplos claros como: "As filhas do campo (1900)" e "A moto (1900)" de Joaquín García Monge, novelas nas que se despelleja a velha sociedade rural e oligárquica de gamonales; "A árvore doente" e "A queda da águia" de Carlos Gagini, que adverte sobre o perigo da influência estrangeira e vaticina seu fim.

Manuel Argüello Mora
Manuel de Jesús Jiménez
Pío Víquez
Roberto Brenes Mesén
Aquileo Echeverría
Ricardo Fernández Guarda
Carlos Gagini
Manuel González Zeledón
Joaquín García Monge
2. A geração do Repertorio Americano ou Vanguardia (1920-1940)
Denominada desta forma por encontrar-se unida à revista Repertorio Americano de Joaquín García Monge. Durante este período dá-se a crise do regime oligárquico liberal, por isso a literatura desta época se caracteriza por apresentar novas formas discursivas, como o estilo grotesco, o humor feroz e corrosivo, a paródia e a sátira.

Também é durante este período, para os anos '30 e '40, que uma nova geração de escritores, sobretudo poetas, marcará novos rumos para as letras. Tal é o caso dos poetas Isaac Felipe Azofeifa e Eunice Ódio. Em general a crítica sobre as letras hispanoamericanas tinham desconhecido o facto de que também em Costa Rica teve um movimento de vanguardia, conquanto de menor atinja que os de outras latitudes e de escassa influência internacional. Junto aos nomes de Azofeifa e Ódio encontram-se também alguns nomes de importância: Max Jiménez, José Marín Canas, Francisco Amighett, entre outros mais. Coincide sua produção literária com o vanguardismo nas artes visuais, levado adiante por artistas como Francisco Zúñiga, o mesmo Amighetti, Juan Manuel Sánchez, Juan Rafael Chacón.

Joaquín García Monge
Omar Dengo
Carmen Lyra
Mario Sancho
Max Jiménez
José Marín Canas
Francisco Amighetti
Isaac Felipe Azofeifa
Eunice Odeio
3. A geração do 40 (1940-1960)
Durante esta época, implanta-se a socialdemocracia em Costa Rica. Cria-se o capítulo de "As Garantias Sociais" por Manuel Mora Valverde. É uma época de questionamentos e renovações, de importantes reformas sociais e de um novo conceito de Estado. Os principais temas que tratam as obras literárias deste tempo são a problemática social, a distribuição da terra e a dependência das companhias multinacionais.

O realismo será consigna-a destes escritores. Entre eles vale a pena mencionar a Joaquín Gutiérrez (Porto Limão, Muramonos Federico, Te acordás irmão), Carlos Luis Falhas (Mamita Yunai), León Pacheco (Os pântanos do inferno), José Marín Canas (O inferno verde).

José Basileo Acuña
Isaac Felipe Azofeifa
Fabián Duplos
Carlos Luis Falhas
Joaquín Gutiérrez
Julián Marchena
Yolanda Oreamuno
José Marín Canas
Carlos Luis Sáenz
Carlos Salazar Herrera
Moisés Vincenzi
4. A geração urbana (1960-1980)
Durante este tempo se concreta em Costa Rica um processo de modernização e industrialización. Na literatura desta época aparece como temática predominante a cidade.

A. Cículo de poetas turrialbeños, fundado pelos poetas da cidade de Turrialba Jorge Debravo, Marco Aguilar e Laureano Albán, a inícios dos anos 60. Depois mudaram seu nome a Círculo de poetas costarricenses. Este grupo de poetas publicou o, pouco célebre, Manifesto trascendentalista (1977), assinado por Laureano Albán, Julieta Dobros, Carlos Francisco Monge e Ronald Bonilla. Sobre este mesmo tema, Carlos Francisco Monge escreveu o ensaio "Um manifesto vinte anos depois"(1997), incluído em seu livro O ramo de fresno (1999). Dito manifesto propõe um afastamento da poesia social, que tanto caracteriza a Jorge Debravo; a mudança de uma forma mais ligeira, abstracta e plena de metáforas; ademais atreve-se a propor o papel que deve seguir o poeta. A posta em prática do método trascendentalista não tem conseguido influir a literatura fosse do grupo que a propôs, ainda assim este documento tem o mérito de ser o primeiro de seu tipo publicado em nosso país. O Círculo de poetas costarricenses segue activo até a data.

B. Na década dos anos 70, um grupo de novelistas criticaram o agotamiento do projecto político levado adiante depois da fundação da Segunda República que seguiu ao fim da guerra civil de 1948. Em alguns livros este grupo de escritores é mentado como geração dos 70, e inclui a autores como:

Carmen Laranjeira
Gerardo César Hurtado
Quinze Duncan
Alfonso Chase.
Alberto Canas
Jorge Charpentier
Daniel Galegos
Virginia Grütter
Carmen Laranjeira
Eunice Ódio
Samuel Rovinski
José León Sánchez
Laureano Albán
Julieta Duplos
Jorge Debravo
Alfonso Chase
Francisco Zúñiga Díaz
5. A geração do desencanto ou Posmodernidad (1980-act.)
A partir dos anos oitenta, surge um novo período na literatura costarricense. Durante esta época produz-se um afastamento das tendências que têm caracterizado a literatura de Costa Rica desde seus inícios, em particular, se abandona o realismo, o qual repercute no aparecimento de novas formas de escritura. Isto tem provocado que a literatura costarricense actual presente uma pluralidad de estilos, tempos e espaços. No entanto, como a temática das obras parece enmarcase dentro de um mesmo contexto: o desencanto com o modelo de Estado promovido pelos políticos costarricenses. Ademais as mudanças políticas na órbita têm provocado mudanças na temática de fundo, por chamá-lo assim. Nesta literatura predomina o ambiente urbano, mas já não propõe soluções políticas nem sociais, como o fizesse o realismo social durante a época da Guerra Fria.

Entre os escritores nascidos dantes de 1965 que têm publicado obras após 1990 se encontram Tatiana Lobo, Adriano Corrales Arias, Anacristina Rossi, Francisco Rodriguez, Osvaldo Sauma, Guillermo Fernández Álvarez, Rodrigo Soto, Carlos Cortês, Jorge Arturo, Vernor Muñoz, Uriel Quesada, Ana Istarú, José Maria Zonta, Hugo Rivas (falecido), Wilbert Bogantes, José Ricardo Chaves, Dorelia Barahona e Alexánder Obando.
Por outro lado, temos escritores nascidos após 1965, e que têm publicado com posterioridad a 1990. Entre eles se incluem os seguintes poetas: Mauricio Molina Delgado, David Maradiaga (falecido), Luis Chaves, Melvyn Aguilar, María Montero, Esteban Ureña, Jeanette Amit, Julio Acuña (falecido), Alfredo Trejos, Joan Bernal, Mauricio Vargas Ortega, Alejandra Castro, Patrick Cotter, Felipe Granados, Paula Pedra, Laura Fontes, Camila Schumaher, David Cruz, Vivian Cruz, Alejandro Cordeiro, William Eduarte e Luis Chacón. Dentro do grupo de narradores nascidos com posterioridad a 1965 pode-se mencionar a: Heriberto Rodríguez, Mauricio Janelas, Catalina Murillo, Manuel Marín, Jessica Clark Cohen, Juan Murillo, Laura Quijano, Alí Víquez Jiménez, Marco Castro, Mario León, Guillermo Barquero, Antonio Chamu, Jesús Vargas Garita, Gustavo Adolfo Chaves, Carlos Alvarado, Albán Mora, David Eduarte e Diego Montero.
História
Inícios
Tal e como afirma o teórico literário Álvaro Quesada: "A formação de uma literatura nacional em Costa Rica assemelha-se, em linhas gerais, à formação de outras literaturas nacionais nos países latinoamericanos e particularmente os centroamericanos. Esse processo faz parte de um esforço mais amplo, a construção ou invenção da 'nação', como uma 'comunidade imaginada' mais que uma realidade sustantiva: esforço que a sua vez, responde a um projecto de unificação e centralización do poder económico, político e ideológico, ao redor de um grupo hegemónico criollo unido à exportação de produtos agrícolas para o mercado internacional." (Um e os outros, San José: EUCR, 1998: 17.) Segundo isto, então, a conformación da literatura costarricense foi similar à do resto da América Latina, especialmente a de Centroamérica. E conquanto já desde o século XIX há exemplos de autores que ainda hoje gozam de reconhecimento, especificamente aqueles pertencentes à "Lira costarricense" (recopilada por Máxximo Fernández entre 1890-1891), como Aquileo J. Echeverría ou Lisímaco Chavarría; ou os da "geração do Olimpo", como Carlos Gagini e Ricardo Fernández Guarda, não é senão até o século XX que se pode falar de uma literatura mais coerente e consolidada.

Durante o período colonial é pouco o que pode recopilarse da literatura naquele tempo, a maioria dos textos não passam de um mero carácter epistolar e prosa administrativa.

Século XIX
A polémica
No final do século XIX é possível encontrar, ainda que escassa, literatura costumbrista, episódios pintorescas, crónicas e poemas sentimentalistas de tendência romântica. Alguns poemas foram recopilados no livro a "Lira costarricense" (1890-1891) compilada por Máximo Fernández.

Em 1894, desenvolve-se em Costa Rica uma polémica sobre a identidade da literatura costarricense, conhecida como "a polémica sobre o nacionalismo em literatura". Ricardo Fernández Guarda considerava que os temas dos escritores ticos bem podiam estar inspirados na tradição estrangeira, basicamente européia; enquanto Carlos Gagini considerava que a literatura "tica" devia enfocar assuntos próprios dos costarricenses.

O costumbrismo
Este movimento estará vigente em nosso país desde mediados do século XIX e prolongar-se-á até várias décadas do XX. Inicialmente os escritores daquela epoca, farão uma narrativa descritiva e focosa sobre seus vizinhos e a vida agrícola; isto devido a que a região central onde esta localizada a capital, não é um centro urbano e industrial, senão uma série de pequenos bairros rodeados de solares e plantações de café. Logo o costumbrismo mostrará mais madurés com obras como "A própria" de Manuel González Zeledón (Magón) e "A moto" de Joaquín García Monge. Esta última consegue amalgamar o realismo com o costumbrismo, a elegancia da linguagem literária com a linguagem local dos camponeses.

Século XX
A princípios do passado século a literatura costarricense terá um novo e forte empurre do modernismo, que conviverá com o velho costumbrismo e realismo. Terminado esse período, continuará influenciada pela literatura européia e sul-americana (Chile e Argentina).

O modernismo
A literatura de inícios de século marcará uma nova etapa na produção costarricense. Neste momento, a influência modernista não foi muito forte apesar da estadía de Rubén Darío no país, onde trabalhou, escreveu poemas destacados e publicou artigos na imprensa local. O modernismo não foi tão determinante como em outros países latinoamericanos; em todo o caso, chegou com atraso especialmente na poesia. O modernismo percebe-se misturado com temas nacionalistas tanto em escritores que estavam em favor do modernismo (Fernández Guarda) como nos que estavam na contramão (Gagini e Magón por exemplo). É possível notar um giro no discurso da literatura modernista de Costa Rica a partir dos anos '20, quando os novos escritores deixam de lado a idealización de um mundo europeaizado, que pregou a geração anterior e se centram em uma realidada mais imediata e interiorista. Assim inicia o "pós modernismo" ou "modernismo tardio". Isto dá como resultado que a cada vez seja mais difícil encontrar ambientes e personagens a mitología grecoromana, germánica, etc., que anteriormente foram tão comuns. Os novos modernistas (pós modernistas) continuaram usando o consabido estilo preciosista, desta vez com outro conteúdo. Sobresalen neste período poetas como Roberto Brenes Mesén, Rogelio Sotela, Lisímaco Chavarría, Rafael Cardona, Rafael Estrada, Carlos Luis Sáenz e Julián Marchena. Este último um dos mais recordados apesar de ter escrito um único livro, chamado "Asas em fuga", publicado em 1941 e reeditado em 1965, quando o modernismo tinha perdido vigência no resto de países hispanos.

Autores destacados
Na literatura costarricense destacam entre outros,

Roberto Brenes Mesén, com seus poemas de No silêncio
Carmen Lyra, escritora de Contos de minha Tia Panchita, Em uma cadeira de rodas
Carlos Luis Falhas Sibaja, com novelas como Mamita Yunai e Marcos Ramírez
Fabián Duplas, com a novela O lugar das abras
Joaquín Gutiérrez, com novelas como Porto Limão, Muramonos, Federico e Te acordás, irmão
Yolanda Oreamuno com sua novela A rota de sua evasão
Carlos Salazar Herrera, com Contos de angústias e paisagens
Eunice Ódio, com seu poemario Trânsito de fogo
Isaac Felipe Azofeifa, com Cume do gozo
Julián Marchena com seu poemario único Asas em fuga
José León Sánchez, com a novela A ilha dos homens sozinhos
Jorge Debravo com poemarios como Nós os homens
e Laureano Albán com textos como Herança do outono.
Dos autores cujas obras começam a aparecer entre os setentas e os ochentas, destacam alguns como:

Rodrigo Quirós (1944-1997)
Anacristina Rossi
Carlos Cortês
Rodrigo Soto
Ana Istarú
Osvaldo Sauma
Rodolfo Arias, Carlos Francisco Monge
Minha Galegos
Milton Zárate (1956 - 2009)
Veja-se também
Literatura em espanhol
LetrasTicas
Bibliografía
Bonilla, Abelardo. História da literatura costarricense. San José, Editorial Universidade de Costa Rica, 1957.

Corrales Arias, Adriano. Sustentar a palavra. Antología de poesia costarricense contemporânea. San José, Editorial Arboleda, 2007.

Monge, Carlos Francisco Monge. Antología crítica da poesia de Costa Rica. San José, Editorial Universidade de Costa Rica, 1993.

Monge, Carlos Francisco. O vanguardismo literário em Costa Rica, Editorial Universidade Nacional, 2005.

Ovares, Flora, Margarita Vermelhas, María Elena Carballo e Carlos Santander. A casa paterna. Escritura e nação em Costa Rica. San José, EUCR, 1993.

Ovares, Flora e Margarita Vermelhas. O selo do anjo. Ensaios sobre literatura centroamericana. Heredia, Editorial Universidade Nacional, 2000.

Vermelhas, Margarita Álvaro Quesada, Flora Ovares e Carlos Santander. No tinglado da eterna comédia. O teatro costarricense (1890-1930). Heredia, Editorial Universidade Nacional, 1995.

Vermelhas, Margarita e Flora Ovares. Cem anos de literatura costarricense. San José, Farben, 1995.

Vermelhas, Margarita e Flora Ovares, No tinglado da eterna comédia. O teatro costarricense (1930-1950). Heredia, Editorial Universidade Nacional, 1995.

Vermelhas, Margarita. A cidade e a noite. Narrativa latinoamericana contemporânea. San José, Farben, 2006.

Valldeperas Deita, Jorge. Para uma nova interpretação da literatura costarricense. San José, Editorial Costa Rica, 1978.

Chase, Alfonso. "Narrativa contemporânea de Costa Rica". San José, MCJD, 1975.em:Literature of Costa Rica

Obtido em "http://pt.wikilingue.com/es/Literatura_de_Costa_Rica"
Categorias: Literatura em espanhol | Literatura de Costa Rica

This page is based in an article from Wikipedia (please colaborate or donate).
Reutilization of the present article (modified or copied) is encouraged with the only conditions of adding a link to this page and to keep the same license.
More Wikilingue: Català, Español, Español II, Español III, Galego, Galego, Português, Português II



COPYRIGHT WIKIPÉDIA

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Contador de visitas