LOJA
Definir homepage
Webmail
Apoio a Clientes
Subscrições
PESQUISA GERAL:
Enc. Universal Enc. Ciências da Natureza Enc. Física e Química Enc. História de Portugal Enc. História do Mundo Dic. Língua Portuguesa Dic. Português - Acordo Dic. Português/Inglês Dic. Inglês/Português Dic. Português/Francês Dic. Francês/Português Hist. Portugal Séc. XX Hist. Literatura Portuguesa Bíblia Sagrada
Universal Universal Ciências da Natureza Ciências da Natureza Física e Química Física e Química História de Portugal História de Portugal História do Mundo História do Mundo Língua Portuguesa Língua Portuguesa Português - Acordo Português - Acordo Português/Inglês Português/Inglês Inglês/Português Inglês/Português Português/Francês Português/Francês Francês/Português Francês/Português Portugal Séc. XX Portugal Séc. XX Literatura Portuguesa Literatura Portuguesa Bíblia Sagrada Bíblia Sagrada
Acesso Subscritores
Login
Password
Novo Registo
Recuperar Password
Enciclopédias
Universal
Ciências da Natureza
Física e Química
História de Portugal
História do Mundo
Dicionários
Língua Portuguesa
Português - Acordo
Português/Inglês
Inglês/Português
Português/Francês
Francês/Português
História
Portugal Séc. XX
Literatura Portuguesa
Bíblia
Bíblia Sagrada
Destaque loja
Novo Grande Dicionário da Língua Portuguesa
de Texto Editores
Dicionário Escolar da Língua Portuguesa Conforme Acordo Ortográfico
de Texto Editores
Artigo em destaque
Siquismo
Religião monoteísta professada por 14 milhões de indianos que vivem, sobretudo, na região do Penjabe (vasta região da Ásia meridional, hoje dividida pelo Paquistão e pela Índia). Uma das quatro maiores religiões da Índia e a quinta maior religião mundial, o siquismo nasceu, no século XVI, do sincretismo de aspectos doutrinais do hinduísmo e do sufismo (misticismo do Islão).
O siquismo foi fundado por Nanak ou Nanaque (1469-1538), nascido na aldeia de Talwandi, perto da cidade paquistanesa de Lahore, no seio de uma família hindu da casta comerciante dos Khatri. Depois de ter realizado viagens ao Tibete, Ceilão, Bengala, Meca e Bagdade, reuniu vários seguidores hindus e muçulmanos, a que chamou "siques" (palavra que significa "discípulos fortes e tenazes"). Procurou difundir o ideal de união entre os seres humanos, ultrapassando as diferenças superficiais entre o hinduísmo e o islamismo, e rejeitou os rituais, que considerava provocarem o afastamento entre o homem e Deus. Instituiu, então, uma cozinha ou refeitório comunitário, em que, ainda hoje, se prepara o karah prasad (refeição sagrada), com o objectivo de incentivar à fraternidade e à igualdade entre os homens, independentemente da sua casta ou crenças religiosas.
Nanak acreditava que a prática de acções negativas provoca a infelicidade e leva à reencarnação em formas inferiores (planta ou animal) e que as acções positivas têm resultados positivos, sendo o meio de alcançar uma vida melhor e o progresso espiritual. Entendia a graça divina como uma libertação do ciclo do karma. Apesar de proibir a idolatria, após a sua morte, Nanak foi proclamado igual a Deus, assim como os restantes nove gurus que lhe sucederam, responsáveis pelo desenvolvimento e a expansão do siquismo: Angad (1504-1552), Amar Das (1479-1574), Ram Das (1534-1581), Arjun (1563-1581), Hargobind (1595-1645), Har Rai (1630-1661), Har Khrishan (1656-1664), Tegh Behadur (1622-1676) e Gobind Singh (1666-1708).
Esta dinastia de dirigentes transformou, então, os siques numa confraria militar, que se estabeleceu como poder político. O último dos gurus, Gobind Singh, fundou a ordem militar dos Khalsa, institucionalizou a Khanda-di-Pahul, o baptismo pela espada, e estabeleceu um rito de iniciação dos discípulos durante a puberdade (amrit). Em 1708, Gobind Singh foi assassinado por um muçulmano e, desde então, o livro sagrado Guru Granth Sahib (compilação de hinos religiosos do guru Nanak e dos seus sucessores, assim como de textos de poetas hindus e muçulmanos, realizada pelo quinto guru em 1604) tomou o lugar do chefe.
Durante o século XVIII, verificou-se a ascensão política dos siques. Em 1920, criaram o Akali Dal (Partidários do Intemporal), partido político que se opôs à partilha do Penjabe entre a Índia e o Paquistão. Depois da divisão da Índia, para evitar a perseguição religiosa, muitos siques emigraram do ocidente para o leste do Penjabe. Em 1966, os esforços de Sant Fateh Singh (c.1911-1972) conduziram à criação de um estado sique no interior da Índia, através da divisão do Penjabe.
Os membros do siquismo acreditam num único Deus, considerado o imortal criador do universo, que nunca encarnou sob forma alguma e é igual a todos os seres humanos, pelo que se opõem, consequentemente, a todas as divisões de castas. Entendem que os homens estão separados de Deus pelo seu egocentrismo (haumai), razão pela qual continuam presos ao ciclo dos renascimentos. Esta libertação ou união com Deus pode ser alcançada através da meditação e da oração (designadamente pela repetição constante de "nam simaram" e a repetição murmurada de "nam japam"), embora a aproximação a Deus só possa ser obtida através da graça divina, nadar.
Consideram que os dez gurus humanos foram mestres pelos quais o espírito do guru Nanak passou, sucessivamente, estando hoje presente no livro sagrado, o Guru Granth Sahib. Os siques aproximam-se do livro com os pés descalços e as cabeças cobertas, tocando com a testa no chão, e, sobre as cortinas que cobrem o volume, dispõem ofertas de comida e dinheiro. Outro dos escritos sagrados da religião é o Dasam Granth (Livro do Décimo Guru).
Os seguidores do siquismo atribuem uma grande importância às orações diárias e não têm dias sagrados próprios, praticando os seus rituais nos dias sagrados do país onde vivem. Os festivais em honra dos dez gurus humanos incluem a leitura completa do seu livro sagrado. Rejeitam o uso de todas as drogas não medicinais, em especial o tabaco. Utilizam, na escrita, a língua panjabi, associada sobretudo aos siques.
Manmohan Singh, actual primeiro-ministro da Índia, pratica o siquismo, sendo o primeiro chefe do governo indiano não-hindu. Actualmente, a comunidade sique é constituída por cerca de 23 milhões de pessoas, 19 milhões das quais vivem na Índia, sobretudo no estado do Penjabe. Existem, ainda, importantes comunidades siques no Reino Unido, nos Estados Unidos da América, no Canadá, na Malásia e em Singapura.
Newsletter
Para receber a newsletter digite o seu e-mail
Gramáticas
Língua Portuguesa
Língua Inglesa
Língua Francesa
Verbos
Portugueses
Inglês Irregulares
Guias de Conversação
Língua Francesa
Língua Espanhola
Língua Alemã
Utilidades
Webmail
Conversor - Medidas
Invenções e Descobertas
Glossário Internet
Abreviaturas
Feriados
Distância entre Cidades
Países do Mundo
Provérbios e Advinhas
Provérbios
Adivinhas
Jogos
Palavras Cruzadas
Quiz
Política de Privacidade | Quem somos
2010 © Texto Editores - Todos os Direitos Reservados by redicom
COPYRIGFHT TEXTO EDITORES
Nenhum comentário:
Postar um comentário