sexta-feira, 3 de setembro de 2010

3933 - SIQUISMO

PortuguésPágina PrincipalSai BabaValores HumanosServicioArtículosSobre H2H Latino ¿Quién es Sai Baba?
Su Ashram
Su Mensaje
Su Obra ¿Qué son los valores humanos?
Programa Sathya Sai de EVH
Educare en Latinoamérica El servicio como práctica espiritual
Cualidad Sai del servicio Artículos del mes
Artículos anteriores Quiénes somos
Preguntas frecuentes
Contáctenos
O Siquismo




O dharma Sikh ou Siquismo é uma das religiões monoteístas mais recentes, surgida no norte da Índia, atual Paquistão. Foi fundada pelo Guru Nanak (1469-1539) e desenvolvida por seus nove sucessores nos séculos XVI e XVII, época de constantes conflitos entre o Hinduísmo e o Islã. O Siquismo promove a tolerância entre as religiões e resgata o essencial delas, despojando-as de superstições, rituais e fanatismo.

“Considere todos os homens como teus iguais,
a luz de Deus está em cada coração".
Guru Nanak




Apesar de tão recente, o Siquismo é a quinta religião mais popular do mundo, com aproximadamente 23 milhões de crentes. A grande maioria vive em Punjab, um estado do nordeste da Índia. O termo sikh provem do sânscrito shishya, que significa discípulo. Os Sikhs são os discípulos de seus dez gurus (mestres espirituais): o primeiro e fundador, Guru Nanak (1469 - 1539) e os que lhe sucederam até o último, o Guru Gobind Singh (1666 -1708). Ele deu por finalizada a tradição dos gurus humanos quando nomeou como seu eterno sucessor a sagrada escritura Sikh, o Adi Granth, também chamado Guru Granth Sahib. Este livro santo ocupa um lugar de privilégio nos templos Sikh; os gurudwaras. Guru significa mestre espiritual, literalmente: “Aquele que dissipa a escuridão”.
Tolerância e paz são uma das palavras chaves desta religião, que se pronunciou contra o sistema de castas hindu e o fanatismo muçulmano, e se destaca por promover um tratamento igualitário para com as mulheres. Constante meditação em Deus e na Sua luz, repetição do Nome, vida honesta e serviço ao necessitado são as principais práticas dos crentes.
Os Sikhs têm uma longa trajetória em denunciar injustiças e proteger os indefesos. De fato, o nono Guru Tegh Bahadur ofereceu a sua cabeça para salvar uns sacerdotes hindus ameaçados pelos governantes muçulmanos. Paradoxalmente, esta religião de fraternidade e tolerância foi logo perseguida pelos mongóis que invadiram a Índia de 1526 a 1857, e que pertenciam ao Islã. Tanto é assim que o quinto Guru Arjan Dev, famoso pela sua recompilação das sagradas escrituras, morreu cruelmente martirizado. Seu filho e sucessor, o Guru Hargobind, estabeleceu que os devotos deviam aprender artes marciais e se armaram. Foi assim como a comunidade Sikh iniciou a sua tradição militar. Hoje em dia os generais do exército da Índia são, em sua maioria, Sikhs.


VIDA DO GURU NANAK (1469 – 1539)

Guru Nanak é o fundador do Siquismo ou Dharma Sikhs, seu nome original. Assim como seus nove sucessores, pregou com o exemplo e foi reverenciado tanto pelos hindus como pelos muçulmanos. Durante uma época de grande desastre social e conflitos religiosos, a sua mensagem resultou ser uma ponte rumo a Deus e à espiritualidade. Seu ensinamento tomou quase 240 anos para difundir-se, e fez isso por meio de seus nove sucessores.

INFÂNCIA E JUVENTUDE

O Guru Nanak nasceu em 1469 no vilarejo de Talwandi (hoje conhecido como Nankana Sahib em sua honra) em Punjab, região atualmente dividida entre Pakistão e Índia. Seus pais eram hindus da casta dos comerciantes e tiveram dois filhos: Nanak e sua irmã Nanaki.
Os Janam sakhi (relatos sobre a vida do Guru Nanak) o retratam como um jovem contemplativo, amante da reza e da meditação. Na infância, Nanak tomou classes de sânscrito, matemática e árabe, de maneira que podia falar a hindus e muçulmanos em sua própria língua.
Apesar de Nanak aprender com grande facilidade, a sua família estava preocupada por seu pouco interesse nos assuntos mundanos. O pai lhe deu a responsabilidade de pastorear o gado familiar, tarefa que lhe permitiu passar longas horas meditando. Uma manhã de verão, o pequeno Nanak estava dormindo sob a sombra de uma árvore. Com o movimento do sol, a sombra foi correndo e os raios incidiam direto em seu rosto. Uma grande cobra parou a seu lado para protegê-lo do sol. Rai bular, o oficial a cargo da área, passava por ali acompanhado de seus assistentes e se deteve a olhar a inusitada cena. Foi assim que se convenceu de que Nanak não era um ser comum e se tornou seu discípulo. Aí conheceu religiosos hindus e muçulmanos que passavam pelos bosques e a Bhai Mardana, um de seus principais discípulos que o seguiu por 47 anos, escutando e cantando o ensinamento do Guru.
Nanak lamentava os enfrentamentos religiosos, especialmente entre hindus e muçulmanos, assim como as superstições e fanatismos que afastavam o ser humano de Deus. Era Sua intenção chegar à Realidade além das diferenças superficiais entre as religiões.
Sua irmã Nanaki decidiu ajudar os seus pais e conseguiu que seu marido empregasse Nanak como dependente duma pequena loja de grãos. Além disso, arrumou tudo para seu casamento. Quando Nanak cumpriu dezesseis anos se casou com Sulakhani, filha de um comerciante de arroz, com quem teve dois filhos: Sri Chand em 1494 e Lakshmi Chand três anos depois. O mais velho era um asceta e chegou a ter um considerável número de seguidores, conhecidos como os Udasis. Por outro lado, o filho caçula viveu uma vida normal.

O DESPERTAR

Uma manhã, Nanak foi ao rio Baain e sentou na beira dele sumindo em profunda meditação. Tinha trinta anos. Aí alcançou a suprema realização, e, por três dias, permaneceu ausente em gloriosa visão. No quarto dia rompeu o seu silêncio e declarou: “Não há nem hindus nem muçulmanos".
Esta frase não podia passar desapercebida numa época em que hindus e muçulmanos brigavam constantemente. Porém, ninguém a compreendia. Os qazis (sacerdotes muçulmanos) perguntaram ao Guru Nanak o significado disso, porém não receberam resposta. Convidaram-no à mesquita e ele aceitou, porém quando todos se enrodilharam para rezar, ele começou a rir. No final da reza, um homem o xingou pela sua falta de respeito para com as práticas muçulmanas. Nanak lhe contestou: "Você não estava orando, e sim pensando na tua égua que pariu". E disse ao sacerdote: "E você estava em Kabul comprando cavalos". Envergonhados, ambos dobraram suas cabeças e reconheceram que o Guru Nanak tinha dito a verdade. Logo lhe perguntaram quem era. Ele respondeu: "Se disser que sou hindu, vocês me matariam, mas não sou muçulmano. Sou um boneco feito de cinco elementos, no qual atua algo invisível, esse algo invisível é o que eu sou".
A sua visão da Realidade aparece no Mool Mantra, a primeira parte de um hino composto por ele, o Japji Sahib – a canção do coração:

Há um só Deus,
Seu nome é Verdade.
Ele é o Criador onipresente,
Não tem medo nem inimigos,
Ele é sem tempo, sem nascimento e sem causa,
E é experimentado pela graça do Guru.

O Guru Nanak não acreditava no sistema de castas nem em qualquer tipo de distinção baseada em raça, religião ou gênero. Testemunhou a invasão Mongol da Índia (1526-1857) cuja religião era o Islã, e viu os horrores infringidos ao povo:

Os reis são animais ferozes, os ministros são cachorros.
Esta Era é uma faca, e os reis são os açougueiros.
Na noite obscura do mal, a lua da retidão não se vê em nenhum lado.


A SUA MISSÃO

Depois da sua Iluminação, o Guru Nanak viajou durante quinze anos através da Índia, a zona do Tibete, Bengala e Sri Lanka. A sua quarta grande viagem foi a Arábia e Pérsia, onde visitou a Meca, Medina e Bagdá. Contam os textos sagrados que chegando à Meca, Nanak se deitou com os pés apontando para a sagrada Kaaba (um cubículo dentro da mesquita), sinal de falta de respeito para o Islã. Um guarda muçulmano passava por aí e vendo isso, o xingou. O Gurú Nanak respondeu: “Por favor, ponha meus pés num lugar onde Deus não esteja”.
Depois de quinze anos, o Gurú Nanak regressou a sua casa em Punjab e se estabeleceu em Kartharpur com a sua esposa e filhos. Muitas pessoas chegavam de perto e de longe para escutar os hinos e os ensinamentos do mestre. Seus seguidores se reuniam nas manhãs e nas tardes para fazer serviços religiosos. O Guru Nanak estabeleceu um comedor público chamado Langar, onde todos compartilhavam alimentos, seja que fossem reis ou povo.
Uma manhã do ano 1532, enquanto o Guru Nanak trabalhava nos campos, se aproximou um homem e lhe disse: "Eu sou Lehna," (lehna em punjabi significa creditor). O Gurú Nanak lhe respondeu “Tem vindo finalmente a pagar a sua lehna? Eu estava esperando por você". Lehna era um grande devoto de Durga, um aspecto da mãe divina do hinduísmo. Um dia ouviu falar acerca do Gurú Nanak e decidiu visitá-lo; a partir de então se converteu em seu fervoroso discípulo. A sua devoção era absoluta, quando não trabalhava na granja passava seu tempo livre contemplando a Deus. Também passou todas as provas que o Guru Nanak punha aos seus discípulos para saber quem era o mais sincero em sua devoção. “De verdade você é ‘Angad’, ¨parte de meu próprio Ser”, lhe disse um dia Guru Nanak. Quando chegou o tempo de sua partida, Nanak o nomeou como Seu sucessor espiritual e Angad se converteu no segundo guru.

O ADEUS

Antes da sua morte aos setenta anos de idade, os hindus queriam cremá-lo e os muçulmanos, enterrá-lo. O Gurú Nanak lhes disse: "Ponham flores aos meus dois lados, hindus à direita, muçulmanos à esquerda. As flores que estejam frescas amanhã serão as que decidirão como se disporá do meu corpo". Pediu-lhes que rezassem, se deitou e se cobriu com um lençol. Nas primeiras horas da manhã do dia 22 de setembro de 1539, Gurú Nanak se integrou à luz eterna. Quando seus seguidores tiraram o lençol, não encontraram nada a não ser flores, que estavam frescas de ambos lados. Os hindus tomaram as suas e as queimaram, e os muçulmanos as enterraram.

SEU ENSINAMENTO

“Conhecerá a pureza todo aquele e aquela que repita Seu nome com devoção e um amor sincero”.
Guru Nanak

Nascido no seio de uma família hindu, o Gurú Nanak ensinou a unidade do criador e a fraternidade fundamental de todos os seres. Sua mensagem era universal e pregava a igualdade das religiões, condenando as superstições, a idolatria, o ritualismo e o fanatismo. Rejeitava a noção de divisões baseadas em religião, raça, casta ou gênero. Especialmente, defendia a mulher diante daqueles que a consideravam má ou inferior.
A sua filosofia simples porem profunda descansava na divindade fundamental de todos os seres. Com esta consciência da Luz divina dentro de todos, a vida humana pode virar uma profunda experiência de amor, verdade, paz, paciência e contentamento. O corpo humano é um veículo para experimentar a Deus em cada um e em toda a criação. Experimentar Deus em vida gera amor, bem-aventurança e paz.
Para conseguir isso, o Guru Nanak ensinou três princípios fundamentais:

1. Recordar o nome de Deus em todo momento.
2. Ganhar-se a vida de forma honesta e praticar a retidão.
3. Compartilhar uma parte do tempo e riqueza com os menos afortunados.


SEUS NOVE SUCESSORES

Assim como o Guru Nanak, seus sucessores são considerados verdadeiros Gurus. Todos se destacaram por sua compaixão, desapego e sabedoria, e não duvidavam em sacrificar suas vidas para proteger os indefesos.

Guru Angad Dev (1504-1552)

• Compilou a biografia do Guru Nanak, conhecida como Janam Sakhi.
• Introduziu a escritura Gurmukhi promoveu a aprendizagem da língua Punjabi (originaria de Punjab).
• Compôs 63 hinos do Adi Granth.
• Abriu uma escola em Khadur Sahib para ensinar aos meninos o alfabeto Gurmukhi.
• Compilou os hinos do Guru Nanak e espalhou os seus ensinamentos.

Guru Amar Das (1479-1574)

• Converteu-se em guru aos 73 anos.
• Instituiu a cozinha comunal chamada langar. Qualquer um que pretendesse ter uma audiência com ele, seja rei ou mendigo, antes devia comer junto com os demais.
• Promoveu a igualdade, especialmente em relação às mulheres. Procurou libertar as muçulmanas do purdah e pregou com insistência contra a prática do sati (pela qual a viùva hindu era cremada viva na pira funerária de seu marido).
• Autor de 869 hinos do Adi Granth.

Guru Ram Das (1534-1581)

• Fundou a cidade de Amritsar, no Noroeste da Índia, em 1574.
• Compôs o hino Lawan, pronunciado na cerimônia de casamento Sikh conhecida como Anand Karaj (que significa Cerimônia de Bem-aventurança).
• Difundiu o Sikhismo no Norte da Índia.
• Organizou a estrutura da sociedade Sikh.
• Enfatizou a importância do Kirtan (cantar hinos), uma parte fundamental do culto Sikh.
• Autor de 638 hinos do Adi Granth.

Guru Arjan Dev (1563-1606)

• Compilou o Adi Granth em 1604.
• Construiu o Templo Dourado (Harmandir Sahib).
• Instalou a prática do dízimo (daswandh) para propósitos comunitários.
• Autor de Sukhmani Sahib bani, a oração da Paz.
• O primeiro Guru que morreu martirizado. O imperador Jahangir o encarcerou e martirizou em 1606 por negar-se a emendar o Adi Granth Sentaram-no numa placa de ferro abrasador e lhe jogaram areia fervente. O Guru Arjan Dev tolerou a dor cantando os hinos.
• “Autor” de 2312 hinos do Adi Granth.

Guru Hargobind (1595-1644)

• Filho do Guru Arjan Dev, transformou os Sikhs ao introduzir artes marciais e armas para a defesa das massas.
• Usava duas espadas, uma simbolizava o poder secular (mirir) e a outra o poder espiritual (piri).
• Construiu o Akal Takht em 1608 na cidade de Amritsar, Punjab.
• Passou aproximadamente dois anos encarcerado na fortaleza de Gwalior. Quando saiu, conseguiu que libertassem 52 princesas hindus que também eram presas políticas da fortaleza.
• Conduziu quatro batalhas contra os mongóis, que obrigavam as pessoas a converterem-se ao Islã, sob pena de morte.

Guru Har Rai (1630-1661)

• Continuou as tradições militares de seu avô, Gurú Hargobind.
• Defendeu a integridade do Adi Granth ao negar-se modificar as suas palavras.
• Transformou o Sikhismo numa religião forte e popular. Nomeou como sucessor seu filho de apenas cinco anos, Guru Harkrishan.

Guru Harkrishan (1656-1664)

• O Guru mais jovem da tradição Sikh, nomeado aos cinco anos de idade.
• Atendeu e curou os doentes durante uma epidemia de varíola em Nova Delhi, e morreu por contágio aos oito anos.
• Em sua memória se construiu o Gurudwara Bangla Sahib em Nova Delhi, onde se hospedava durante sua visita.
• Antes de morrer, nomeou como sucessor o seu tio avô, Guru Tegh Bahadur.

Guru Tegh Bahadur (1621-1675)

• Construiu a cidade de Anandpur Sahib.
• Sacrificou a sua vida defendendo o "direito à liberdade de religião", oferecendo a sua cabeça para salvar a sacerdotes hindus.
• Foi martirizado e decapitado pelo Imperador mongol Aurangzeb.

Guru Gobind Singh (1666-1708)

• Filho de Tegh Bahadur.
• Em 1699, o Guru Gobind Singh batizou os Sikhs e criou o Khalsa (a irmandade pura). Khalsa é uma comunidade de Sikhs que se dedicam a viver os ideais da religião.
• Estabeleceu o uso dos cinco K (mais adiante).
• Compilou o Dasam Granth Sahib, segundo volume do Adi Granth, de 1428 páginas.
• Autor de muitos banis (hinos) que os Sikhs recitam diariamente: Jaap Sahib e Chaupai.
• Escreveu a sua autobiografia, o Bichitra Natak.
• Disse aos homens de usar o apelido Singh (que significa leão) e às mulheres, Kaur (que significa princesa), para estabelecer igualdade entre todos: na Índia os apelidos fazem referência às castas.
• Seus quatro filhos foram martirizados pelos mongóis.
• Acabou com a tradição de gurus humanos, estabelecendo as Sagradas Escrituras Sikh (Adi Granth) como Guru Eterno.


AS SAGRADAS ESCRITURAS

O Adi Granth é o livro sagrado dos Sikhs, seu eterno Guru. A sua leitura é uma reza em si mesma; nele os Gurus, santos y poetas adoram a Deus e derramam sua sabedoria e conselhos. Os Sikhs asseguram que os Gurus, em sua pureza, receberam a mensagem de Deus. Assim, a palavra do Guru o Gurbani afina a mente e abre o coração ao Despertar espiritual.
O Adi Granth tem um lugar de privilégio na comunidade Sikh: é seu guia supremo e está em todos os templos (Gurudwaras) e lares. Contem um total de 5867 hinos em 1430 páginas que se dividem em dois volumes: o Guru Granth Sahib e o Dasm Granth. O primeiro contém os hinos do Guru Nanak, Angad, Amardas, Ramdas, Arjan, Teg Bahadur e um par de estrofas do Guru Gobind Singh. Também tem hinos chamados Bhagatts escritos por Santos: Kabir, Farid, Namdev, Ravidas, Dhanna, Beni, Sain, Jaidev, Bhika, Ramananda, Sadna, Surdas e Trilochan, e quinze Bagatts, hinos compostos por devotos.
O segundo volume das escrituras sagradas, o Dasm Granth, tem somente os hinos do Guru Gobind Singh.
O Adi Granth contém as principais orações para os três momentos do dia: ao amanhecer começam com o Jap Ji, de tarde depois do trabalho se recita o Rehras Sahib e antes de dormir o Kirtan Sohila. Os hinos do Adi Granth são acompanhados por melodias ou ragas, que por sua vez se adaptam a certas medidas: Shabds, Astpadis, Vars, etc.
Os nomes dos Gurus Sikhs não figuram em seus próprios hinos: todos escrevem usando o nome de Nanak. Porém, antes de cada hino, está escrito "Mahala” ou "M" seguido por um número que identifica o seu autor (Ex.: M1 significa o primeiro Guru Nanak; M2 o segundo Guru, etc.). Por outro lado, os hinos Bhagatts e Bhatts levam os nomes dos seus autores, exceto Mardana, o único que se escreve com o nome de Nanak.

DOUTRINA FUNDAMENTAL DO SIQUISMO

• Há um único Deus, que é louvado com diferentes nomes segundo cada religião. É imanente e transcendente.
• O propósito fundamental é treinar a mente e os sentidos para reconhecer o princípio divino na gente mesma e em toda a criação.
• A qualidade fundamental dos Sikhs é a sua dedicação constante aos ensinamentos dos Gurus.
• Os Sikhs praticam a devoção diária: meditar, recitar, cantar e recordar Deus constantemente.
• Sat Sangat: O Sikh Dharma fomenta a companhia sagrada de outros aspirantes como modo de progredir espiritualmente rumo a Deus.
• Naam Japna: repetição do nome, em ocasiões com ajuda de um colar de contas (japa). Realiza-se individualmente ou em grupo.
• Dharma: Aplicar a retidão na vida diária.
• Serviço ao próximo necessitado, para socorrê-lo e elevá-lo. O principal dever de um Sikh é ajudar os pobres, necessitados ou oprimidos.
• Não existe nenhum lugar, dia ou momento mais favorável que outro. Somente é sagrado o momento e o lugar em que Deus é recordado.
• Liberdade de religião. Todos têm direito a seguir seu próprio caminho rumo a Deus sem sofrer condenação ou coerção por parte de outros.
• Ausência de clero. Com a graça de Deus, qualquer ser humano é capaz de conhecer a Realidade Suprema.
• O Siquismo fomenta a alfabetização, o crescimento individual, o trabalho honesto e a vida em família. Busca criar uma sociedade em que todos possam viver como irmãos.
• O Siquismo condena o adultério e a promiscuidade.
• Os Sikhs não consomem álcool, drogas e tabaco, e a dieta deles é vegetariana.
• A sua doutrina conserva muitos conceitos do hinduísmo tais como maya, reencarnação, yoga, karma, ego, liberação. O mesmo vale para suas práticas como a meditação, repetição do nome de Deus, serviço, retidão, etc., além de seus conhecimentos especializados, que em sua maioria provêm dos Vedas.


Conhecimentos especializados



A qualidade fundamental do Sikhismo é a dedicação e o discipulado. Isto inclui o conhecimento e prática das seguintes ciências:
 Atma e Paramatma Vidya – Conhecimento do Ser ou Deus.
 Langar Vidya – Preparação de alimentos de forma higiênica para milhares de pessoas.
 Raag Vidya – Conhecimento de música hindu.
 Shastaar Vidya – Artes marciais.
 Prosperity Vidya – Como gerar riqueza e compartilhá-la.
 Marma Vidya – Naad e Kundalini (circulação da energia no corpo humano), Satnam Rasayan (cura com as mãos) e Terapia do nome ou nam (repetição de mantras para tratar diversos sintomas).


OS CINCO “K”ou artículos de fé Sikh

Os cinco “K” são os símbolos de vestido y aparência física dos Sikhs, estabelecidos pelo Gurú Gobind Singh quando se reuniram os primeiros membros da Khalsa (irmandade pura) no dia de Vaisakhi em 1699.

Kesh
• Cabelos sem cortar, coberto por um turbante distintivo. Os cabelos são um símbolo tradicional hindu de renúncia, e o turbante, de liderança.

Kirpan
• Espada cerimonial, que simboliza a disposição para proteger os indefesos e defender-se contra as persecuções.
• Normalmente se leva num cinturão de tela chamado gatra.
• Nunca deve ser desembainhada para atacar, porém pode ser usada para a auto-defesa ou para proteger um terceiro.

Kara
• Bracelete de aço que simboliza força e integridade.


Kangha
• Um pente de madeira, que simboliza limpeza e ordem. Assim como os Sikhs se penteiam todos os dias, também devem “pentear” a mente com a sabedoria do Guru.

Kachhera
• Roupa interior de algodão, que simboliza autocontrole e castidade, e proibição de cometer adultério.

KHANDA, O EMBLEMA SIKH

Este símbolo está formado por três armas, o khanda, situado entre duas espadas curvas chamadas kirpans e um chakkar, arma com forma de disco. Cada arma tem um significado diferente:
• Khanda: espada reta que simboliza o conhecimento de Deus
• Kirpans: espadas curvas que representam a soberania política e espiritual.
• Chakkar: arma en forma de disco que simboliza a unicidade de Deus.



Sikh Dharma

Lugar de origem
Punjab, estado do norte da Índia.

Fundador
Guru Nanak

Sagradas escrituras
Adi Granth (ou Guru Granth Sahib)

Templo
Gurudwara

Símbolo sagrado


Lugar sagrado
Nankana Sahib, lugar de nascimento do Guru Nanak.

Principais festivais
Vaisakhi: Abril. Ano Novo em Punjab

Hola Mohalla: Março. Festival de concursos e exibições onde os Sikhs mostram suas habilidades em atletismo, equitação e artes marciais.


Diwali: Outubro. Festival em que se relata a história de Hargobind, o sexto Guru.


Nascimento do Guru Nanak: novembro. Cinco homens levam o Adi Granth pelas ruas.





ARTÍCULOS POR SECCIÓNEditorialTema del MesActividades DestacadasReligiones del MundoEducareAlimentación, Salud y EspiritualidadHistorias InspiradorasCalendario de ActividadesFestividades del MesVersión para ImprimirEDICIÓN ACTUALEDICIONES PREVIAS
H2H EN OTROS IDIOMAS

Contacto


Herramientas: Búsqueda | Acerca de H2H | Suscribirse a RSS
Legal: Política de Privacidad | Términos de uso




H2H Latino es propiedad de la fundación Sri Sathya Sai Baba de Argentina.
Copyright H2H latino 2009. Todos los derechos reservados.



COPYRIGHT AUTOR DO TEXTO

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Contador de visitas