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Paiaguás
Paiaguás.
Para Lécio Gomes de Sousa 1 também era de fala guaicuruo paiaguá, o língua2 de alguns autores, que viveu em terras da atual República do Paraguai, em ambas as margens do rio, ao sul dos guaicurus.
1. História de uma região: Pantanal e Corumbá, São Paulo, Ed. Resenha Tributária, 1973, p. 161.
2. O língua, ou linguará, era o intérprete entre o branco e os habitantes nativos.
A partir de 1725, os paiaguás, índios canoeiros, aliados aos guaicurus3, passaram a perseguir com sucesso as grandes monções, principalmente as que desciam com ouro para o povoado (São Paulo) ou levavam mantimentos para Cuiabá; muito hábeis sobre a água, quase sempre venciam, até porque suas pequenas canoas eram facilmente manobradas na abordagem aos pesados canoões dos monçoeiros.
3. Assim relata Francisco Rodrigues do Prado, em História dos índios cavaleiros ou da nação guaicuru (atualização e notas de Hildebrando Campestrini, IHgMS, 2006, p. 44). Destaque-se que Prado escreveu a obra em 1795, no tempo em que comandava o Forte de Coimbra, em contato permanente com aqueles índios. Sobre Prado, há excelente trabalho de Raul Silveira de Melo: Para além dos bandeirantes (Bibliex, 1968).
Viviam os paiaguás em aldeamentos próximos de Assunção, em amizade com os espanhóis; avessos à catequese, rebelaram-se e avançaram águas acima a fim de pilhar as monções paulistas. Seu território era todo o curso do rio Paraguai (e no Taquari, até a Prensa4), preferindo para os saques a região do braço do Xianés, porque ali não havia barrancas ou lugares firmes nos quais pudessem os viajantes entrincheirar-se para o revide com armas de fogo.
4. A Prensa era um ponto de parada (dos monçoeiros) na margem direita do rio Taquari, uns três dias de navegação antes da foz deste no rio Paraguai (segundo Cabral Camelo).
Deles relata Rolim de Moura5: A terceira e última (nação) é do Paiaguá, e a de quem temos recebido mais e maiores danos (....). Os seus ataques são de ordinário nos rios, e em canoa; porque em terra não valem nada e três ou quatro armas de fogo bastam a fazer oposição a um grande número deles. Em cada canoa embarcam oito até dez, metade dos quais rema e a outra se serve das armas. (....). A sua cautela é grande e nunca atacam tropa alguma sem que primeiro a venham vigiando muito tempo. Escondem-se pelos ribeirões e sangradouros, que desembocam nos rios por onde é a nossa viagem, para o que tem maior facilidade no Paraguai-Mirim e no Paraguai grande, e quando os rios levam já muita água no mesmo rio Cuiabá até muito perto do porto. Dali nos espiam, e quando nos vêem descuidados, saem de repente com uma grande gritaria, e o seu empenho todo é molhar-nos as armas e abordar para se livrarem do dano, que delas recebem, se nos dão lugar a isto.
5. Em Relação da Viagem, que fez o Conde de Azambuja da Cidade de S. Paulo para a Villa do Cuyabá – 1750, Cuiabá, UFMT, 1985.
Com os freqüentes(e trágicos) ataques dos paiaguás6, as autoridades das minas, em 1740, fizeram aceno de amizade aos guaicurus, oferecendo-lhes numerosos cavalos para, em troca, declararem contínua guerra aos índios canoeiros.
6. O primeiro deles deve ter sido em 1725, na foz do Xianés, quando destruíram a monção (20 canoas e 600 pessoas) de Diogo de Sousa, que levava mercadorias para Cuiabá; no ano seguinte atacaram, na entrada do rio Paraguai, a monção de Miguel Antunes Maciel, que ia para São Paulo; houve saques nos anos posteriores. Em 1730 foi vítima a monção de Lanhas Peixoto (ouvidor das minas), que, com quatrocentas pessoas, transportava sessenta arrobas de ouro; do ataque, segundo alguns historiadores, somente oito pessoas sobreviveram; consta que o ouro foi vendido pelos índios em Assunção. Houve ainda ataques nos anos de 1743, 1771 e 1775.
Cumprindo sua parte, os índios cavaleiros foram rechaçando, aos poucos, os paiaguás. Mais: tornaram-se os guaicurus amigos dos portugueses, e assim, em 1791, em Vila Bela, assinaram, com o governador da capitania (como se viu), um compromisso de perpétua paz e amizade com os portugueses.
Prado (cit., p. 48) informa que, ao desfazerem, em 1768, a aliança que mantinham com os guaicurus (como se relatou), foram os paiaguás viver abaixo da cidade de Assunção, capital da província do Paraguai, e com os habitantes dela conservando a paz. (HC).
Gênero: População
Espécie: Tribos Indígenas
Bibliografia:
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