segunda-feira, 11 de abril de 2011

10294 - A MENTE PSICOPÁTICA

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Massacre de RealengoOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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As informações apresentadas podem mudar a qualquer momento. Editado pela última vez em 11 de abril de 2011.
Coordenadas: 22°53’2”S, 43°25’3”O
Massacre de Realengo
Fachada da escola momentos depois do crime
Local Realengo,
Rio de Janeiro, Brasil
Data 7 de abril de 2011
8:30 (UTC−3)
Tipo de ataque massacre escolar, assassinato em massa
Mortes 13[1] (incluindo o assassino)
Feridos 22[2]
Responsáveis(s) Wellington Menezes de Oliveira
Massacre de Realengo refere-se ao assassinato em massa ocorrido em 7 de abril de 2011, por volta das 8h30min da manhã (UTC-3), na Escola Municipal Tasso da Silveira, localizada no bairro de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro. Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, invadiu a escola armado com dois revólveres e começou a disparar aleatoriamente contra os alunos presentes, chegando a matar doze, todos menores de idade. Oliveira tentou fugir, mas foi interceptado por policiais, cometendo suicídio.[3][4]

A motivação do crime figura incerta, porém a nota de suicídio de Wellington e o testemunho público de sua irmã adotiva e o de um colega próximo apontam que o atirador era reservado, sofria bullying e pesquisava muito sobre assuntos ligados a atentados terroristas e a grupos religiosos fundamentalistas.[5][6][7][8] No mesmo dia, o ocorrido teve ampla repercussão em noticiários internacionais.[9][10][11][12] A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, decretou luto oficial de três dias em virtude da morte dos estudantes vítimas do massacre.[13]

Índice [esconder]
1 Pessoas envolvidas
1.1 Autor do crime
1.2 Vítimas
2 O crime
2.1 Antecedentes
2.2 Execução
2.3 Motivação
2.4 Obsessão com terrorismo
3 A carta de suicídio
3.1 Íntegra
3.2 Análises e interpretações
4 Reações
4.1 De autoridades públicas
4.2 Repercussão internacional
5 Notas e referências
6 Ligações externas

[editar] Pessoas envolvidas[editar] Autor do crime
O atirador, Wellington de Oliveira, que se suicidou no atentado.Wellington Menezes de Oliveira (Rio de Janeiro, 9 de abril de 1987 — Rio de Janeiro, 7 de abril de 2011), de 23 anos, foi aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira até a 8ª série (9º ano atualmente).

Wellington era filho adotivo de Dicéa Menezes de Oliveira, era o caçula de cinco irmãos e foi adotado ainda bebê. Sua mãe biológica sofria de problemas mentais e chegou a tentar se matar.[14] É descrito por familiares e conhecidos como um rapaz calado, tímido, introspectivo, que não se metia em problemas nem desrespeitava regras. Embora sua mãe adotiva, que morreu em 2010, fosse Testemunha de Jeová, Wellington não se tornou membro da religião. [15]. Era uma pessoa calada, tímida e passava boa parte de seu tempo navegando na internet. [16]

Após a morte de Dona Dicéa, os irmãos vasculharam o computador do jovem e descobriram que ele fazia muitas pesquisas sobre armamentos.[14]

Após o atentado, cometeu suicídio.[17][18]

[editar] VítimasA lista de vítimas foi divulgada oficialmente pela polícia do Rio de Janeiro:[19][20][21][22]

Ana Carolina Pacheco da Silva, 13 anos;
Bianca Rocha Tavares, 13 anos;
Géssica Guedes Pereira, 14 anos;
Igor Moraes, 12 anos;
Karine Chagas de Oliveira, 14 anos;
Larissa dos Santos Atanásio, 13 anos;
Laryssa Silva Martins, 13 anos;
Luiza Paula da Silveira, 14 anos;
Mariana Rocha de Souza, 12 anos;
Milena dos Santos Nascimento, 14 anos;
Rafael Pereira da Silva, 14 anos;
Samira Pires Ribeiro, 13 anos;
Após o evento, famílias de quatro das vítimas decidiram doar os órgãos dos adolescentes.[23]

[editar] O crime[editar] AntecedentesInvestigações da polícia posteriores ao massacre, através de uma denúncia anônima, descobriam que Wellington Menezes de Oliveira havia saído para comprar o revólver calibre 32 com dois homens, um vigia desempregado e um chaveiro, Charleston Souza de Lucena e Izaías de Souza, respectivamente, e ambos os suspeitos admitiram ter intermediado a venda do revólver num quiosque próximo da casa de Wellington em Sepetiba.[24] A alegação de Wellington, de acordo com um dos suspeitos, foi a de que ele usaria a arma para se proteger, pois vivia sozinho.[24] Um terceiro homem teria participado propriamente da venda, Robson, fornecendo diretamente a arma para Wellington, enquanto os outros dois haveriam apenas servido como intermediadores.[24]

Ambos os homens presos disseram-se arrependidos pela venda. Souza declarou: "Se soubesse que era para fazer isso, não tinha participado, porque eu também tenho filhos, que estudam inclusive numa escola em frente onde Wellington morava", enquanto Charleston declarou: "Agora infelizmente vou ter que pagar por este ato. Espero que a Justiça faça o que tem que fazer, que ela seja cumprida".[24] Embora Lucena e Souza tenham afirmado que Robson morreu no carnaval de 2011, a polícia ainda assim o investiga e tenta procurar evidências de sua suposta morte.[24] Os investigadores também não sabem como Wellington obteve sua outra arma, um revólver 38, com o qual efetuou a maioria dos disparos.[24]

[editar] ExecuçãoWellington Menezes de Oliveira, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, dirigiu-se a pé para a escola na manhã de 7 de abril de 2011, portando dois revólveres — um de calibre 38 e outro de calibre 32[25] — e carregadores do tipo Speedloader, que, segundo os policiais, exigem treinamento para uso. Ele estava bem vestido e, por volta das 8h (UTC-3), identificou-se como um palestrante que iria conversar com os alunos naquela manhã. Depois, subiu para o primeiro andar e entrou numa sala de aula da oitava série. Wellington então começou a atirar contra todas as crianças, mas nas meninas ele atirava para matar, nas cabeças, e nos meninos só atingia braços e pernas.Segundo testemunhas, ele se referia às meninas como seres impuros e posicionava a arma em suas testas de forma cruel antes de matá-las.[26] [27] [28][29] Morreram dez meninas e dois meninos, todos com idade entre 12 e 14 anos. Ele conseguiu dar mais de cem tiros, graças ao uso dos carregadores.[30]

Houve pânico e os alunos e funcionários começaram a correr. Agentes do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), que faziam uma fiscalização em uma rua próxima, foram avisados por uma criança baleada que acabara de fugir do local. Policiais militares do Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário e Urbano (BPRV), que acompanhavam a ação do Detro, foram até o local e imobilizaram o suspeito com um tiro no abdome. Ele então atirou contra a própria cabeça.[31]

O atirador foi detido pelo 3º Sargento da Polícia Militar Márcio Alexandre Alves, de 38 anos. Segundo ele, o atirador chegou a apontar-lhe a arma, sem contudo atirar. Alves teria atirado no abdome do terrorista, fazendo-o cair e, em seguida, cometer suicídio. "O sentimento é de tristeza pelas crianças. Eu tenho filho nessa idade. Mas também é sentimento de dever cumprido, impedi que ele chegasse ao terceiro andar e fizesse mais vítimas", declarou.[32]

Wellington Oliveira deixou uma nota de suicídio no local. Na missiva, já havia por escrito a intenção de se matar após a sua ação premeditada.[33]

[editar] MotivaçãoA motivação do massacre não é conhecida ao certo. Cogita-se a hipótese de que o assassino possuía traços de psicopatia.[34] Sua carta de suicídio e sua página pessoal no site de relacionamento Orkut continham temas religiosos e passagens de livros da Bíblia Sagrada, como Ezequiel e Eclesiastes.[35] O jornal Clarín, por exemplo, afirmou que o autor a concluía com pedidos de um "típico fiel católico", ao escrever que precisava da "visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez" e ao citar a segunda vinda de Cristo,[36] embora outras correntes religiosas também acreditem na Parusia. Na tarde do dia da tragédia, a mídia nacional veiculou que sua irmã adotiva disse que ele era ligado ao islamismo, não saía de casa e "vivia na Internet".[5] Entre outras especulações, está a de que o atirador havia sofrido bullying quando estudava na escola.[7] Essa hipótese abre a oportunidade de opinião de que foi uma "tragédia importada" por não ser novidade em outros países, como Estados Unidos, Argentina, Rússia e China, mas muito rara no Brasil.[37]

Somando a motivação de caráter religioso com a de mau tratamento durante os tempos de escola, um amigo próximo de Wellington afirmou que ele "sofria bullying, era viciado em jogos violentos e em ataques terroristas". O colega disse que o apelido de Wellington na adolescência era "Al Qaeda", em referência à organização fundamentalista islâmica, apontada como autora de diversos atentados. Ainda segundo o colega, Wellington era reservado e, entre os assuntos de suas conversas, destacavam-se os atentados terroristas, como o ocorrido em 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas, que teria sido o "seu preferido".[8] A informação de que o criminoso teria vínculos diretos com o islamismo, porém, foi posteriormente negada por pessoas próximas a ele e também pela União Nacional das Entidades Islâmicas do Brasil.[38]

[editar] Obsessão com terrorismoWellington, em cartas descobertas na sua casa, dizia ter ligações com grupos extremistas islâmicos e que praticava o islamismo, lia o Alcorão quatro horas por dia, meditava sobre atentados e tinha interesse em visitar países muçulmanos. Ao visitar um barbeiro, segundo o depoimento deste, disse que não poderia raspar a barba porque seria expulso do grupo ao qual pertencia e com o qual se reunia periodicamente no Rio de Janeiro. As cartas mencionam também dois extremistas com os quais Wellington se corresponderia pela Internet, um deles teria declarado que quase participou do atentado de 11 de setembro. Contudo, a polícia desconsidera seguir essa linha de investigação, pois considera que tais ligações com terroristas eram delirantes. [39]

[editar] A carta de suicídio[editar] Íntegra Primeiramente deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas, ou seja, nenhum fornicador ou adúltero poderá ter um contato direto comigo, nem nada que seja impuro poderá tocar em meu sangue, nenhum impuro pode ter contato direto com um virgem sem sua permissão, os que cuidarem de meu sepultamento deverão retirar toda a minha vestimenta, me banhar, me secar e me envolver totalmente despido em um lençol branco que está neste prédio, em uma bolsa que deixei na primeira sala do primeiro andar, após me envolverem neste lençol poderão me colocar em meu caixão. Se possível, quero ser sepultado ao lado da sepultura onde minha mãe dorme. Minha mãe se chama Dicéa Menezes de Oliveira e está sepultada no cemitério Murundu. Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo o que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna.
Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado a uma dessas instituições, pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar, trabalhar para se alimentarem, por isso, os que se apropriarem de minha casa, eu peço por favor que tenham bom senso e cumpram o meu pedido, por cumprindo o meu pedido, automaticamente estarão cumprindo a vontade dos pais que desejavam passar esse imóvel para meu nome e todos sabem disso, senão cumprirem meu pedido, automaticamente estarão desrespeitando a vontade dos pais, o que prova que vocês não tem nenhuma consideração pelos nossos pais que já dormem, eu acredito que todos vocês tenham alguma consideração pelos nossos pais, provem isso fazendo o que eu pedi.


— Wellington Menezes de Oliveira [40]
[editar] Análises e interpretaçõesHouve muitas análises e interpretações por parte de teólogos, psicólogos e especialistas da justiça quanto se soube da carta deixada por Wellington. Embora seu primeiro trecho nos apresente citações de aspectos comuns a diferentes religiões, certos especialistas disseram que o texto, porém, não traz "referências diretas a uma crença específica e não pode ser lido como discurso religioso autêntico".[41] Por ter citado as palavras "impureza" e "castidade", reforçando certo sentido conceitual religioso em relação a elas, pediu para que seu corpo fosse lavado e envolvido em lençol branco deixado por ele no edifício da escola. Por conta disso, houve muitas afirmações de suposta ligação do assassino com o islamismo e que sua carta era semelhante às notas deixadas por vários suicidas radicais islâmicos, como aquela deixada por Mohamed Atta, um dos terroristas do atentado de 11 de setembro de 2001.[42][43] A Federação das Associações Muçulmanas do Brasil, em contraposição, divulgou uma nota na tarde do dia 7 para esclarecer que o atirador não participava da comunidade.[41] A União Nacional das Entidades Islâmicas do Brasil, por sua vez, embora tenha deixado nota de que Wellington não tinha vínculos com a representação e a religião muçulmana, admitiu que seu pedido de sepultamento está de acordo com os rituais islâmicos praticados durante o sepultamento de um corpo.[44]

Certos especialistas rebatem essa afirmação vinculada ao islamismo. O teólogo Leonardo Boff, por exemplo, lembrando o ponto em que o autor da carta cita a segunda vinda de Jesus, afirmou que Wellington "não se liga à religião judaica, muçulmana, nada disso. Ele é da tradição judaico-cristã. Os judeus esperam o Messias. Para os cristãos, o messias é Jesus". Boff ainda reforçou: "Ele justapõe muitos elementos das religiões que estão no mercado. É um brasileiro sincrético. (...) E dentro do cristianismo, há grupos maniqueístas. É uma patologia que atravessa todas as religiões". O teólogo ainda observou que dois conceitos seriam fortes no contexto da carta: o maniqueísmo e a "consciência do pecado", ao que afirma: "Ele só quer a pureza absoluta. É claro que ele se filia a essa corrente que é antiquíssima. Santo Agostinho foi durante muito tempo maniqueísta. O maniqueísmo parte de uma experiência verdadeira que é a existência do mal no mundo. [...] Ele sabe que está fazendo mal a Deus, pede que uma pessoa religiosa interceda. Tem consciência que fez o mal e que, perdoado, pode buscar a vida eterna".[41]

Outro especialista, Eulálio Avelino Pereira Figueira, coordenador do curso de especialização em Ciência da Religião da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), afirmou: "Não existe religião que esteja fundada no mal (maldade) gratuito, muito menos na perversidade e na crueldade. [...] A mensagem do texto é resultado de um imaginário coletivo religioso".[41]

[editar] Reações[editar] De autoridades públicas
No dia 7 de abril de 2011, o governador Sérgio Cabral Filho e o prefeito Eduardo Paes falam da tragédia na escola Tasso da Silveira.A presidente do Brasil Dilma Rousseff disse, através do porta-voz da Presidência, que estava "chocada" e "consternada" e conversou por telefone com Sérgio Cabral Filho, governador do Rio de Janeiro, e com Eduardo Paes, prefeito.[45][46] O Ministro da Educação, Fernando Haddad, fez um pronunciamento no final da manhã afirmando que o caso era "uma tragédia sem precedentes no Brasil" e colocou o Ministério à disposição da Prefeitura do Rio de Janeiro.[47]

Pouco depois de tomar ciência do ataque, Dilma Rousseff chorou ao falar do ocorrido, pedindo um minuto de silêncio pelas vítimas. Decretou luto oficial no Brasil com a duração de três dias.[48][49] Na ocasião, a presidente declarou: "Não vou fazer um discurso porque hoje nós também temos que lamentar o que aconteceu em Realengo com crianças indefesas. Não era característica do país ocorrer esse tipo de crime. Por isso, eu considero que todos aqui estamos unidos no repúdio a esse ato de violência".[49]

Horas depois do crime, o governador e o prefeito do Rio de Janeiro, respectivamente Sérgio Cabral Filho e Eduardo Paes, concederam uma entrevista coletiva no ginásio da Escola Tasso da Silveira, onde lamentaram o ocorrido. Cabral classificou o atirador Wellington de Oliveira como "psicopata e animal" e chamou de "heróis" o sargento, as professoras e as crianças da unidade de ensino que conseguiram avisar os policiais militares que estavam nas proximidades. "Sem eles, a tragédia teria sido maior", disse.[50]

A UNESCO, órgão da educação vinculado à ONU, manifestou imediato repúdio ao ataque, através de nota pela Internet, que dizia: "A UNESCO repudia os ataques à escola do Rio e se solidariza com as famílias. A escola deve ser um lugar para reconstruir a paz e a cultura".[51]

[editar] Repercussão internacionalO ataque em Realengo teve repercussão nos principais veículos da imprensa estrangeira.[52]

Os sites dos britânicos The Guardian, The Daily Telegraph e BBC, os americanos CNN, MSNBC e o The New York Times, a Al Jazeera, o espanhol El País e o argentino Clarín destacaram o assunto. O Guardian afirmou que vinte pessoas foram mortas, enquanto a Al Jazeera noticiava doze mortes.[53] O jornal espanhol El País destacou que o “Rio de Janeiro estava de luto e desconcertado porque crimes desse tipo são desconhecidos na cidade e apenas lidos nos jornais quando acontecem nos Estados Unidos”.[54]

A CNN e a ABC News mostraram imagens ao vivo da Rede Record e da Record News, com centenas de parentes e amigos dos estudantes e funcionários que estavam na escola.[55] A principal manchete no La Nación é sobre o episódio, denominado como a Tragédia no Rio de Janeiro. Uma reportagem resume o que houve em Realengo. No jornal britânico The Guardian, que, assim como o Clarín, destacou o assunto na manchete, fontes ouvidas chamaram o incidente de “massacre”. Outro diário britânico, o The Daily Telegraph, citou testemunhas que contam que os tiros começaram por volta das 8h30 da manhã da quinta-feira em questão.[56]

O jornal americano The Wall Street Journal afirma que a tragédia "chocou a sociedade tradicionalmente familiar do Brasil, onde a violência contra crianças é rara. A escola fica em Realengo, no oeste de uma cidade conhecida por suas praias e belezas naturais".[57]

Notas e referências↑ Chega a 12 o número de mortos no massacre a escola em Realengo Portal R7
↑ Número de mortos e feridos
↑ Ao menos 12 crianças morrem em atentado em escola da zona oeste (em português). R7 Notícias (7-4-2011).
↑ Secretário de Saúde do Rio confirma 13 mortes em tiroteio em escola (em português). G1 (7-4-2011).
↑ a b Irmã de atirador diz que ele era ligado ao Islamismo e não saía muito de casa; ele deixou carta suicida (em português). UOL notícias (7-4-2011).
↑ Massacre numa escola do Rio de Janeiro (em português). RTP.pt (7-4-2011).
↑ a b "Logo percebi que era um extermínio", diz vizinha de escola. Terra Magazine (7-4-2011).
↑ a b Atirador sofria bullying e era conhecido como 'Al Qaeda', diz amigo. Sidney Rezende (7-4-2011).
↑ At Least 13 Dead in Brazil School Shooting (em inglês). Fox News (7-4-2011).
↑ Gunman fires inside Brazil school (em inglês). BBC News (7-4-2011).
↑ Rio/fusillade dans une école: 13 morts (em francês). Le Figaro (7-4-2011).
↑ Tragedia en Río de Janeiro: un hombre mató a 9 chicos en una escuela (em espanhol). Clarín (7-4-2011).
↑ Luiza Damé (7 de abril de 2011). Dilma decreta luto oficial de três dias pela morte de estudantes no Rio (html) (em português). O Globo. Página visitada em 7 de Abril de 2011.
↑ a b 'Ele sempre foi um adolescente muito ausente', diz irmão do atirador (htmal) (em português). G1 (7 de Abril de 2011). Página visitada em 8 de Abril de 2011.
↑ Uol (11 de abril de 2011). Representante das Testemunhas de Jeová nega que atirador fosse da comunidade religiosa (html) (em português). Uol.com.br. Página visitada em 11 de abril de 2011.
↑ AE - Agência Estado (8 de abril de 2011). Atirador era calado, tímido e vivia na internet (html) (em português). Estadao.com.br. Página visitada em 8 de abril de 2011.
↑ Carlyle Jr. (7 de abril de 2011). “Não sei se terei coragem de entrar na escola novamente”, conta aluno (html) (em português). R7. Página visitada em 7 de abril de 2011.
↑ Genilson Jr. (7 de abril de 2011). Parentes relatam o drama na busca e reconhecimento de corpos de alunos em Realengo (html) (em português). O Dia. Página visitada em 7 de abril de 2011.
↑ Lista oficial de vítimas do massacre em Realengo.. Globo (7 de abril de 2011). Página visitada em 7 de abril de 2011.
↑ Divulgada a lista com nomes das vítimas da chacina no colégio em Realengo (html) (em português). O Globo (7 de abril de 2011). Página visitada em 7 de abril de 2011.
↑ "O assassino optou por matar apenas as meninas bonitas", diz tia de menina morta com tiro na testa (html) (em português). Jornal do Brasil (7 de abril de 2011). Página visitada em 7 de abril de 2011.
↑ Chega a 12 o número de mortos no massacre a escola em Realengo Portal R7
↑ Massacre em Realengo: Famílias de quatro vítimas fatais decidem doar órgãos (html) (em português). O Dia Online (7 de abril de 2011). Página visitada em 7 de abril de 2011.
↑ a b c d e f Dupla vendeu arma para atirador no Rio. Página visitada em 10/04/2011.
↑ Computador de autor do massacre em escola no Rio é achado queimado. Página visitada em 08/04/2011.
↑ Atirador preferia matar meninas e disparava "sem pena", diz aluno sobrevivente da tragédia no Rio. UOL Notícias, acessado em 10 de abril de 2011.
↑ 'Ele atirava nas meninas para matar', diz aluno que sobreviveu a ataque. Portal G1, acessado em 10 de abril de 2011.
↑ Ataque à escola em Realengo foi premeditado, diz comandante de batalhão da PM (em português). ClicRBS (7-4-2011).
↑ Homem abre fogo dentro de escola do Rio e mata ao menos 10 crianças (em português). Estadão (7-4-2011).
↑ Homem invade escola e abre fogo contra alunos no Rio de Janeiro. Dez meninas e um menino são mortos (em português). Veja (7-4-2011).
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↑ Agência Brasil (7-4-2011). Sentimento é de dever cumprido, diz PM que parou atirador no Rio (em português). Página visitada em 7-4-2011.
↑ Atirador era ex-aluno de escola e deixou carta, diz polícia do RJ (em português). G1 (7-4-2011).
↑ Psicóloga forense vê características de psicopata em atirador‎. Jornal do Brasil (7-4-2011).
↑ Isabela Bastos e Fernanda Baldioti (7-4-2011). Perfil do Orkut atribuído a atirador de Realengo explora temas como morte, inferno e ressurreição. Terra Magazine.
↑ La carta del asesino: “Necesito que recen delante de mi tumba pidiendo perdón por lo que hice”. Terra Magazine (7-4-2011).
↑ http://www.jb.com.br/jb-premium/noticias/2011/04/08/tragedia-importada/. Jornal do Brasil (8-4-2011).
↑ Muçulmanos negam que homem que matou alunos no Rio seja islâmico ou tenha vínculos com a religião (em português). Agência Brasil (7-4-2011).
↑ Manuscritos de atirador mostram fixação por terrorismo. Portal G1, acessado em 11 de abril de 2011.
↑ Veja as cartas de Wellington e do terrorista do 11 de Setembro (em português). R7 (7-4-2011).
↑ a b c d Saiba mais sobre as citações religiosas na carta do atirador (em português). G1 (08/04/2011).
↑ Carta de Wellington mostra semelhança com terrorista de 11 de setembro (em português). Dia Online (07 de abril de 2011).
↑ Título não preenchido, favor adicionar (em português). O Galileu (08/04/2011).
↑ Em carta, atirador pede sepultamento em ritual islâmico (em português). Terra (07 de abril de 2011).
↑ Dilma está 'chocada' e 'consternada' com tragédia no Rio, diz porta-voz (em português). G1 (7-4-2011).
↑ Dilma se diz 'chocada e consternada' com atentado em escola no Rio (em português). Estadão (7-4-2011).
↑ Ministro da Educação diz que caso é tragédia sem precedentes no Brasil (em português). G1 (7-4-2011).
↑ PASSARINHO, Nathalia (7 de abril de 2011). Dilma decreta luto oficial de três dias.. G1. Página visitada em 7 de abril de 2011.
↑ a b Agência Brasil (07/04/2011). Dilma decreta luto de três dias após mortes em escola no Rio. Página visitada em 07/04/2011.
↑ Cabral classifica atirador como "psicopata e animal" (em português). Agência Brasil (7-4-2011).
↑ Agência Brasil (07/04/2011). Pela internet, Unesco repudia massacre em escola do Rio. Página visitada em 07/04/2011.
↑ DimasSantos (07/04/2011). Massacre em escola carioca tem repercussão internacional. Página visitada em 08/04/2011.
↑ O Pantaneiro (07/04/2011). Invasão em escola no Rio repercute no mundo. Página visitada em 08/04/2011.
↑ Blog do Magno (07/04/2011). Massacre em escola carioca tem repercussão internacional. Página visitada em 08/04/2011.
↑ "Massacre no Rio repercute em mídias estrangeiras". R7. . (página da notícia visitada em 08/04/2011)
↑ Blog UOL (07/04/2011). Rio desconhecia massacres em escola, diz "El País"; veja mais repercussões internacionais. Página visitada em 08/04/2011.
↑ "Rio Shooter Kills at Least 12 Young Students" (em inglês). wsj.com. . (página da notícia visitada em 08/04/2011)
[editar] Ligações externasCobertura no G1 (em português)
Cobertura no R7.com (em português)
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