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- Mastinos Napoletanos -
HISTÓRIA DA RAÇA:
O mastim napolitano ou mastino napoletano, descende do grande molosso romano,
que foi um cão largamente utilizado em Roma antiga, quer seja pelos seus exércitos expansionistas, ao lado dos quais combatia, ou pelos patrícios (burgueses da época)
na vigília de suas posses, como também, nas arenas de shows (p.ex., Coliseu),
em embates contra animais, gladiadores e até possivelmente, no martírios
dos cristãos.
Os molossos eram cães musculosos, pesados e de focinho chatos, e, admite-se que
o grande molosso romano tenha sua origem de cães (molossos) trazidos pelos exércitos
romanos em suas incursões expancionistas, a exemplo do mastim tibetano, entre outros.
Com o declínio e queda do Império Romano, perdeu-se os traços molosso romano.
No século XV, com Nápoles dominada pelos espanhóis, ocorre a cruza de seu cão típico -
perro de presa - com o molosso de origem romana (provavelmente descentendes do
grande molosso romano), surgindo assim, um mastim de sangue novo, nomeado pelos napolitamos de cane ´e presa, e, desenvolvendo-se até meados do século XIX, quando
por volta do ano de 1.800 desapareceram, sobrevivendo poucos animais no centro e
sul da Itália.
No início do século XX, iniciaram as tentativas de reconhecer-se o mastino
napoletano, com base em um tipo comum nos antigos cane ´e presa.Data de 1.914
se tem notícias da primeira tentativa, ainda que frustrada, de inscrever referido
animal em uma exposição.
Porém, somente na década de 40, por iniciativa de RUGGERO SOLDATI, um jovem veterinário, e alguns seguidores, apurou-se as semelhanças dos cane ´e presa existentes
na Itália, é determinou-se um padrão comum da raça mastino napoletano, sendo que,
em 1.946 em uma exposição em Nápoles, é apresentado o melhor e pioneiro mastino
da época - Guaglione di Carmine Puolo.
Após o marco do melhor mastino da época, dois homens serão fundamentais para o desenvolvimento e aprimoramento da raça, são eles PIERO SCARANZI, que por quase uma
década logrou-se em uma incessante procura de bons cães para criação; e MARIO QUERCI,
que acabou por desenvolver a famosa linha de criação di Ponzano.
Durante muitas décadas, houve na Itália uma leve diferença de tipicidade,
basicamente, entre os animais do norte e sul do país, sendo que os mastinos do norte
possuíam mais rugas e uma movimentação típica; enquanto a massa muscular e
ossaturas pesadas era oriunda dos animais do sul.
Hoje em dia, não se vê, claramente, na Itália, essa diferenciação, tendo ocorrido na criação do país, uma mistura, alcançando assim, um padrão único e homogênio,
produzindo cães mais uniformes, onde são valorizados, tanto a massa corpórea do animal,
como também as rugas e o andar de um verdadeiro molosso.
Atualmente no Brasil, já conseguimos produzir mastinos 100% nacionais com elevado padrão de beleza e tipicidade, nos moldes dos melhores animais italianos. No entanto, a utilização da matrizes padreadores estrangeiros, especialmente os italianos, ainda se faz necessária para o franco desenvolimento e amadurecimento da criação nacional.
Apensar disso, o Brasil é hoje um dos maiores criadores da raça no mundo, chegando
a importar mastinos para a Europa e até propriamente para a Itália.
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