sexta-feira, 3 de setembro de 2010

3939 - SIQUISMO

CEEDUC
Centro Evangélico de Educação e Cultura
Curso: Bacharel de Teologia (Ministério)
Turma: Modular
Carga Horária: 45 h/s
Disciplina: Religiões e Seitas Comparadas
Professor: Sérgio Adriano Lenz

Aula 002 09 de Setembro de 2009 AS RELIGIÕES DA ÍNDIA O SIQUISMO O Siquismo é o participante mais recente do cenário das grandes religiões do mundo. Foi fundado no início do século XVI d.C. Embora tivesse suas raízes no hinduísmo na Índia, o Siquismo enxertou algumas idéias do islamismo na árvore de suas crenças.
Floresceu, naquela combinação, um novo sistema religioso. Na realidade, o Siquismo era um movimento de reforma que procurava reunir os melhores aspectos de várias religiões numa única nova fé. Como o Judaísmo, foi uma das poucas religiões que fundaram um novo estado.
AKhanda consiste na figura de uma única espada de dois gumes ao centro, que representa a fé no deus único e a proteção da comunidade contra a opressão. As duas espadas laterais representam o poder espiritual e material, e o círculo simboliza esse deus e a união da comunidade sikh.
Definição: A palavra Sikh provém de sisya em Sânscrito ou sikha em Pali, com o significado de “discípulo”. Localização Geográfica: O país dos 5 rios no noroeste da Índia, ficou sendo o palco de grandes batalhas religiosas, políticas e militares desde o século XV até os nossos dias. Seu fato mais marcante foi a divisão de seu território em duas partes entre o Paquistão (islâmico) e a Índia (hinduísta). Os siques consideram o Punjab o seu lar e profetizam a sua volta um dia.
O Fundador: Guru Nanak nasceu em 1469 na aldeia de Talvandi, a 64 Km de Lahore. Religioso, cantor e compositor de hinos sacros, procurou quebrar o tabu da discriminação criando um lugar onde muçulmanos e hindus pudessem comer juntos. Casou com uma mulher de casta superior, mas não foi feliz, abandonando o lar e passando a peregrinar orando e jejuando até receber uma visitação divina e receber a comissão pregar uma nova religião...
As Doutrinas da Nova Religião: Ascetismo / Caridade / Abluções / Adoração / Meditação Deus: Segundo Nanak, Deus era, tanto o Alá do Islamismo, como a representação dos muitos deuses hindus – ou seja, na realidade todos expressavam o grande Deus. Seu nome é Sat Nam ou Nome Verdadeiro.
Os Escritos do Siquismo: Guru Nanak nada escreveu, porém seus discípulos fizeram alguns registros que juntos tornaram- se o livro sagrado dos siques – o Adi Granth – compilado em 1604, com 1500 páginas e 3384 hinos compostos por Nanak, Kabir e outros gurus.
O Adi Granth (livro original) tem 7 partes principais a serem lidas em ocasiões específicas: o O Japji do Guru Nanak é recitado na oração matutina. o So-daru (aquela porta) é recitado na oração vespertina. o So-purkh (ser supremo) também é usado na oração vespertina. o Sohila (cântico de louvor) é recitado na hora de dormir. o O corpo principal dos escritos é entoado em melodias. o O Bhog (epílogo ou conclusão), contém seleções por Kabir e Farid, os bardos brahmans e os gurus. o O Rag Mala especifica todas as melodias (rag e raginis) O professor Sérgio Lenz abordou o Siquismo. SUGESTÃO (SUBSÍDIO): SIKHISMO O sikhismo é uma religião monoteísta fundada em fins do século XV no Punjab (região atualmente dividida entre o Paquistão e a Índia) pelo Guru Nanak (1469-1539). Habitualmente retratado como o resultado de um sincretismo entre elementos do hinduísmo e do misticismo do islão (o sufismo), o sikhismo apresenta contudo elementos de originalidade que obrigam a um repensar desta visão redutora.
Principais crenças - O termo sikh significa em língua punjabi "discípulo forte e tenaz". A doutrina básica do sikhismo consiste na crença em um único Deus e nos ensinamentos dos Dez Gurus do sikhismo, recolhidas no livro sagrado dos sikhs, o Guru Granth Sahib, considerado o décimo - primeiro e último Guru.
Para o sikhismo, Deus é eterno e sem forma, sendo impossível captá-lo em toda a sua essência. Ele foi o criador do mundo e dos seres humanos e deve ser alvo de devoção e de amor por parte dos humanos.
O sikhismo ensina que os seres humanos estão separados de Deus devido ao egocentrismo que os caracteriza. Esse egocentrismo (haumai) faz com que os seres humanos permaneçam presos no ciclo dos renascimentos (samsara) e não alcancem a libertação, que no sikhismo é entendida como a união com Deus. Os sikhs acreditam no karma, segundo o qual as ações positivas geram frutos positivos e permitem alcançar uma vida melhor e o progresso espiritual; a prática de ações negativas leva à infelicidade e ao renascer em formas consideradas inferiores, como em forma de planta ou de animal.
Deus revela-se aos homens através da sua graça (Nadar), permitindo a estes alcançar a salvação. O Divino dá-se a ouvir, revelando-se enquanto nome. Segundo os ensinamentos do Guru Nanak e dos outros gurus, apenas a recordação constante do nome (nam simaram) e a repetição murmurada do nome (nam japam) permitem os seres humanos libertar-se do haumai.
Ética e formas de culto - O sikhismo coloca ênfase em três deveres, descritos como os Três Pilares do sikhismo:
Manter Deus presente na mente em todos os momentos (Nam Japam);
Alcançar o sustento através da prática de trabalho honesto (Kirt Karni);
Partilhar os frutos do trabalho com aqueles que necessitam (Vand Chhakna).

O rito principal é o da admissão entre os khalsa, fraternidade dos "puros", geralmente celebrado na puberdade. O principal templo sikh, Harimandir Sahib (o Templo de Ouro, em Amritsar), é um lugar de peregrinação. Uma intervenção de tropas indianas ordenada por Indira Gandhi no início dos anos 80 levou à revolta dos sikhs e ao assassinato da primeira-ministra indiana em 19841.
O professor passou um filme sobreConfuncionismo e Taoísmo. Subsídio: CONFUNCIONISMO O confucionismo é um sistema filosófico chinês criado por Kung-Fu-Tzu (Confúcio). Entre as preocupações do confucionismo estão a moral, a política, a pedagogia e a religião. Conhecida pelos chineses como Junchaio (ensinamentos dos sábios). Fundamentada nos ensinamentos de seu mestre, o confucionismo encontrou uma continuidade histórica única.
História - Dos seguidores de Confúcio, o século I A.C. encontrou em Meng zi (Mêncio, ou Mâncio) e Xun Zi um grande desenvolvimento e expansão na sociedade. Esses dois originais autores buscaram compreender o confucionismo dentro de uma perspectiva naturalista, recorrente nas forças que atuavam na sociedade em seus períodos de vida.
Meng acreditava na importância da educação para retificar a boa natureza humana, que teria sido depravada em função dos conflitos e das necessidades impostas pela vida. O ser humano possuiria a capacidade de desenvolver um espírito de ajuda mútua de modo a evitar os conflitos interpessoais inerentes à existência humana.
Xun Zi - Já Xun Zi recorreu ao verso da moeda para compreender o papel de Confúcio. Ele acreditava numa natureza perversa do homem, derivado dos mesmos instintos de preservação dos animais. Talvez pensando nos rituais propostos para a sociedade, e pela necessidade de ordenação, tal como no fundamento das lendas de fundação chinesas e na influência jurista, Xun Zi via no interior do homem uma inteligência capaz de articular meios pelo qual poderia evitar sua condição natural de forma arbitrária, mas que para isso haveria de ter criado uma escala de valores delimitantes da ação humana.
Mêncio conseguiu uma boa repercussão popular por sua abordagem otimista da vida, mas as classes altas da sociedade viram em Xun Zi uma explicação razoável para suas dúvidas. Assim ao menos deixam transparecer algumas biografias de Sima Qian (II a. C.).
Império chinês - O Confucionismo se tornaria a doutrina oficial do império chinês durante a dinastia Han ( séculos III a. C. - III d. C.), encontrando continuadores ao longo deste 1 SIKHISMO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2009. Disponível em: . Acesso em: 9 set. 2009. período que se destacaram em vários campos diferentes. Donz Zhong shu, por exemplo, buscou revigorar e re-interpretar o confucionismo através das teorias cosmológicas dos cinco elementos; Wang Chong utilizou-se de um ceticismo lógico para criticar as crenças infundadas e os mitos religiosos.
Embora tivesse perdido um certo vigor após a dinastia Han, o confucionismo seria novamente desenvolvido no movimento conhecido como neoconfucionismo, datado do século X d.C., através da figura de personagens como os irmãos Cheng e Zhuxi, o grande comentador confucionista.
Antiguidade - Templo de Confúcio em Nagasaki, Japão.De qualquer modo, já na antiguidade o confucionismo atingiu um pleno sucesso, tornando-se uma filosofia moral de profundo impacto na estrutura social e cotidiana da sociedade. O valor ao estudo, à disciplina, à ordem, à consciência política e ao trabalho são lemas que o confucionismo introjetou de maneira definitiva na vida da civilização chinesa da antiguidade aos dias de hoje. Note-se que, ao contrário do que muitos afirmam, o confucionismo não se trata de uma religião. Não possui um credo estabelecido, mas apenas determinações rituais de caráter social, que permitem a um adepto do confucionismo a liberdade de crença em qualquer tipo de sistema metafísico ou religioso que não vá contra as regras de respeito mútuo e etiqueta pessoal.
Dias de hoje - O confucionismo é ainda praticado em vários países. Além da sua origem asiática, diversos países incorporam alguns conceitos do sistema em suas práticas notadamente urbanas. No Brasil, é sentido em grupos de indivíduos que estudam religiões não cristãs.
Ditos do Confucionismo - Mesmo nas situações mais pobres uma pessoa que vive corretamente será feliz.Coisas mal adquiridas nunca trarão felicidade2. AS RELIGIÕES DO EXTREMO ORIENTE 2 CONFUCIONISMO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2009. Disponível em: . Acesso em: 9 set. 2009. Levando-se em conta que Siddharta Gautama é oriundo da Índia, onde tentou sem sucesso reformar o Hinduísmo das castas, e em sua peregrinação acabou encontrando solo fértil na Mongólia, China e posteriormente no resto do mundo, sobram-nos Lao Tsé e Confúcio para tratarmos como verdadeiros fundadores de religiões chinesas; a grande comparação entre ambos, para fins didáticos é a seguinte:
Lao Tsé era um místico que ensinava o povo a escapar do caos do mundo pela meditação... Confúcio era um moralista que ensinava a ficar e tentar melhorar o caos em que estava o mundo... AS RELIGIÕES DO EXTREMO ORIENTE O CONFUCIONISMO: Confúcio nasceu em 551 a.C. no estado de Lu, que agora é a província de Shantung. Sendo caçula de onze filhos, ficou órfão aos três anos de idade, porém mesmo assim sua mãe lhe deu o melhor ensino que havia na época (história, música e poesia da China antiga – tudo escrito em cascas de bambu).
Cedo se tornou um moralista, adquiriu um emprego público para ajudar a formar um bom governo. Decepcionado pelas corrupções, resolveu ser professor e, em breve, sua escola particular, espalhada em várias províncias, possuía mais de três mil alunos. Ensinava história, poesia, literatura, política, ciências naturais e música. Seu estilo era semelhante ao de Sócrates, e no campo da tradição teve sérios confrontos com Lao Tsé, pois este ensinava a política da não resistência...
Faleceu em 479 a.C. e logo passou a ser considerado um deus por causa dos seus ensinamentos e escritos sagrados. Durante a dinastia Han, cerca de 220 a.C., o imperador Han Wu, foi
persuadido por um estudioso a proclamar o confucionismo como ideologia oficial da China. Foi um grande passo para a unificação do país!
Significado: A palavra Confúcio provém do termo chinês K’ung-fu-tzu que significa mestre K’ung. K’ung é um sobrenome, e o título inteiro recebeu a forma latina de Confucius, dos missionários jesuítas antigos.
Religião ou Ética Social?: Aos que questionam o fato do confucionismo ser chamado de religião, citamos a pregação do próprio Confúcio: Amor às cerimônias e sacrifícios de oferendas ao “céu”. Adoração aos antepassados. Sistema de ética moralista (o que não queres que façam a ti não faça aos outros...). Teorias de governo (justiça para todos). Conjuntos de alvos sociais (igualdade no trato com as diversas camadas sociais). Princípios Éticos: Ensinava cinco virtudes cardinais que levam ao bem comum. Usava a analogia da árvore: Princípios Éticos: Ensinava cinco virtudes cardinais que levam ao bem comum. Usava a analogia da árvore: Jen – a raíz = a palavra pode ser traduzida como “amor, bondade e humanidade”. A abnegação do Jen resulta nos relacionamentos humanos apropriados do Li. Yi – o tronco = significava a justiça (em todos os apectos da vida humana). Li – os ramos = o significado da palavra varia com o seu contexto – cortesia, reverência, decência, justiça, ordem moral, ritual. Dizia ele: “Li baseia-se no céu, é padronizado na terra”. O Li era vital para os cinco relacionamentos: governante e súdito / pai e filho / marido e mulher / primogênitos e os mais novos / velhos e jovens.
Chih – a flor = significava a sabedoria. Hsin – o fruto = significava a fidelidade. Os escritos do confucionismo: Os anacletas Subsídios: TAOÍSMO Taoísmo (ou daoísmo) é uma palavra empregada para traduzir dois termos chineses distintos, "Daojiao" (pinyin: Dàojiào; Wade-Giles: Tao-chiao), que se refere aos "ensinamentos ou à religião do Dao, e "Daojia", que se refere à "escola do Tao (ou Dao)", a uma linha de pensamento da filosofia chinesa.
Assim, o termo taoísmo pode referir-se a: Uma escola de pensamento filosófico chinês que se baseia nos textos do Tao Te Ching atribuídos a Lao Tse e nos escritos de Chuang Tse. Um movimento religioso chinês com origem em Zhang Daoling no final da Dinastia Han que se estrutura em seitas como a Zhengyi ("Ortodoxa") e Quanzhen ("realidade completa").
As manifestações da tradição religiosa chinesa, de caráter popular, que integram elementos da religião Taoísta, do Confucionismo e do Budismo. O Tao do Taoísmo - O ideograma Tao (ou Dao) pode ser traduzido como "caminho", mas assume um significado mais abstrato para a religião e para a filosofia chinesa. Traduzido literalmente, significa "o ensinamento do Tao". No contexto taoísta, 'Tao' pode ser entendido como um caminho no espaço-tempo - a ordem na qual as coisas acontecem. Como termo descritivo, pode se referir ao mundo real na história - algumas vezes nomeado como o "grande Tao" - ou, antecipadamente, como uma ordem que deve se manifestar - a ordem moral de Confúcio ou Lao Tsé ou Cristo, etc.
Um tema no pensamento chinês primitivo é Tian-dao ou caminho da natureza (também traduzido como "céu", e às vezes "Deus"). Corresponde aproximadamente à ordem das coisas de acordo com a lei natural.
Tanto o "caminho da natureza" quanto o "grande caminho" inspiram o afastamento estereotípico taoísta das doutrinas morais e normativas. Assim, pensado como o processo pelo qual cada coisa se torna o que ela é (a "Mãe de todas as coisas") parece difícil imaginar que temos que escolher entre quaisquer valores de seu conteúdo normativo - portanto pode ser visto como um princípio eficiente de "vazio" que sustenta confiavelmente o funcionamento do universo.
Taoísmo e confucionismo - O taoísmo é uma tradição que dialogando com seu tradicional contraste, o confucionismo, modelou a vida chinesa por mais de 2000 anos. O taoísmo enfatiza a espontaneidade ou liberdade da manipulação sócio-cultural pelas instituições, linguagem e práticas culturais. Manifesta o anarquismo - defendendo essencialmente a idéia de que não precisamos de nenhuma orientação centralizada. Espécies naturais seguem caminhos apropriados a elas, e os seres humanos são uma espécie natural. Seguimos todos por processos de aquisição de diferentes normas e orientações da sociedade, e no entanto podemos viver em paz se não procuramos unificar todas estas formas naturais de ser.
Como o conceito confucionista de governo consiste em fazer todos seguirem o mesmo moral tao, o taoísmo representa de muitas maneiras a antítese do conceito confucionista referente a deveres morais, coesão social e responsabilidades governamentais, mesmo que o pensamento de Confúcio inclua valores taoístas e o inverso também ocorra, como se pode observar lendo os Analetos de Confúcio.
Origens - Tradicionalmente, o taoísmo é atribuído a três fontes principais: O mais antigo, o mítico "Imperador Amarelo"; o mais famoso, o livro de aforismos místicos, o Dao De Jing (Tao Te Ching), supostamente escrito por Lao Zi (Lao Tse), que, segundo a tradição, foi um contemporâneo mais velho de Confúcio;
e o terceiro, os trabalhos do filósofo Zhuang Zi (Chuang Tse). Outros livros ampliaram o Taoísmo, como o True Classic of Perfect Emptiness, de Lie Zi; e a compilação Huainanzi. Além destes, o antigo I Ching, O Livro Das Mutações, é tido como uma fonte extra do taoísmo, assim como práticas de divinação da China antiga. Filosofia - Do Caminho surge um (aquele que está consciente), de cuja consciência por sua vez surge o conceito de dois (yin e yang), dos quais o número três está implícito (céu, terra e humanidade); produzindo finalmente por extensão a totalidade do mundo como o conhecemos, as dez mil coisas, através da harmonia das Wuxing. O Caminho enquanto passa pelos cinco elementos do Wuxing é também visto como circular, agindo sobre si mesmo através da mudança para simular um ciclo de vida e morte nas dez mil coisas do universo fenomênico.
Aja de acordo com a natureza, e com sutileza em lugar de força. A perspectiva correta será encontrada pela atividade mental da pessoa, até chegar a uma fonte mais profunda que guie sua interação pessoal com o universo (veja 'wu wei' abaixo). O desejo obstrui a habilidade pessoal de entender O Caminho (veja também karma), moderar o desejo gera contentamento. Os taoístas acreditam que quando um desejo é satisfeito, outro, mais ambicioso, brota para substituí-lo. Em essência, a maioria dos taoístas sente que a vida deve ser apreciada como ela é, em lugar forçá-la a ser o que não é. Idealmente, não se deve desejar nada, "nem mesmo não desejar".
Unidade: ao perceber que todas as coisas (inclusive nós mesmos) são interdependentes e constantemente redefinidas pela mudança das circunstâncias, passamos a ver todas as coisas como elas são, e a nós mesmos como apenas uma parte do momento presente. Esta compreensão da unidade nos leva a uma apreciação dos fatos da vida e do nosso lugar neles como simples momentos miraculosos que "apenas são".
Dualismo, a oposição e combinação dos dois princípios básicos Yin e Yang do universo, é uma grande parte da filosofia básica. Algumas das associações comuns com Yang e Yin, respectivamente, são: masculino e feminino, luz e sombra, ativo e passivo, movimento e quietude. Os taoístas acreditam que nenhum dos dois é mais importante ou melhor que o outro, na verdade, nenhum pode existir sem o outro, porque eles são aspectos equiparados do todo. São em última análise uma distinção artificial baseada em nossa percepção das dez mil coisas, portanto é só nossa percepção delas que realmente muda. Ver taiji.
Wu Wei - Muito da essência do Tao está na arte do wu wei (agir pelo não-agir). No entanto, isto não significa "espere sentado que o mundo caia no seu colo". Essa filosofia descreve uma prática de se realizar coisas através da ação mínima. Pelo estudo da natureza da vida, você pode influenciar o mundo do modo mais fácil e menos disruptivo (usando a sutileza em vez da força). A prática de seguir a corrente em vez de ir contra ela é uma ilustração; uma pessoa progride muito mais não por lutar e se debater contra a água, mas permanecendo quieta e deixando o trabalho nas mãos da correnteza.
O Wu Wei funciona a partir do momento em que confiamos no "design" humano, perfeitamente ajustado para nosso lugar na natureza. Em outras palavras, confiando na nossa natureza em vez da nossa racionalidade, nós podemos encontrar contentamento sem uma vida de luta constante contra forças reais e imaginárias.
Uma pessoa pode aplicar essa técnica no ativismo social. Em vez de apelar para que outros tomem atitudes relacionadas a uma causa, seja qual for a sua importância ou validade, ela pratica uma vida de acordo com o que acredita, "remando contra maré". Ao deixar sua
crença se manifestar em suas ações, está assumindo sua responsabilidade pelo movimento social que acredita. Religião - Embora Lao Zi nunca tenha pregado nenhuma religião no Tao Te King e se tenha sempre mantido no terreno filosófico e moral, cerca de mil anos depois da sua morte formou-se um corpo de doutrinas e de práticas religiosas e culturais que constituíram a religião taoista. A religião taoista conserva apenas uns traços da filosofia de Lao Zi com empréstimos de idéias e práticas culturais do budismo, com a introdução de vários deuses, deusas e gênios, e uma mistura com algumas crenças preexistentes, como a Teoria dos Cinco Elementos, a alquimia e o culto aos ancestrais.
Tentativas de alcançar maior longevidade eram um tema freqüente na magia e alquimia taoístas, com vários feitiços e poções, ainda existentes, com esse propósito. Muitas versões antigas da Medicina Tradicional Chinesa foram enraizadas no pensamento taoísta, e a medicina chinesa moderna bem como as artes marciais chinesas são ainda de várias formas baseadas em conceitos taoístas, como o Tao, o Qi, e o balanço entre o yin e o yang (Ver Yin yang).
Com o tempo, a absoluta liberdade dos seguidores do taoísmo pareceu ameaçadora à autoridade de alguns governantes, que incentivaram o crescimento de seitas mais comprometidas com as tradições confucionistas. Uma escola taoísta foi formada ao fim da dinastia Han, por Zhang Daoling.
Muitas seitas evoluíram através dos anos, mas a maioria traça suas origens a Zhan Daoling, e grande parte dos templos taoístas modernos pertence a uma ou outra dessas seitas. As escolas taoístas incorporam panteões inteiros de divindades, incluindo Lao Zi, Zhang Daoling, o Imperador Amarelo, o Imperador Jade, Lei Gong (O Deus do Trovão) e outros. As duas maiores escolas taoístas da atualidade são a Seita Zhengyi (evoluída de uma seita fundada por Zhang Daoling) e o Taoísmo Quanzhen (fundado por Wang Chongyang). Influências no zen-budismo - O Budismo Chan, que se desenvolveu como um escola distinta na China medieval, refletiu fortes influências da filosofia chinesa e, em particular, do Taoísmo. Com o tempo, o Chan acabou se estabelecendo na Coréia, onde recebeu o nome Seon. Havia monges que chegavam de outros países da Ásia para estudar o Chan, e a escola foi se espalhando pelos países vizinhos. No Vietname, recebeu o nome Thien, e, no Japão, ficou conhecida como Zen. Através da história, essas escolas cresceram de maneira independente, tendo desenvolvido identidades próprias e características bastante diferentes umas das outras. Na China, elementos do taoísmo se combinaram com elementos do Budismo e do Confucionismo na forma do Neo-Confucionismo.
Taoísmo fora da China - A filosofia taoísta é praticada em várias formas, em outros países além da China. Kouk Sun Do na Coréia é uma dessas variações. A filosofia taoísta encontrou muitos seguidores ao redor do mundo. Genghis Khan era simpático à filosofia taoísta, e durante as primeiras décadas de dominação mongol, o taoísmo viu um período de expansão, entre os séculos XIII e XIV. Devido a isso, muitas escolas taoístas tradicionais mantém centros de ensino em vários países ao redor do mundo.
Taoísmo no Brasil - No Brasil, existem vários ramos ligados ao Taoísmo, tanto o religioso (Taochiao) quanto o filosófico (Taochia). Uma das vertentes religiosas mais importantes é representada pela Sociedade Taoísta do Brasil. A Sociedade Taoísta do Brasil foi instituída no Rio de Janeiro/RJ, em 15 de janeiro de 1991 com o objetivo de difundir o ensinamento do Taoísmo em todas as suas formas de expressão - religiosa, filosófica, científica e cultural - e contribuir para o aperfeiçoamento espiritual dos freqüentadores.
O caminho taoísta propõe a restauração do estado pleno de vida e consciência, chamado Tao. Para isso, utilizam-se vários meios, como as práticas que promovem a boa saúde física e mental, o estudo de clássicos escritos pelos grandes mestres do passado, os métodos místicos para a restauração da ordem interna e fundamentalmente, a meditação, como caminho de auto-transformação e elevação espiritual.
A Sociedade Taoísta do Brasil foi fundada por Wu Jyh Cherng (1958-2004), sacerdote taoísta Kao Kon Fa Shi (Alto Ofício, Mestre da Lei). Mestre Cherng escreveu diversos livros sobre artes taoístas e traduziu o Tao Te Ching, o livro do Caminho e da Virtude, o Yi Jing (I-Ching), o livro das Mutações e entre outros clássicos do taoísmo.
Em março de 2002 inaugurou a sede de São Paulo, um espaço adequado para a prática e estudo do Taoísmo, suas artes e sabedoria, e onde se tem palestras abertas ao público, rituais, meditação e diversos cursos. Entre as atividades de São Paulo, enfatiza-se as práticas de Meditação, Yi Jing (I Ching), Feng Shui, Astrologia Chinesa (Zi Wei Dou Shu), Tai Ji Quan (Tai Chi Chuan), e Qi Gong (Chi Kun), e o atendimento de acupuntura e massagem3.
Fizemos em sala de aula um trabalho sobre a analogia da árvore:  Jen – a raiz (amor, bondade e humanidade)
 Yi – o tronco (justiça)
 Li – os ramos (cortesia, reverência, decência, justiça, ordem

moral, ritual)  Chin – a flor (sabedoria)  Hsin – o fruto (fidelidade) Citar dois versículos bíblicos que nos mandem utilizar o significado que se encontra entre parênteses. Entregar em 15 minutos. 3 TAOISMO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2009. Disponível em: . Acesso em: 9 set. 2009. AS RELIGIÕES DO EXTREMO ORIENTE AS RELIGIÕES DO EXTREMO ORIENTE O TAOÍSMO: Lao Tsé e Confúcio são os verdadeiros fundadores das religiões chinesas; a grande comparação entre ambos, para fins didáticos é a seguinte: Lao Tsé era um místico que ensinava o povo a escapar do caos do mundo pela meditação... Confúcio era um moralista que ensinava a ficar e tentar melhorar o caos em que estava o mundo... Definição: A palavra Taoísmo, pronunciada “dauísmo” significa “uma senda ou caminho”. Os taoístas acreditam que tudo no universo muda e sofre alteração. Movimenta-se num caminho de harmonia e ordem. O homem perdeu o caminho por causa da própria desarmonia e dos seus próprios desígnios. Precisa voltar ao caminho da simplicidade e da humildade, mediante a ação passiva e de um caminho moralmente correto. Na prática, Tao é uma filosofia, uma religião e um sistema de rituais mágicos, tudo ao mesmo tempo.
Fundador: Lao Tsé nasceu em Chujen, uma aldeia no distrito Hu da Província de Honan, em 604 a.C. e faleceu em 5l7 a.C. Sua vida é cercada de lendas e uma delas diz que teria vivido 60 anos no ventre de sua mãe e quando nasceu já era um velho mestre...
O Taoísmo e a Deidade: O Tao não é chamado Deus, mas na crença taoísta, realiza a mesma obra que um deus, porém não sendo pessoal. Vários escritores chamam o Tao de : “força, razão, ser supremo, providência, deus, palavra, logos”. Nas palavras de Lao-Tsé: “Os caminhos dos homens são determinados por aqueles caminhos do céu, os caminhos do céu, por aqueles do Tao, e o Tao veio a existir por si mesmo”.
Yin e Yang: As crenças chinesas referem-se ao equilíbrio das forças positivas e negativas da natureza. O yin é a força negativa; é escuro, frio, úmido, feminino – é a terra e a lua. O yang é a força positiva; é luminoso, quente, masculino, seco – é o sol. Nem são bons, nem são maus. Quando cooperam em harmonia, a vida é aquilo que deve ser. Entre outras finalidades e filosofias, o yin e yang são usados na adivinhação.
CERIMÔNIAS As oferendas são compostas basicamente por Incenso, Flor, Água, Vela, Frutas e Alimentos. O Incenso representa a Transcendência, a transformação do corpo físico em corpo etéreo, a dissolução do ego. Corresponde ao conceito Wu Wei, ação não intencional.
A Flor representa a Vida, correspondendo ao conceito Dez´Zan (Natureza – Naturalidade). A Água (o chá) representa a Purificação, a remoção dos apegos, das loucuras e dos traumas. Corresponde ao conceito Chin Jin (Transparência – Pureza). A Vela representa a Consciência, o encontro da nossa consciência com a consciência sagrada. Corresponde ao conceito Suen Hua (Transformação – Natural). As Frutas e os Alimentos representam o despojamento dos valores materiais. Porque a comida é essencial para o ser humano sobreviver. Os alimentos devem ser vegetarianos. Todas as oferendas, bem como todas as outras partes que constituem o altar, refletem nossa verdadeira identidade: uma consciência pura, livre de apegos e repleta de energia4.
Os instrumentos ritualísticos devem ser utilizados somente em práticas espirituais (ritual, recitação de mantra e meditação). Existem oito tipos de instrumentos:
Dzen – Prato singular;
Djia – Prato duplo;
Fu – Prato duplo grande;
Shao – Prato duplo grande com relevo cilíndrico;
Mu Yü – Peixe de madeira;
Dzong – Sino de comando;
Ching – Sino de acompanhamento;
Di-Dzong – Sino do Imperador.

Os Pratos singular (1 é yang) e duplos (2 é yin) representam a alternância entre yin e o yang. Todos possuem o som grave, sendo que os duplos são mais graves que o singular. Os pratos duplos Fu e Shou significam felicidade e longevidade, respectivamente.
O Peixe de madeira funciona como marcador do tempo, sendo de grande importância no inicio do ritual para assentar a mente e na definição da velocidade de recitação dos mantras. Como os peixes não fecham os olhos, este instrumento carrega em si o simbolismo da concentração.
4 Taoísmo. Sociedade Taoísta do Brasil. Disponível em: . acesso em 17 de janeiro de 2009. Os Sinos despertam a consciência, expurgando energias distorcidas. O Di-Dzong, Sino do Imperador, é o mais específico em termos de expulsar energias perversas. Funciona como uma vassoura que varre todos os excessos. Alem de suas denominações próprias, os sinos possuem uma denominação geral – Nim.
DIVINDADES As divindades que tem imagem humana são ditas personalizadas. Podem ser do Céu Anterior ou do Céu Posterior. As Divindades do Céu Anterior são divindades que nunca encarnaram, como por exemplo a Dou Mu (Mãe das Constelações) e as divindades do Céu Posterior são divindades que já passaram pela terra, como por exemplo Lao Tse (Senhor do Fim e do Principio) e Shuen Di (Imperador do Mistério).
A imagem humana de divindades que nunca encarnaram representa a possibilidade de alcançarmos, ainda na condição humana, o estado de consciência que uma divindade representa. As imagens de divindades podem ser feitas de madeira, metal ou louça.
Estas imagens, quando consagradas, passam a ser habitadas pelas divindades que representam. Quanto mais tempo uma imagem é cultuada, maior a sua força. Por outro lado, uma imagem que não é cultuada por um longo período, pode ser abandonada pela divindade que a corresponde e pode até ser tomada por entidades ou divindades da obscuridade.
O Tao e a Conduta: No Tao-te-Ching (o livro sagrado), temos quatro considerações acerca da vida e da conduta: A força básica por detrás do universo é o Tao. Não dá para lutar contra o Tao. Ele é a força impessoal básica do universo. O melhor é viver a quietude e juntar-se ao Tao.
A vida é a maior de todas as posses. Já que o Tao é a origem da vida, não adianta procurar riquezas aqui... o melhor é juntar-se ao Tao e ser feliz com a imortalidade por ele doada...
A vida deve ser vivida com simplicidade. Para cessar as guerras e brigas, o melhor é renunciar a tudo, inclusive à família e viver como eremita, unindo-se ao Tao.
A soberba e a glória devem ser desprezadas. É melhor ser humilde e imperfeito do que se destacar dos demais inclusive nos erros. A maior árvore do bosque é a que será derrubada primeira...
Assistimos a um filme “Eram os deuses astronautas?”. TRABALHO PARA CASA: O professor solicitou para fazer o resumo do tema: “O monoteísmo no Oriente Médio” da seguinte obra: GAARDER, Jostein. O livro das Religiões. 7ª Edição. SP. Cia das Letras. P. 104-147.
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Aula 002 09 Setembro 2009

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Uploaded:09/16/2009Category:Books - Non-fiction > Religion & Spirituality Tags:aula setembro 2009 religiões e seitas comparadasconfucionismoaula setembro 2009 religiões e seitas comparadasconfucionismo(Less)Rated:Download this Document for FreePrintMobileCollectionsReport Document
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