sexta-feira, 3 de setembro de 2010

3197 - ZOROASTRISMO

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim". [ Chico Xavier ]



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Sobre Zoroastrismo
Última atualização em Sáb, 06 de Dezembro de 2008 19:59
Escrito por Administrador
Sáb, 06 de Dezembro de 2008 17:12


O zoroastrismo, também conhecido como masdeísmo, apareceu na antiga Pérsia, atual Irã, no século VI a.C. e sua origem está diretamente ligada ao contexto social da época, onde existiam três classes: A dos chefes e sacerdotes, a dos guerreiros e a dos criados. Esta divisão refletia-se na religião onde cada casta possui seus deuses, cuja importância era proporcional à camada social. Zoroastro ou Zaratustra, fundador do zoroastrismo, ao observar esta realidade, sentiu-se insatisfeito com a situação social do seu país e com as posições filosóficas vigentes, resolveu então iniciar uma busca de respostas para suas indagações. Através de suas observações e estudos, Zoroastro concluiu que o mundo é um local bom, criado por um Deus bom, generoso e amoroso, cujo desejo é que todos os homens sejam felizes. Tendo chegado a estas conclusões Zaratustra, então com 40 anos, desenvolveu a nova religião que iria substituir o politeísmo praticado e que possuía um lado filosófico, mas também um caráter prático para a vida das pessoas.

Os princípios do zoroastrismo consistem na existência de um deus único (Ahura Mazda ou Ormuz Mazda), sábio, criador e guia de tudo, que não tem preferências, que acolhe a todos com o mesmo carinho. Ahura Mazda é ajudado por seis espíritos Amesas Spenta (Imortais Sagrados), que o auxiliam na realização de seus desígnios: Vohu-Mano (Espírito do Bem), Asa-Vahista (Retidão Suprema), Khsathra Varya (Governo Ideal), Spenta Armaiti (Piedade Sagrada), Haurvatat (Perfeição) e Ameretat (Imortalidade), que Juntos travam luta permanente contra o princípio do mal, Angra Mainyu (ou Ahriman), por sua vez acompanhado de entidades demoníacas: o mau pensamento, a mentira, a rebelião, o mau governo, a doença e a morte que procuram corromper os homens trazendo o mal para o mundo. O símbolo de Ormuz é o fogo, estando presente em todas as cerimônias como representação viva do deus maior.

Ao contrário de outras religiões, o zoroastrismo não atribui grande importância à fé ou a crença, o fundamental são as boas atitudes e os bons pensamentos, o homem é o responsável pelos seus atos e pelas suas escolhas e colherá o fruto delas, cabe a cada um lutar contra os maus pensamentos e as más ações, trabalho este que nunca está concluído, é um esforço diário e constante. Só através deste esforço o homem pode alcançar uma vida feliz. O zoroastrismo desenvolveu uma avançada visão metafísica, onde os pensamentos geram realidade. Quando o homem nutre bons pensamentos o universo passa a conspirar a seu favor, quando elabora maus pensamentos, isola-se e enfrenta toda sorte de dissabores.

Os ensinamentos desta religião estão contidos nas escrituras sagradas chamadas de Zend Avesta, que são compostas de três partes: a primeira chama-se Vendida e contém as leis religiosas e histórias míticas antigas; a segunda chama-se Visparad e a terceira Yasna, segundo a tradição este livro contém a conversa entre Zaratustra e Ormuz.

O zoroastrismo é uma religião positivista, ética, baseada no conhecimento e na responsabilidade individual, seus ensinamentos estabelecem a prática das boas ações, a pureza de pensamentos, palavras e obras, a pureza de coração, a verdade, a caridade, a bondade, a humildade, o respeito, a amizade, a felicidade.

As principais características deste sistema religioso são:

Dualismo;
Crença na imortalidade da alma, na vinda de um messias, na ressurreição dos mortos, no juízo final;
Condenação da cobiça, calúnia, usura, ascetismo, jejum;
Divindades não representadas em escultura;
Inexistência de templos;
Atualmente o oriente médio foi convertido ao islamismo, entretanto ainda há seguidores do zoroastrismo, cujos princípios apesar de terem sido estabelecidos há milhares de anos, mostram-se bastante atuais, coincidindo com muitas idéias vigentes em vários sistemas religiosos modernos.


Fontes:

Zoroastrismo - Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda

Challaye, Félicien. As Grandes Religiões. (1998) IBRASA.

www.cacp.org.br/zoroastrismo.htm




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