sexta-feira, 13 de abril de 2012

CARYL CHESMAN, CELA DA MORTE NO. 2455

OptionsDisable Get Free Shots corriere.it
Macroscopio
Macro de grande, skopein de observar: observar o infinitamente grande e complexo. Tentar perceber por que razão a ave vive fascinada pela serpente que a paralisa e, afinal, faz dela a sua presa.
6 de Novembro de 2006
Caryl Chessman - Cela da morte nº 2455. Um caso marcante


Nota prévia: Caryl Chessman Cela da Morte nº 2455



Li este livro em 1985, um ano antes de entrar para a faculdade, alí à Junqueira (privada). O julgamento torpe de Sadam evocou-me esta memória, por analogia é certo,



dado que não existe nenhum elemento de contacto ou de comparabilidade entre ambos. Até porque Caryl Chessman era um tipo inteligente, não era nenhuma cavalgadura, não era um ditador sanguinário desiquilibrado como o ex-presidente do Iraque que chacinou o seu próprio povo, familiares, etc..

Mas o que mais impressionou em Chessman - através do seu livro Cela da Morte nº 2455 - um livro que comprei no alfarrabista do Bairro Alto - foi o facto de alí se aprender duas coisas: humanidade e direito. A determinação de um homem com a 4ª classe querer defender-se por conta própria (dispensando advogado de defesa) dos crimes de que era acusado: violação e estupro nos arredores de Hollywood. Para o efeito leu mais de 2000 livros de direito, conseguiu sensibilizar o mundo inteiro para o seu drama e beneficiou do apoio empenhado de Nelson Hungria - então Ministro do Supremo Tribunal Federal - que intercedeu junto do Governador da Califórnia para preservar a vida a Caryl Chessman - da cela da morte - em cujos corredores aguardava há anos. Chessman, ele próprio, também se transformou num especialista em criminologia - uma disciplina por natureza interdisciplinar - , pois assim a faz a natureza complexa do fenómeno que a pretende estudar. Com Chessman aprendi isto, que já tinha lido em kant: não há melhor prática do que uma boa teoria, ou seja, o que



Caryl Chessman fez - e esse também foi um exemplo que deu ao mundo - foi uma boa



sistematização teórica do conhecimento da sua vida que submeteu ao direito que aprendeu à força. Ele teve a ousadia de se conhecer melhor na prisão - que conseguira, de certo modo, transformar em Universidade de Direito (e não pagou propinas...).

E mais: as prisões, os tribunais, os serviços de polícia e de segurança ganham alí uma acuidade diferente que ainda hoje não passam despercebidos, sendo que a razão da Criminologia é tornar inteligíveis esses comportamentos que os sociólogos apelidam de desviantes e dar a conhecer melhor as instituições que sobre eles funcionam. Foi esse acto pedagógico e de excepcional coragem que exerceu em mim a leitura de Caryl Chessman, A Cela da Morte 2455, independentemente de ter sido ele ou não o autor material dos crimes de que foi acusado e pelos quais ficara conhecido e foi condenado: o bandido da lanterna vermelha...

Talvez não seja má ideia meditar neste "exemplo", já que os nossos decisores e responsáveis não podem iludir estas questões do crime - mormente em contexto de fronteira aberta intensificada com a globalização de todas as mobilidades (pessoas, capitais, tecnologias)- que potenciam a bondade e a riqueza entre as nações e as sociedades mas também agravam os índices de criminalidade - com roubos, tráficos de drogas, acções terroristas e crime conexos. Todos ligados, em boa parte, à sociedade de abundância (afluent society de que falava o economista recém-desaparecido Keneth Galbraith, ao anonimato das cidades e aquelas mobilidades.

Ou seja, o problema criminal contemporâneo aparece demasiado ligado à nossa vida quotidiana, de tal modo que ele já não pode mais ser combatido através dos meios simples e xpeditos da repressão. E é aqui que se recoloca uma questão essencial do nosso tempo: que liberdade teremos de ceder para preservar níveis de segurança dos quais não podemos abdicar? O exemplo de estudo, determinação e de inteligência dado ao mundo por Caryl Chessman deveria fazer reflectir as nossas autoridades e agentes que operam no sector da prevenção de crimes - de forma transversal.





Segundo a revista Time da época...(e aqui)
Ministério Público da UniãoMinistério Público do Distrito Federal e Territórios 13ª e 14ª Promotorias de Justiça Criminal de Brasília
Chessman: um assassinato oficial
Narrado por Rogério Schietti Machado Cruz
Promotor de Justiça do MPDFT
Eram 10:12 h do dia dois de maio de 1960: após 9 minutos de sofrimento, trancado em uma câmara de gás, Caryl Chessman, com 38 anos de idade, doze dos quais no Corredor da Morte, encerrava sua agonia, iniciada em 23/1/48, dia em que, após uma perseguição pelas ruas de Los Angeles, foi preso por policiais, sob a acusação de ser o já então famoso "Bandido da Luz Vermelha" (the red light bandit), responsável por roubos e estupros a casais nas colinas que rodeavam Hollywood.
Chessman correspondia à descrição do criminoso, o que, aliado ao seu passado fértil em transgressões à lei, foi suficiente para, em meio à comoção causada pelos crimes de que foi acusado, ser condenado por um Tribunal do Júri em que, dos doze jurados, onze eram mulheres.
Negando qualquer responsabilidade pelos crimes que lhe foram imputados, Chessman foi recolhido à cela nº 2455, da Penitenciária de San Quentin, de onde iniciou uma prolongada cruzada na tentativa de sensibilizar autoridades e a opinião pública quanto à sua inocência, única forma encontrada para evitar a execução da pena capital a que fora condenado.
Interpôs dezenas de recursos e petições a tribunais da Califórnia e à Corte Suprema dos EUA, logrando adiar, por 7 vezes, a data marcada para sua execução.
A sua obstinada luta pela vida espalhou-se por todo o mundo, vindo ecoar no Brasil, onde inúmeras personalidades se empenharam na tentativa de salvar Chessman do gás letal.
Um dos mais ferrenhos defensores dessa causa foi NELSON HUNGRIA, então Ministro do Supremo Tribunal Federal. Através de correspondências ao Governador da Califórnia, entrevistas a jornais e periódicos, palestras etc, HUNGRIA empenhou toda sua inteligência e prestígio de criminalista de escol à fileira dos que clamavam pela preservação da vida de Chessman.
Memorável a conferência do saudoso penalista, pronunciada no Centro Acadêmico XI de Agosto, em maio de 1959, quando disse:
"... Apontado como o bandido da luz vermelha, sob imputação de rapto e brutalização de duas raparigas (não se sabe bem se para fim de furto ou de libidinagem), condenou-o o tribunal de Los Angeles a respirar um gás mortífero, que é o meio de se matar legalmente na Califórnia.

(...)Obteve que lhe fossem proporcionados, às pilhas, livros da biblioteca de Sacramento. Livros de jurisprudência ou de doutrina jurídica, livros de sociologia, de criminologia, de filosofia, de história, de cultura geral. Só de obras de direito, leu-as em número superior a 2.000. Lia até que os olhos se congestionassem e seu cérebro exausto se negasse a continuar funcionando.

(...)Aquele Chessman de 27 anos que o júri de L.A. condenou à morte é tão diferente do Chessman atual como um carvão difere de um diamante. O que era agressividade feroz, o que era hostilidade afrontosa aos mais elementares princípios da boa convivência civil tornou-se um precioso valor humano, um espírito compreensivo e pacífico, uma vida útil, uma consciência integrada na solidariedade social.

(...) Para erradicar o mal, não é preciso erradicar o homem. O que cumpre fazer não é matar o homem criminoso, mas o criminoso no homem. A criminalidade não se extingue ou declina com a pena de morte. Ao invés de irrogar-se arbitrariamente o direito de matar, ao Estado incumbe promover a remodelação da própria sociedade, para que se apresentem melhores condições políticas, econômicas e éticas, eliminadoras das causas etiológicas do crime...."

De fato, foi incomum a peregrinação de Chessman. Portador apenas de curso primário, os milhares de livros lidos lhe renderam um conhecimento profundo da criminologia e do sistema penitenciário americano. Tornou-se poliglota (aprendeu a língua portuguesa em poucos meses), e, mesmo com punições disciplinares partidas da direção do presídio, que via suas feridas expostas ao mundo, publicou 4 livros, um dos quais ("2455 - Cela da Morte") tornou-se best seller no Brasil
Nada, porém, se compara ao seu derradeiro escrito, "um documento para a posteridade" na expressão de RENÉ ARIEL DOTTI ("Chessman: crônica de uma morte anunciada" in Revista Brasileira de Ciências Criminais", RT, nº 20 - out/dez/97, de onde se extraíram as informações para este texto) a carta manuscrita por Chessman horas antes de sua morte e endereçada a um repórter do jornal San Francisco Examiner. Publicada na edição do dia seguinte à execução de Chessman, a carta-testamento se firmou como um dos mais vigorosos libelos contra a pena de morte.
Ei-la:
"Caro Sr. Stevens:
"Como deve saber, os carrascos, na Califórnia obedecem a horário de bancos. Nunca executam alguém antes das dez da manhã e nunca depois das quatro da tarde. Quando ler esta carta, já eles me terão executado. Terei trocado o esquecimento por um incrível pesadelo que durou 12 anos. E o senhor terá presenciado o ato final ritualístico. Espero e confio em que o senhor será capaz de transmitir a seus leitores que morri com dignidade, sem medo animal e sem bravatas. Devo isto a mim mesmo, mas devo mais a muitos outros. A hora da morte chegará a mim dentro de poucos minutos. Resta-me de vida, segundo suponho, menos de dezoito horas. Passarei estas horas numa das celas, a alguns passos da câmara de gás".
"... Eu desejava continuar vivendo. Acreditei apaixonadamente que poderia oferecer uma contribuição com meus livros, não só à literatura, como à minha sociedade. Eu estava determinado a retribuir, assim, às milhares de pessoas de tantas nações que me defenderam e acreditaram em Caryl Chessman como ser humano. Eu teria tido grande satisfação e um sentimento de nobres objetivos se tivesse sobrevivido, para justificar seu compreensivo julgamento. Mas um severo destino, revestido de roupagens jurídicas, decretou minha morte numa pequena sala octogonal, pintada de verde".(...)
"Chegou a hora, em suma, de morrer. Então assim acreditam muitos funcionários da Califórnia o Estado estará vingado e vingado estará seu sistema de Justiça retributiva. O Estado terá acalmado seu espírito de vingança. Mas, vingança contra o quê? Câmaras de gás podem matar gente e não contrafações de sinistros e arrependidos criminosos lendários, "monstros mitológicos".
"Face a face com a morte repito enfaticamente e sem hesitação: jamais fui o famoso "bandido da luz vermelha". O Estado da Califórnia condenou o homem errado, teimosamente recusou-se a admitir a possibilidade de seu erro, e muito menos, a corrigi-lo. O mundo terá em tempo provas deste monstruoso e selvagem erro. Não se orgulhará desses fatos. Mas, ponhamos aqui de lado a questão de culpa ou inocência. O que me impele a escrever esta carta é minha firme convicção de que neste drama está envolvido algo mais que a morte de um homem.
"(...) Vou morrer com conhecimento de que deixo atrás de mim outros homens vivendo seus últimos dias no corredor da morte. Declaro aqui que a prática de matar ritualmente e premeditadamente outros homens envergonha e macula nossa civilização, sem nada resolver contra aqueles que se lançam violentamente contra a sociedade e eles próprios.
"Assim, poderemos encontrar solução racional e humana para o problema que a sociedade deve fazer com tais seres humanos. Este problema não deve jamais ser enterrado juntamente com o homem executado e suas vítimas. Ele não será enterrado junto comigo. Escolhi meu próprio caminho para chamar a atenção mundial para os corredores da morte e câmaras de gás. Não encaro a mim mesmo como um herói ou mártir.
Pelo contrário, sou ou louco confesso, profundamente consciente da natureza e qualidade dos loucos erros cometidos em meus anos de rebelde juventude. Não espero parecer grandiloqüente e didático. Mas, estas são crenças que ardem dentro de mim mais luminosamente que a minha esperança de sobreviver. Morrendo, devo reafirmar esta crença e exprimir minha última esperança de que estes que saíram em minha defesa continuem lutando contra as câmaras de gás, contra os carrascos e contra a justiça vingativa. Certamente mereceremos algo melhor. Extingue-se meu tempo. Devo encerrar aqui minha carta. Sinceramente, Caryl Chessman".
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Obs:
(o sublinhado é nosso)
1. E se a Justiça se enganou condenando o homem errado, como reparará ela o seu acto de injustiça, o seu erro irreversível???

2. Haverá justiça acima dos homens?

3. O que é o crime, afinal: um subconjunto da desviância; uma infracção jurídica; ou uma noção de crime assente na razão e na justiça.

4. E o que fazer quando a razão e a justiça se enganam???

5. Por fim, desejaria sublinhar a forma como a carta de despedida de Cary Chessman está escrita: na forma e no conteúdo. Alguém que sabe que vai morrer dali a umas breves horas consegue ter este auto-controle e não perder a lucidez de pensar com tamanha dignidade e altruísmo, um exemplo de apelo e até de humanização da justiça para o mundo inteiro. Claro que pessoas pouco recomendáveis e dotadas como G. w. bush não conseguem perceber isso. Deve ser do alcool. A certas pessoas parece que só está votado o lugar de presidente da maior potência do mundo, e depois não conseguem entender estas minudências ligadas à vida.

posted by Macro at 6.11.06

Links to this post:
<$BlogBacklinkTitle$>
<$BlogBacklinkSnippet$>
posted by <$BlogBacklinkAuthor$> @ <$BlogBacklinkDateTime$>
Criar uma hiperligação

<< Home
Acerca de mim

Nome: Macro
Localização: Space, Cosmos, Portugal
Amante da Liberdade em busca da Globalização Feliz

Ver o meu perfil completo

TEMPORALIDADES MACROSCÓPICAS
Ler os outros. O "julgamento" de Sadam ou da Améri...
As Escolas de Marcelo e o acto falhado de Flôr Ped...
O PS clona o PCP naquilo que ele tem de pior: o es...
O nojo da política
A história segundo George Orwell
A Mentira na Política: teoria e prática contemporâ...
La seducción de la mentira
O mundo está mais perigoso
Mundos à portuguesa...
Pedofilia & psiquiatria. O declínio do Ocidente

FACEBOOK
FACEBOOK
Google Art Project

ORDEM DOS ADVOGADOS
ORDEM DOS ADVOGADOS

ORDEM DOS ADVOGADOS
POLÍCIA JUDICIÁRIA
SIS
Ministério da Administração Interna
BOPE
Observatório Político
Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo
Global Transformations

Materiais Religiosos
Lisboa Religiosa
Budismo Kadampa
Ashes and Snow

LIVRARIAS e EDITORAS
Edições Colibri
Livraria Apolo 70

Centenário do Nascimento de Agostinho da Silva
Agostinho da Silva
Mário Quintana
Budismo Kadampa
Rádio Internacional da China


Carlos Drummon de Andrade
Autores brasileiros e não só
Luis Fernando Ver!ssimo
Fernando Pessoa

Rómulo de Carvalho - António Gedeão Luiz Pacheco
Luiz Pacheco - Bibliografia -
Ayn Rand
Budismo Kadampa
Centro Budista Deuachen

Mail: macro.macro1@gmail.com

Google News
Notas Soltas - António Vitorino
Google News
Maria João Rodrigues
Homens Voadores
Câmara Clara - Os prazeres das artes e das ideias
Paul Krugman
Timothy Garton Ash
CESO CI
Google News

Bruno Bozzetto
Bruno Bozzetto
Máquina de Tradução várias línguas
Asteconta

Meteorologia
Meteorologia
UTILIDADES
Divisão de Investigação Criminal

EUROACE
EUROACE

BLOGOSFERA
Advertising Age
Ashes and Snow
Amis 95 anos - Maria Amélia
A Barbearia do Senhor Luís
António Gedeão/Rómulo de Carvalho
Biblioteca Politológica
Causa Nossa
Culturanalise
CivitasMaxima.org - Estudos Sérgio Vieira Mello
Destakes
Dream Watches
EDUCOLOGIA - Educação em Solidariedade e Sem Fronteiras
Ego Quoque - Leonor Raposo
Fonte da Vila
Félix Ribeiro - DPP
FROTAGE
GILREU - Joaquim Pinto da Silva
GLOBÁLIA
Globalidades
Generalistas
Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos
Instituto da Comunicação Social
Jumento
José Machado Pais
Lá vem a Nau Catrineta - A.G./Word Press
Lembranças dos Guerreiros
Lugares Comuns
Machina Speculatrix
Marvão mais Alto
Marketeer500
Naturalmente, um blog para falar de natureza e ambiente
Nau Catrineta
Notas ao Café
Notí­cias da Aldeia
O Lisboeta Observador
Oeiras
Observatório de Segurança Humana
O Restaurador da Independência
Palavras Soltas
Pululu
Pedro Arroja
Philosophy Now - a magasine of ideias
PUBLICISTA
Polis
Sobre o tempo que passa
Timothy Garton Ash
Thomas P.M. :: Barnett Weblog
WebSemantic
World Press Cartoon

BLOGUES ESTRANGEIROS
Press Think
Daniel Drezner
Giuseppe Granieri
Personalitá Confusa
Glenn Reynolds
Rebecca's pocket
ActiveMax
Polaroid
Robot Wisdom Weblog
Scripting News
Dan Gillmor
Steven Berlin Johnson
Sound Politics
Chicago Boyz
Revista Espaço Académico
Amitai Etzioni Notes
Andrew Sullivan
David Weinberger
Peter Levine
José Luis Orihuela
Doc Searls
Joi Ito
Natalie Solent
Nano Pausa, Micro Lettura
Olavo de Carvalho
Blogger
Olivier
HELIOSFERA
Alain Juppé
Ignacio Ramonet
Pierre Bourdieu
Edward Said
Turning the Tide - Noam Chomsky
Viviane Forrester - The Economic Horrer
Culturas
ParEcon - Partcipatory Economics Project
Z Comunications
Empire Notes
Word from the Wise
Paul Street - Empire & Inequality

Biografia do Pensamento Político -
Biografia do Pensamento Político
História do Presente

Joseph E. Stiglitz
Joseph Stiglitz

Gurus da Gestão/Legado de PETER DRUCKER
Gurus on Line
Karl Polanyi Institute
Karl Polanyi Inst. of Political Economy

MACROTENDÊNCIAS e outras DEPENDÊNCIAS e ADJACÊNCIAS
CITIDEP
Strategic Foresight Group
Globalisation Institute
The Trilateral Commission
The Bilderberg Group - Invisible Power
Global Vision
Nações Unidas
UNICEF
Abecedário de Filosofia
Kant & Paz Perpétua
Anti-Globalização
Philosophy & Literature

LINKS/Imprensa Internacional
EL PAIS.com
laRepública
the Globalist - global understanding
Jornais/Revistas/TVs Nacionais
Le Monde diplomatique
Le Monde Diplomatique (ed. bras.)
Le Monde
Economist
El Mundo
Finantial Times
International Herald Tribune
Newsweek
New Yorker
New York Times
Washington Post
Times
World Press
Business Week
Fox News
Guardian
BBC
Dn
Expresso
World Economic Forum
Open Democracy
Observer
Europa
Eupolitix
Eurozine
The Atlantic Monthly
The New Republic
Veja
Globo
Corriere Della Sera
DIE WELT
Nouvel Observateur
Lusa

Centros de Produção de Conhecimento & Análise
Foreign Affairs
Master of Arts in Diplomacy
World Economic Forum
OCDE
Center For Security Policy
Observatório Conjunturas Económicas
US. Department of State
European Security Forum
Center for Strategic & International Studies
Global Guerrillas
Strategic-Road.com
Mapas Google
Business Executive for National Security
INFOGUERRE
Sentinel
PolitiquesSociales.net
Centro de Investimento e Análise em Relações Internacionais
Rand Corporation
SpaceDaily
China National Space Administration
Conflits actuels
Usinfo.State
European Security Forum
CATO Institute
Global Security
L'Intelligence Économique
Stratfor - Predictive, Insightful, Global Intelligence
Huyghe.fr
SIS

ENSINO/UNIVERSIDADES
Stanford Law
California Law
Harvard Law
Virginia Law
NYU Law
Cornell Law
Stanford Philosophy
Princeton Philosophy
Michigan Economics
Columbia Economics
Brown Philosophy
NY Philosophy
University of Notre Dame
Chicago Economics
Northwestern Economics
Rutgers - Philosophy - N. Jersey
Chicago Philosophy
Wisconsin Economics
Berkeley Law
Yale Economics
ISCSP

Cogitos Literários & Temporalidades
Marcel Proust I
Marcel Proust II
Marcel Proust III
Marcel Proust IV
Ethics Updates
Eça de Queirós
Vidas Lusófonas
Pessoa
Fernando Pessoa
Centro de Estudos Afro-Latino Americanos/CEALA
Universidade Fernando Pessoa
Desassossegado
Maimónides - sabedoria e Ética
Maimónides
Maimonides Jewish Virtual Library
The Maimonides Foundation
Maimónides - Gustavo Erlichman

CURIOSIDADES INTELECTUAIS FÍSICAS E ASTROFÍSICAS
Einstein Archives Online
TINTIN
Nature
GuiadeOeiras.com
NASA - National Aeoronautics & Space Administration
Lisbon Photos
Instituto Português do Livro e das Bibliotecas
European Space Agency
Wikipédia
Portal do Astrónomo
Physics
Political Compass
Technorati
Amazon
Livraria Apolo 70
BPI Clube
HUGO BOSS
Opus Dei
Portal Maçónico
Estudos Sobre o Comunismo
Today's Front Pages
Newsfeeder
Blogopédia
Hubert Dreyfus - Filosofia C & T
Visual Complexity
Monthy Python's

ORGÃOS DE ESTADO
Parlamento
Presidência da República
Portal do Governo
Procuradoria-Geral da República
Supremo Tribunal de Justiça
Comissão Nacional de Eleições
Comissão Europeia
Parlamento Europeu

FORÇAS PARTIDÁRIAS
PSD
PS
PCP
BE
Nova Democracia
CDS

Autarquias
Câmara Municipal de Lisboa
Câmara Municipal de Oeiras

Consumos Net Cabo
NetCabo/Consumos
Technorati
Twingly
Twingly







Since May 2006

<

--------------------------------------------------------------------------------

COPYRIGHT AUTOR DO TEXTO

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postar um comentário

Contador de visitas