sábado, 1 de dezembro de 2012

SOCIÓL.OGOS: ÉMILE DURKHEIM

Émile DurkheimOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Ir para: navegação, pesquisa Émile Durkheim




Nascimento 15 de abril de 1858

Épinal, Lorena

França

Morte 15 de novembro de 1917 (59 anos)

Paris, Ile-de-France

França

Ocupação Acadêmico, sociólogo, antropólogo, filósofo

Influências

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Influências[Expandir]Comte, Spencer, Montesquieu, Rousseau, Maquiavel, Hobbes, Darwin, Saint-Simon, Bonald

Influenciados

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Influenciados[Expandir]Mauss, Malinowski, Radcliffe-Brown, Lévi-Strauss

Escola/tradição Positivismo, Funcionalismo, Evolucionismo

Principais interesses Sociologia, Antropologia, Ciência, Epistemologia, Religião, Suicídio, Educação, Direito, Ética

Ideias notáveis Fato Social, Consciência coletiva, Anomia



Émile Durkheim (Épinal, 15 de abril de 1858 — Paris, 15 de novembro de 1917) é considerado um dos pais da Sociologia moderna, tendo sido o fundador da escola francesa, posterior a Marx, que combinava a pesquisa empírica com a teoria sociológica. É amplamente reconhecido como um dos melhores teóricos do conceito da coesão social.[1]



Partindo da afirmação de que "os fatos sociais devem ser tratados como coisas", forneceu uma definição do normal e do patológico aplicada a cada sociedade, em que o normal seria aquilo que é ao mesmo tempo obrigatório para o indivíduo e superior a ele, o que significa que a sociedade e a consciência coletiva são entidades morais, antes mesmo de terem uma existência tangível. Essa preponderância da sociedade sobre o indivíduo deve permitir a realização deste, desde que consiga integrar-se a essa estrutura.



Para que reine certo consenso nessa sociedade, deve-se favorecer o aparecimento de uma solidariedade entre seus membros. Uma vez que a solidariedade varia segundo o grau de modernidade da sociedade, a norma moral tende a tornar-se norma jurídica, pois é preciso definir, numa sociedade moderna, regras de cooperação e troca de serviços entre os que participam do trabalho coletivo (preponderância progressiva da solidariedade orgânica).



A sociologia fortaleceu-se graças a Durkheim e seus seguidores. Suas principais obras são: Da divisão do trabalho social (1893); Regras do método sociológico (1895); O suicídio (1897); As formas elementares de vida religiosa (1912). Fundou também a revista L'Année Sociologique, que afirmou a preeminência durkheimiana no mundo inteiro.



Índice [esconder]

1 Biografia

2 Pensamento

3 Principais obras

4 Publicações no L'Année sociologique / 1896 - 1912

5 Referências bibliográficas

6 Referências

7 Ver também





[editar] BiografiaÉmile Durkheim nasceu em Épinal, na Lorraine no dia 15 de abril de 1858. Descendente de uma família judia. Iniciou seus estudos filosóficos na Escola Normal Superior de Paris, indo depois para Alemanha.[2] Ainda menino decidiu não seguir o caminho dos familiares levando, pelo contrário, uma vida bastante secular. Em sua obra, por exemplo, explicava os fenômenos religiosos a partir de fatores sociais e não divinos. Tal fato não o afastou, no entanto, da comunidade judaica. Muitos de seus colaboradores, entre eles seu sobrinho Marcel Mauss formaram um grupo que ficou conhecido como escola sociológica francesa. Entrou na École Normale Supérieure em 1879 juntamente com Jean Jaurès e Henri Bergson. Durante estes estudos teve contatos com as obras de August Comte e Herbert Spencer que o influenciaram significativamente na tentativa de buscar a cientificidade no estudo das humanidades. Suas principais obras são: Da divisão do trabalho social, As regras do método sociológico, O suicídio, Formas elementares da vida religiosa, Educação e sociologia, Sociologia e filosofia.



Morreu em Paris em 15 de novembro de 1917 e encontra-se sepultado no Cemitério do Montparnasse na capital francesa[3].



[editar] PensamentoDurkheim formou-se em Filosofia, porém sua obra inteira é dedicada à Sociologia. Seu principal trabalho é na reflexão e no reconhecimento da existência de uma "Consciência Coletiva". Ele parte do princípio que o homem seria apenas um animal selvagem que só se tornou Humano porque se tornou sociável, ou seja, foi capaz de aprender hábitos e costumes característicos de seu grupo social para poder conviver no meio deste.



A este processo de aprendizagem, Durkheim chamou de "Socialização", a consciência coletiva seria então formada durante a nossa socialização e seria composta por tudo aquilo que habita nossas mentes e que serve para nos orientar como devemos ser, sentir e nos comportar. E esse "tudo" ele chamou de "Fatos Sociais", e disse que esses eram os verdadeiros objetos de estudo da Sociologia.



Nem tudo que uma pessoa faz é um fato social, para ser um fato social tem de atender a três características: generalidade, exterioridade e coercitividade. Isto é, o que as pessoas sentem, pensam ou fazem independente de suas vontades individuais, é um comportamento estabelecido pela sociedade. Não é algo que seja imposto especificamente a alguém, é algo que já estava lá antes e que continua depois e que não dá margem a escolhas.



O mérito de Durkheim aumenta ainda mais quando publica seu livro "As regras do método sociológico", onde define uma metodologia de estudo, que embora sendo em boa parte extraída das ciências naturais, dá seriedade à nova ciência. Era necessário revelar as leis que regem o comportamento social, ou seja, o que comanda os fatos sociais.



Em seus estudos, os quais serviram de pontos expiatórios para os inícios de debates contra Gabriel Tarde (o que perdurou praticamente até o fim de sua carreira), ele concluiu que os fatos sociais atingem toda a sociedade, o que só é possível se admitirmos que a sociedade é um todo integrado. Se tudo na sociedade está interligado, qualquer alteração afeta toda a sociedade, o que quer dizer que se algo não vai bem em algum setor da sociedade, toda ela sentirá o efeito. Partindo deste raciocínio ele desenvolve dois dos seus principais conceitos: Instituição social e Anomia.



A instituição social é um mecanismo de proteção da sociedade, é o conjunto de regras e procedimentos padronizados socialmente, reconhecidos, aceitos e sancionados pela sociedade, cuja importância estratégica é manter a organização do grupo e satisfazer as necessidades dos indivíduos que dele participam. As instituições são, portanto, conservadoras por essência, quer seja família, escola, governo, polícia ou qualquer outra, elas agem fazendo força contra as mudanças, pela manutenção da ordem.



Durkheim deixa bem claro em sua obra o quanto acredita que essas instituições são valorosas e parte em sua defesa, o que o deixou com uma certa reputação de conservador, que durante muitos anos causou antipatia a sua obra. Mas Durkheim não pode ser meramente tachado de conservador, sua defesa das instituições se baseia num ponto fundamental, o ser humano necessita se sentir seguro, protegido e respaldado. Uma sociedade sem regras claras (num conceito do próprio Durkheim, "em estado de anomia"), sem valores, sem limites leva o ser humano ao desespero. Preocupado com esse desespero, Durkheim se dedicou ao estudo da criminalidade, do suicídio e da religião. O homem que inovou construindo uma nova ciência inovava novamente se preocupando com fatores psicológicos, antes da existência da Psicologia. Seus estudos foram fundamentais para o desenvolvimento da obra de outro grande homem: Freud.



Basta uma rápida observação do contexto histórico do século XIX, para se perceber que as instituições sociais se encontravam enfraquecidas, havia muito questionamento, valores tradicionais eram rompidos e novos surgiam, muita gente vivendo em condições miseráveis, desempregados, doentes e marginalizados. Ora, numa sociedade integrada essa gente não podia ser ignorada, porque de uma forma ou de outra, toda a sociedade sofreria as consequências. Aos problemas que observou, classificou como patologia social, e chamou aquela sociedade doente de "Anomana". A anomia era a grande inimiga da sociedade, algo que devia ser vencido, e a sociologia era o meio para isso. O papel do sociólogo seria, portanto, estudar, entender e ajudar a sociedade.



Na tentativa de "curar" a sociedade da anomia, Durkheim escreve "Da divisão do trabalho social", onde discorre sobre a necessidade de se estabelecer uma solidariedade orgânica entre os membros desta. A solução estaria em seguir o exemplo de um organismo biológico, onde cada órgão tem uma função e depende dos outros para sobreviver. Se cada membro exercer uma função específica na divisão do trabalho da sociedade, ele estará vinculado a ela através de um sistema de direitos e deveres, e também sentirá a necessidade de se manter coeso e solidário aos outros. O importante para Durkheim é que o indivíduo realmente se sinta parte de um todo, que realmente precise da sociedade de forma orgânica, interiorizada e não meramente mecânica.



[editar] Principais obrasO Wikiquote possui citações de ou sobre: Émile DurkheimDa divisão do trabalho social, 1893;

Regras do método sociológico, 1895;

O suicídio, 1897;

As formas elementares de vida religiosa, 1912;

[editar] Publicações no L'Année sociologique / 1896 - 1912A proibição do incesto e suas origens

Da definição do fenômeno religioso

Sobre o totemismo

Algumas formas primitivas de classificação (c/ Marcel Mauss) PDF Jun. 2011

Sobre a organização matrimonial nas sociedades australianas

A Falacia da economia populista a respeito do preço do ouro paraguaio.

[editar] Referências bibliográficasDurkheim, E. As regras do método sociológico. São Paulo, Ed. Martin Claret, 2002.

Durkheim, E. As formas elementares da vida religiosa, o sistema totêmico na Austrália. São Paulo, Paulus, 2008.

Aron, R. As etapas do pensamento sociológico. São Paulo, Ed. Martins Fontes, 7 edição 2008, 2 tiragem (págs: 457 a 588)

Goldman, L. Ciências humanas e filosofia. São Paulo, Ed. Difel. 1968 (págs: 27 a 70)

Martins, J. de S. Ideologia e sociedade. Rio, 1930 (págs: 23 a 45).

Costa,Cristina Sociologia. 2. ed. São Paulo : Moderna, 1997

Fauconnet, Paul. EMILE DURKHEIM - Educação e Sociologia. 12 ed. Trad. Lourenço Filho. São Paulo: Melhoramentos, 1978. 91 p.

Bellah, Robert N. (ed.) (1973). Emile Durkheim: On Morality and Society, Selected Writings. Chicago: The University of Chicago Press (ISBN 978-0-226-17336-8).

Cotterrell, Roger (1999). Emile Durkheim: Law in a Moral Domain. Edinburgh University Press / Stanford University Press (ISBN 0-8047-3808-4, ISBN 978-0-8047-3808-8).

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De Ipola, Emilio (1998), La crisis del lazo social: Durkheim, cien años después, Buenos Aires, Eudeba (ISBN : 950-23-0851-4)

Douglas, Jack D. (1973). The Social Meanings of Suicide. Princeton University Press (ISBN 978-0-691-02812-5).

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Referências1.↑ Kim, Sung Ho (2007). "Max Weber". Stanford Encyclopedia of Philosophy (August 24, 2007 entry) http://plato.stanford.edu/entries/weber/ (Retrieved 17-02-2010)

2.↑ Gianfranco Poggi. Durkheim (em inglês). Oxford: Oxford University Press, 2000. p. 1. ISBN 0198780877

3.↑ Émile Durkheim no Find a Grave.

[editar] Ver tambémMax Weber

Marcel Mauss

Positivismo

Gabriel Tarde

Sociologia

Portal da França Portal de biografias Portal da sociedade Portal da educação



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