quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Américo de Deus Rodrigues TomásOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Américo Tomás

13º presidente de Portugal
Mandato 9 de Agosto de 1958 até
a 25 de Abril de 1974
Antecessor(a) Craveiro Lopes
Sucessor(a) Junta de Salvação Nacional
Vida
Nascimento 19 de Novembro de 1894
Lisboa, Portugal
Falecimento 18 de setembro de 1987 (92 anos)
Cascais, Portugal
Primeira-dama Gertrudes Ribeiro da Costa Tomás
Partido União Nacional, depois Acção Nacional Popular
Profissão Oficial da Marinha de Guerra
ver
Américo de Deus Rodrigues Tomás[1] GC C • GO A • O SE (Lisboa, 19 de Novembro de 1894 — Cascais, 18 de Setembro de 1987) foi um político e militar português. Foi o décimo terceiro Presidente da República Portuguesa, último do Estado Novo português.

Índice [esconder]
1 Biografia
1.1 Carreira Académica
1.2 Carreira Militar
1.3 Presidente da República
1.4 Após o 25 de Abril
2 Obra
3 Referências

[editar] BiografiaEra filho de António Rodrigues Tomás (Ferreira do Zêzere, Ferreira do Zêzere, c. 1870) e de sua esposa, Maria da Assunção Marques (Lisboa, Alcântara, c. 1874).

Em outubro de 1922 desposou Gertrudes Ribeiro da Costa (Lisboa, 23 de Fevereiro de 1894 - 25 de Maio de 1991), conhecida como Dona Gertrudes, filha de António José da Costa e de sua esposa, Adelaide do Carmo Ribeiro, de quem teve duas filhas: Maria Natália Rodrigues Tomás (c. 1925) e Maria Madalena Rodrigues Tomás (c. 1930), casada com Antero de Campos de Figueiredo.

[editar] Carreira AcadémicaIngressou no Liceu da Lapa em 1904, e concluiu a sua formação secundária em 1911. Frequentou a Faculdade de Ciências durante dois anos, entre 1912 e 1914, ano em que ingressou na Escola Naval, como aspirante no corpo de alunos da Armada.

[editar] Carreira MilitarEm 1916, ao concluir o curso da Escola Naval, e durante a Primeira Guerra Mundial, desempenhou funções no serviço de escolta no Couraçado Vasco da Gama, depois no cruzador auxiliar Pedro Nunes e nos contratorpedeiros Douro e Tejo[2].

Em 1918 foi promovido a 1º tenente.

A 17 de março de 1920, entra ao serviço do navio hidrográfico 5 de Outubro, onde serviu nos dezasseis anos seguintes, desempenhando ainda as funções de chefe da Missão Hidrográfica da Costa Portuguesa e vogal da Comissão Técnica de Hidrografia, Navegação e Meteorologia Náutica e do Conselho de Estudos de Oceanografia e Pesca e perito do Conselho Permanente Internacional para a Exploração do Mar[3].

Foi nomeado chefe de gabinete do Ministro da Marinha em 1936, presidente da Junta Nacional da Marinha Mercante de 1940 a 1944 e Ministro da Marinha de 1944 a 1958.

Durante o desempenho de funções como Ministro da Marinha, foi o principal responsável pela elaboração e aplicação do Despacho 100, diploma que reestruturou e modernizou a Marinha Mercante portuguesa, permitindo também a constituição da moderna indústria da construção naval no país. Esta ação fez com que, nos meios navais, ao contrário do resto da sociedade portuguesa, o nome do Almirante Américo Tomás seja, ainda hoje, muito respeitado.

[editar] Presidente da RepúblicaEm 1958 foi o candidato escolhido pela União Nacional para suceder a Craveiro Lopes, com o beneplácito de António de Oliveira Salazar, não só por ser afeto ao regime mas também por ser pouco interventivo. Teve como adversário o General Humberto Delgado. A massiça fraude eleitoral permitiu a sua vitória por 75%, contra apenas 25% atribuídos a Delgado. O próprio Tomás não votaria na sua eleição. Na sequência das eleições presidenciais, cujos resultados oficiais nunca seriam publicados oficialmente no Diário do Governo, conforme estipulava a legislação vigente, o regime determinaria, na revisão constitucional de 1959, que estas deixariam de ser directas, passando a ser da responsabilidade de um colégio eleitoral, constituído exclusivamente por membros da União Nacional. Desta forma, o regime punha de parte qualquer tipo de mudança democrática encetada pelo voto da população portuguesa. Em 1961 tornou-se Cavaleiro da Real e Distinguida Ordem de Carlos III de Espanha. Foi dessa forma reeleito em 1965 e 1972.

O 25 de Abril encontrou-o a poucos meses de cessar funções, uma vez que determinara deixar o cargo quando completasse 80 anos. Foi então demitido do cargo e expulso compulsóriamente da Marinha, tendo sido enviado para a Madeira, donde partiu para o exílio no Brasil.[4]

Américo Tomás, durante o desempenho das funções de Presidente da República, residiu sempre na sua residência particular, apenas usando o Palácio de Belém como escritório e para cerimónias oficiais.

Foi pouco mais do que um chefe de estado cerimonial, aparecendo muitas vezes a inaugurar exposições de flores, a ponto de lhe darem o apodo de "o corta-fitas".

[editar] Após o 25 de AbrilEm 1978, o general Ramalho Eanes permitiu o seu regresso a Portugal. Em 1980, morre, subitamente, a sua filha mais velha, Natália.

Foi-lhe negado o reingresso na Marinha e o regime de pensão extraordinária actualmente em vigor para ex-presidentes da República.

A 18 de Setembro de 1987, Américo Tomás morreu numa clínica em Cascais, após uma cirurgia, com 92 anos.

[editar] ObraSem Espírito Marítimo Não É Possível o Progresso da Marinha Mercante, Lisboa, s.e., 1956.
Renovação e Expansão da Frota Mercante Nacional, prefácio de Jerónimo Henriques Jorge, Lisboa, s.e., 1958.
Citações, Lisboa, República, 1975.
Últimas Décadas de Portugal, 4 volumes vols., Lisboa, Fernando Pereira, 1980 e 1981.
Referências↑ Pela grafia arcaica: Americo de Deus Rodrigues Thomaz.
↑ Mascarenhas, João Mário; António José Telo (1997). Américo de Deus Rodrigues Tomás (em pt). A República e seus presidentes.
↑ Mascarenhas, João Mário; António José Telo (1997). Américo de Deus Rodrigues Tomás (em pt). A República e seus presidentes.
↑ Lei 1/74 que destituiu Américo Thomaz.
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ANTONIO DE ESPINOLA

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António de SpínolaOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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António de Spínola

14º presidente de Portugal
Mandato 15 de Maio de 1974
a 30 de Setembro de 1974
Antecessor(a) Junta de Salvação Nacional
Sucessor(a) Costa Gomes
Vida
Nascimento 11 de Abril de 1910
Estremoz, Portugal
Falecimento 13 de agosto de 1996 (86 anos)
Lisboa, Portugal
Primeira-dama Maria Helena Martins Monteiro de Barros Spínola
Profissão Militar
Serviço militar
Lealdade Portugal
Serviço/ramo Forças Armadas (Exército)
Anos de serviço 1920 - 1974; 1981
Graduação General (Efetivo); Marechal de Campo (Honorificos)
Comandos 345 do Batalhão de Cavalaria, Governador Militar da Guiné-Bissau, Movimento das Forças Armadas
Condecorações Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada
ver
António Sebastião Ribeiro de Spínola GC TE • GO C • Com A (Estremoz, 11 de Abril de 1910 — Lisboa, 13 de Agosto de 1996) foi um militar e político português, décimo quarto presidente da República Portuguesa e o primeiro após o 25 de Abril de 1974.

Índice [esconder]
1 Biografia
2 O Sonho de regressar ao Poder
3 Principais obras
4 Ver também
5 Referências

[editar] BiografiaEstudou no Colégio Militar, em Lisboa, entre 1920 e 1928. Em 1939 tornou-se ajudante de campo do Comando da Guarda Nacional Republicana.

Germanófilo, partiu em 1941 para a frente russa como observador das movimentações da Wehrmacht, no início do cerco a Leninegrado, onde já se encontravam voluntários portugueses incorporados na Blaue Division.

Em 1961, em carta dirigida a Salazar, voluntaria-se para a Guerra Colonial, em Angola. Notabilizou-se no comando do Batalhão de Cavalaria n.º 345, entre 1961 e 1963.

Foi nomeado governador militar da Guiné-Bissau em 1968, e de novo em 1972, no auge da Guerra Colonial, nesse cargo, o seu grande prestígio tem origem numa política de respeito pela individualidade das etnias guineenses e à associação das autoridades tradicionais à administração, ao mesmo tempo que continuava a guerra por todos os meios ao seu dispor que iam da diplomacia secreta (encontro secreto com Léopold Sédar Senghor presidente do Senegal) e incursões armadas em países vizinhos (ataque a Conakri, Operação Mar Verde).

Em Novembro de 1973, regressado à metrópole, foi convidado por Marcello Caetano, para a pasta do Ultramar, cargo que recusou, por não aceitar a intransigência governamental face às colónias.

A 17 de Janeiro de 1974, foi nomeado vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, por sugestão de Costa Gomes, cargo de que foi afastado em Março. Pouco tempo depois, mas ainda antes da Revolução dos Cravos, publica Portugal e o Futuro, onde expressa a ideia de que a solução para o problema colonial português passava por outras vias que não a continuação da guerra.

A 25 de Abril de 1974, como representante do Movimento das Forças Armadas, recebeu do Presidente do Conselho de Ministros, Marcello Caetano, a rendição do Governo (que se refugiara no Quartel do Carmo). Isto permitiu-lhe assumir assim os seus poderes públicos, apesar de essa não ter sido a intenção original do MFA.

Instituída a Junta de Salvação Nacional (que passou a deter as principais funções de condução do Estado após o golpe), à qual presidia, foi escolhido pelos seus camaradas para exercer o cargo de Presidente da República, cargo que ocupará de 15 de Maio de 1974 até à sua renúncia em 30 de Setembro do mesmo ano, altura em que foi substituído pelo general Costa Gomes.

Descontente com o rumo dos acontecimentos em Portugal após da Revolução dos Cravos (designadamente pela profunda viragem à esquerda, à qual eram afectos grande número de militares, e a perspectiva de independência plena para as colónias), tenta intervir activamente na política para evitar a aplicação completa do programa do MFA; a sua demissão da Presidência da República após o golpe falhado de 28 de Setembro de 1974 (em que apelara a uma «maioria silenciosa» para se fazer ouvir contra a radicalização política que se vivia), ou o seu envolvimento na tentativa de golpe de estado de direita do 11 de Março de 1975 (e fuga para a Espanha e depois para o Brasil) são disso exemplos. Neste ano, presidiu[1] ao Exército de Libertação de Portugal (ELP), uma organização de teor terrorista de extrema-direita.[2][3]

Não obstante, a sua importância no início da consolidação do novo regime democrático foi reconhecida oficialmente em 5 de Fevereiro de 1987, pelo então Presidente Mário Soares, que o designou chanceler das antigas ordens militares portuguesas, tendo-lhe também condecorado com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada (a maior insígnia militar portuguesa), pelos «feitos de heroísmo militar e cívico e por ter sido símbolo da Revolução de Abril e o primeiro Presidente da República após a ditadura».

A 13 de Agosto de 1996, Spínola morre aos 86 anos, vítima de embolia pulmonar.

[editar] O Sonho de regressar ao PoderSpínola tencionava voltar ao poder eliminando todos os seus adversários políticos, pelo menos segundo o livro "Aufdeckung einer Verschwörung - die Spínola Aktion", de Günter Wallraff[4] que afirma ter-se infiltrado no MDLP como um potencial fornecedor de armas ao movimento, afirmando trabalhar para Franz-Josef Strauss, então líder da União Social-Cristã na Baviera. Spínola ter-se-á mesmo encontrado com Walraff com o fim de negociar a compra de armamento, a quem terá dito que já tinha vários pontos de apoio no Alentejo e que estava prestes a tomar o poder.

[editar] Principais obrasPor Uma Guiné Melhor (1970);
Linha de Acção (1971);
No Caminho do Futuro (1972);
Por Uma Portugalidade Renovada (1973);
Portugal e o Futuro (1974);
Ao Serviço de Portugal (1976);
País sem Rumo (1978).
[editar] Ver tambémPREC
Verão Quente
Marcello Caetano
Guerra do Ultramar
Guiné-Bissau
Lista de pessoas que participaram na guerra colonial portuguesa
Referências↑ Redacção Quidnovi, com coordenação de José Hermano Saraiva, História de Portugal, Dicionário de Personalidades, Volume X, Ed. QN-Edição e Conteúdos,S.A., 2004
↑ Centro de Documentação 25 de Abril
↑ Ministério da Justiça
↑ Günter Wallraff: Aufdeckung einer Verschwörung - die Spínola Aktion" ("A Descoberta de uma conspiração, a acção Spínola", ed. Bertrand, 1976)
Precedido por
Arnaldo Schulz Governador da Guiné Portuguesa
1968 — 1973 Sucedido por
José Manuel Bettencourt Rodrigues

[Expandir]v • ePresidentes da República Portuguesa
I República Manuel de Arriaga • Teófilo Braga • Bernardino Machado • Sidónio Pais • Canto e Castro • António José de Almeida • Teixeira Gomes • Bernardino Machado
II República Mendes Cabeçadas • Gomes da Costa • Óscar Carmona • Oliveira Salazar (interino) • Craveiro Lopes • Américo Tomás
III República Junta de Salvação Nacional • António de Spínola • Costa Gomes • Ramalho Eanes • Mário Soares • Jorge Sampaio • Cavaco Silva

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COSTA GOMES

v
Francisco da Costa GomesOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Francisco da Costa Gomes
Costa Gomes (official).jpg
Francisco da Costa Gomes
Presidente de Portugal
Mandato 30 de setembro de 1974 - 13 de julho de 1976
Antecessor(a) António de Spínola
Sucessor(a) António Ramalho Eanes
Vida
Nascimento 30 de junho de 1914
Chaves, Portugal
Falecimento 31 de julho de 2001 (87 anos)
Lisboa, Portugal
Primeira-dama Maria Estela Veloso de Antas Varajão(n. 1927)
Partido nenhum
Profissão militar (marechal)
ver
Francisco da Costa Gomes Com TE • GO A (Chaves, 30 de Junho de 1914 — Lisboa, 31 de Julho de 2001) foi um militar e político português.

Foi o décimo-quinto Presidente da República Portuguesa, o segundo após a Revolução dos Cravos.

Índice [esconder]
1 Biografia
2 Referências
3 Ver também
4 Ligações externas

[editar] BiografiaProveniente de uma família numerosa, a sua infância é marcada pela morte do pai, nas vésperas de completar oito anos.

Estudou no Colégio Militar, em Lisboa, e na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, onde se licenciou em Ciências Matemáticas, em 1944.

Tendo-se alistado no Exército em 1931, serviu em várias unidades militares e progrediu rapidamente na carreira.

Realizou comissões de serviço nas colónias portuguesas, tendo chefiado a expedição militar a Macau, em 1949, exercendo funções como subchefe e chefe do Estado-Maior naquela região.

Prestou serviço no quartel-general do Supremo Comando Aliado do Atlântico, entre 1945 e 1946, monitorizou a formação das forças portuguesas a integrar na OTAN, em 1952, participando nas delegações de Portugal às reuniões daquela organização, entre 1956 e 1958. Em 1954 integrou a Divisão de Cooperação da SCALANT.

Nomeado Subsecretário de Estado do Exército, em 1958, envolve-se no Golpe Botelho Moniz, intentado pelo Ministro da Defesa, em 1961.

Em 1962, exonerado do governo, é colocado na chefia do Distrito de Recrutamento e Mobilização de Beja. Termina o Curso de Altos Comandos em 1964.

Segue-se a experiência como inspector na Direcção da Arma de Cavalaria, em 1964, cargo que acumulará com o de professor no Instituto de Altos Estudos Militares.

Já brigadeiro, é nomeado segundo comandate e depois comandante da Região Militar de Moçambique, função que exerce de 1965 a 1969.

Em 1970 torna-se comandante da Região Militar de Angola, onde procede à remodelação do comando-chefe e defende um entendimento militar com a UNITA, contra o MPLA e a FNLA.

Em 1972 é nomeado chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, em substituição do general Venâncio Deslandes. Em Março de 1974, pouco antes do 25 de Abril, é exonerado do cargo, depois de se recusar a comparecer numa cerimónia pública de lealdade ao governo de Marcello Caetano, promovida por altas patentes militares (um grupo que ficaria conhecido como a «brigada do reumático»).

Após o 25 de Abril, é um dos sete militares que compõem a Junta de Salvação Nacional. Entre o dia 25 de Abril de 1974 e 30 de Setembro de 1974, chefia o Estado-Maior General das Forças Armadas.

Por nomeação da Junta de Salvação Nacional, torna-se Presidente da República, após a renúncia de António de Spínola, em Setembro de 1974.

Ocupou o cargo de Presidente da República até Junho de 1976, altura em que as primeiras eleições livres para a escolha do Chefe de Estado em Portugal ditaram a eleição de Ramalho Eanes. O seu mandato ficará marcado como um período de radicalização do processo revolucionário, sob a influência do PCP e de partidos de extrema-esquerda. Apesar da ambiguidade que muitos vêem nas suas posições, reconhecem-lhe o mérito de ter evitado a guerra civil[1].

Em 1982 foi elevado à patente de marechal.

Costa Gomes faleceu no Hospital Militar de Lisboa, a 31 de Julho de 2001, com 87 anos.

Referências↑ Museu da Presidência da República
[editar] Ver tambémRevolução dos Cravos
PREC
Verão Quente
Maioria silenciosa
[editar] Ligações externasFrancisco da Costa Gomes, Antigo Estudante da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (em português)
Precedido por
António de Spínola Presidente de Portugal
1974 - 1976 Sucedido por
António Ramalho Eanes

[Expandir]v • ePrêmio Internacional Al-Gaddafi de Direitos Humanos: Laureados (1989-2010)
1989: Nelson Mandela • 1990: Crianças da Palestina • 1991: Povos Indígenas da América • 1992: Centro Africano para o Combate à AIDS • 1993: Crianças da Bósnia e Herzegovina • 1994: Union of Human Rights Societies and Peoples in Africa • 1995: Ben Bella, Costa Gomes • 1996: Louis Farrakhan • 1997: Gracelyn Smallwood, Melchior Ndadaye, Melba Hernández, Manal Younes Abdul-Razzak, Doreen McNally • 1998: Fidel Castro • 1999: Crianças do Iraque • 2000: Souha Bechara, Joseph Ki-Zerbo, Evo Morales, Movimento de Setembro, Centro do Terceiro Mundo • 2002: Mamado Diaye, Roger Garaudy, Ibrahim Alkonie, Jean Ziegler, Nadeem Albetar, Ali M. Almosrati, Khaifa M. Attelisie, Mohamed A. Alsherif, Ali Fahmi Khshiem, Rajab Muftah Abodabos, Mohamed Moftah Elfitori, Ali Sodgy Abdulgader, Ahmed Ibrahim Elfagieh • 2003: Papa Shenouda III • 2004: Hugo Chávez • 2005: Mahathir bin Mohamad • 2006: Evo Morales • 2007: Bibliotecas de Tombuctu • 2008: Dom Mintoff • 2009: Daniel Ortega • 2010: Recep Tayyip Erdoğan

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[Expandir]v • eBiografias
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RAMALHO EANES

António Ramalho EanesOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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António Ramalho Eanes
Presidente de Portugal
Mandato 14 de julho de 1976 - 9 de março de 1986
Antecessor(a) Francisco da Costa Gomes
Sucessor(a) Mário Soares
Vida
Nascimento 25 de Janeiro de 1935 (77 anos)
Alcains, Portugal
Primeira-dama Maria Manuela Portugal Eanes
Partido Nenhum, depois Partido Renovador Democrático
Profissão militar
ver
António dos Santos Ramalho Eanes GCol TE • Cv A • GC L • GC C, (Alcains - Castelo Branco, 25 de Janeiro de 1935) é um oficial militar e ex-político português. Foi o primeiro presidente da República democraticamente eleito após a revolução de 1974.

Índice [esconder]
1 Biografia
2 Resultados eleitorais
2.1 Eleições presidenciais de 27 de Junho de 1976
2.2 Eleições presidenciais de 7 de Dezembro de 1980
3 Referências
4 Ligações externas

[editar] BiografiaRamalho Eanes nasceu em Alcains, concelho de Castelo Branco numa família humilde. Filho de Manuel dos Santos Eanes e Maria do Rosário Ramalho. A formação tem início em 1942, quando entra para o Liceu de Castelo Branco.

Segue a carreira das armas entrando para o exército em 1952, estudando tácticas militares (Escola do Exército, de 1952 a 1956; Estágio CIOE-Curso de Instrução de Operações Especiais, em 1962; instrutor de Acção Psicológica no Instituto de Altos Estudos Militares, em 1962). Frequenta, aínda, o Instituto Superior de Psicologia Aplicada, durante três anos.

No exército, Ramalho Eanes segue a arma de Infantaria. Serve na Guerra Colonial onde combateu na Índia Portuguesa, Macau, Moçambique, Guiné-Bissau e Angola.

Depois de demorada carreira de combatente, Eanes encontrava-se ainda em serviço em Angola aquando da revolução de 25 de Abril. Aderiu ao Movimento das Forças Armadas e, regressado a Portugal, foi director de programas e nomeado presidente do conselho de administração da RTP, até março de 1975.


Ramalho Eanes, em visita de Estado ao EUA, acompanhado de George Schultz (à direita) e Manuela Eanes (à esquerda).Em 1975, então com a patente de Tenente-Coronel, dirigiu as operações militares do 25 de Novembro desse mesmo ano, contra a facção mais radical do MFA. Em 1976 foi eleito Presidente da República, sendo reeleito em finais de 1980.

Com o fim do segundo mandato como presidente da república, em Fevereiro de 1986, assume pouco depois a presidência do Partido Renovador Democrático, demitindo-se desse cargo em 1987.

Nomeado General de quatro estrelas em 24 de Maio de 1978, passou à reserva, por sua iniciativa, em Março de 1986. Em 2000, Ramalho Eanes recusou, por razões ético-políticas, a promoção a Marechal[1]. É, actualmente, Conselheiro de Estado e presidente do Conselho de Curadores do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa.

É casado com Maria Manuela Duarte Neto de Portugal Eanes.

É Grande Colar da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito e Grã-Cruz da Ordem de Cristo.

Dia 11 de Outubro de 2010 recebeu o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Lisboa aquando das comemorações do centenário da mesma, coincidindo com as comemorações do centenário da República Portuguesa (5 de Outubro).

[editar] Resultados eleitorais[editar] Eleições presidenciais de 27 de Junho de 1976Candidato votos %
Ramalho Eanes 2.967.137
61,59%

Otelo Saraiva de Carvalho 792.760
16,46%

Pinheiro de Azevedo 692.147
14,37%

Octávio Pato 365.586
7,59%

[editar] Eleições presidenciais de 7 de Dezembro de 1980Candidato votos %
Ramalho Eanes 3.262.520
56,44%

Soares Carneiro 2.325.481
40,23%

Otelo Saraiva de Carvalho 85 896
1,49%

Galvão de Melo 48.468
0,84%

Pires Veloso 45.132
0,78%

Aires Rodrigues 12.745
0,22%

Carlos Brito desistiu --
Referências↑ Ramalho Eanes. A Fábrica (25 de novembro de 2007). Página visitada em 25 de dezembro de 2010.
Redacção Quidnovi, com coordenação de José Hermano Saraiva, História de Portugal, Dicionário de Personalidades, Volume XIV, , Ed. QN-Edição e Conteúdos,S.A., 2004
[editar] Ligações externasO Commons possui multimídias sobre António Ramalho EanesBiografia Completa
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Precedido por
Francisco da Costa Gomes Presidente de Portugal
1976 - 1986 Sucedido por
Mário Soares

[Expandir]v • ePresidentes da República Portuguesa
I República Manuel de Arriaga • Teófilo Braga • Bernardino Machado • Sidónio Pais • Canto e Castro • António José de Almeida • Teixeira Gomes • Bernardino Machado
II República Mendes Cabeçadas • Gomes da Costa • Óscar Carmona • Oliveira Salazar (interino) • Craveiro Lopes • Américo Tomás
III República Junta de Salvação Nacional • António de Spínola • Costa Gomes • Ramalho Eanes • Mário Soares • Jorge Sampaio • Cavaco Silva

[Expandir]v • eBiografias
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MARIO SOARES

Mário SoaresOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Mário Soares
Mário Soares
Presidente de Portugal
Mandato 10 de março de 1986
até 9 de março de 1996
Antecessor(a) António Ramalho Eanes
Sucessor(a) Jorge Sampaio
Primeiro-Ministro de Portugal
Mandato 23 de julho de 1976
até 28 de agosto de 1978
Antecessor(a) José Pinheiro de Azevedo (efetivo)
Vasco de Almeida e Costa (interino)
Sucessor(a) Alfredo Nobre da Costa
Primeiro-Ministro de Portugal
Mandato 9 de junho de 1983
até 6 de novembro de 1985
Antecessor(a) Francisco Pinto Balsemão
Sucessor(a) Aníbal Cavaco Silva
Vida
Nascimento 7 de Dezembro de 1924 (87 anos)
Lisboa, Portugal
Primeira-dama Maria Barroso
Partido Partido Socialista (PS)
Profissão advogado, historiador, professor e político
ver
Mário Alberto Nobre Lopes Soares GCol TE • GC C • GCol L (Lisboa, 7 de Dezembro de 1924) é um político português.

Nascido em Lisboa, foi o segundo filho de João Lopes Soares, sacerdote e pedagogo, ministro na I República e combatente do Salazarismo, e de Elisa Nobre Baptista. Co-fundador do Partido Socialista de Portugal, a 19 de Abril de 1973, Mário Soares foi um dos mais famosos resistentes ao Estado Novo, pelo que foi preso doze vezes (num total de cerca de três anos de cadeia) e deportado sem julgamento para a ilha de São Tomé, em 1968, até se exilar em França, em 1970.

Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1951, e em Direito, na Faculdade de Direito da mesma universidade, em 1957.[1]. Foi nos tempos de estudante que, com apoio do pai, iniciou o seu percurso político — pertenceu ao MUNAF - Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista, em Maio de 1943, integrou a Comissão Central do MUD - Movimento de Unidade Democrática, sob a presidência de Mário de Azevedo Gomes, em 1946, foi fundador o MUD Juvenil e membro da primeira Comissão Central, no mesmo ano. Em 1949 foi secretário da Comissão Central da candidatura do General Norton de Matos à Presidência da República, em 1955 integrou o Directório Democrático-Social, dirigido por António Sérgio, Jaime Cortesão e Azevedo Gomes e, em 1958, pertenceu à comissão da candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República.

Foi professor do Ensino Secundário Particular e chegou a dirigir o Colégio Moderno, propriedade da família. Como advogado defensor de presos políticos, participou em numerosos julgamentos, realizados no Tribunal Plenário e no Tribunal Militar Especial. Representou a família de Humberto Delgado na investigação do seu alegado assassinato. Ainda na década de 1950 foi membro da Resistência Republicana e Socialista, foi redactor e signatário do Programa para a Democratização da República em 1961, candidato a deputado pela Oposição Democrática, em 1965, e pela CEUD, em 1969.

Aquando do seu exílio em França, em 1970, foi chargé de cours nas universidades de Paris VIII (Vincennes) e Paris IV (Sorbonne), e igualmente professor associado na Faculdade de Letras da Universidade da Alta Bretanha, em Rennes, que lhe atribuiu o grau de Doutor Honoris Causa.

A 28 de Abril de 1974, depois da Revolução de 25 de Abril, desembarcou em Lisboa, vindo do exílio em Paris no chamado «Comboio da Liberdade». Foi recebido, entre uma multidão de portugueses.[2] Dois dias depois, esteve presente na chegada a Lisboa de Álvaro Cunhal. Ainda que tivessem ideias políticas diferentes, subiram de braços dados, pela primeira e última vez, as ruas da Baixa Pombalina e a avenida da Liberdade.

Durante o período revolucionário que ficou conhecido como PREC foi o principal líder civil do campo democrático, tendo conduzido o Partido Socialista à vitória nas eleições para a Assembleia Constituinte de 1975.

Foi Ministro dos Negócios Estrangeiros, de Maio de 1974 a Março de 1975, e um dos impulsionadores da independência das colónias portuguesas, tendo sido responsável por parte desse processo.

A partir de Março de 1977 colaborou no processo de adesão de Portugal à CEE, vindo a subscrever, como Primeiro-Ministro, o Tratado de Adesão, em 12 de Julho de 1985.

Foi primeiro-ministro de Portugal nos seguintes períodos:

I Governo Constitucional entre 1976 e 1977;
II Governo Constitucional em 1978;
IX Governo Constitucional entre 1983 e 1985.
Presidente da República entre 1986 e 1996 (1º mandato de 10 de Março de 1986 a 1991, 2º mandato de 13 de Janeiro de 1991 a 9 de Março de 1996).

Deputado ao Parlamento Europeu entre 1999 e 2004. Foi candidato a presidente do parlamento, mas perdeu a eleição para Nicole Fontaine, a quem não teve problema em chamar «dona de casa» (no sentido pejorativo do termo).
Fundador da Fundação Mário Soares - 1991.
Em 13 Dezembro de 1995 assume a Presidência da Comissão Mundial Independente Sobre os Oceanos; em Março de 1997 a Presidência da Fundação Portugal África e a Presidência do Movimento Europeu; em Setembro a Presidência do Comité Promotor do Contrato Mundial da Água. Como ex-presidente da república, é também Conselheiro de Estado.

Foi, em 2005, aos oitenta anos, o segundo candidato - após Jerónimo de Sousa pelo PCP - a assumir a candidatura à Presidência da República (o que seria um inédito terceiro mandato) após algumas crispações no PS, principalmente com o seu amigo de longa data Manuel Alegre. Na eleição, a 22 de Fevereiro de 2006, obteve apenas o terceiro lugar, com 14% dos votos.

Em 2007 foi nomeado presidente da Comissão de Liberdade Religiosa. Preside ao Júri do Prémio Félix Houphouët-Boigny, da UNESCO, desde 2010, e ao Comité Promotor do Contrato Mundial da Água, desde Janeiro de 1998. É patrono do International Ocean Institute, desde 2009.

Dia 11 de Outubro de 2010 recebeu o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Lisboa aquando das comemorações do centenário da mesma, coincidindo com as comemorações do centenário da República Portuguesa (5 de Outubro).

Publicou os livros Ideias Políticas e Sociais de Teófilo Braga (1950), A Justificação Jurídica da Restauração e a Teoria da Origem Popular do Poder (1956), Escritos Políticos (1959), Le Portugal Baillonné (1973), Portugal Amordaçado (1974), Entre Militantes PS (1975), Escritos do Exílio (1975), Portugal's Sttrugle for Liberty, A Europa Connosco (1976), Crise e Clarificação (1977), O Futuro Será o Socialismo Democrático (1979), entre outros.

“Sou republicano, socialista e laico.”
— Mário Soares no casamento de Dom Duarte de Bragança
Índice [esconder]
1 Resultados eleitorais
1.1 Eleições presidenciais de 1986
1.1.1 Primeira volta
1.1.2 Segunda volta
1.2 Eleições presidenciais de 1991
1.2.1 Única volta
1.3 Eleições presidenciais de 2006
2 Obras publicadas
3 Obras em que colaborou
4 Cronologia sumária
5 Ver também
6 Ligações externas
7 Referências

[editar] Resultados eleitorais[editar] Eleições presidenciais de 1986[editar] Primeira volta26 de Janeiro de 1986

Candidato votos %
Freitas do Amaral 2.629.597
46%

Mário Soares 1.443.683
25%

Salgado Zenha 1.185.867
21%

Maria de Lourdes Pintasilgo 418.961
7%

Ângelo Veloso desistiu --
[editar] Segunda volta16 de Fevereiro de 1986

Candidato votos %
Freitas do Amaral 2.872.064
48%

Mário Soares 3.010.756
51%

[editar] Eleições presidenciais de 1991[editar] Única volta13 de Janeiro de 1991

Candidato votos %
Basílio Horta 696,379
14%

Mário Soares 3.459.521
70%

Carlos Carvalhas 635,373
13%

Carlos Marques 126,581
3%


Mário Soares em 2007[editar] Eleições presidenciais de 2006(ver Artigo principal)

Candidato votos %
Aníbal Cavaco Silva 2.746.689
50,6%

Manuel Alegre 1.125.077
20,72%

Mário Soares 778.781
14,34%

Jerónimo de Sousa 466.507
8,59%

Francisco Louçã 288.261
5,31%

Garcia Pereira 23.622
0,44%

Abstenção 3.303.972
37,39%

[editar] Obras publicadasAs Ideias Políticas e Sociais de Teófilo Braga, com prefácio de Vitorino Magalhães Godinho, Centro Bibliográfico, Lisboa, 1950.
A justificação jurídica da Revolução e a teoria da origem popular do poder político, Jornal do Foro, Lisboa, 1954.
Escritos Políticos, 4 edições do Autor, Lisboa, 1969.
Destruir o sistema, construir uma nova vida – relatório do Secretário Geral do PS aprovado no Congresso de Maio de 1973, Roma, 1973.
Portugal Amordaçado, Lisboa, 1974; tradução francesa condensada (Le Portugal bailloné) publicada em Paris pela Calman-Levy em 1972; e depois traduzida em inglês com o título Portugal’s struggle for Liberty, em 1973; em alemão, 1973; em espanhol, com um prólogo de Raul Morodo, em 1974; na Venezuela em 1973; em grego, em 1974; e em chinês, em 1993.
Caminho Difícil: do salazarismo ao caetanismo, Rio de Janeiro, 1973
Escritos do Exílio, Livraria Bertrand, Lisboa, 1975
Democratização e Descolonização, publicações D. Quixote, Lisboa, 1975
Portugal: quelle révolution? Entretiens avec Dominique Pouchin, Calman-Lévy, Paris, 1976; traduzido em português em 1976 ; em alemão, 1976; em italiano, 1976 e em espanhol, Caracas, 1976.
PS, fronteira da Liberdade – do Gonçalvismo às eleições intercalares, prefácio e selecção de Alfredo Barroso, Lisboa, 1974
A árvore e a floresta , Lisboa, 1985
Intervenções, dez volumes: textos do Presidente da República, Março de 1986 a Março de 1996, Lisboa, Imprensa Nacional.
Mário Soares e Fernando Henrique Cardoso: o mundo em português - um diálogo, publicado em Lisboa e em São Paulo em 1998 e traduzido em espanhol, México, e em romeno, 2000.
Português e Europeu , Círculo de Leitores, Temas e Debates, Lisboa 2000
Porto Alegre e Nova Iorque: um mundo dividido?, Lisboa, 2002
Mémoire Vivante - Mário Soares - Entretien, Flammarion, 2002
Mário Soares - Memória Viva, com prefácio e anexos inéditos exclusivos para a edição portuguesa, Edições Quasi, Janeiro 2003
Incursões Literárias, Temas e Debates, 2003
Um Mundo Inquietante, Temas e Debates, 2003
Um Mundo Inquietante, Círculo de Leitores, 2003
Mário Soares e Sérgio Sousa Pinto - Diálogo de Gerações , Temas e Debates, 2004
Poemas da Minha Vida, Público, 2004
A Crise. E agora?, Temas e Debates, 2005
Mário Soares: Um Político Assume-se: Ensaio Autobiográfico, Político e Ideológico. Lisboa: Temas e Debates, 2011. ISBN 978-989-644-146-3
[editar] Obras em que colaborouVictor Cunha Rego e Friedhelm Merz, Liberdade para Portugal Com a colaboração de Mário Soares, Willy Brandt e Bruno Kreisky, Livraria Bertrand, 1976. Edição original alemã: Freiheit für den Sieger, Zurique, 1976
Soares: Portugal e a Liberdade, depoimentos diversos, Morais Editores, 1984
Hans Janitschek, Mário Soares, with a foreword by Edward Kennedy – Weidenfeld and Nicolson, London, 1985
Teresa de Sousa, Mário Soares, Nova Cultural, 1988
Maria Fernanda Rollo e J. M. Brandão de Brito, Mário Soares - uma fotobiografia, Bertrand Editora, 1995
Maria João Avilez, Soares, 3 volumes: I: Ditadura e Revolução; II: Democracia; III: O Presidente, Círculo de Leitores, 1996
Entrevistas com Mário Bettencourt Resendes: I-Moderador e Árbitro, 1995, II-Dois anos depois, 1998, III-A Incerteza dos Tempos, 2003, Editorial Notícias.
[editar] Cronologia sumária

[editar] Ver tambémRevolução dos Cravos
PREC
Verão Quente
[editar] Ligações externasMário Soares no sítio oficial da Presidência da República Portuguesa. (consultado em 2 de Dezembro de 2010)
Biografia no sítio da Fundação Mário Soares. (consultado em 2 de Dezembro de 2010)
Sítio da Fundação Mário Soares
Referências↑ Ver [1] (consultado em 20 de Fevereiro de 2009)
↑ Mário Mesquita escreveu: "Na visão de Victor Cunha Rego, a política é sempre altamente personalizada. Nesse momento zero da Revolução de Abril, cita um único nome, na reportagem da primeira página da Folha de S. Paulo do dia 26 de Abril de 1974. Poderia ter sido Spínola, mas não foi. Refere apenas o (ainda) exilado secretário-geral do Partido Socialista: ‘Mário Soares, embora sem participação oficial na conjura, parece ser um dos nomes que serão importantes na política portuguesa.' Cf. [2] (consultado em 26 de dezembro de 2009

--------------------------------------------------------------------------------
Precedido por
— Secretário-geral do PS
1973 — 1986 Sucedido por
Almeida Santos
Precedido por
José Medeiros Ferreira Ministro dos Negócios Estrangeiros
I Governo Constitucional Sucedido por
Vítor Sá Machado
Precedido por
Pinheiro de Azevedo Primeiros-ministros de Portugal
(1.ª vez: I e II Governos Constitucionais)
1976 — 1978 Sucedido por
Nobre da Costa
Precedido por
Pinto Balsemão Primeiros-ministros de Portugal
(2.ª vez: XI Governo Constitucional)
1983 — 1985 Sucedido por
Cavaco Silva
Precedido por
Ramalho Eanes Presidente de Portugal
1986 — 1996 Sucedido por
Jorge Sampaio
Precedido por
João Gaspar Simões Correspondente da ABL - cadeira 2
1987 — atualidade Sucedido por

O Wikiquote possui citações de ou sobre: Mário Soares[Expandir]v • ePresidentes da República Portuguesa
I República Manuel de Arriaga • Teófilo Braga • Bernardino Machado • Sidónio Pais • Canto e Castro • António José de Almeida • Teixeira Gomes • Bernardino Machado
II República Mendes Cabeçadas • Gomes da Costa • Óscar Carmona • Oliveira Salazar (interino) • Craveiro Lopes • Américo Tomás
III República Junta de Salvação Nacional • António de Spínola • Costa Gomes • Ramalho Eanes • Mário Soares • Jorge Sampaio • Cavaco Silva

[Expandir]v • ePrimeiros-ministros de Portugal na Terceira República Portuguesa
Junta de Salvação Nacional - Adelino da Palma Carlos - Vasco Gonçalves - Pinheiro de Azevedo - Vasco Almeida e Costa - Mário Soares - Alfredo Nobre da Costa - Carlos Mota Pinto - Maria de Lourdes Pintasilgo - Francisco Sá Carneiro - Diogo Freitas do Amaral - Francisco Pinto Balsemão - Mário Soares - Cavaco Silva - António Guterres - Durão Barroso - Pedro Santana Lopes - José Sócrates - Pedro Passos Coelho

<< Segunda República

[Expandir]v • ePatronos e correspondentes da Academia Brasileira de Letras
Cadeiras
1 a 10 1 (Alexandre de Gusmão): Bartolomé Mitre ► Gonçalves Viana ► Alberto d'Oliveira ► Serafim Leite ► Marcello Caetano ► António Alçada Baptista ► cadeira vaga
2 (António José da Silva): Eça de Queirós ► Carlos Malheiro Dias ► Egas Moniz ► Reinaldo dos Santos ► João Gaspar Simões ► Mário Soares
3 (Manuel Botelho de Oliveira): Élisée Reclus ► Jaime de Séguier ► Armando Erse de Figueiredo ► Rebelo Gonçalves ► Álvaro Salema ► Urbano Tavares Rodrigues
4 (Eusébio de Matos): Émile Zola ► António Correia d'Oliveira ► Aquilino Ribeiro ► Léopold Sédar Senghor ► António Braz Teixeira
5 (Francisco de Sousa): Eugénio de Castro ► Augusto de Castro ► Joaquim Paço d'Arcos ► Domingos Monteiro ► David Mourão-Ferreira ► Mia Couto
6 (Matias Aires): Guerra Junqueiro ► Henrique Lopes de Mendonça ► Leite de Vasconcelos ► Joaquim Leitão ► Nuno Simões ► Jacinto do Prado Coelho ► Vergílio Ferreira ► Alberto Noguès ► Luciana Stegagno Picchio ► Arnaldo Saraiva
7 (Nuno Marques Pereira): Henryk Sienkiewicz ► Júlio Dantas ► Vitorino Nemésio ► Joaquim Veríssimo Serrão
8 (Sebastião da Rocha Pita): John Fiske ► Cândido de Figueiredo ► José Maria Rodrigues ► Fidelino de Figueiredo ► Luís Forjaz Trigueiros ► Augustin Buzura
9 (Santa Rita Durão): John Hay ► Ramalho Ortigão ► António Feijó ► João de Barros ► Hernâni Cidade ► Adriano Moreira
10 (Frei Vicente do Salvador): Teófilo Braga ► Antero de Figueiredo ► José Caeiro da Mata ► Manuel Cerejeira ► Fernando Namora ► Agustina Bessa-Luís


Cadeiras
11 a 20 11 (Alexandre Rodrigues Ferreira): Garcia Mérou ► Javier de Viana ► Miguel Luís Rocuant ► Eduardo Barrios ► Georges Raeders ► Curt Meyer-Clason
12 (Antônio de Morais Silva): Guilherme Blest Gana ► Victor Orban ► Samuel Putnam ► Enrique Larreta ► Ricardo Saenz Hayes ► Mario Amadeo ► Fred P. Ellison
13 (Domingos Borges de Barros): Henrik Ibsen ► Conde de Monsaraz ► John Casper Branner ► Georges Dumas ► Georges Duhamel ► André Malraux ► Roger Caillois ► Jean d'Ormesson
14 (Francisco do Monte Alverne): Herbert Spencer ► Jean Finot ► Ernest Martinenche ► Ramón Menéndez Pidal ► William Grossman ► Daisaku Ikeda
15 (Joaquim Gonçalves Ledo): José Echegaray ► José Santos Chocano ► Rodolfo Rivarola ► Ricardo Rojas ► Miguel Ángel Carcano ► Claude L. Hulet
16 (José Bonifácio de Andrada e Silva): Giosuè Carducci ► Guglielmo Ferrero ► Jacques Maritain ► Júlio Cesar Chaves ► Hermann Mathias Görgen ► Maurice Druon ► José Saramago
17 (Odorico Mendes): León Tolstoi ► Martin Brussot ► Herculano Amorim Ferreira ► Rubem Andresen Leitão ► Vitorino Magalhães Godinho
18 (Silva Alvarenga): Paul Groussac ► Francisco Rodríguez Marín ► Dardo Regules ► Aurelio Miró-Quesada ► Pina Martins
19 (Sotero dos Reis): Rafael Obligado ► Gabriele d'Annunzio ► Ramón José Cárcano ► Gregório Aráoz Alfaro ► Gregorio Marañón ► Dámaso Alonso ► Octavio Paz ► Alain Touraine
20 (José da Silva Lisboa): Theodor Mommsen ► Goran Bjorkman ► Alexandre Conty ► André Maurois ► Jean Roche ► Eduardo Lourenço



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JORGE SAMPAIO

Jorge SampaioOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Por favor, melhore este artigo introduzindo notas de rodapé citando as fontes, inserindo-as no corpo do texto quando necessário.
Jorge Sampaio

18º presidente de Portugal
Mandato 9 de março de 1996
a 9 de março de 2006
Antecessor(a) Mário Soares
Sucessor(a) Aníbal Cavaco Silva
Vida
Nascimento 18 de Setembro de 1939 (72 anos)
Lisboa, Portugal
Partido Partido Socialista
Profissão Advogado e político
ver
Jorge Fernando Branco de Sampaio GCol TE • GC IH • GCol IH (Lisboa, 18 de Setembro de 1939) é um político português, terceiro presidente eleito na vigência da III República Portuguesa, entre 9 de Março de 1996 e 9 de Março de 2006.

[editar] Vida políticaJorge Sampaio iniciou a sua carreira política na altura em que era estudante na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Esteve envolvido na contestação ao regime Salazarista e foi líder da associação académica da faculdade (AAFDL) entre 1960 e 1961. Após a sua graduação em 1961, Jorge Sampaio iniciou uma carreira notável como advogado, muitas vezes envolvido na defesa de prisioneiros políticos.

Após a Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974, Jorge Sampaio foi fundador do Movimento de Esquerda Socialista (MES), mas abandonou o projecto pouco depois. Em 1978 aderiu ao PS, o Partido Socialista, onde permanece até hoje. A sua primeira eleição como deputado por Lisboa na Assembleia da República foi em 1979. Entre este ano e 1984, foi membro da Comissão Europeia para os Direitos Humanos, onde desempenhou um trabalho importante nessas matérias.

Entre 1986 e 1987, foi presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista. Em 1989 foi eleito Secretário-Geral do partido, um posto que deteve até 1991. Também em 1989, Jorge Sampaio foi eleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa, tendo sido reeleito em 1993.

Em 1995, Jorge Sampaio anunciou o desejo de se candidatar à Presidência da República. Ganhou a eleição logo na primeira volta, contra Aníbal Cavaco Silva, o anterior primeiro-ministro, e foi eleito presidente em 14 de Janeiro de 1996. Tomou posse deste cargo a 9 de Março. Após um primeiro mandato sem controvérsias, foi re-eleito Presidente em 14 de Janeiro de 2001

Como presidente, a sua acção destaca-se nos aspectos sociais e culturais. As suas intervenções presidenciais foram reunidas nos livros Portugueses I, II, III, IV, V e VI. No domínio económico, impulsionou a criação da COTEC Portugal. Na cena política internacional, Sampaio foi um importante contribuidor para a tomada de consciência da causa pela Independência de Timor-Leste.

A presidência de Jorge Sampaio marcou-se sempre por um senso firme de prudência e moderação, um estilo que lhe assegurou um primeiro mandato sem controvérsias. Em 2004, porém, a sua decisão de não convocar eleições antecipadas após a resignação do primeiro-ministro Social-Democrata José Durão Barroso foi contestada por todos os partidos de esquerda e acabou por influenciar a decisão de demissão do líder do Partido Socialista Eduardo Ferro Rodrigues. Em 8 de Março de 2006, (na véspera de terminar o seu segundo mandato como presidente da República) foi agraciado com o grande colar da Ordem da Torre e Espada, Valor, Lealdade e Mérito. Em 9 de Março de 2006 foi também agraciado, pelo seu sucessor na Presidência da República, Aníbal Cavaco Silva, com o grande colar da Ordem da Liberdade. Em Maio de 2006, foi nomeado pelo Secretário-Geral das Nações Unidas Enviado Especial para a Luta contra a Tuberculose. Em 26 de Abril de 2007 foi nomeado Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. Em 24 de Janeiro de 2010 recebeu o grau de doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra.

Jorge Sampaio é casado e tem dois filhos. No programa Os Grandes Portugueses, Jorge Sampaio obteve o 80.º lugar.

Dia 11 de Outubro de 2010 recebeu o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Lisboa aquando das comemorações do centenário da mesma, coincidindo com as comemorações do centenário da República Portuguesa (5 de Outubro).

Referências[editar] Ligações externasOutros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Imagens e media no Commons
Commons
Página de Jorge Sampaio - Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações e Enviado Especial do SG da ONU para a Luta Contra a Tuberculose
Página oficial da Presidência da República
Página oficial para Erradicação da Tuberculose
Precedido por
Vítor Constâncio Secretário-geral do Partido Socialista
1989 - 1992 Sucedido por
António Guterres
Precedido por
Nuno Krus Abecasis Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
1989 - 1995 Sucedido por
João Soares
Precedido por
Mário Soares Presidente de Portugal
1996 - 2006 Sucedido por
Cavaco Silva

[Expandir]v • eBiografias
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

[Expandir]v • ePresidentes da República Portuguesa
I República Manuel de Arriaga • Teófilo Braga • Bernardino Machado • Sidónio Pais • Canto e Castro • António José de Almeida • Teixeira Gomes • Bernardino Machado
II República Mendes Cabeçadas • Gomes da Costa • Óscar Carmona • Oliveira Salazar (interino) • Craveiro Lopes • Américo Tomás
III República Junta de Salvação Nacional • António de Spínola • Costa Gomes • Ramalho Eanes • Mário Soares • Jorge Sampaio • Cavaco Silva

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ANTONIO CAVACO E SILVA

Aníbal Cavaco SilvaOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Aníbal Cavaco Silva

19º presidente de Portugal
Mandato 9 de março de 2006
a
Antecessor(a) Jorge Sampaio
Primeiro-ministro de Portugal
Mandato 6 de novembro de 1985
a 28 de outubro de 1995
Antecessor(a) Mário Soares
Sucessor(a) António Guterres
Vida
Nascimento 15 de Julho de 1939 (72 anos)
Boliqueime (Loulé), Portugal
Partido Partido Social Democrata
Profissão Economista
Assinatura
ver
Aníbal António Cavaco Silva GC C (Boliqueime, Loulé, 15 de Julho de 1939) é um economista e político português e, desde 2006, o décimo nono presidente da República Portuguesa.

Foi primeiro-ministro de Portugal de 6 de Novembro de 1985 a 28 de Outubro de 1995, tendo sido a pessoa que mais tempo esteve na liderança do governo do país desde o 25 de Abril. Nas eleições presidenciais de 22 de janeiro de 2006 foi eleito presidente da República, tendo tomado posse em 9 de Março do mesmo ano. Foi reeleito nas eleições presidenciais de 23 de janeiro de 2011.

Índice [esconder]
1 Biografia
2 Percurso académico
3 Entrada na política
4 Primeiro-ministro
5 Presidência da República
6 Prémios e publicações
6.1 Eleições presidenciais de 1996
7 Nova candidatura
7.1 Eleições presidenciais de 2006
8 Presidência da República
8.1 Roteiros
8.2 Visitas de Estado
8.2.1 2006
8.2.2 2007
8.2.3 2008
8.3 Comunidades Portuguesas
8.3.1 2007
8.4 Outras visitas
8.4.1 2007
8.4.2 2008
8.5 Controvérsias
9 Cronologia sumária
10 Referências
11 Ligações externas

BiografiaPrimeiro filho de Teodoro Gonçalves da Silva e de Maria do Nascimento Cavaco, cresceu em Boliqueime, onde o pai se dedicava à exploração de frutos secos e ao comércio de combustíveis. Em Faro fez o Ciclo Preparatório, na Escola Técnica Elementar Serpa Pinto, e depois o Curso Geral do Comércio, na Escola Comercial e Industrial de Faro. Em 1956 veio para Lisboa, onde tirou o Curso de Contabilidade do Instituto Comercial de Lisboa (hoje ISCAL), em 1959. Em paralelo, frequentou as disciplinas exigidas para admissão ao Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (actual ISEG). Prestes a terminar o curso, seria chamado a cumprir o Serviço Militar Obrigatório. Fez a recruta na Escola Prática de Cavalaria de Santarém, e foi colocado como aspirante miliciano, na Repartição de Contabilidade dos Pupilos do Exército. Em 1963, depois de casar com Maria Alves da Silva, foi enviado em comissão para Moçambique, onde permaneceu até 1965. Em 1964 licenciou-se em Finanças, com a mais alta classificação do seu ano.

Percurso académicoNo final de 1965 torna-se bolseiro do Centro de Economia e Finanças da Fundação Calouste Gulbenkian, onde se dedica à investigação, a partir de 1967. Publica então um primeiro título, O Mercado Financeiro Português em 1966 (1967). Entretanto iniciara funções como assistente de Finanças Públicas, no ISCEF, onde leccionou até 1978. Mantendo a bolsa da Fundação Gulbenkian, parte com a família para a Grã-Bretanha, onde viria a doutorar-se em Economia Pública, na Universidade de York, em 1971. A sua dissertação, depois publicada, tem o título de A Contribution to the Theory of the Macroeconomic Effects of Public Debt (1973).

Regressado a Portugal, pouco antes do 25 de Abril, manteve-se como investigador na Fundação Gulbenkian, integrando depois o respectivo Centro de Economia Agrária. Em 1977 mudar-se-ia para o Banco de Portugal, assumindo o cargo de director do Departamento de Estatística e Estudos Económicos. Ao mesmo tempo passou a integrar, como vogal, a Comissão Instaladora da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Pouco depois leccionaria também na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa. Em 1979 prestou provas públicas para professor extraordinário de Economia Pública, na Universidade Nova de Lisboa, onde chegaria a professor catedrático.

Entrada na políticaCom a vitória da Aliança Democrática, foi convidado a exercer funções como Ministro das Finanças e Plano (1980-1981) do VI Governo Constitucional. Porém, após a morte de Francisco Sá Carneiro, recusa-se a integrar o governo de Francisco Pinto Balsemão, abdicando também do lugar de deputado para o qual tinha sido eleito. Em Fevereiro de 1981 é eleito, pela Assembleia da República, presidente do Conselho Nacional do Plano (órgão que antecedeu o Conselho Económico e Social), e que dava pareceres sobre as Grandes Opções do Plano.

Militante do Partido Social Democrata desde a sua fundação, vai ao VIII Congresso onde encabeça uma lista candidata ao Conselho Nacional. No mesmo ano é eleito presidente da Assembleia Distrital da Área Metropolitana de Lisboa do PSD.

Na Primavera de 1985 é nomeado membro da Comissão Instaladora do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, pouco antes da política lhe ditar o afastamento do ensino (na Universidade Nova de Lisboa e na Universidade Católica Portuguesa), por uma década.

Depois da demissão de Carlos Mota Pinto em 1985 (dos cargos de Vice-Primeiro-Ministro e presidente do PSD) é convocado um Congresso Nacional no Casino da Figueira da Foz. Inesperadamente, Mota Pinto morre, vítima de um ataque cardíaco, e o congresso parece disputar-se entre João Salgueiro e Rui Machete. Porém, contra às previsões, é Cavaco Silva quem acaba eleito líder do partido. O falhanço das negociações com o Partido Socialista levam à rotura do Bloco Central, que havia sido constituído em 1983. Como consequência, Ramalho Eanes dissolve o Parlamento. Nas eleições legislativas de 1985, que se seguiram, o PSD obtém o melhor resultado de sempre (29,8% dos votos) dando início a um governo minoritário (o X Governo, chefiado por Cavaco Silva).

Primeiro-ministroCavaco Silva apostou em levar a cabo reformas estruturais da administração e na direcção económica do país. Foi também nesta legislatura que Portugal aderiu à Comunidade Económica Europeia. Porém, as reformas em que apostava encontraram oposição firme na Assembleia da República onde (em abril de 1987) o Partido Renovador Democrático de António Ramalho Eanes, apresenta uma moção de censura, depois aprovada com os votos do PS e da APU. Como consequência o Governo cai e Mário Soares (eleito em 1986 Presidente da República) dissolve a Assembleia e convoca eleições.

Nas eleições de julho de 1987 os portugueses atribuem a primeira maioria absoluta a uma força política não coligada (com 50,2% dos votos para o PSD), que se havia de repetir nas eleições legislativas de 1991. Dessas vitórias resultaram, respectivamente, a constituição dos XI e XII Governos Constitucionais, apostados em conduzir reformas estruturais conducentes à economia social de mercado. Nesses anos fez-se uma reforma fiscal, que introduziu o IRS e o IRC, privatizaram-se empresas públicas, reformaram-se as leis laborais e agrárias e liberalizou-se a comunicação social, de que resultou a abertura da televisão à iniciativa privada e mais liberdade de informação. O país conheceu um crescimento económico apreciável, acima da média europeia, o que fez subir a popularidade de Cavaco Silva. A par de profundas melhorias na rede viária nacional, com vista a melhorar a coesão territorial do país, reabilitou-se de boa parte do património cultural público e deu-se o impulso a seis novos projectos: a renovação urbana em Lisboa Oriental e a organização da Expo 98, a construção da Ponte Vasco da Gama, a introdução do caminho de ferro na Ponte 25 de Abril, a construção da Barragem do Alqueva, a introdução do gás natural e a projecção do novo Aeroporto da Madeira.

No que diz respeito aos Caminhos de Ferro, em 1988, é aprovado o “Plano de Modernização dos Caminhos de Ferro 1988-94”, que aposta quase que exclusivamente nos sistemas ferroviários das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e também nos principais eixos de longo curso, sobretudo no eixo Braga – Faro. É inaugurada a nova travessia ferroviária do Douro pela Ponte de S. João e aprovado em Conselho de Ministros o atravessamento ferroviário na ponte 25 de Abril.[1] Ao mesmo tempo, cerca de 770 km de via-férrea foram definitivamente encerrados.[2] Foram suspensos em 1988 os serviços ferroviários na Linha do Sabor, na Linha do Vouga, entre Santa Comba Dão e Viseu e no troço da Linha do Douro, entre Pocinho e Barca de Alva. Em 1989, foi suspenso o tráfego na Linha do Sabor, Linha do Dão e troço Guimarães – Fafe, Ramal do Montijo, Ramal de Montemor e troço Pocinho – Barca de Alva na Linha do Douro[3][4].

A permitir estas reformas estavam as condições estabelecidas no Acto Único Europeu de 1986, ano da adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia. Em 1992 Portugal assume pela primeira vez a presidência do Conselho de Ministros da CEE, o que leva Cavaco Silva a abrir a cerimónia de assinatura do Tratado de Maastricht, fundador da União Europeia. Foi também sob a sua liderança, que Portugal esteve no centro da criação da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, e que foi decidida a realização anual das cimeiras luso-brasileiras.

Coincidindo com o abrandamento da actividade económica, os últimos anos do XII Governo, ficaram também marcados pela contestação social às reformas do cavaquismo. Cavaco Silva responderia com uma frase que se tornou célebre, «deixem-me trabalhar!», e classificava a oposição como «forças de bloqueio». De acordo com o governante, aqueles que se opunham às suas políticas faziam parte dessas forças. Entre os "bloqueadores" foram incluídos Mário Soares, que com as suas "Presidências Abertas" dava eco à contestação social que se fazia sentir no país, e António de Sousa Franco, então presidente do Tribunal de Contas, que várias vezes reprovou as contas enviadas pelo Governo.

Após dez anos como primeiro-ministro, Aníbal Cavaco Silva coloca-se de fora das eleições legislativas desse mesmo ano, e afasta-se da liderança do PSD, entretanto assumida por Fernando Nogueira. A derrota do PSD em 1995, pelo PS de António Guterres, levam-no a anunciar uma candidatura à Presidência da República. Personificando uma alternativa não socialista, defronta-se com Jorge Sampaio, e sai derrotado (com 46,09%, contra 53,91% dos votos). Nos anos seguintes, volta ao Banco de Portugal e à docência universitária. Mantém, todavia, uma marcante participação política, nomeadamente através de intervenções em colóquios e artigos na imprensa escrita, um dos quais, com o título "O Monstro", criticava severamente as contas públicas e o orçamento de estado para o ano 2000 apresentado pelo governo socialista[5].

Presidência da RepúblicaNo dia 20 de Outubro de 2005, numa declaração pública no CCB, apresenta-se oficialmente como candidato à Presidência da República. Já haviam sido publicadas várias sondagens de opinião que apontavam Cavaco Silva em primeiro lugar. Contra Jerónimo de Sousa, Mário Soares, Francisco Louçã, Garcia Pereira e Manuel Alegre, conseguirá a eleição à primeira volta (com 50% dos votos), marcando pela primeira vez, na Democracia portuguesa, a eleição de um Presidente oriundo do centro-direita. A 9 de Março de 2006 toma posse como 18º Presidente da República Portuguesa.

Em 23 de Janeiro de 2011 é reeleito, à primeira volta, para um segundo mandato,com uma percentagem de votos de 52,9%.

Prémios e publicaçõesEntre os prémios que recebeu, salienta a distinção, feita na Alemanha, com o Prémio Carl Bertelsmann, atribuído pela Fundação Bertelsmann (em 1995), com base no sucesso das políticas de luta contra o desemprego. Recebeu o prémio Joseph Bech (1991), no Luxemburgo, e a medalha Robert Schuman (1998), pela sua contribuição para a construção europeia, e o Freedom Prize (1995), na Suíça, concedido pela Fundação Schmidheiny, pela sua acção como político e economista. Em 2009 foi distinguido, em Nápoles, com o Prémio Mediterrâneo Instituições (2009), atribuído pela Fundação Mediterrâneo.

Entre os livros que tem publicados referem-se os títulos académicos O Mercado Financeiro Português em 1966 (1968), Política Orçamental e Estabilização Económica (1976), Economic Effects of Public Debt (1977), Finanças Públicas e Política Macroeconómica, com João César das Neves (1992), Portugal e a Moeda Única, prefaciado por Jacques Delors (1997), União Monetária Europeia: funcionamento e implicações (1999), e os de índole política, A Política Económica do Governo de Sá Carneiro (1982), As Reformas da Década (1995), Autobiografia Política I (2002) e Autobiografia Política II (2004) e Crónicas de Uma Crise Anunciada (2002). As intervenções mais importantes produzidas como Primeiro-Ministro encontram-se reunidas nos livros Cumprir a Esperança (1987), Construir a Modernidade (1989), Ganhar o Futuro (1991), Afirmar Portugal no Mundo (1993) e Manter o Rumo (1995). As intervenções mais importantes como Presidente da República encontram-se reunidas nos livros Roteiro para a Inclusão - 2006, Roteiros I - 2006/2007; Roteiros II - 2007/2008 e Roteiros III - 2008/2009. Cavaco Silva é Doutor Honoris Causa pelas universidades de York (Reino Unido), La Coruña (Espanha), Goa (Índia), León (Espanha) e Heriot-Watt (Escócia), membro da Real Academia de Ciencias Morales y Políticas de España, do Club of Madrid e da Global Leadership Foundatio.

Eleições presidenciais de 1996Única volta (14 de Janeiro de 1996)

Candidato votos %
Jorge Sampaio 3 035 056
53,91%

Aníbal Cavaco Silva 2 595 131
46,09%

Jerónimo de Sousa desistiu
Alberto Matos desistiu
Abstenção 2 930 658
33,71%

Nova candidatura“Eu não me resigno”
— Lisboa, 20 de Outubro de 2005, ao apresentar a sua candidatura a Presidente da República
No dia 20 de Outubro de 2005, anuncia a sua candidatura às Eleições presidenciais portuguesas de 2006, recebendo o apoio do PSD e do CDS-PP. Os seus adversários foram Francisco Louçã (apoiado pelo Bloco de Esquerda), Manuel Alegre (independente), Garcia Pereira (apoiado pelo PCTP/MRPP), Jerónimo de Sousa (apoiado pelo PCP e PEV) e Mário Soares (apoiado pelo PS). Vence as eleições com 50,59% dos votos na primeira volta, realizada em 22 de Janeiro de 2006.

Eleições presidenciais de 2006Ver artigo principal: Eleições presidenciais portuguesas de 2006
Candidato votos %
Aníbal Cavaco Silva 2 746 689
51%

Manuel Alegre 1 125 077
21%

Mário Soares 778 781
14%

Jerónimo de Sousa 466 507
9%

Francisco Louçã 288 261
5%

Garcia Pereira 23 622
1%

Abstenção 3 303 972
37%

Presidência da República“Não tenho dúvidas de que os tempos são difíceis. Mas temos à nossa frente um enorme espaço para o optimismo, que é o espaço da vontade, da coragem e do querer.

Tenho orgulho no meu País e na sua História. Por tudo passámos, como Povo. Momentos altos, e até de glória, e momentos de dificuldade e mesmo de angústia. Mas estamos aqui. Quando fez falta – e tantas vezes fez falta – mobilizámos o melhor de nós próprios e conseguimos. Estou certo de que vamos conseguir mais uma vez.
Hoje, como ontem, vamos provar que somos capazes de vencer a tirania da resignação e o espartilho do pessimismo. Pela minha parte, estou profundamente convicto de que a nossa determinação é maior do que qualquer melancolia, de que a nossa esperança é mais forte do que qualquer resignação, de que a nossa ambição supera qualquer desânimo. Sei que os Portugueses, tal como eu, não se resignarão a um destino menor.
Na história dos povos nunca é demasiado tarde para realizar o sonho e cumprir a esperança. Nunca é tarde desde que saibamos ser fortes e unidos, desde que tenhamos orgulho no que somos e desde que saibamos o que queremos ser.
O que os momentos altos da nossa História nos ensinam é que somos um povo marcado pela insatisfação. Que nos marca a ambição de fazer mais e melhor. Marca-nos a ideia de que somos agentes da História, senhores do nosso destino. Somos um povo capaz de superar as dificuldades nas horas de prova.”

— Discurso de tomada de posse, Lisboa, 9 de Março de 2006
Tomou posse, jurando a Constituição, na Assembleia da República, em 9 de Março de 2006, numa cerimónia a que assistiram os ex-Presidentes Ramalho Eanes e Mário Soares, os Príncipe das Astúrias, o antigo Presidente dos Estados Unidos, George Bush, o Presidente de Timor-Leste, Xanana Gusmão, entre outras personalidades nacionais e estrangeiras. De salientar que regista para Portugal um facto inédito, de ser o primeiro Presidente da República, desde 1986, fora da área da esquerda socialista.

O seu primeiro acto oficial foi agraciar o seu antecessor na Presidência da República, Jorge Sampaio, com o grande colar da Ordem da Liberdade.

Lançou de forma rápida e extremamente louvada por diversos líderes internacionais, um ambicioso website da Presidência da República onde é possível acompanhar de perto todos os passos do Presidente, a sua agenda, bem como as deslocações oficiais ao estrangeiro, onde constantemente dá conta dos sucessos obtidos.

RoteirosAs "presidências abertas" de Cavaco Silva designam-se "roteiros" e são temáticos. O primeiro roteiro que o Presidente definiu visa promover a inclusão social. O Roteiro para a Inclusão foi lançado na sessão solene, na Assembleia da República, do aniversário do 25 de Abril. Cada tema ou problema focado no discurso corresponde a uma visita ou a uma iniciativa, que tem por objectivo tomar conhecimento directo e promover as boas práticas no combate à exclusão social.

O Roteiro para a Inclusão foi iniciado com uma jornada sobre o tema Regiões Periféricas, Envelhecimento e Exclusão. O programa da jornada foi executando em Maio de 2006. Futuras jornadas serão dedicadas a:

Crianças em Risco e Violência Doméstica;
Voluntariado e Exclusão Social em Meio Urbano;
Deficientes: educação, formação e inserção profissional;
Desemprego, Reconversão e Reinserção de Activos e Inclusão Digital.
Visitas de Estado2006Setembro - Faz visita de Estado a Espanha, incluindo Madrid e Astúrias, onde foi recebido pelos reis Juan Carlos I e Sofia. Na visita às Astúrias, foi acompanhado pelo príncipe Filipe (a princesa Letizia não se fez acompanhar, mas fez questão de aproveitar a presença do estadista português para anunciar a sua gravidez).
2007Janeiro - Faz visita de Estado à Índia, acompanhado por empresários e investidores, participando em conferências de Economia e em actividades culturais em Nova Deli, Goa, Mumbai e Bangalore. Entre muitas actividades, testemunhou a assinatura de um acordo entre a Fundação Champalimaud e o Instituto Oftalmológico Indiano Aravind Eye Care System, prestou homenagem ao Mahatma Gandhi, visitou o Túmulo de Humayun, discursou em seminários sobre Economia, e promoveu o intercâmbio cultural entre os dois países.
6 a 10 de Novembro - Faz visita de Estado ao Chile, por ocasião da XVII Cimeira Iberoamericana. Visita, ainda, a capital Santiago.
2008
Com Lula da Silva em 200716 a 18 de Fevereiro - Faz visita de Estado à Jordânia. Visita Petra, reúne-se com empresários, encontra-se com os reis da Jordânia e visita o local onde supostamente foi baptizado Jesus Cristo.
6 a 9 de Março - Faz visita de Estado ao Brasil. Visita a cidade de Rio de Janeiro, faz referência às Comunidades Portuguesas e à chegada da Corte de João VI ao Brasil, nas comemorações dos seus 200 anos.
24 a 26 de Março - Faz visita de Estado a Moçambique. Visita Maputo, escolas e a Ilha de Moçambique. Fez referência às comunidades portuguesas, à cultura e à política.
1 a 4 de Setembro - Faz visita de Estada à Polónia. Visita a capital, Varsóvia, e Cracóvia.
4 a 5 de Setembro - Faz visita de Estado à Eslováquia. Visita a capital, Bratislava.
Comunidades Portuguesas200720 a 23 de Junho - Visita às comunidades portuguesas dos Estados Unidos da América.
9 de Março - Visita às comunidades portuguesas do Luxemburgo.
Outras visitas20073 a 5 de Setembro - Visita às Instituições Europeias.
6 a 10 de Outubro - Visita à Região Autónoma dos Açores.
200810 a 11 de Fevereiro - Visita a León, Espanha.
14 a 19 de Abril - Visita à Região Autónoma da Madeira.
28 de Junho - Visita ao Vaticano.
22 a 25 de Setembro - Visita a Nova Iorque, Estados Unidos da América.
ControvérsiasA 10 de Junho de 2008, no âmbito das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, Cavaco Silva foi questionado sobre as paralelas greves dos camionistas que bloquearam as fronteiras portuguesas com Espanha, de norte a sul, devido ao aumento dos combustíveis. Desviando-se da questão, o presidente sublinhou que o mais importante era "acima de tudo, a raça, o dia da raça, o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas".[6]

Estas declarações, foram contestadas pelos partidos de esquerda, entre eles o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português, posto que a expressão citada foi utilizada por António Oliveira Salazar durante o tempo em que comandou a ditadura militar em Portugal e seria, então, inconstitucional, até mesmo porque, segundo o Bloco de Esquerda, a expressão veiculava "a existência de um suposto atributo rácico, comum à cidadania nacional que merece ser exaltado na sua superioridade". Ambos os partidos pediram esclarecimentos da presidência.[7]

Nova controvérsia ocorreu a 20 de janeiro de 2012 quando afirmou que os 1.300 euros que recebe [8] não dariam para pagar as suas despesas. Na realidade, tem um vencimento de cerca de 10 000 euros mensais em pensões, depois de ter prescindido do seu vencimento como Presidente da República em favor desta opção. Tal decisão foi tomada depois da imposição de cortes salariais na função pública que tornariam o seu vencimento, enquanto presidente, menor que aquele que beneficiaria apenas das suas pensões. [9]

Cronologia sumária

Referências↑ Caminhos de Ferro em Portugal, REFER.
↑ Alves, António. Carris de ferro em Portugal (.pdf), Abril de 2009. pp. 4.
↑ 150 Anos de História, CP.
↑ "Fim de Linha", reportagem especial da SIC emitida no "Jornal da Noite" em 30 de Julho de 2009
↑ Cavaco Silva considera o problema orçamental português «muito grave» - orçamento de Estado do ano 2000
↑ Presidente da República convoca emigrantes a investir no país e confunde Dia de Portugal com “dia da raça”, in Publico
↑ BE quer que Cavaco explique "dia da Raça", in IOL Diário
↑ Jornal de Negócios (20-12-2011). Cavaco diz que as reformas dele "não chegarão para pagar despesas". Página visitada em 21-12-2011.
↑ Diário de Notícias (27-01-2011). Cavaco opta por pensões e evita 10% de corte no salário. Página visitada em 21-12-2011.
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Biografia de Aníbal Cavaco Silva na página da Presidência da República
Cavaco Silva em entrevista ao portal www.BomDia.lu no Luxemburgo
Fotografias de Cavaco Silva em visita ao Luxemburgo no portal www.BomDia.lu
Precedido por
Mário Soares Primeiro-ministro de Portugal
(X, XI e XII Governos Constitucionais)
1985 - 1995 Sucedido por
António Guterres
Precedido por
Ruud Lubbers
Países Baixos Presidente do Conselho Europeu
Janeiro de 1992 - Junho de 1992 Sucedido por
John Major
Reino Unido
Precedido por
Carlos Mota Pinto Presidente do PSD
1985 - 1995 Sucedido por
Fernando Nogueira
Precedido por
Jorge Sampaio Presidente de Portugal
2006 - presente Sucedido por
-

[Expandir]v • eBiografias
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

[Expandir]v • ePresidentes da República Portuguesa
I República Manuel de Arriaga • Teófilo Braga • Bernardino Machado • Sidónio Pais • Canto e Castro • António José de Almeida • Teixeira Gomes • Bernardino Machado
II República Mendes Cabeçadas • Gomes da Costa • Óscar Carmona • Oliveira Salazar (interino) • Craveiro Lopes • Américo Tomás
III República Junta de Salvação Nacional • António de Spínola • Costa Gomes • Ramalho Eanes • Mário Soares • Jorge Sampaio • Cavaco Silva

[Expandir]v • ePrimeiros-ministros de Portugal na Terceira República Portuguesa
Junta de Salvação Nacional - Adelino da Palma Carlos - Vasco Gonçalves - Pinheiro de Azevedo - Vasco Almeida e Costa - Mário Soares - Alfredo Nobre da Costa - Carlos Mota Pinto - Maria de Lourdes Pintasilgo - Francisco Sá Carneiro - Diogo Freitas do Amaral - Francisco Pinto Balsemão - Mário Soares - Cavaco Silva - António Guterres - Durão Barroso - Pedro Santana Lopes - José Sócrates - Pedro Passos Coelho

<< Segunda República

[Expandir]v • eChefes de Estado dos Estados-membros da União Europeia
Christian Wulff · Heinz Fischer · Alberto II2 · Rosen Plevneliev · Dimítris Christófias1 · Margarida II2 · Ivan Gašparovič · Danilo Türk · Juan Carlos I2 ·
Toomas Ilves · Tarja Halonen · Nicolas Sarkozy1 · Károlos Papúlias · Pál Schmitt · Michael Higgins · Giorgio Napolitano · Andris Bērziņš · Dalia Grybauskaitė1 ·
Henrique2 · George Abela · Beatriz2 · Bronisław Komorowski · Aníbal Cavaco Silva · Isabel II2 · Václav Klaus · Traian Băsescu · Carlos XVI Gustavo2

1 Também são membros do Conselho Europeu. 2 Monarcas.

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