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sexta-feira, 25 de março de 2011Radiação atômica? Nem precisa: agrotóxicos já estão no leite materno no MT
Do boletim@aspta.org.br - Por um Brasil livre de transgênicos e agrotóxicos
Uma nova pesquisa realizada na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) revela mais um aberrante efeito do uso generalizado de agrotóxicos sobre a população das regiões de grande produção agrícola.
Em Lucas do Rio Verde, município situado a 350 km de Cuiabá, foram coletadas amostras de leite de 62 mulheres atendidas pelo programa de saúde da família. A coleta foi feita entre a 3ª e a 8ª semana após o parto.
Em 100% das amostras foi encontrado ao menos um tipo de agrotóxico. Em 85% dos casos foram encontrados entre 2 e 6 tipos. Entre as variáveis estudadas, ter tido aborto foi uma variável que se manteve associada à presença de três agrotóxicos.
A substância com maior incidência é conhecida como DDE, um derivado de outro agrotóxico, o DDT, proibido pelo Governo Federal em 1998 por provocar infertilidade no homem e abortos espontâneos nas mulheres.
O trabalho de pesquisa foi realizado pela mestranda em Saúde Coletiva da UFMT Danielly Palma, sob orientação do Prof. Wandeley Pignati.
Lucas do Rio Verde está entre os maiores produtores de grãos do Mato Grosso e entre os maiores produtores nacionais de milho “safrinha”, figurando como um dos principais pólos do agronegócio do estado e do país. Os defensores do modelo agroquímico que impera na região consideram o município como modelo de desenvolvimento.
Mas a imagem da cidade começou a ser manchada quando, em março de 2006, a cidade foi banhada pelo herbicida Paraquate, usado na plantação de soja. O veneno, despejado de um avião agrícola, destruiu plantações, hortas e jardins. Atingiu também cursos d’água, casas e pessoas, provocando problemas de saúde e colocando em risco toda a população local.
Este caso específico acabou ganhando divulgação nacional graças ao trabalho de um repórter da Radiobrás (seu trabalho originou o livro: MACHADO, P. Um avião contorna o pé de jatobá e a nuvem de agrotóxico pousa na cidade - história da reportagem. Brasília: Anvisa, 2008. 264 p.). Mas infelizmente, não se tratou de um caso isolado: ao contrário, ano após anos, “acidentes” como esse se repetem nas muitas cidades onde o agronegócio prospera.
Depois deste caso, uma pesquisa feita em parceria pela a Fundação Oswaldo Cruz e a UFMT encontrou resíduos de agrotóxicos no sangue e na urina de moradores, em poços artesianos e amostras de ar e de água da chuva coletadas em escolas públicas dos municípios de Lucas do Rio Verde e Campo Verde (dois dos principais produtores de grãos do estado).
O monitoramento da água de poços revelou que 32% continham resíduos de agrotóxicos. Das amostras de água da chuva analisadas, mais de 40% estavam contaminadas com venenos.
Boa parte desta contaminação é proveniente da pulverização aérea de venenos que é praticada na região. Vários estudos demonstram que, na prática, apenas uma parte dos agrotóxicos aplicados sobre lavouras se deposita sobre as plantas. O resto escorre para o solo ou segue pelos ares para contaminar outras áreas. Segundo diversas pesquisas realizadas pela Embrapa Meio Ambiente, em média apenas metade do que é pulverizado atinge o alvo. A parte que se perde no solo ou é carregada pelo vento pode comumente ultrapassar 70% do produto aplicado.
Mas um dos aspectos mais lamentáveis de todo este drama é que, ao prestar este valioso serviço à sociedade, estudando e comprovando os efeitos danosos dos venenos agrícolas sobre as pessoas e o meio ambiente, os pesquisadores têm se tornado vítimas de ataques pessoais. Via de regra, quando são divulgados resultados de pesquisas como estes, demonstrando a contaminação da água, do sangue ou do leite materno, os defensores do modelo agroquímico de produção partem para o ataque à reputação dos cientistas e, comumente, lançam dúvidas levianas sobre os métodos e a qualidade das pesquisas. Mas, claro, nunca propõem contraprovas ou a repetição dos testes.
Um exemplo tocante deste fenômeno está publicado na seção de comentários do site 24 Horas News, um dos veículos que divulgou a notícia da contaminação do leite materno em Mato Grosso. Diz o internauta Josué:
“Já estou providenciando a foto dessa "pesquisadora" da UFMT e vou espalhar aqui pelo Nortão todo, nos postes, com a frase: PROCURA-SE - RECOMPENSA DE R$ 10 MIL. Depois vamos dar uma coça nela com pé de soja seco, que ela nunca mais vai pesquisar nada aqui” (18/03/2011 13:13:00).
Em agosto de 2010 o professor da Universidade de Buenos Aires Andrés Carrasco foi agredido ao visitar região produtora de soja no país onde participaria de evento para apresentar os dados de sua pesquisa que mostraram os danos causados pelo herbicida glifosato. O estudo foi publicado na Chemical Research in toxicology.
É por essas e muitas outras que poucas pesquisas têm sido realizadas sobre este tema. Este é apenas um exemplo grosseiro das pressões que pesquisadores sofrem -- em muitos casos dentro de suas próprias instituições. É preciso muita coragem para cutucar o agronegócio com vara curta.
O que estas pesquisas estão mostrando é apenas a ponta do iceberg. Procurando, muito mais evidências dos efeitos nefastos do uso maciço de venenos agrícolas serão achadas.
Com informações de:
Jornal da Band, 21/03/2011.
O Globo, 23/03/2011.
24 Horas News, 17/03/2011.
Universidade Federal do Mato Grosso, 15/03/2011.
Postado por Sonia Hirsch às 09:57 Enviar por e-mail
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7 comentários:
Érima disse...
Eu já tinha ficado chocada com a notícia na TV, mas a reação contra os pesquisadores é mais revoltante ainda! Que esse caso não caia no esquecimento!
25/03/11 11:24
Roberto Bozzetti disse...
Desculpem-me, mas falar nas práticas envenenadoras, em cultivo deturpado, em agressões a pesquisadores e repórteres, sem dizer quem, quais empresas, quem são os fazendeiros que ocupam essa área e que provavelmente são os responsáveis por tais atos, desculpem-me, mas se está apenas lustrando a ponta do iceberg. Ainda que não se queira correr o risco da acusação sem provas, seria preciso passar minimamente essas informações.
25/03/11 11:52
Celma Montet disse...
Falando em vermes, gostaria de lhe passar um artigo que vi na scientific american brasil - março 2011 (seção Avanços), porém não tenho digitalizado. Fala de terapia helmíntica, onde os parasitas foram utilizados para tratar colite. os sintomas foram aliviados supostamente por uma infestação deliberada dos vermes. Achei estranho. Pode ser de interesse para vc. Um abraço.
27/03/11 22:35
Sonia Hirsch disse...
Oi, Celma, e bota estranho nisso. Conheço um discurso parecido, de alguns anos atrás, que também não parece fazer sentido. Quanto às amebas, que causam colite, silêncio total... Um abraço!
27/03/11 22:41
Érima disse...
Sonia, o que você acha, o inhame pode desintoxicar essa mãe?
29/03/11 10:30
Anônimo disse...
Sônia, existe alguma diferença entre o inhame e o inhame cará (aquele pequenino)?
29/03/11 17:30
Susana Ayres disse...
Sonia, tem também a questão das pesquisas com técnicas naturais de plantio e com colheitas impressionantes que simplesmente não podem aparecer. Ou como o caso do uso da homeopatia nos rebanhos de gado, publicados até pela TV Globo, que simplesmente desaparecem. De fato temos que encontrar ou criar canais que divulguem essas calamidades: o uso indiscriminado de venenos nas grandes plantações e as ameaças vergonhosas pelas quais passam nossos valentes pesquisadores.
29/03/11 20:07
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quinta-feira, 31 de março de 2011
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Fuvest 2009 - 1ª fase - Conhecimentos Gerais
Questão 09 - História
As bombas atômicas, lançadas contra Hiroshima e Nagasaki em 1945, resultaram na morte de aproximadamente 300.000 pessoas, vítimas imediatas das explosões ou de doenças causadas pela exposição à radiação. Esses eventos marcaram o início de uma nova etapa histórica na corrida armamentista entre as nações, caracterizada pelo desenvolvimento de programas nucleares com finalidades bélicas. Considerando essa etapa e os efeitos das bombas atômicas, analise as afirmações abaixo.
I. As bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki foram lançadas pelos Estados Unidos, único país que possuía esse tipo de armamento ao fim da Segunda Guerra Mundial.
II. As radiações liberadas numa explosão atômica podem produzir mutações no material genético humano, que causam doenças como o câncer ou são transmitidas para a geração seguinte, caso tenham ocorrido nas células germinativas.
III. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, várias nações desenvolveram armas atômicas e, atualmente, entre as que possuem esse tipo de armamento, têmse China, Estados Unidos, França, Índia, Israel, Paquistão, Reino Unido e Rússia.
Está correto o que se afirma em
a) I, somente.
b) II, somente.
c) I e II, somente.
d) II e III, somente.
e) I, II e III. (resposta correta)
Resposta em VEJA
O trecho da reportagem com a resposta está destacado em amarelo.
O japonês que amava a bomba
O ministro da Defesa do Japão renuncia depois de dizer que
os ataques atômicos a Hiroshima e Nagasaki foram inevitáveis
Duda Teixeira
(publicada em 11/07/2007)
(...)
Em palestra numa universidade, Kyuma disse que, se o ataque atômico não tivesse ocorrido, a guerra teria se prolongado e permitido à União Soviética ocupar metade do arquipélago japonês. Não importa que tal visão seja compartilhada por muitos historiadores. O ministro foi massacrado pela oposição, por acadêmicos, jornalistas e forçado a renunciar. Fiel à tradição nipônica, ele terminou por curvar-se num pedido público de desculpas. Talvez a única convicção compartilhada pela direita e pela esquerda japonesa seja a de que o Japão está marcado para sempre pelo horror do ataque atômico. Após a derrota da Alemanha, os Estados Unidos tiveram de decidir entre duas estratégias para a guerra no Pacífico. A primeira seria um conflito convencional. Pelas estimativas do Pentágono, levaria à morte de 1 milhão de pessoas, sendo 200.000 soldados americanos, e prolongaria a guerra por um ano. O presidente Harry Truman optou pelo uso da arma atômica, recém-desenvolvida. A escolha de cidades com grandes populações civis foi proposital, para ampliar o efeito psicológico do ataque. O Japão rendeu-se seis dias depois da bomba de Nagasaki.
(...)
• Leia reportagem completa
• • •
Pesadelo que não tem fim
Vinte anos depois do acidente de Chernobyl, a radioatividade ainda
faz vítimas entre a população e na natureza do Leste Europeu
Okky de Souza
(publicada em 03/05/2006)
(...)
A energia nuclear é responsável por 16% da eletricidade consumida no mundo - e também por alguns dos piores pesadelos da humanidade. A concretização de um deles, o acidente na usina de Chernobyl, na Ucrânia, completou vinte anos na semana passada. A data foi lembrada em cerimônias na capital, Kiev, e em várias cidades do país. Procissões saíram às ruas para homenagear os milhares de pessoas mortas de doenças relacionadas à radiação nuclear desde que um reator da usina explodiu, liberando 100 vezes mais radioatividade do que a bomba lançada pelos americanos em Hiroshima na II Guerra.
(...)
A ação da radioatividade em seres humanos só pôde ser plenamente avaliada a partir das bombas lançadas pelos americanos nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, em 1945. As explosões mataram instantaneamente 120.000 pessoas. Nos anos seguintes, a ação residual da radiação causou mortes por cânceres e por doenças cardiovasculares e respiratórias.
• Leia reportagem completa
• • •
Encontro marcado
O mundo dá sinais de que a paciência com o Irã está chegando ao fim.
Afinal, o que os aiatolás querem com o seu programa nuclear?
Duda Teixeira
(publicada em 03/10/2007)
(...)
O Irã argumenta que seu programa nuclear tem fins exclusivamente energéticos. O país também é um dos signatários do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, o que, a princípio, confirmaria suas intenções pacíficas. O interesse premente do quarto maior produtor de petróleo do mundo no enriquecimento de urânio, no entanto, é algo mais difícil de ser compreendido. Também se sabe que os países candidatos a se tornar potências nucleares não anunciaram suas ambições bélicas antecipadamente. Desde que, em 1968, as cinco potências nucleares da época, Estados Unidos, União Soviética (Rússia), China, Inglaterra e França, assinaram com dezenas de países o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, outras quatro nações passaram a deter armas atômicas. Nenhuma pediu licença para fazer isso. Uma delas é exatamente Israel, que até hoje não admite, mas tampouco desmente, que tenha bombas nucleares. Índia e Paquistão, dois inimigos históricos, também surpreenderam o mundo com seus primeiros testes atômicos. O último foi a Coréia do Norte, que há um ano explodiu uma bomba de pequenas dimensões.
(...)
• Leia reportagem completa
• • •
Mais um maluco com a bomba
O ditador norte-coreano Kim Jong-Il fez seu primeiro teste nuclear e pode
desencadear uma corrida armamentista se a ONU não o punir como exemplo
Denise Dweck
(publicada em 18/10/2006)
(...)
O teste subterrâneo realizado a 110 quilômetros da fronteira com a China foi registrado pelos sismógrafos como muito fraco, colocando em dúvida a qualidade da bomba nuclear norte-coreana ou até mesmo sua existência. De qualquer forma, o artefato deve ser grande e pesado. Serão necessários alguns anos de trabalho para que seja reduzido de forma a caber num míssil de longo alcance. No momento, o maior perigo é o mau exemplo. A experiência norte-coreana e a reação internacional ao desafio estão sendo acompanhadas atentamente pelos aiatolás do Irã, outro regime fora-da-lei ansioso por se armar com ogivas nucleares. Entre todos os países que realizaram testes nucleares, apenas a África do Sul desistiu da bomba atômica. Em vão, Estados Unidos, China, Rússia, Inglaterra e França - os sócios originais do clube atômico e, não por coincidência, também os membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas - tentam impedir a proliferação do armamento nuclear. Com a Coréia do Norte, sobe para nove o número de países com esse tipo de arsenal. Israel e Índia armaram-se nos anos 70, seguidos pelo Paquistão, que testou sua bomba em 1998. Foi o Paquistão, por sinal, que vendeu tecnologia nuclear à Coréia do Norte e ao Irã.
(...)
• Leia reportagem completa
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Fuvest 2009 - 1ª fase - Conhecimentos Gerais
Questão 09 - História
As bombas atômicas, lançadas contra Hiroshima e Nagasaki em 1945, resultaram na morte de aproximadamente 300.000 pessoas, vítimas imediatas das explosões ou de doenças causadas pela exposição à radiação. Esses eventos marcaram o início de uma nova etapa histórica na corrida armamentista entre as nações, caracterizada pelo desenvolvimento de programas nucleares com finalidades bélicas. Considerando essa etapa e os efeitos das bombas atômicas, analise as afirmações abaixo.
I. As bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki foram lançadas pelos Estados Unidos, único país que possuía esse tipo de armamento ao fim da Segunda Guerra Mundial.
II. As radiações liberadas numa explosão atômica podem produzir mutações no material genético humano, que causam doenças como o câncer ou são transmitidas para a geração seguinte, caso tenham ocorrido nas células germinativas.
III. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, várias nações desenvolveram armas atômicas e, atualmente, entre as que possuem esse tipo de armamento, têmse China, Estados Unidos, França, Índia, Israel, Paquistão, Reino Unido e Rússia.
Está correto o que se afirma em
a) I, somente.
b) II, somente.
c) I e II, somente.
d) II e III, somente.
e) I, II e III. (resposta correta)
Resposta em VEJA
O trecho da reportagem com a resposta está destacado em amarelo.
O japonês que amava a bomba
O ministro da Defesa do Japão renuncia depois de dizer que
os ataques atômicos a Hiroshima e Nagasaki foram inevitáveis
Duda Teixeira
(publicada em 11/07/2007)
(...)
Em palestra numa universidade, Kyuma disse que, se o ataque atômico não tivesse ocorrido, a guerra teria se prolongado e permitido à União Soviética ocupar metade do arquipélago japonês. Não importa que tal visão seja compartilhada por muitos historiadores. O ministro foi massacrado pela oposição, por acadêmicos, jornalistas e forçado a renunciar. Fiel à tradição nipônica, ele terminou por curvar-se num pedido público de desculpas. Talvez a única convicção compartilhada pela direita e pela esquerda japonesa seja a de que o Japão está marcado para sempre pelo horror do ataque atômico. Após a derrota da Alemanha, os Estados Unidos tiveram de decidir entre duas estratégias para a guerra no Pacífico. A primeira seria um conflito convencional. Pelas estimativas do Pentágono, levaria à morte de 1 milhão de pessoas, sendo 200.000 soldados americanos, e prolongaria a guerra por um ano. O presidente Harry Truman optou pelo uso da arma atômica, recém-desenvolvida. A escolha de cidades com grandes populações civis foi proposital, para ampliar o efeito psicológico do ataque. O Japão rendeu-se seis dias depois da bomba de Nagasaki.
(...)
• Leia reportagem completa
• • •
Pesadelo que não tem fim
Vinte anos depois do acidente de Chernobyl, a radioatividade ainda
faz vítimas entre a população e na natureza do Leste Europeu
Okky de Souza
(publicada em 03/05/2006)
(...)
A energia nuclear é responsável por 16% da eletricidade consumida no mundo - e também por alguns dos piores pesadelos da humanidade. A concretização de um deles, o acidente na usina de Chernobyl, na Ucrânia, completou vinte anos na semana passada. A data foi lembrada em cerimônias na capital, Kiev, e em várias cidades do país. Procissões saíram às ruas para homenagear os milhares de pessoas mortas de doenças relacionadas à radiação nuclear desde que um reator da usina explodiu, liberando 100 vezes mais radioatividade do que a bomba lançada pelos americanos em Hiroshima na II Guerra.
(...)
A ação da radioatividade em seres humanos só pôde ser plenamente avaliada a partir das bombas lançadas pelos americanos nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, em 1945. As explosões mataram instantaneamente 120.000 pessoas. Nos anos seguintes, a ação residual da radiação causou mortes por cânceres e por doenças cardiovasculares e respiratórias.
• Leia reportagem completa
• • •
Encontro marcado
O mundo dá sinais de que a paciência com o Irã está chegando ao fim.
Afinal, o que os aiatolás querem com o seu programa nuclear?
Duda Teixeira
(publicada em 03/10/2007)
(...)
O Irã argumenta que seu programa nuclear tem fins exclusivamente energéticos. O país também é um dos signatários do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, o que, a princípio, confirmaria suas intenções pacíficas. O interesse premente do quarto maior produtor de petróleo do mundo no enriquecimento de urânio, no entanto, é algo mais difícil de ser compreendido. Também se sabe que os países candidatos a se tornar potências nucleares não anunciaram suas ambições bélicas antecipadamente. Desde que, em 1968, as cinco potências nucleares da época, Estados Unidos, União Soviética (Rússia), China, Inglaterra e França, assinaram com dezenas de países o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, outras quatro nações passaram a deter armas atômicas. Nenhuma pediu licença para fazer isso. Uma delas é exatamente Israel, que até hoje não admite, mas tampouco desmente, que tenha bombas nucleares. Índia e Paquistão, dois inimigos históricos, também surpreenderam o mundo com seus primeiros testes atômicos. O último foi a Coréia do Norte, que há um ano explodiu uma bomba de pequenas dimensões.
(...)
• Leia reportagem completa
• • •
Mais um maluco com a bomba
O ditador norte-coreano Kim Jong-Il fez seu primeiro teste nuclear e pode
desencadear uma corrida armamentista se a ONU não o punir como exemplo
Denise Dweck
(publicada em 18/10/2006)
(...)
O teste subterrâneo realizado a 110 quilômetros da fronteira com a China foi registrado pelos sismógrafos como muito fraco, colocando em dúvida a qualidade da bomba nuclear norte-coreana ou até mesmo sua existência. De qualquer forma, o artefato deve ser grande e pesado. Serão necessários alguns anos de trabalho para que seja reduzido de forma a caber num míssil de longo alcance. No momento, o maior perigo é o mau exemplo. A experiência norte-coreana e a reação internacional ao desafio estão sendo acompanhadas atentamente pelos aiatolás do Irã, outro regime fora-da-lei ansioso por se armar com ogivas nucleares. Entre todos os países que realizaram testes nucleares, apenas a África do Sul desistiu da bomba atômica. Em vão, Estados Unidos, China, Rússia, Inglaterra e França - os sócios originais do clube atômico e, não por coincidência, também os membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas - tentam impedir a proliferação do armamento nuclear. Com a Coréia do Norte, sobe para nove o número de países com esse tipo de arsenal. Israel e Índia armaram-se nos anos 70, seguidos pelo Paquistão, que testou sua bomba em 1998. Foi o Paquistão, por sinal, que vendeu tecnologia nuclear à Coréia do Norte e ao Irã.
(...)
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Bomba Atômica
Publicado por Lucasem 19 de fevereiro de 2009na(s) categoria(a) Biologia, Ciência e Curiosidades. 2 Comments
Tags: armas, biologicas, bombas, destruição, mundo, quimicas.
Uma bomba atómica ou bomba atômica é uma arma explosiva cuja energia deriva de uma reação nuclear e tem um poder destrutivo imenso — uma única bomba é capaz de destruir uma cidade grande inteira. Bombas atômicas só foram usadas duas vezes em guerra, ambas pelos Estados Unidos contra o Japão, nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial (consistindo em um dos maiores ataques a uma população civil, quase 200 mil mortos, já ocorridos na história). No entanto, elas já foram usadas centenas de vezes em testes nucleares por vários países.
Muitos confundem o termo genérico “bomba atômica” com um aparato de fissão. Por bomba atômica, entende-se um artefato nuclear passível de utilização militar via meios aéreos (caças ou bombardeiros). Por ogivas nucleares, entende-se as armas nucleares passíveis de utilização em mísseis. Já os artefatos nucleares não são passíveis de utilização militar, servindo portanto, somente para a realização de testes, como foi o caso do artefato de Trinity (o primeiro detonado) ou o caso do artefato nuclear norte-coreano testado em 9 de Outubro de 2006.
As potências nucleares declaradas são os EUA, a Rússia, o Reino Unido, a França, a República Popular da China, a Índia, o Paquistão e Israel. Estes países já possuem o material para fins ofensivos. Outra nação que já testou armamento nuclear foi a Coréia do Norte, porém assinou um acordo com a ONU para se desarmar, devido a embargos econômicos e a forte pressão norte americana.
As bombas atômicas são normalmente descritas como sendo apenas de fissão ou de fusão com base na forma predominante de liberação de sua energia. Esta classificação, porém, esconde o fato de que, na realidade, ambas são uma combinação de bombas: no interior das bombas de hidrogênio, uma bomba de fissão em tamanho menor é usada para fornecer as condições de temperatura e pressão elevadas que a fusão requer para se iniciar. Por outro lado, uma bomba de fissão é mais eficiente quando um dispositivo de fusão impulsiona a energia da bomba. Assim, os dois tipos de bomba são genericamente chamados bombas nucleares.
Bombas de fissão nuclear
São as que utilizam a chamada fissão nuclear, onde os pesados núcleos atômicos do urânio ou plutônio são desintegrados em elementos mais leves quando são bombardeados por nêutrons. Ao bombardear-se um núcleo produzem-se mais nêutrons, que bombardeiam outros núcleos, gerando uma reação em cadeia. Estas são as historicamente chamadas “Bombas-A”, apesar de este nome não ser preciso pelo fato de que a chamada fusão nuclear também é tão atômica quanto a fissão.
Baseiam-se na chamada fusão nuclear, onde núcleos leves de hidrogênio e hélio combinam-se para formar elementos mais pesados e liberam neste processo enormes quantidades de energia. Bombas que utilizam a fusão são também chamadas bombas-H, bombas de hidrogênio ou bombas termonucleares, pois a fusão requer uma altíssima temperatura para que a sua reação em cadeia ocorra. A bomba de fusão nuclear é considerada a maior força destrutiva já criada pelo homem, embora nunca tenha sido usada.
Bomba suja
Conceitualmente, uma bomba suja (ou bomba de dispersão radiológica) é um dispositivo muito simples: é um explosivo convencional, como o TNT (trinitrotolueno), empacotado com um material radioativo. Ela é muito mais rústica e barata do que uma bomba nuclear e também é bem menos eficaz. Mas ela combina uma certa destruição explosiva com danos radioativos.
Os explosivos potentes causam danos por meio de um gás muito quente que se expande rapidamente. A idéia básica de uma bomba suja é usar a expansão de gás como um meio de propulsão para o material radioativo sobre uma extensa área, não há força destrutiva em si. Quando o explosivo é liberado, o material radioativo se espalha em um tipo de nuvem de poeira transportada pelo vento que atinge uma área maior do que a da própria explosão.
A força destrutiva da bomba, a longo prazo, seria a radiação ionizante do material contido nela. A radiação ionizante, que inclui partículas alfa, partículas beta, raios gama e raios-X é uma radiação com energia suficiente para extrair um elétron orbital para fora de um átomo. A perda de um elétron altera o equilíbrio entre os prótons e os elétrons do átomo, o que gera uma carga elétrica líquida no átomo (ele se torna um íon). O elétron liberado pode colidir com outros átomos para criar mais íons (confira Como funcionam os átomos para mais informações sobre partículas sub-atômicas).
Se isso acontece no corpo de uma pessoa, o íon pode causar muitos problemas porque a sua carga elétrica pode levar a reações químicas anormais dentro das células. Entre outras coisas, a carga pode quebrar as cadeias de DNA. Uma célula com uma fita de DNA quebrada morre ou o seu DNA desenvolve uma mutação. Se muitas células morrem, o corpo pode desenvolver várias doenças. Se o DNA sofre mutação, uma célula pode se tornar cancerígena e este câncer pode se espalhar pelo corpo. A radiação ionizante também pode causar o mal funcionamento das células, o que resulta em uma ampla variedade de sintomas coletivamente conhecidos como doença da radiação (em inglês). A doença da radiação pode ser fatal, mas as pessoas podem sobreviver a ela, particularmente se receberem um transplante de medula óssea.
Em uma bomba radioativa, a radiação ionizante vem dos isótopos radioativos, que são átomos simples que se degradam com o tempo. Em outras palavras, a disposição de prótons, nêutrons e elétrons que compõem o átomo gradualmente muda, formando diferentes átomos. Esta degradação radioativa libera um pouco de energia na forma de radiação ionizante (veja Como funciona a radiação nuclear para detalhes sobre radiação e isótopos radioativos).
Estamos expostos a pequenas doses de radiação ionizante constantemente: ela vem do espaço sideral, dos isótopos radioativos naturais e das máquinas de raios-X. Esta radiação pode causar câncer, mas o risco é relativamente baixo porque somente doses muito pequenas desta radiação são encontradas.
Uma bomba radioativa elevaria o nível de radiação acima dos níveis normais, aumentando o risco de câncer e doença da radiação.
Bomba de nêutrons (neutrões)
Uma última variante da bomba atômica é a chamada bomba de nêutrons, em geral um dispositivo termonuclear pequeno, com corpo de níquel ou cromo, onde os nêutrons gerados na reação de fusão intencionalmente não são absorvidos pelo interior da bomba, mas se permite que escapem. As emanações de raios-X e de nêutrons de alta energia são seu principal mecanismo destrutivo. Os nêutrons são mais penetrantes que outros tipos de radiação, de tal forma que muitos materiais de proteção que bloqueiam raios gama são pouco eficientes contra eles. As bombas de nêutrons têm ação destrutiva apenas sobre organismos vivos, mantendo, por exemplo, a estrutura de uma cidade intacta. Isso pode representar uma vantagem militar, visto que existe a possibilidade de se eliminar os inimigos e apoderar-se de seus recursos.
Efeitos
Os efeitos predominantes de uma bomba atômica (a explosão e a radiação térmica) são os mesmos dos explosivos convencionais. A grande diferença é a capacidade de liberar uma quantidade imensamente maior de energia de uma só vez. A maior parte do dano causado por uma arma nuclear não se relaciona diretamente com o processo de liberação de energia da reação nuclear.
O dano produzido pelas três formas iniciais de energia liberada difere de acordo com o tamanho da arma. A energia liberada na explosão segue a equação de Einstein, E=mc², onde E é a energia liberada, m é a massa da bomba que “some” na explosão e c (celeritas) é a velocidade da luz
Fonte: Wikipedia.org
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1 addans
20 de fevereiro de 2009 at 2:22
muito otimo
como sempre neh
2 jaciara
10 de março de 2010 at 14:50
maravilhoso contém informações sobre bomba atômica que eu nem imaginava.
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Uma bomba atómica ou bomba atômica é uma arma explosiva cuja energia deriva de uma reação nuclear e tem um poder destrutivo imenso — uma única bomba é capaz de destruir uma cidade grande inteira. Bombas atômicas só foram usadas duas vezes em guerra, ambas pelos Estados Unidos contra o Japão, nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial (consistindo em um dos maiores ataques a uma população civil, quase 200 mil mortos, já ocorridos na história). No entanto, elas já foram usadas centenas de vezes em testes nucleares por vários países.
Muitos confundem o termo genérico “bomba atômica” com um aparato de fissão. Por bomba atômica, entende-se um artefato nuclear passível de utilização militar via meios aéreos (caças ou bombardeiros). Por ogivas nucleares, entende-se as armas nucleares passíveis de utilização em mísseis. Já os artefatos nucleares não são passíveis de utilização militar, servindo portanto, somente para a realização de testes, como foi o caso do artefato de Trinity (o primeiro detonado) ou o caso do artefato nuclear norte-coreano testado em 9 de Outubro de 2006.
As potências nucleares declaradas são os EUA, a Rússia, o Reino Unido, a França, a República Popular da China, a Índia, o Paquistão e Israel. Estes países já possuem o material para fins ofensivos. Outra nação que já testou armamento nuclear foi a Coréia do Norte, porém assinou um acordo com a ONU para se desarmar, devido a embargos econômicos e a forte pressão norte americana.
As bombas atômicas são normalmente descritas como sendo apenas de fissão ou de fusão com base na forma predominante de liberação de sua energia. Esta classificação, porém, esconde o fato de que, na realidade, ambas são uma combinação de bombas: no interior das bombas de hidrogênio, uma bomba de fissão em tamanho menor é usada para fornecer as condições de temperatura e pressão elevadas que a fusão requer para se iniciar. Por outro lado, uma bomba de fissão é mais eficiente quando um dispositivo de fusão impulsiona a energia da bomba. Assim, os dois tipos de bomba são genericamente chamados bombas nucleares.
Bombas de fissão nuclear
São as que utilizam a chamada fissão nuclear, onde os pesados núcleos atômicos do urânio ou plutônio são desintegrados em elementos mais leves quando são bombardeados por nêutrons. Ao bombardear-se um núcleo produzem-se mais nêutrons, que bombardeiam outros núcleos, gerando uma reação em cadeia. Estas são as historicamente chamadas “Bombas-A”, apesar de este nome não ser preciso pelo fato de que a chamada fusão nuclear também é tão atômica quanto a fissão.
Baseiam-se na chamada fusão nuclear, onde núcleos leves de hidrogênio e hélio combinam-se para formar elementos mais pesados e liberam neste processo enormes quantidades de energia. Bombas que utilizam a fusão são também chamadas bombas-H, bombas de hidrogênio ou bombas termonucleares, pois a fusão requer uma altíssima temperatura para que a sua reação em cadeia ocorra. A bomba de fusão nuclear é considerada a maior força destrutiva já criada pelo homem, embora nunca tenha sido usada.
Bomba suja
Conceitualmente, uma bomba suja (ou bomba de dispersão radiológica) é um dispositivo muito simples: é um explosivo convencional, como o TNT (trinitrotolueno), empacotado com um material radioativo. Ela é muito mais rústica e barata do que uma bomba nuclear e também é bem menos eficaz. Mas ela combina uma certa destruição explosiva com danos radioativos.
Os explosivos potentes causam danos por meio de um gás muito quente que se expande rapidamente. A idéia básica de uma bomba suja é usar a expansão de gás como um meio de propulsão para o material radioativo sobre uma extensa área, não há força destrutiva em si. Quando o explosivo é liberado, o material radioativo se espalha em um tipo de nuvem de poeira transportada pelo vento que atinge uma área maior do que a da própria explosão.
A força destrutiva da bomba, a longo prazo, seria a radiação ionizante do material contido nela. A radiação ionizante, que inclui partículas alfa, partículas beta, raios gama e raios-X é uma radiação com energia suficiente para extrair um elétron orbital para fora de um átomo. A perda de um elétron altera o equilíbrio entre os prótons e os elétrons do átomo, o que gera uma carga elétrica líquida no átomo (ele se torna um íon). O elétron liberado pode colidir com outros átomos para criar mais íons (confira Como funcionam os átomos para mais informações sobre partículas sub-atômicas).
Se isso acontece no corpo de uma pessoa, o íon pode causar muitos problemas porque a sua carga elétrica pode levar a reações químicas anormais dentro das células. Entre outras coisas, a carga pode quebrar as cadeias de DNA. Uma célula com uma fita de DNA quebrada morre ou o seu DNA desenvolve uma mutação. Se muitas células morrem, o corpo pode desenvolver várias doenças. Se o DNA sofre mutação, uma célula pode se tornar cancerígena e este câncer pode se espalhar pelo corpo. A radiação ionizante também pode causar o mal funcionamento das células, o que resulta em uma ampla variedade de sintomas coletivamente conhecidos como doença da radiação (em inglês). A doença da radiação pode ser fatal, mas as pessoas podem sobreviver a ela, particularmente se receberem um transplante de medula óssea.
Em uma bomba radioativa, a radiação ionizante vem dos isótopos radioativos, que são átomos simples que se degradam com o tempo. Em outras palavras, a disposição de prótons, nêutrons e elétrons que compõem o átomo gradualmente muda, formando diferentes átomos. Esta degradação radioativa libera um pouco de energia na forma de radiação ionizante (veja Como funciona a radiação nuclear para detalhes sobre radiação e isótopos radioativos).
Estamos expostos a pequenas doses de radiação ionizante constantemente: ela vem do espaço sideral, dos isótopos radioativos naturais e das máquinas de raios-X. Esta radiação pode causar câncer, mas o risco é relativamente baixo porque somente doses muito pequenas desta radiação são encontradas.
Uma bomba radioativa elevaria o nível de radiação acima dos níveis normais, aumentando o risco de câncer e doença da radiação.
Bomba de nêutrons (neutrões)
Uma última variante da bomba atômica é a chamada bomba de nêutrons, em geral um dispositivo termonuclear pequeno, com corpo de níquel ou cromo, onde os nêutrons gerados na reação de fusão intencionalmente não são absorvidos pelo interior da bomba, mas se permite que escapem. As emanações de raios-X e de nêutrons de alta energia são seu principal mecanismo destrutivo. Os nêutrons são mais penetrantes que outros tipos de radiação, de tal forma que muitos materiais de proteção que bloqueiam raios gama são pouco eficientes contra eles. As bombas de nêutrons têm ação destrutiva apenas sobre organismos vivos, mantendo, por exemplo, a estrutura de uma cidade intacta. Isso pode representar uma vantagem militar, visto que existe a possibilidade de se eliminar os inimigos e apoderar-se de seus recursos.
Efeitos
Os efeitos predominantes de uma bomba atômica (a explosão e a radiação térmica) são os mesmos dos explosivos convencionais. A grande diferença é a capacidade de liberar uma quantidade imensamente maior de energia de uma só vez. A maior parte do dano causado por uma arma nuclear não se relaciona diretamente com o processo de liberação de energia da reação nuclear.
O dano produzido pelas três formas iniciais de energia liberada difere de acordo com o tamanho da arma. A energia liberada na explosão segue a equação de Einstein, E=mc², onde E é a energia liberada, m é a massa da bomba que “some” na explosão e c (celeritas) é a velocidade da luz
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1 addans
20 de fevereiro de 2009 at 2:22
muito otimo
como sempre neh
2 jaciara
10 de março de 2010 at 14:50
maravilhoso contém informações sobre bomba atômica que eu nem imaginava.
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10172 - RADIAÇÃO ATÕMICA
Lançamento da Bomba Atómica
Contexto histórico
A terrível guerra do Pacífico - uma batalha numa grande extensão de terra, ar e mar - continuava. Depois do ataque a Pearl Harbor, o Japão conquistou as Filipinas, a Malásia, as Índias Holandesas e Burma. Tropas dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Austrália e da Nova Zelândia tentaram parar o avanço japonês, que alcançou o seu ponto mais alto na Primavera de 1942. O ponto de viragem da guerra do Pacífico apareceu no mês de Junho de 1942 aquando da Batalha de Midway. A vitória americana em Midway acabou com a esperança do Japão de controlar o Pacífico. Os Estados Unidos da América deram início a uma longa contra-ofensiva, tendo recapturado algumas ilhas do Pacífico que o Japão havia ocupado. Em Outubro de 1944, os EUA esmagaram finalmente a frota japonesa na Batalha do Golfo de Leyte, nas Filipinas.
Mas o Japão recusava a rendição. Os Estados Unidos pretendiam terminar a guerra com a rendição incondicional do Japão. Para além disso, também queriam evitar mais batalhas como as de Iwo Jima e Okinawa, onde tinham tido baixas muito pesadas. Estes factores fundamentaram os planos americanos de se usar a bomba atómica.
Os Estados Unidos nos finais de 1941 estabeleceram um programa secreto que ficou conhecido por Projecto Manhattan, com o objectivo de desenvolver a bomba atómica, uma arma nuclear extremamente potente. O alvo do projecto, dirigido pelo físico J. Robert Oppenheimer, era o de construir uma bomba atómica antes da Alemanha nazi. Depois da morte de Roosevelt em Abril de 1945, Harry S. Truman tornou-se o presidente dos EUA e um acérrimo defensor do programa de desenvolvimento da bomba atómica. Nesta altura, a nova arma tinha dois intuitos. Primeiro, podia ser usada para forçar o Japão a render-se incondicionalmente. Segundo, a posse da bomba iria permitir aos Estados Unidos, e não à URSS, o controlo das políticas do pós-guerra.
Deveriam os Estados Unidos da América usar a bomba para terminar com a guerra com o Japão? Quais eram as opiniões em 1945? Um opinião era a de invadir o Japão, que Truman considerava que iria custar mais de meio milhão de vidas americanas. Alguns historiadores estimaram a perda de vidas humanas entre 25.000 e 46.000, apesar destas figuras considerarem apenas a primeira etapa da invasão projectada para Novembro. Uma segunda opinião era a de não exigir a rendição incondicional, tendo de existir uma negociação com o Japão. Uma terceira alternativa era a de permitir que a União Soviética invadisse, terminando a guerra com o Japão, o que iria reduzir a influência norte-americana na política do pós-guerra. Os cientistas que desenvolveram a bomba atómica debateram este assunto. Alguns consideraram errado o lançamento da bomba sem aviso prévio e apoiaram a explosão demonstrativa por forma a convencer o Japão a render-se. Na opinião de Oppenheimer, tal era muito incerto e arriscado; só o choque de se usar a bomba numa cidade japonesa forçaria o Japão a render-se. O presidente Truman concordou.
No dia 6 de Agosto de 1945 os Estados Unidos lançaram a bomba atómica sobre Hiroshima. A 8 de Agosto a URSS declara guerra ao Japão. No dia seguinte os EUA lançaram uma bomba atómica ainda mais potente sobre Nagasaki. A 2 de Setembro o governo japonês, que tinha jurado lutar até à morte, declarou a rendição incondicional.
Deveriam os Estados Unidos da América ter lançado a bomba? Críticos da decisão censuram a perda de vidas humanas. Consideram que qualquer das alternativas teria sido preferível. Outros pensam que só a bomba, usada da forma como foi usada, poderia ter terminado a guerra. Acima de tudo, ambos concordam que tal salvou inúmeras vidas americanas. A bomba também impediu a invasão soviética do Japão e deu aos EUA a enorme influência no mundo pós-guerra. Para que não haja dúvidas acerca disto, Truman escreveu mais tarde: Eu considerei a bomba como uma arma militar e nunca tive dúvidas de que ela deveria ser usada.
Carta de Einstein a Roosevelt
Albert Einstein
Old Grove Rd.
Nassau Point
Peconic, Long Island
2 de Agosto de 1939
F. R. Roosevelt
President of the United States
Whiste House
Washington, D.C.
Sr.,
Recentes trabalhos de E. Fernu e L. Szilard, cujos manuscritos me têm sido envidados, levam-me a crer que, num futuro imediato, o elemento urânio possa ser convertido numa nova e importante fonte de energia. Alguns aspectos da situação que actual parecem requerer muita atenção e, se fosse possível, imediata acção da parte da Administração. Por isso creio que é meu dever levar à sua atenção os seguintes factos e recomendações.
No decurso destes últimos quatro meses tornou-se provável ? através do trabalho de Loiot em França assim como de Fermi e Szilard nos Estados Unidos ? que pode ser possível iniciar uma reacção nuclear em cadeia numa grande massa de urânio, a partir da qual seriam geradas enormes quantidades de potência e de novos elementos idênticos ao urânio. Agora é quase seguro que isto poderia ser alcançado num futuro imediato.
Este novo fenómeno poderia ser usado na contrução de bombas, e é concebível ? eu penso que é inevitável ? que se possam construir bombas de um novo tipo extremamente poderosas. Uma só bomba deste tipo, transportada por um barco e detonada num porto, poderia muito bem destruir por completo o porto em causa, conjuntamente com o território que o rodeia. No entanto, tais bombas poderiam ser demasiado pesadas para ser transportadas por ar.
Os Estados Unidos têm muito poucas minas com urânio de pouco valor e em quantidades moderadas. Existem jazidas muito boas no Canadá e na ex-Checoslováquia, sendo que a fonte mais importante de urânio se encontra no Congo Belga.
Devido a esta situação, você poderia considerar que é desejável ter algum tipo de contacto permanente entre a Administração e o grupo de físicos que se encontram a trabalhar em reacções em cadeia nos Estados Unidos. Uma forma possível de conseguir isto poderia ser encarregar esta missão a uma pessoa da sua inteira confiança que podiria talvez servir de maneira extra-oficial. As suas funções seriam as seguintes:
Estar em contacto com o Departamento do Governo, mantendo-os informados dos próximos desenvolvimentos, e sugerir acções do Governo, tendo particular atenção aos problemas de assegurar a provisão do minério de urânio aos Estados Unidos.
Acelerar o trabalho experimental, que no momento se efectua com orçamentos limitados dos laboratórios das universidades, com a provisão de fundos. Esses fundos foram possíveis com contactos com grupos privados que estiveram dispostos a fazer contribuições para esta causa, e obtendo-se a cooperação dos laboratórios industriais que tiveram a equipa necessária.
Tomei conhecimento de que, actualmente, a Alemanha fez parar a venda de urânio das minas da Checoslováquia, as quais foram tomadas pelas forças alemãs. Pode pensar-se que a Alemanha realizou tão evidentes acções, uma vez que o filho do Sub Secretário do Estado Alemão, von Weizacker, está responsável pelo Instituto Kraiser Guilermo de Berlim onde alguns dos trabalhos americanos estão a ser copiados.
Seu seguro servidor,
A. Einstein
As bombas atómicas sobre o JapãoExplosão
O dia 6 de Agosto de 1945 amanheceu claro e quente em Hiroshima, sétima maior cidade do Japão, com 343 mil habitantes e uma guarnição militar de 150 mil soldados. Hiroshima fica junto ao delta do rio Ota, que desemboca no mar Interior. Naquela Segunda-feira, apesar da guerra travada nas ilhas do oceano Pacífico contra os Estados Unidos da América, a vida corria como sempre: os comerciantes já tinham aberto as lojas, os estudantes estavam nas salas de aula, os escritórios e as fábricas estavam a pleno vapor.
Pouco antes das 8 horas da manhã, toca a sirene avisando sobre a presença de aviação inimiga. O alerta era tão corriqueiro que pouca gente correu para os abrigos antiaéreos. A sirene parou. Às 8:15h, bem alto no céu, surge uma faísca branco-azulada que se transforma num arco rosado. Em décimos de segundo, Hiroshima (Ilha Larga) fica branca. Prédios e casas levitam. Pessoas e animais evaporam; telhados e tijolos derretem. Uma onda de calor de 5,5 milhões graus Celsius e ventos de 385 Km/h arrasam a cidade.
Onda de choque
Vinda do céu, a punição à cidade japonesa era a primeira bomba atómica usada para fins militares, lançada por um bombardeiro B-29, a Superfortaleza Voadora, dos Estados Unidos. Nem mesmo a tripulação do B-29 - apelidado de Enola Gay - sabia que tipo de bomba transportava. Inocentemente chamada Little Boy, a bomba foi lançada a 10 mil metros de altura, tendo descido de pára-quedas e explodindo a 650 metros do solo sobre o centro da cidade. Tudo que se encontrava a 500 metros do epicentro da explosão foi imediatamente incinerado. Segundos depois, a onda de choque atingia um raio de mais de 7 quilómetros. Menos de uma hora depois da explosão, 78 mil pessoas tinham morrido e 10 mil simplesmente evaporaram. Foram 37 mil feridos e milhares de pessoas foram morrendo nos dias, meses e anos seguintes. Durante muitos anos nasceram crianças deficientes devido à radiação a que as mães tinham sido expostas. Na cidade arrasada, a sombra de pessoas, de plantas, pontes ficou impressa em negativo - a marca da sombra atómica.
Cogumelo
A explosão libertou uma quantidade absurda de radiação e o mundo conheceu pela primeira vez a imagem do temido cogumelo atómico. Ao todo, morreram cerca de 300 mil pessoas em consequência directa do ataque. Quem não morreu queimado, esmagado ou pulverizado sofreu mais tarde com os efeitos da radiação - em geral, morte por cancro.
A vez de Nagasaki
A intenção do governo dos Estados Unidos era de que o Japão se rendesse. Mesmo com a destruição de Hiroshima, o governo do imperador Hirohito não apresentou a rendição. Três dias depois, em 9 de Agosto, a operação militar-científica repetiu-se em Nagasaki, na ilha de Kyushu, mais ao sul no Japão. O B-29 Grand Artist lança a bomba número 2, Fat Boy, às 11:02h. Dos 250 mil habitantes, 36 mil morreram nesse dia. A carnificina não foi maior porque o terreno montanhoso protegeu o centro da cidade. Quatro meses depois, porém, as mortes na cidade chegavam a 80 mil. Nagasaki, na verdade, era o objectivo secundário. Foi atingida porque as condições meteorológicas de Kokura, o alvo principal, impediam que os efeitos destrutivos da bomba fossem os planeados. Em 1950, o census nacional do Japão indicou que havia no país 280 mil pessoas contaminadas pela radiação das bombas de Hiroshima e Nagasaki.
Rendição incondicional
Historiadores e analistas militares consideram o ataque atómico às duas cidades japonesas totalmente desnecessário, além de desumano. O mundo inteiro já sabia que o Japão estava derrotado. Os Estados Unidos fechavam o cerco sobre o arquipélago japonês depois da conquista de Iwo Jima e Okinawa, ilhas próximas do Japão. A rendição incondicional do Japão ocorreu no dia 14 de Agosto, mas a Segunda Guerra Mundial só seria encerrada oficialmente em 2 de Setembro de 1945, um Domingo, assim que os representantes japoneses assinaram a declaração, a bordo do couraçado norte-americano Missouri.
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Carta Atlântica [14/08/1941]
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: Reprodução da Bomba Atómica de Hiroshima do espectacular documentário "Hiroshima".
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: Bomba Atomica Nagasaki
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Áudio
: Discurso de Truman
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: J. Robert Oppenheimer
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: Enola Gay, B-29 que lançou a bomba atómica sobre a cidade de Hiroshima.
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: A primeira bomba atómica baptizada de 'Little Boy'.
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: Primeira bomba atómica lançada em Hiroshima.
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: A nuvem em forma de cogumelo mede cerca de 6 Km de altura e 3 Km de diâmetro. A foto foi tirada do 'Enola Gay'.
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: Consequência da bomba atómica em Hiroshima.
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: Consequência da bomba atómica em Nagasaki.
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: Tripulação do B-29 'For The Luvva Mike' que lançou as últimas bombas sobre o Japão.
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Contexto histórico
A terrível guerra do Pacífico - uma batalha numa grande extensão de terra, ar e mar - continuava. Depois do ataque a Pearl Harbor, o Japão conquistou as Filipinas, a Malásia, as Índias Holandesas e Burma. Tropas dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Austrália e da Nova Zelândia tentaram parar o avanço japonês, que alcançou o seu ponto mais alto na Primavera de 1942. O ponto de viragem da guerra do Pacífico apareceu no mês de Junho de 1942 aquando da Batalha de Midway. A vitória americana em Midway acabou com a esperança do Japão de controlar o Pacífico. Os Estados Unidos da América deram início a uma longa contra-ofensiva, tendo recapturado algumas ilhas do Pacífico que o Japão havia ocupado. Em Outubro de 1944, os EUA esmagaram finalmente a frota japonesa na Batalha do Golfo de Leyte, nas Filipinas.
Mas o Japão recusava a rendição. Os Estados Unidos pretendiam terminar a guerra com a rendição incondicional do Japão. Para além disso, também queriam evitar mais batalhas como as de Iwo Jima e Okinawa, onde tinham tido baixas muito pesadas. Estes factores fundamentaram os planos americanos de se usar a bomba atómica.
Os Estados Unidos nos finais de 1941 estabeleceram um programa secreto que ficou conhecido por Projecto Manhattan, com o objectivo de desenvolver a bomba atómica, uma arma nuclear extremamente potente. O alvo do projecto, dirigido pelo físico J. Robert Oppenheimer, era o de construir uma bomba atómica antes da Alemanha nazi. Depois da morte de Roosevelt em Abril de 1945, Harry S. Truman tornou-se o presidente dos EUA e um acérrimo defensor do programa de desenvolvimento da bomba atómica. Nesta altura, a nova arma tinha dois intuitos. Primeiro, podia ser usada para forçar o Japão a render-se incondicionalmente. Segundo, a posse da bomba iria permitir aos Estados Unidos, e não à URSS, o controlo das políticas do pós-guerra.
Deveriam os Estados Unidos da América usar a bomba para terminar com a guerra com o Japão? Quais eram as opiniões em 1945? Um opinião era a de invadir o Japão, que Truman considerava que iria custar mais de meio milhão de vidas americanas. Alguns historiadores estimaram a perda de vidas humanas entre 25.000 e 46.000, apesar destas figuras considerarem apenas a primeira etapa da invasão projectada para Novembro. Uma segunda opinião era a de não exigir a rendição incondicional, tendo de existir uma negociação com o Japão. Uma terceira alternativa era a de permitir que a União Soviética invadisse, terminando a guerra com o Japão, o que iria reduzir a influência norte-americana na política do pós-guerra. Os cientistas que desenvolveram a bomba atómica debateram este assunto. Alguns consideraram errado o lançamento da bomba sem aviso prévio e apoiaram a explosão demonstrativa por forma a convencer o Japão a render-se. Na opinião de Oppenheimer, tal era muito incerto e arriscado; só o choque de se usar a bomba numa cidade japonesa forçaria o Japão a render-se. O presidente Truman concordou.
No dia 6 de Agosto de 1945 os Estados Unidos lançaram a bomba atómica sobre Hiroshima. A 8 de Agosto a URSS declara guerra ao Japão. No dia seguinte os EUA lançaram uma bomba atómica ainda mais potente sobre Nagasaki. A 2 de Setembro o governo japonês, que tinha jurado lutar até à morte, declarou a rendição incondicional.
Deveriam os Estados Unidos da América ter lançado a bomba? Críticos da decisão censuram a perda de vidas humanas. Consideram que qualquer das alternativas teria sido preferível. Outros pensam que só a bomba, usada da forma como foi usada, poderia ter terminado a guerra. Acima de tudo, ambos concordam que tal salvou inúmeras vidas americanas. A bomba também impediu a invasão soviética do Japão e deu aos EUA a enorme influência no mundo pós-guerra. Para que não haja dúvidas acerca disto, Truman escreveu mais tarde: Eu considerei a bomba como uma arma militar e nunca tive dúvidas de que ela deveria ser usada.
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No decurso destes últimos quatro meses tornou-se provável ? através do trabalho de Loiot em França assim como de Fermi e Szilard nos Estados Unidos ? que pode ser possível iniciar uma reacção nuclear em cadeia numa grande massa de urânio, a partir da qual seriam geradas enormes quantidades de potência e de novos elementos idênticos ao urânio. Agora é quase seguro que isto poderia ser alcançado num futuro imediato.
Este novo fenómeno poderia ser usado na contrução de bombas, e é concebível ? eu penso que é inevitável ? que se possam construir bombas de um novo tipo extremamente poderosas. Uma só bomba deste tipo, transportada por um barco e detonada num porto, poderia muito bem destruir por completo o porto em causa, conjuntamente com o território que o rodeia. No entanto, tais bombas poderiam ser demasiado pesadas para ser transportadas por ar.
Os Estados Unidos têm muito poucas minas com urânio de pouco valor e em quantidades moderadas. Existem jazidas muito boas no Canadá e na ex-Checoslováquia, sendo que a fonte mais importante de urânio se encontra no Congo Belga.
Devido a esta situação, você poderia considerar que é desejável ter algum tipo de contacto permanente entre a Administração e o grupo de físicos que se encontram a trabalhar em reacções em cadeia nos Estados Unidos. Uma forma possível de conseguir isto poderia ser encarregar esta missão a uma pessoa da sua inteira confiança que podiria talvez servir de maneira extra-oficial. As suas funções seriam as seguintes:
Estar em contacto com o Departamento do Governo, mantendo-os informados dos próximos desenvolvimentos, e sugerir acções do Governo, tendo particular atenção aos problemas de assegurar a provisão do minério de urânio aos Estados Unidos.
Acelerar o trabalho experimental, que no momento se efectua com orçamentos limitados dos laboratórios das universidades, com a provisão de fundos. Esses fundos foram possíveis com contactos com grupos privados que estiveram dispostos a fazer contribuições para esta causa, e obtendo-se a cooperação dos laboratórios industriais que tiveram a equipa necessária.
Tomei conhecimento de que, actualmente, a Alemanha fez parar a venda de urânio das minas da Checoslováquia, as quais foram tomadas pelas forças alemãs. Pode pensar-se que a Alemanha realizou tão evidentes acções, uma vez que o filho do Sub Secretário do Estado Alemão, von Weizacker, está responsável pelo Instituto Kraiser Guilermo de Berlim onde alguns dos trabalhos americanos estão a ser copiados.
Seu seguro servidor,
A. Einstein
As bombas atómicas sobre o JapãoExplosão
O dia 6 de Agosto de 1945 amanheceu claro e quente em Hiroshima, sétima maior cidade do Japão, com 343 mil habitantes e uma guarnição militar de 150 mil soldados. Hiroshima fica junto ao delta do rio Ota, que desemboca no mar Interior. Naquela Segunda-feira, apesar da guerra travada nas ilhas do oceano Pacífico contra os Estados Unidos da América, a vida corria como sempre: os comerciantes já tinham aberto as lojas, os estudantes estavam nas salas de aula, os escritórios e as fábricas estavam a pleno vapor.
Pouco antes das 8 horas da manhã, toca a sirene avisando sobre a presença de aviação inimiga. O alerta era tão corriqueiro que pouca gente correu para os abrigos antiaéreos. A sirene parou. Às 8:15h, bem alto no céu, surge uma faísca branco-azulada que se transforma num arco rosado. Em décimos de segundo, Hiroshima (Ilha Larga) fica branca. Prédios e casas levitam. Pessoas e animais evaporam; telhados e tijolos derretem. Uma onda de calor de 5,5 milhões graus Celsius e ventos de 385 Km/h arrasam a cidade.
Onda de choque
Vinda do céu, a punição à cidade japonesa era a primeira bomba atómica usada para fins militares, lançada por um bombardeiro B-29, a Superfortaleza Voadora, dos Estados Unidos. Nem mesmo a tripulação do B-29 - apelidado de Enola Gay - sabia que tipo de bomba transportava. Inocentemente chamada Little Boy, a bomba foi lançada a 10 mil metros de altura, tendo descido de pára-quedas e explodindo a 650 metros do solo sobre o centro da cidade. Tudo que se encontrava a 500 metros do epicentro da explosão foi imediatamente incinerado. Segundos depois, a onda de choque atingia um raio de mais de 7 quilómetros. Menos de uma hora depois da explosão, 78 mil pessoas tinham morrido e 10 mil simplesmente evaporaram. Foram 37 mil feridos e milhares de pessoas foram morrendo nos dias, meses e anos seguintes. Durante muitos anos nasceram crianças deficientes devido à radiação a que as mães tinham sido expostas. Na cidade arrasada, a sombra de pessoas, de plantas, pontes ficou impressa em negativo - a marca da sombra atómica.
Cogumelo
A explosão libertou uma quantidade absurda de radiação e o mundo conheceu pela primeira vez a imagem do temido cogumelo atómico. Ao todo, morreram cerca de 300 mil pessoas em consequência directa do ataque. Quem não morreu queimado, esmagado ou pulverizado sofreu mais tarde com os efeitos da radiação - em geral, morte por cancro.
A vez de Nagasaki
A intenção do governo dos Estados Unidos era de que o Japão se rendesse. Mesmo com a destruição de Hiroshima, o governo do imperador Hirohito não apresentou a rendição. Três dias depois, em 9 de Agosto, a operação militar-científica repetiu-se em Nagasaki, na ilha de Kyushu, mais ao sul no Japão. O B-29 Grand Artist lança a bomba número 2, Fat Boy, às 11:02h. Dos 250 mil habitantes, 36 mil morreram nesse dia. A carnificina não foi maior porque o terreno montanhoso protegeu o centro da cidade. Quatro meses depois, porém, as mortes na cidade chegavam a 80 mil. Nagasaki, na verdade, era o objectivo secundário. Foi atingida porque as condições meteorológicas de Kokura, o alvo principal, impediam que os efeitos destrutivos da bomba fossem os planeados. Em 1950, o census nacional do Japão indicou que havia no país 280 mil pessoas contaminadas pela radiação das bombas de Hiroshima e Nagasaki.
Rendição incondicional
Historiadores e analistas militares consideram o ataque atómico às duas cidades japonesas totalmente desnecessário, além de desumano. O mundo inteiro já sabia que o Japão estava derrotado. Os Estados Unidos fechavam o cerco sobre o arquipélago japonês depois da conquista de Iwo Jima e Okinawa, ilhas próximas do Japão. A rendição incondicional do Japão ocorreu no dia 14 de Agosto, mas a Segunda Guerra Mundial só seria encerrada oficialmente em 2 de Setembro de 1945, um Domingo, assim que os representantes japoneses assinaram a declaração, a bordo do couraçado norte-americano Missouri.
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: Enola Gay, B-29 que lançou a bomba atómica sobre a cidade de Hiroshima.
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: A nuvem em forma de cogumelo mede cerca de 6 Km de altura e 3 Km de diâmetro. A foto foi tirada do 'Enola Gay'.
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: Consequência da bomba atómica em Hiroshima.
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Contexto histórico
A terrível guerra do Pacífico - uma batalha numa grande extensão de terra, ar e mar - continuava. Depois do ataque a Pearl Harbor, o Japão conquistou as Filipinas, a Malásia, as Índias Holandesas e Burma. Tropas dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Austrália e da Nova Zelândia tentaram parar o avanço japonês, que alcançou o seu ponto mais alto na Primavera de 1942. O ponto de viragem da guerra do Pacífico apareceu no mês de Junho de 1942 aquando da Batalha de Midway. A vitória americana em Midway acabou com a esperança do Japão de controlar o Pacífico. Os Estados Unidos da América deram início a uma longa contra-ofensiva, tendo recapturado algumas ilhas do Pacífico que o Japão havia ocupado. Em Outubro de 1944, os EUA esmagaram finalmente a frota japonesa na Batalha do Golfo de Leyte, nas Filipinas.
Mas o Japão recusava a rendição. Os Estados Unidos pretendiam terminar a guerra com a rendição incondicional do Japão. Para além disso, também queriam evitar mais batalhas como as de Iwo Jima e Okinawa, onde tinham tido baixas muito pesadas. Estes factores fundamentaram os planos americanos de se usar a bomba atómica.
Os Estados Unidos nos finais de 1941 estabeleceram um programa secreto que ficou conhecido por Projecto Manhattan, com o objectivo de desenvolver a bomba atómica, uma arma nuclear extremamente potente. O alvo do projecto, dirigido pelo físico J. Robert Oppenheimer, era o de construir uma bomba atómica antes da Alemanha nazi. Depois da morte de Roosevelt em Abril de 1945, Harry S. Truman tornou-se o presidente dos EUA e um acérrimo defensor do programa de desenvolvimento da bomba atómica. Nesta altura, a nova arma tinha dois intuitos. Primeiro, podia ser usada para forçar o Japão a render-se incondicionalmente. Segundo, a posse da bomba iria permitir aos Estados Unidos, e não à URSS, o controlo das políticas do pós-guerra.
Deveriam os Estados Unidos da América usar a bomba para terminar com a guerra com o Japão? Quais eram as opiniões em 1945? Um opinião era a de invadir o Japão, que Truman considerava que iria custar mais de meio milhão de vidas americanas. Alguns historiadores estimaram a perda de vidas humanas entre 25.000 e 46.000, apesar destas figuras considerarem apenas a primeira etapa da invasão projectada para Novembro. Uma segunda opinião era a de não exigir a rendição incondicional, tendo de existir uma negociação com o Japão. Uma terceira alternativa era a de permitir que a União Soviética invadisse, terminando a guerra com o Japão, o que iria reduzir a influência norte-americana na política do pós-guerra. Os cientistas que desenvolveram a bomba atómica debateram este assunto. Alguns consideraram errado o lançamento da bomba sem aviso prévio e apoiaram a explosão demonstrativa por forma a convencer o Japão a render-se. Na opinião de Oppenheimer, tal era muito incerto e arriscado; só o choque de se usar a bomba numa cidade japonesa forçaria o Japão a render-se. O presidente Truman concordou.
No dia 6 de Agosto de 1945 os Estados Unidos lançaram a bomba atómica sobre Hiroshima. A 8 de Agosto a URSS declara guerra ao Japão. No dia seguinte os EUA lançaram uma bomba atómica ainda mais potente sobre Nagasaki. A 2 de Setembro o governo japonês, que tinha jurado lutar até à morte, declarou a rendição incondicional.
Deveriam os Estados Unidos da América ter lançado a bomba? Críticos da decisão censuram a perda de vidas humanas. Consideram que qualquer das alternativas teria sido preferível. Outros pensam que só a bomba, usada da forma como foi usada, poderia ter terminado a guerra. Acima de tudo, ambos concordam que tal salvou inúmeras vidas americanas. A bomba também impediu a invasão soviética do Japão e deu aos EUA a enorme influência no mundo pós-guerra. Para que não haja dúvidas acerca disto, Truman escreveu mais tarde: Eu considerei a bomba como uma arma militar e nunca tive dúvidas de que ela deveria ser usada.
Carta de Einstein a Roosevelt
Albert Einstein
Old Grove Rd.
Nassau Point
Peconic, Long Island
2 de Agosto de 1939
F. R. Roosevelt
President of the United States
Whiste House
Washington, D.C.
Sr.,
Recentes trabalhos de E. Fernu e L. Szilard, cujos manuscritos me têm sido envidados, levam-me a crer que, num futuro imediato, o elemento urânio possa ser convertido numa nova e importante fonte de energia. Alguns aspectos da situação que actual parecem requerer muita atenção e, se fosse possível, imediata acção da parte da Administração. Por isso creio que é meu dever levar à sua atenção os seguintes factos e recomendações.
No decurso destes últimos quatro meses tornou-se provável ? através do trabalho de Loiot em França assim como de Fermi e Szilard nos Estados Unidos ? que pode ser possível iniciar uma reacção nuclear em cadeia numa grande massa de urânio, a partir da qual seriam geradas enormes quantidades de potência e de novos elementos idênticos ao urânio. Agora é quase seguro que isto poderia ser alcançado num futuro imediato.
Este novo fenómeno poderia ser usado na contrução de bombas, e é concebível ? eu penso que é inevitável ? que se possam construir bombas de um novo tipo extremamente poderosas. Uma só bomba deste tipo, transportada por um barco e detonada num porto, poderia muito bem destruir por completo o porto em causa, conjuntamente com o território que o rodeia. No entanto, tais bombas poderiam ser demasiado pesadas para ser transportadas por ar.
Os Estados Unidos têm muito poucas minas com urânio de pouco valor e em quantidades moderadas. Existem jazidas muito boas no Canadá e na ex-Checoslováquia, sendo que a fonte mais importante de urânio se encontra no Congo Belga.
Devido a esta situação, você poderia considerar que é desejável ter algum tipo de contacto permanente entre a Administração e o grupo de físicos que se encontram a trabalhar em reacções em cadeia nos Estados Unidos. Uma forma possível de conseguir isto poderia ser encarregar esta missão a uma pessoa da sua inteira confiança que podiria talvez servir de maneira extra-oficial. As suas funções seriam as seguintes:
Estar em contacto com o Departamento do Governo, mantendo-os informados dos próximos desenvolvimentos, e sugerir acções do Governo, tendo particular atenção aos problemas de assegurar a provisão do minério de urânio aos Estados Unidos.
Acelerar o trabalho experimental, que no momento se efectua com orçamentos limitados dos laboratórios das universidades, com a provisão de fundos. Esses fundos foram possíveis com contactos com grupos privados que estiveram dispostos a fazer contribuições para esta causa, e obtendo-se a cooperação dos laboratórios industriais que tiveram a equipa necessária.
Tomei conhecimento de que, actualmente, a Alemanha fez parar a venda de urânio das minas da Checoslováquia, as quais foram tomadas pelas forças alemãs. Pode pensar-se que a Alemanha realizou tão evidentes acções, uma vez que o filho do Sub Secretário do Estado Alemão, von Weizacker, está responsável pelo Instituto Kraiser Guilermo de Berlim onde alguns dos trabalhos americanos estão a ser copiados.
Seu seguro servidor,
A. Einstein
As bombas atómicas sobre o JapãoExplosão
O dia 6 de Agosto de 1945 amanheceu claro e quente em Hiroshima, sétima maior cidade do Japão, com 343 mil habitantes e uma guarnição militar de 150 mil soldados. Hiroshima fica junto ao delta do rio Ota, que desemboca no mar Interior. Naquela Segunda-feira, apesar da guerra travada nas ilhas do oceano Pacífico contra os Estados Unidos da América, a vida corria como sempre: os comerciantes já tinham aberto as lojas, os estudantes estavam nas salas de aula, os escritórios e as fábricas estavam a pleno vapor.
Pouco antes das 8 horas da manhã, toca a sirene avisando sobre a presença de aviação inimiga. O alerta era tão corriqueiro que pouca gente correu para os abrigos antiaéreos. A sirene parou. Às 8:15h, bem alto no céu, surge uma faísca branco-azulada que se transforma num arco rosado. Em décimos de segundo, Hiroshima (Ilha Larga) fica branca. Prédios e casas levitam. Pessoas e animais evaporam; telhados e tijolos derretem. Uma onda de calor de 5,5 milhões graus Celsius e ventos de 385 Km/h arrasam a cidade.
Onda de choque
Vinda do céu, a punição à cidade japonesa era a primeira bomba atómica usada para fins militares, lançada por um bombardeiro B-29, a Superfortaleza Voadora, dos Estados Unidos. Nem mesmo a tripulação do B-29 - apelidado de Enola Gay - sabia que tipo de bomba transportava. Inocentemente chamada Little Boy, a bomba foi lançada a 10 mil metros de altura, tendo descido de pára-quedas e explodindo a 650 metros do solo sobre o centro da cidade. Tudo que se encontrava a 500 metros do epicentro da explosão foi imediatamente incinerado. Segundos depois, a onda de choque atingia um raio de mais de 7 quilómetros. Menos de uma hora depois da explosão, 78 mil pessoas tinham morrido e 10 mil simplesmente evaporaram. Foram 37 mil feridos e milhares de pessoas foram morrendo nos dias, meses e anos seguintes. Durante muitos anos nasceram crianças deficientes devido à radiação a que as mães tinham sido expostas. Na cidade arrasada, a sombra de pessoas, de plantas, pontes ficou impressa em negativo - a marca da sombra atómica.
Cogumelo
A explosão libertou uma quantidade absurda de radiação e o mundo conheceu pela primeira vez a imagem do temido cogumelo atómico. Ao todo, morreram cerca de 300 mil pessoas em consequência directa do ataque. Quem não morreu queimado, esmagado ou pulverizado sofreu mais tarde com os efeitos da radiação - em geral, morte por cancro.
A vez de Nagasaki
A intenção do governo dos Estados Unidos era de que o Japão se rendesse. Mesmo com a destruição de Hiroshima, o governo do imperador Hirohito não apresentou a rendição. Três dias depois, em 9 de Agosto, a operação militar-científica repetiu-se em Nagasaki, na ilha de Kyushu, mais ao sul no Japão. O B-29 Grand Artist lança a bomba número 2, Fat Boy, às 11:02h. Dos 250 mil habitantes, 36 mil morreram nesse dia. A carnificina não foi maior porque o terreno montanhoso protegeu o centro da cidade. Quatro meses depois, porém, as mortes na cidade chegavam a 80 mil. Nagasaki, na verdade, era o objectivo secundário. Foi atingida porque as condições meteorológicas de Kokura, o alvo principal, impediam que os efeitos destrutivos da bomba fossem os planeados. Em 1950, o census nacional do Japão indicou que havia no país 280 mil pessoas contaminadas pela radiação das bombas de Hiroshima e Nagasaki.
Rendição incondicional
Historiadores e analistas militares consideram o ataque atómico às duas cidades japonesas totalmente desnecessário, além de desumano. O mundo inteiro já sabia que o Japão estava derrotado. Os Estados Unidos fechavam o cerco sobre o arquipélago japonês depois da conquista de Iwo Jima e Okinawa, ilhas próximas do Japão. A rendição incondicional do Japão ocorreu no dia 14 de Agosto, mas a Segunda Guerra Mundial só seria encerrada oficialmente em 2 de Setembro de 1945, um Domingo, assim que os representantes japoneses assinaram a declaração, a bordo do couraçado norte-americano Missouri.
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Carta Atlântica [14/08/1941]
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: Reprodução da Bomba Atómica de Hiroshima do espectacular documentário "Hiroshima".
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: Bomba Atomica Nagasaki
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Áudio
: Discurso de Truman
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: J. Robert Oppenheimer
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: Enola Gay, B-29 que lançou a bomba atómica sobre a cidade de Hiroshima.
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: A primeira bomba atómica baptizada de 'Little Boy'.
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: Primeira bomba atómica lançada em Hiroshima.
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: A nuvem em forma de cogumelo mede cerca de 6 Km de altura e 3 Km de diâmetro. A foto foi tirada do 'Enola Gay'.
--------------------------------------------------------------------------------
: Consequência da bomba atómica em Hiroshima.
--------------------------------------------------------------------------------
: Consequência da bomba atómica em Nagasaki.
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: Tripulação do B-29 'For The Luvva Mike' que lançou as últimas bombas sobre o Japão.
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: Representantes do Japão apresentam-se a bordo do USS Missouri antes de assinar o documento da rendição.
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Contexto histórico
A terrível guerra do Pacífico - uma batalha numa grande extensão de terra, ar e mar - continuava. Depois do ataque a Pearl Harbor, o Japão conquistou as Filipinas, a Malásia, as Índias Holandesas e Burma. Tropas dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Austrália e da Nova Zelândia tentaram parar o avanço japonês, que alcançou o seu ponto mais alto na Primavera de 1942. O ponto de viragem da guerra do Pacífico apareceu no mês de Junho de 1942 aquando da Batalha de Midway. A vitória americana em Midway acabou com a esperança do Japão de controlar o Pacífico. Os Estados Unidos da América deram início a uma longa contra-ofensiva, tendo recapturado algumas ilhas do Pacífico que o Japão havia ocupado. Em Outubro de 1944, os EUA esmagaram finalmente a frota japonesa na Batalha do Golfo de Leyte, nas Filipinas.
Mas o Japão recusava a rendição. Os Estados Unidos pretendiam terminar a guerra com a rendição incondicional do Japão. Para além disso, também queriam evitar mais batalhas como as de Iwo Jima e Okinawa, onde tinham tido baixas muito pesadas. Estes factores fundamentaram os planos americanos de se usar a bomba atómica.
Os Estados Unidos nos finais de 1941 estabeleceram um programa secreto que ficou conhecido por Projecto Manhattan, com o objectivo de desenvolver a bomba atómica, uma arma nuclear extremamente potente. O alvo do projecto, dirigido pelo físico J. Robert Oppenheimer, era o de construir uma bomba atómica antes da Alemanha nazi. Depois da morte de Roosevelt em Abril de 1945, Harry S. Truman tornou-se o presidente dos EUA e um acérrimo defensor do programa de desenvolvimento da bomba atómica. Nesta altura, a nova arma tinha dois intuitos. Primeiro, podia ser usada para forçar o Japão a render-se incondicionalmente. Segundo, a posse da bomba iria permitir aos Estados Unidos, e não à URSS, o controlo das políticas do pós-guerra.
Deveriam os Estados Unidos da América usar a bomba para terminar com a guerra com o Japão? Quais eram as opiniões em 1945? Um opinião era a de invadir o Japão, que Truman considerava que iria custar mais de meio milhão de vidas americanas. Alguns historiadores estimaram a perda de vidas humanas entre 25.000 e 46.000, apesar destas figuras considerarem apenas a primeira etapa da invasão projectada para Novembro. Uma segunda opinião era a de não exigir a rendição incondicional, tendo de existir uma negociação com o Japão. Uma terceira alternativa era a de permitir que a União Soviética invadisse, terminando a guerra com o Japão, o que iria reduzir a influência norte-americana na política do pós-guerra. Os cientistas que desenvolveram a bomba atómica debateram este assunto. Alguns consideraram errado o lançamento da bomba sem aviso prévio e apoiaram a explosão demonstrativa por forma a convencer o Japão a render-se. Na opinião de Oppenheimer, tal era muito incerto e arriscado; só o choque de se usar a bomba numa cidade japonesa forçaria o Japão a render-se. O presidente Truman concordou.
No dia 6 de Agosto de 1945 os Estados Unidos lançaram a bomba atómica sobre Hiroshima. A 8 de Agosto a URSS declara guerra ao Japão. No dia seguinte os EUA lançaram uma bomba atómica ainda mais potente sobre Nagasaki. A 2 de Setembro o governo japonês, que tinha jurado lutar até à morte, declarou a rendição incondicional.
Deveriam os Estados Unidos da América ter lançado a bomba? Críticos da decisão censuram a perda de vidas humanas. Consideram que qualquer das alternativas teria sido preferível. Outros pensam que só a bomba, usada da forma como foi usada, poderia ter terminado a guerra. Acima de tudo, ambos concordam que tal salvou inúmeras vidas americanas. A bomba também impediu a invasão soviética do Japão e deu aos EUA a enorme influência no mundo pós-guerra. Para que não haja dúvidas acerca disto, Truman escreveu mais tarde: Eu considerei a bomba como uma arma militar e nunca tive dúvidas de que ela deveria ser usada.
Carta de Einstein a Roosevelt
Albert Einstein
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2 de Agosto de 1939
F. R. Roosevelt
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Recentes trabalhos de E. Fernu e L. Szilard, cujos manuscritos me têm sido envidados, levam-me a crer que, num futuro imediato, o elemento urânio possa ser convertido numa nova e importante fonte de energia. Alguns aspectos da situação que actual parecem requerer muita atenção e, se fosse possível, imediata acção da parte da Administração. Por isso creio que é meu dever levar à sua atenção os seguintes factos e recomendações.
No decurso destes últimos quatro meses tornou-se provável ? através do trabalho de Loiot em França assim como de Fermi e Szilard nos Estados Unidos ? que pode ser possível iniciar uma reacção nuclear em cadeia numa grande massa de urânio, a partir da qual seriam geradas enormes quantidades de potência e de novos elementos idênticos ao urânio. Agora é quase seguro que isto poderia ser alcançado num futuro imediato.
Este novo fenómeno poderia ser usado na contrução de bombas, e é concebível ? eu penso que é inevitável ? que se possam construir bombas de um novo tipo extremamente poderosas. Uma só bomba deste tipo, transportada por um barco e detonada num porto, poderia muito bem destruir por completo o porto em causa, conjuntamente com o território que o rodeia. No entanto, tais bombas poderiam ser demasiado pesadas para ser transportadas por ar.
Os Estados Unidos têm muito poucas minas com urânio de pouco valor e em quantidades moderadas. Existem jazidas muito boas no Canadá e na ex-Checoslováquia, sendo que a fonte mais importante de urânio se encontra no Congo Belga.
Devido a esta situação, você poderia considerar que é desejável ter algum tipo de contacto permanente entre a Administração e o grupo de físicos que se encontram a trabalhar em reacções em cadeia nos Estados Unidos. Uma forma possível de conseguir isto poderia ser encarregar esta missão a uma pessoa da sua inteira confiança que podiria talvez servir de maneira extra-oficial. As suas funções seriam as seguintes:
Estar em contacto com o Departamento do Governo, mantendo-os informados dos próximos desenvolvimentos, e sugerir acções do Governo, tendo particular atenção aos problemas de assegurar a provisão do minério de urânio aos Estados Unidos.
Acelerar o trabalho experimental, que no momento se efectua com orçamentos limitados dos laboratórios das universidades, com a provisão de fundos. Esses fundos foram possíveis com contactos com grupos privados que estiveram dispostos a fazer contribuições para esta causa, e obtendo-se a cooperação dos laboratórios industriais que tiveram a equipa necessária.
Tomei conhecimento de que, actualmente, a Alemanha fez parar a venda de urânio das minas da Checoslováquia, as quais foram tomadas pelas forças alemãs. Pode pensar-se que a Alemanha realizou tão evidentes acções, uma vez que o filho do Sub Secretário do Estado Alemão, von Weizacker, está responsável pelo Instituto Kraiser Guilermo de Berlim onde alguns dos trabalhos americanos estão a ser copiados.
Seu seguro servidor,
A. Einstein
As bombas atómicas sobre o JapãoExplosão
O dia 6 de Agosto de 1945 amanheceu claro e quente em Hiroshima, sétima maior cidade do Japão, com 343 mil habitantes e uma guarnição militar de 150 mil soldados. Hiroshima fica junto ao delta do rio Ota, que desemboca no mar Interior. Naquela Segunda-feira, apesar da guerra travada nas ilhas do oceano Pacífico contra os Estados Unidos da América, a vida corria como sempre: os comerciantes já tinham aberto as lojas, os estudantes estavam nas salas de aula, os escritórios e as fábricas estavam a pleno vapor.
Pouco antes das 8 horas da manhã, toca a sirene avisando sobre a presença de aviação inimiga. O alerta era tão corriqueiro que pouca gente correu para os abrigos antiaéreos. A sirene parou. Às 8:15h, bem alto no céu, surge uma faísca branco-azulada que se transforma num arco rosado. Em décimos de segundo, Hiroshima (Ilha Larga) fica branca. Prédios e casas levitam. Pessoas e animais evaporam; telhados e tijolos derretem. Uma onda de calor de 5,5 milhões graus Celsius e ventos de 385 Km/h arrasam a cidade.
Onda de choque
Vinda do céu, a punição à cidade japonesa era a primeira bomba atómica usada para fins militares, lançada por um bombardeiro B-29, a Superfortaleza Voadora, dos Estados Unidos. Nem mesmo a tripulação do B-29 - apelidado de Enola Gay - sabia que tipo de bomba transportava. Inocentemente chamada Little Boy, a bomba foi lançada a 10 mil metros de altura, tendo descido de pára-quedas e explodindo a 650 metros do solo sobre o centro da cidade. Tudo que se encontrava a 500 metros do epicentro da explosão foi imediatamente incinerado. Segundos depois, a onda de choque atingia um raio de mais de 7 quilómetros. Menos de uma hora depois da explosão, 78 mil pessoas tinham morrido e 10 mil simplesmente evaporaram. Foram 37 mil feridos e milhares de pessoas foram morrendo nos dias, meses e anos seguintes. Durante muitos anos nasceram crianças deficientes devido à radiação a que as mães tinham sido expostas. Na cidade arrasada, a sombra de pessoas, de plantas, pontes ficou impressa em negativo - a marca da sombra atómica.
Cogumelo
A explosão libertou uma quantidade absurda de radiação e o mundo conheceu pela primeira vez a imagem do temido cogumelo atómico. Ao todo, morreram cerca de 300 mil pessoas em consequência directa do ataque. Quem não morreu queimado, esmagado ou pulverizado sofreu mais tarde com os efeitos da radiação - em geral, morte por cancro.
A vez de Nagasaki
A intenção do governo dos Estados Unidos era de que o Japão se rendesse. Mesmo com a destruição de Hiroshima, o governo do imperador Hirohito não apresentou a rendição. Três dias depois, em 9 de Agosto, a operação militar-científica repetiu-se em Nagasaki, na ilha de Kyushu, mais ao sul no Japão. O B-29 Grand Artist lança a bomba número 2, Fat Boy, às 11:02h. Dos 250 mil habitantes, 36 mil morreram nesse dia. A carnificina não foi maior porque o terreno montanhoso protegeu o centro da cidade. Quatro meses depois, porém, as mortes na cidade chegavam a 80 mil. Nagasaki, na verdade, era o objectivo secundário. Foi atingida porque as condições meteorológicas de Kokura, o alvo principal, impediam que os efeitos destrutivos da bomba fossem os planeados. Em 1950, o census nacional do Japão indicou que havia no país 280 mil pessoas contaminadas pela radiação das bombas de Hiroshima e Nagasaki.
Rendição incondicional
Historiadores e analistas militares consideram o ataque atómico às duas cidades japonesas totalmente desnecessário, além de desumano. O mundo inteiro já sabia que o Japão estava derrotado. Os Estados Unidos fechavam o cerco sobre o arquipélago japonês depois da conquista de Iwo Jima e Okinawa, ilhas próximas do Japão. A rendição incondicional do Japão ocorreu no dia 14 de Agosto, mas a Segunda Guerra Mundial só seria encerrada oficialmente em 2 de Setembro de 1945, um Domingo, assim que os representantes japoneses assinaram a declaração, a bordo do couraçado norte-americano Missouri.
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: Tripulação do B-29 'For The Luvva Mike' que lançou as últimas bombas sobre o Japão.
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Bomba Atômica
Publicado por Lucasem 19 de fevereiro de 2009na(s) categoria(a) Biologia, Ciência e Curiosidades. 2 Comments
Tags: armas, biologicas, bombas, destruição, mundo, quimicas.
Uma bomba atómica ou bomba atômica é uma arma explosiva cuja energia deriva de uma reação nuclear e tem um poder destrutivo imenso — uma única bomba é capaz de destruir uma cidade grande inteira. Bombas atômicas só foram usadas duas vezes em guerra, ambas pelos Estados Unidos contra o Japão, nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial (consistindo em um dos maiores ataques a uma população civil, quase 200 mil mortos, já ocorridos na história). No entanto, elas já foram usadas centenas de vezes em testes nucleares por vários países.
Muitos confundem o termo genérico “bomba atômica” com um aparato de fissão. Por bomba atômica, entende-se um artefato nuclear passível de utilização militar via meios aéreos (caças ou bombardeiros). Por ogivas nucleares, entende-se as armas nucleares passíveis de utilização em mísseis. Já os artefatos nucleares não são passíveis de utilização militar, servindo portanto, somente para a realização de testes, como foi o caso do artefato de Trinity (o primeiro detonado) ou o caso do artefato nuclear norte-coreano testado em 9 de Outubro de 2006.
As potências nucleares declaradas são os EUA, a Rússia, o Reino Unido, a França, a República Popular da China, a Índia, o Paquistão e Israel. Estes países já possuem o material para fins ofensivos. Outra nação que já testou armamento nuclear foi a Coréia do Norte, porém assinou um acordo com a ONU para se desarmar, devido a embargos econômicos e a forte pressão norte americana.
As bombas atômicas são normalmente descritas como sendo apenas de fissão ou de fusão com base na forma predominante de liberação de sua energia. Esta classificação, porém, esconde o fato de que, na realidade, ambas são uma combinação de bombas: no interior das bombas de hidrogênio, uma bomba de fissão em tamanho menor é usada para fornecer as condições de temperatura e pressão elevadas que a fusão requer para se iniciar. Por outro lado, uma bomba de fissão é mais eficiente quando um dispositivo de fusão impulsiona a energia da bomba. Assim, os dois tipos de bomba são genericamente chamados bombas nucleares.
Bombas de fissão nuclear
São as que utilizam a chamada fissão nuclear, onde os pesados núcleos atômicos do urânio ou plutônio são desintegrados em elementos mais leves quando são bombardeados por nêutrons. Ao bombardear-se um núcleo produzem-se mais nêutrons, que bombardeiam outros núcleos, gerando uma reação em cadeia. Estas são as historicamente chamadas “Bombas-A”, apesar de este nome não ser preciso pelo fato de que a chamada fusão nuclear também é tão atômica quanto a fissão.
Baseiam-se na chamada fusão nuclear, onde núcleos leves de hidrogênio e hélio combinam-se para formar elementos mais pesados e liberam neste processo enormes quantidades de energia. Bombas que utilizam a fusão são também chamadas bombas-H, bombas de hidrogênio ou bombas termonucleares, pois a fusão requer uma altíssima temperatura para que a sua reação em cadeia ocorra. A bomba de fusão nuclear é considerada a maior força destrutiva já criada pelo homem, embora nunca tenha sido usada.
Bomba suja
Conceitualmente, uma bomba suja (ou bomba de dispersão radiológica) é um dispositivo muito simples: é um explosivo convencional, como o TNT (trinitrotolueno), empacotado com um material radioativo. Ela é muito mais rústica e barata do que uma bomba nuclear e também é bem menos eficaz. Mas ela combina uma certa destruição explosiva com danos radioativos.
Os explosivos potentes causam danos por meio de um gás muito quente que se expande rapidamente. A idéia básica de uma bomba suja é usar a expansão de gás como um meio de propulsão para o material radioativo sobre uma extensa área, não há força destrutiva em si. Quando o explosivo é liberado, o material radioativo se espalha em um tipo de nuvem de poeira transportada pelo vento que atinge uma área maior do que a da própria explosão.
A força destrutiva da bomba, a longo prazo, seria a radiação ionizante do material contido nela. A radiação ionizante, que inclui partículas alfa, partículas beta, raios gama e raios-X é uma radiação com energia suficiente para extrair um elétron orbital para fora de um átomo. A perda de um elétron altera o equilíbrio entre os prótons e os elétrons do átomo, o que gera uma carga elétrica líquida no átomo (ele se torna um íon). O elétron liberado pode colidir com outros átomos para criar mais íons (confira Como funcionam os átomos para mais informações sobre partículas sub-atômicas).
Se isso acontece no corpo de uma pessoa, o íon pode causar muitos problemas porque a sua carga elétrica pode levar a reações químicas anormais dentro das células. Entre outras coisas, a carga pode quebrar as cadeias de DNA. Uma célula com uma fita de DNA quebrada morre ou o seu DNA desenvolve uma mutação. Se muitas células morrem, o corpo pode desenvolver várias doenças. Se o DNA sofre mutação, uma célula pode se tornar cancerígena e este câncer pode se espalhar pelo corpo. A radiação ionizante também pode causar o mal funcionamento das células, o que resulta em uma ampla variedade de sintomas coletivamente conhecidos como doença da radiação (em inglês). A doença da radiação pode ser fatal, mas as pessoas podem sobreviver a ela, particularmente se receberem um transplante de medula óssea.
Em uma bomba radioativa, a radiação ionizante vem dos isótopos radioativos, que são átomos simples que se degradam com o tempo. Em outras palavras, a disposição de prótons, nêutrons e elétrons que compõem o átomo gradualmente muda, formando diferentes átomos. Esta degradação radioativa libera um pouco de energia na forma de radiação ionizante (veja Como funciona a radiação nuclear para detalhes sobre radiação e isótopos radioativos).
Estamos expostos a pequenas doses de radiação ionizante constantemente: ela vem do espaço sideral, dos isótopos radioativos naturais e das máquinas de raios-X. Esta radiação pode causar câncer, mas o risco é relativamente baixo porque somente doses muito pequenas desta radiação são encontradas.
Uma bomba radioativa elevaria o nível de radiação acima dos níveis normais, aumentando o risco de câncer e doença da radiação.
Bomba de nêutrons (neutrões)
Uma última variante da bomba atômica é a chamada bomba de nêutrons, em geral um dispositivo termonuclear pequeno, com corpo de níquel ou cromo, onde os nêutrons gerados na reação de fusão intencionalmente não são absorvidos pelo interior da bomba, mas se permite que escapem. As emanações de raios-X e de nêutrons de alta energia são seu principal mecanismo destrutivo. Os nêutrons são mais penetrantes que outros tipos de radiação, de tal forma que muitos materiais de proteção que bloqueiam raios gama são pouco eficientes contra eles. As bombas de nêutrons têm ação destrutiva apenas sobre organismos vivos, mantendo, por exemplo, a estrutura de uma cidade intacta. Isso pode representar uma vantagem militar, visto que existe a possibilidade de se eliminar os inimigos e apoderar-se de seus recursos.
Efeitos
Os efeitos predominantes de uma bomba atômica (a explosão e a radiação térmica) são os mesmos dos explosivos convencionais. A grande diferença é a capacidade de liberar uma quantidade imensamente maior de energia de uma só vez. A maior parte do dano causado por uma arma nuclear não se relaciona diretamente com o processo de liberação de energia da reação nuclear.
O dano produzido pelas três formas iniciais de energia liberada difere de acordo com o tamanho da arma. A energia liberada na explosão segue a equação de Einstein, E=mc², onde E é a energia liberada, m é a massa da bomba que “some” na explosão e c (celeritas) é a velocidade da luz
Fonte: Wikipedia.org
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1 addans
20 de fevereiro de 2009 at 2:22
muito otimo
como sempre neh
2 jaciara
10 de março de 2010 at 14:50
maravilhoso contém informações sobre bomba atômica que eu nem imaginava.
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Bomba Atômica
Publicado por Lucasem 19 de fevereiro de 2009na(s) categoria(a) Biologia, Ciência e Curiosidades. 2 Comments
Tags: armas, biologicas, bombas, destruição, mundo, quimicas.
Uma bomba atómica ou bomba atômica é uma arma explosiva cuja energia deriva de uma reação nuclear e tem um poder destrutivo imenso — uma única bomba é capaz de destruir uma cidade grande inteira. Bombas atômicas só foram usadas duas vezes em guerra, ambas pelos Estados Unidos contra o Japão, nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial (consistindo em um dos maiores ataques a uma população civil, quase 200 mil mortos, já ocorridos na história). No entanto, elas já foram usadas centenas de vezes em testes nucleares por vários países.
Muitos confundem o termo genérico “bomba atômica” com um aparato de fissão. Por bomba atômica, entende-se um artefato nuclear passível de utilização militar via meios aéreos (caças ou bombardeiros). Por ogivas nucleares, entende-se as armas nucleares passíveis de utilização em mísseis. Já os artefatos nucleares não são passíveis de utilização militar, servindo portanto, somente para a realização de testes, como foi o caso do artefato de Trinity (o primeiro detonado) ou o caso do artefato nuclear norte-coreano testado em 9 de Outubro de 2006.
As potências nucleares declaradas são os EUA, a Rússia, o Reino Unido, a França, a República Popular da China, a Índia, o Paquistão e Israel. Estes países já possuem o material para fins ofensivos. Outra nação que já testou armamento nuclear foi a Coréia do Norte, porém assinou um acordo com a ONU para se desarmar, devido a embargos econômicos e a forte pressão norte americana.
As bombas atômicas são normalmente descritas como sendo apenas de fissão ou de fusão com base na forma predominante de liberação de sua energia. Esta classificação, porém, esconde o fato de que, na realidade, ambas são uma combinação de bombas: no interior das bombas de hidrogênio, uma bomba de fissão em tamanho menor é usada para fornecer as condições de temperatura e pressão elevadas que a fusão requer para se iniciar. Por outro lado, uma bomba de fissão é mais eficiente quando um dispositivo de fusão impulsiona a energia da bomba. Assim, os dois tipos de bomba são genericamente chamados bombas nucleares.
Bombas de fissão nuclear
São as que utilizam a chamada fissão nuclear, onde os pesados núcleos atômicos do urânio ou plutônio são desintegrados em elementos mais leves quando são bombardeados por nêutrons. Ao bombardear-se um núcleo produzem-se mais nêutrons, que bombardeiam outros núcleos, gerando uma reação em cadeia. Estas são as historicamente chamadas “Bombas-A”, apesar de este nome não ser preciso pelo fato de que a chamada fusão nuclear também é tão atômica quanto a fissão.
Baseiam-se na chamada fusão nuclear, onde núcleos leves de hidrogênio e hélio combinam-se para formar elementos mais pesados e liberam neste processo enormes quantidades de energia. Bombas que utilizam a fusão são também chamadas bombas-H, bombas de hidrogênio ou bombas termonucleares, pois a fusão requer uma altíssima temperatura para que a sua reação em cadeia ocorra. A bomba de fusão nuclear é considerada a maior força destrutiva já criada pelo homem, embora nunca tenha sido usada.
Bomba suja
Conceitualmente, uma bomba suja (ou bomba de dispersão radiológica) é um dispositivo muito simples: é um explosivo convencional, como o TNT (trinitrotolueno), empacotado com um material radioativo. Ela é muito mais rústica e barata do que uma bomba nuclear e também é bem menos eficaz. Mas ela combina uma certa destruição explosiva com danos radioativos.
Os explosivos potentes causam danos por meio de um gás muito quente que se expande rapidamente. A idéia básica de uma bomba suja é usar a expansão de gás como um meio de propulsão para o material radioativo sobre uma extensa área, não há força destrutiva em si. Quando o explosivo é liberado, o material radioativo se espalha em um tipo de nuvem de poeira transportada pelo vento que atinge uma área maior do que a da própria explosão.
A força destrutiva da bomba, a longo prazo, seria a radiação ionizante do material contido nela. A radiação ionizante, que inclui partículas alfa, partículas beta, raios gama e raios-X é uma radiação com energia suficiente para extrair um elétron orbital para fora de um átomo. A perda de um elétron altera o equilíbrio entre os prótons e os elétrons do átomo, o que gera uma carga elétrica líquida no átomo (ele se torna um íon). O elétron liberado pode colidir com outros átomos para criar mais íons (confira Como funcionam os átomos para mais informações sobre partículas sub-atômicas).
Se isso acontece no corpo de uma pessoa, o íon pode causar muitos problemas porque a sua carga elétrica pode levar a reações químicas anormais dentro das células. Entre outras coisas, a carga pode quebrar as cadeias de DNA. Uma célula com uma fita de DNA quebrada morre ou o seu DNA desenvolve uma mutação. Se muitas células morrem, o corpo pode desenvolver várias doenças. Se o DNA sofre mutação, uma célula pode se tornar cancerígena e este câncer pode se espalhar pelo corpo. A radiação ionizante também pode causar o mal funcionamento das células, o que resulta em uma ampla variedade de sintomas coletivamente conhecidos como doença da radiação (em inglês). A doença da radiação pode ser fatal, mas as pessoas podem sobreviver a ela, particularmente se receberem um transplante de medula óssea.
Em uma bomba radioativa, a radiação ionizante vem dos isótopos radioativos, que são átomos simples que se degradam com o tempo. Em outras palavras, a disposição de prótons, nêutrons e elétrons que compõem o átomo gradualmente muda, formando diferentes átomos. Esta degradação radioativa libera um pouco de energia na forma de radiação ionizante (veja Como funciona a radiação nuclear para detalhes sobre radiação e isótopos radioativos).
Estamos expostos a pequenas doses de radiação ionizante constantemente: ela vem do espaço sideral, dos isótopos radioativos naturais e das máquinas de raios-X. Esta radiação pode causar câncer, mas o risco é relativamente baixo porque somente doses muito pequenas desta radiação são encontradas.
Uma bomba radioativa elevaria o nível de radiação acima dos níveis normais, aumentando o risco de câncer e doença da radiação.
Bomba de nêutrons (neutrões)
Uma última variante da bomba atômica é a chamada bomba de nêutrons, em geral um dispositivo termonuclear pequeno, com corpo de níquel ou cromo, onde os nêutrons gerados na reação de fusão intencionalmente não são absorvidos pelo interior da bomba, mas se permite que escapem. As emanações de raios-X e de nêutrons de alta energia são seu principal mecanismo destrutivo. Os nêutrons são mais penetrantes que outros tipos de radiação, de tal forma que muitos materiais de proteção que bloqueiam raios gama são pouco eficientes contra eles. As bombas de nêutrons têm ação destrutiva apenas sobre organismos vivos, mantendo, por exemplo, a estrutura de uma cidade intacta. Isso pode representar uma vantagem militar, visto que existe a possibilidade de se eliminar os inimigos e apoderar-se de seus recursos.
Efeitos
Os efeitos predominantes de uma bomba atômica (a explosão e a radiação térmica) são os mesmos dos explosivos convencionais. A grande diferença é a capacidade de liberar uma quantidade imensamente maior de energia de uma só vez. A maior parte do dano causado por uma arma nuclear não se relaciona diretamente com o processo de liberação de energia da reação nuclear.
O dano produzido pelas três formas iniciais de energia liberada difere de acordo com o tamanho da arma. A energia liberada na explosão segue a equação de Einstein, E=mc², onde E é a energia liberada, m é a massa da bomba que “some” na explosão e c (celeritas) é a velocidade da luz
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1 addans
20 de fevereiro de 2009 at 2:22
muito otimo
como sempre neh
2 jaciara
10 de março de 2010 at 14:50
maravilhoso contém informações sobre bomba atômica que eu nem imaginava.
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