João do Canto e CastroOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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João do Canto e Castro
5º presidente de Portugal
Mandato 16 de Dezembro de 1918 até
5 de Outubro de 1919
Antecessor(a) Sidónio Pais
Sucessor(a) António José de Almeida
Vida
Nascimento 19 de Maio de 1862
Lisboa, Portugal
Falecimento 14 de Março de 1934
Lisboa, Portugal
Primeira-dama Mariana de StºAntónio Moreira Freire
Correia Manuel Torres de Aboim
Partido Partido Nacional Republicano
Profissão Almirante
ver
João do Canto e Castro Silva Antunes Júnior (Lisboa, 19 de Maio de 1862 - Lisboa, 14 de Março de 1934) foi oficial da Marinha e quinto Presidente da República Portuguesa, entre 16 de Dezembro de 1918 e 5 de Outubro de 1919.
Frequentou o Colégio Luso-Britânico e a Real Escola Naval. Foi oficial da Armada, percorrendo todo o Império Português, atingindo o posto de almirante.
Casou em 1892 com Mariana de Santo António Moreira Freire Correia Manoel Torres de Aboim, também de Lisboa, de quem teve três filhos, deixando geração até hoje.
Em 1892, foi nomeado governador de Moçambique. Em 1908, foi deputado.
No início da República, dirigiu a Escola de Alunos Marinheiros, em Leixões, e chefiou o Departamento Marítimo do Norte. Em 1915, dirigiu a Escola Prática de Artilharia Naval. No governo de Sidónio Pais foi nomeado director dos Serviços do Estado-Maior Naval e secretário de Estado da Marinha.
Tomou posse como ministro da Marinha, a pedido de Sidónio Pais, a 9 de Setembro de 1918, tendo-lhe sucedido depois do atentado que vitimou o ditador.
Durante o seu mandato sucederam-se duas tentativas de revolução. A primeira, em Santarém, em Dezembro de 1918, foi liderada pelos republicanos Cunha Leal e Álvaro de Castro. A segunda, em Janeiro de 1919, de cariz monárquico, liderada por Paiva Couceiro, que, por algum tempo manteve a "Monarquia do Norte" fez ressaltar a sua posição sui generis: sendo monárquico, como Presidente da República, reprimiu violentamente um movimento daqueles com quem partilhava convicções.
[Expandir]v • eBiografias
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
[Expandir]v • ePresidentes da República Portuguesa
I República Manuel de Arriaga • Teófilo Braga • Bernardino Machado • Sidónio Pais • Canto e Castro • António José de Almeida • Teixeira Gomes • Bernardino Machado
II República Mendes Cabeçadas • Gomes da Costa • Óscar Carmona • Oliveira Salazar (interino) • Craveiro Lopes • Américo Tomás
III República Junta de Salvação Nacional • António de Spínola • Costa Gomes • Ramalho Eanes • Mário Soares • Jorge Sampaio • Cavaco Silva
[Expandir]v • ePrimeiros-ministros de Portugal durante a Primeira República Portuguesa (1910-1926)
Teófilo Braga - João Pinheiro Chagas - Augusto de Vasconcelos - Duarte Leite - Afonso Costa - Bernardino Machado - Azevedo Coutinho - Pimenta de Castro - Junta Constitucional - João Pinheiro Chagas (2.ª vez; não empossado) - José de Castro - Afonso Costa (2.ª vez) - António José de Almeida - Afonso Costa (3.ª vez) - Sidónio Pais - Canto e Castro - Tamagnini Barbosa - José Relvas - Domingos Pereira - Sá Cardoso - Fernandes Costa (não empossado) - Sá Cardoso (reconduzido) - Domingos Pereira (2.ª vez) - António Maria Baptista - Ramos Preto - António Maria da Silva - António Granjo - Álvaro de Castro - Liberato Pinto - Bernardino Machado (2.ª vez) - Barros Queirós - António Granjo (2.ª vez) - Manuel Maria Coelho - Maia Pinto - Cunha Leal - António Maria da Silva (2.ª vez) - Ginestal Machado - Álvaro de Castro (2.ª vez) - Rodrigues Gaspar - Domingues dos Santos - Vitorino Guimarães - António Maria da Silva (3.ª vez) - Domingos Pereira (3.ª vez) - António Maria da Silva (4.ª vez)
« Monarquia ConstitucionalSegunda República »
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
ANTONIO JOSÉ DE ALMEIDA
António José de AlmeidaOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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António José de Almeida
6º presidente de Portugal
Mandato 5 de Outubro de 1919 até
5 de Outubro de 1923
Antecessor(a) João do Canto e Castro
Sucessor(a) Manuel Teixeira Gomes
Vida
Nascimento 17 de Julho de 1866
Vale da Vinha, Penacova, Portugal
Falecimento 31 de Outubro de 1929 (63 anos)
Lisboa, Portugal
Primeira-dama Maria Joana Perdigão
Queiroga de Almeida
Partido Partido Evolucionista, depois
Liberal Republicano
Profissão Médico
ver
Estátua de António José de Almeida, na praça homónima, em Lisboa.António José de Almeida GC TE • GC C • GC A • GC SE (Vale da Vinha, Penacova, 17 de Julho de 1866 — Lisboa, 31 de Outubro de 1929) foi um político republicano português, sexto presidente da República Portuguesa, cargo que exerceu de 5 de Outubro de 1919 a 5 de Outubro de 1923. Foi o único presidente da Primeira República Portuguesa a cumprir integralmente e sem interrupções o seu mandato de 4 anos, tendo com ele Portugal retornado a uma presidência civil[1].
Índice [esconder]
1 Biografia
1.1 Vida pessoal e formação
1.2 Carreira profissional e política
2 Homenagens
3 Referências
4 Bibliografia
5 Ligações externas
[editar] Biografia[editar] Vida pessoal e formaçãoAntónio José de Almeida nasceu em Vale da Vinha, uma localidade do concelho de Penacova[2], filho de José António de Almeida e Maria Rita das Neves Almeida. Foi baptizado na igreja paroquial de São Pedro de Farinha Podre, hoje São Pedro de Alva, a 3 de Setembro de 1866[3]. Oriundo de uma família modesta, o seu pai afirmou-se como pequeno industrial e comerciante local, chegando, no final do século XIX, a ocupar a presidência da Câmara Municipal de Penacova[4].
Depois de ter frequentado o ensino primário em São Pedro de Alva, em 1880, com 14 anos de idade, matriculou-se no Liceu Central de Coimbra e, em 1889-1890, inscreve-se no curso de Medicina da Universidade de Coimbra, que completou em seis anos.
Era ainda aluno de Medicina em Coimbra, quando publicou no jornal académico Ultimatum um artigo que ficou célebre, intitulado Bragança, o último, que foi considerado insultuoso para o rei D. Carlos.[2] Apesar de ter sido defendido por Manuel de Arriaga, acabou condenado a três meses de prisão.[2].
Faleceu em Lisboa, no dia 3 de Outubro de 1929.[2]
António José de Almeida foi casado com Maria Joana Perdigão Queiroga de Almeida (Redondo, 9 de Março de 1885 - 27 de Junho de 1965), com quem teve uma filha (Maria Teresa). Maria Teresa teve três filhos: António José D'Almeida de Abreu, Maria Manuela D'Almeida de Abreu, Maria Teresa D'Almeida de Abreu. Nenhum dos filhos optou pela carreira política, seguindo carreira médica. António José e Maria Teresa residem em Portugal, Lisboa. Maria Manuela e seus filhos residem no Brasil, Rio de Janeiro. Maria Manuela teve três filhos: Pedro de Almeida de Abreu Elvas, Filipe de Almeida de Abreu Elvas e Carolina de Almeida de Abreu Elvas.
[editar] Carreira profissional e políticaUm dos mais populares dirigentes do Partido Republicano, desde muito novo manifestou ideias republicanas.[2]
Depois de terminar o curso, em 1895, foi para Angola e posteriormente estabeleceu-se em São Tomé e Príncipe, onde exerceu medicina até 1904.[2] Regressou a Lisboa nesse ano[2], e depois foi para França onde estagiou em várias clínicas, regressando no ano seguinte. Montou consultório, primeiro na Rua do Ouro, depois no Largo de Camões, entrando então na política republicana.[2]
Foi candidato do Partido Republicano em 1905 e 1906, sendo eleito deputado nas segundas eleições realizadas neste ano, em Agosto. Em 1906, em plena Câmara dos Deputados, equilibrando-se em cima duma das carteiras, pede aos soldados, chamados a expulsar os deputados republicanos do Parlamento, a proclamação imediata da república. No ano seguinte adere à Maçonaria.
Os seus discursos eloquentes e inflamados fizeram dele um orador muito popular nos comícios republicanos[2] foi preso por ocasião da tentativa revolucionária de Janeiro de 1908[2], dias antes do assassinato do rei D. Carlos e do príncipe Luís Filipe. Posto em liberdade, voltou a embrenhar-se na política[2], sobretudo enquanto director do jornal Alma Nacional.
Após a Proclamação da República Portuguesa, foi nomeado Ministro do Interior do Governo Provisório; exerceu, posteriormente, várias vezes as funções de ministro e deputado, tendo fundado em Fevereiro de 1912 o partido Evolucionista, que dirigirá, partido republicano moderado organizado em torno do diário República, que tinha criado em Janeiro de 1911, e que também dirigia.[2] Nesse periódico, opôs-se aos outros partidos, especialmente ao Partido Democrático de Afonso Costa, contra o qual escreveu um célebre artigo[2]; no entanto, aliou-se a Afonso Costa no governo da União Sagrada, em Março de 1916, ministério de que foi presidente.
Em 6 de Agosto de 1919 foi eleito presidente da República e exerceu o cargo até 5 de Outubro de 1923, sendo o único presidente que até 1926 ocupou o cargo até ao fim do mandato.[2] Realizou uma visita oficial ao Brasil[2], para participar no centenário da independência da antiga colónia portuguesa.
Durante o seu mandato deu-se o levantamento radical que desembocou na Noite sangrenta de 19 de Outubro de 1921, em que foram assassinados, por opositores republicanos, o chefe do governo da altura, António Granjo, assim como Machado Santos e Carlos da Maia. Nomeou 16 governos durante o seu mandato. Viveu de forma clandestina, durante o governo de Sidónio Pais.[5]
Em 1929 foi eleito 12.º Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido mas não chegou a tomar posse por entretanto ter falecido.[6]
[editar] HomenagensUma estátua sua foi erguida pelos seus admiradores e amigos em Lisboa[5], de autoria do escultor Leopoldo de Almeida e do arquitecto Pardal Monteiro, e reuniram os seus principais artigos e discursos em três volumes, intitulados Quarenta anos de vida literária e política[5], obra publicada em 1934.
A Câmara Municipal de Lagos decidiu, numa sessão realizada no dia 12 de Dezembro de 1929, colocar o nome de António José de Almeida num arruamento da Freguesia de São Sebastião.[5]
Referências↑ António José de Almeida (1866-1929).
↑ a b c d e f g h i j k l m n o Ferro, 2002:36
↑ Município de Penacova: Gente com História.
↑ Nota biográfica no Museu da Presidência da República Portuguesa.
↑ a b c d Ferro, 2002:37
↑ http://members.tripod.com/gremio_fenix/dirigentes.html
[editar] BibliografiaFERRO, Silvestre Marchão. Vultos na Toponímia de Lagos. Lagos: Câmara Municipal de Lagos, 2002. 358 p. ISBN 972-8773-00-5
[editar] Ligações externasO Commons possui uma categoria com multimídias sobre António José de AlmeidaNota biográfica na página oficial da Presidência da República Portuguesa
Retrato oficial no Museu da Presidência da República Portuguesa
António José de Almeida (1866-1929) - 6.º Presidente da República
Precedido por
Afonso Costa Primeiros-ministros de Portugal
1916 - 1917 Sucedido por
Afonso Costa
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Teófilo Braga - João Pinheiro Chagas - Augusto de Vasconcelos - Duarte Leite - Afonso Costa - Bernardino Machado - Azevedo Coutinho - Pimenta de Castro - Junta Constitucional - João Pinheiro Chagas (2.ª vez; não empossado) - José de Castro - Afonso Costa (2.ª vez) - António José de Almeida - Afonso Costa (3.ª vez) - Sidónio Pais - Canto e Castro - Tamagnini Barbosa - José Relvas - Domingos Pereira - Sá Cardoso - Fernandes Costa (não empossado) - Sá Cardoso (reconduzido) - Domingos Pereira (2.ª vez) - António Maria Baptista - Ramos Preto - António Maria da Silva - António Granjo - Álvaro de Castro - Liberato Pinto - Bernardino Machado (2.ª vez) - Barros Queirós - António Granjo (2.ª vez) - Manuel Maria Coelho - Maia Pinto - Cunha Leal - António Maria da Silva (2.ª vez) - Ginestal Machado - Álvaro de Castro (2.ª vez) - Rodrigues Gaspar - Domingues dos Santos - Vitorino Guimarães - António Maria da Silva (3.ª vez) - Domingos Pereira (3.ª vez) - António Maria da Silva (4.ª vez)
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I República Manuel de Arriaga • Teófilo Braga • Bernardino Machado • Sidónio Pais • Canto e Castro • António José de Almeida • Teixeira Gomes • Bernardino Machado
II República Mendes Cabeçadas • Gomes da Costa • Óscar Carmona • Oliveira Salazar (interino) • Craveiro Lopes • Américo Tomás
III República Junta de Salvação Nacional • António de Spínola • Costa Gomes • Ramalho Eanes • Mário Soares • Jorge Sampaio • Cavaco Silva
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António José de Almeida
6º presidente de Portugal
Mandato 5 de Outubro de 1919 até
5 de Outubro de 1923
Antecessor(a) João do Canto e Castro
Sucessor(a) Manuel Teixeira Gomes
Vida
Nascimento 17 de Julho de 1866
Vale da Vinha, Penacova, Portugal
Falecimento 31 de Outubro de 1929 (63 anos)
Lisboa, Portugal
Primeira-dama Maria Joana Perdigão
Queiroga de Almeida
Partido Partido Evolucionista, depois
Liberal Republicano
Profissão Médico
ver
Estátua de António José de Almeida, na praça homónima, em Lisboa.António José de Almeida GC TE • GC C • GC A • GC SE (Vale da Vinha, Penacova, 17 de Julho de 1866 — Lisboa, 31 de Outubro de 1929) foi um político republicano português, sexto presidente da República Portuguesa, cargo que exerceu de 5 de Outubro de 1919 a 5 de Outubro de 1923. Foi o único presidente da Primeira República Portuguesa a cumprir integralmente e sem interrupções o seu mandato de 4 anos, tendo com ele Portugal retornado a uma presidência civil[1].
Índice [esconder]
1 Biografia
1.1 Vida pessoal e formação
1.2 Carreira profissional e política
2 Homenagens
3 Referências
4 Bibliografia
5 Ligações externas
[editar] Biografia[editar] Vida pessoal e formaçãoAntónio José de Almeida nasceu em Vale da Vinha, uma localidade do concelho de Penacova[2], filho de José António de Almeida e Maria Rita das Neves Almeida. Foi baptizado na igreja paroquial de São Pedro de Farinha Podre, hoje São Pedro de Alva, a 3 de Setembro de 1866[3]. Oriundo de uma família modesta, o seu pai afirmou-se como pequeno industrial e comerciante local, chegando, no final do século XIX, a ocupar a presidência da Câmara Municipal de Penacova[4].
Depois de ter frequentado o ensino primário em São Pedro de Alva, em 1880, com 14 anos de idade, matriculou-se no Liceu Central de Coimbra e, em 1889-1890, inscreve-se no curso de Medicina da Universidade de Coimbra, que completou em seis anos.
Era ainda aluno de Medicina em Coimbra, quando publicou no jornal académico Ultimatum um artigo que ficou célebre, intitulado Bragança, o último, que foi considerado insultuoso para o rei D. Carlos.[2] Apesar de ter sido defendido por Manuel de Arriaga, acabou condenado a três meses de prisão.[2].
Faleceu em Lisboa, no dia 3 de Outubro de 1929.[2]
António José de Almeida foi casado com Maria Joana Perdigão Queiroga de Almeida (Redondo, 9 de Março de 1885 - 27 de Junho de 1965), com quem teve uma filha (Maria Teresa). Maria Teresa teve três filhos: António José D'Almeida de Abreu, Maria Manuela D'Almeida de Abreu, Maria Teresa D'Almeida de Abreu. Nenhum dos filhos optou pela carreira política, seguindo carreira médica. António José e Maria Teresa residem em Portugal, Lisboa. Maria Manuela e seus filhos residem no Brasil, Rio de Janeiro. Maria Manuela teve três filhos: Pedro de Almeida de Abreu Elvas, Filipe de Almeida de Abreu Elvas e Carolina de Almeida de Abreu Elvas.
[editar] Carreira profissional e políticaUm dos mais populares dirigentes do Partido Republicano, desde muito novo manifestou ideias republicanas.[2]
Depois de terminar o curso, em 1895, foi para Angola e posteriormente estabeleceu-se em São Tomé e Príncipe, onde exerceu medicina até 1904.[2] Regressou a Lisboa nesse ano[2], e depois foi para França onde estagiou em várias clínicas, regressando no ano seguinte. Montou consultório, primeiro na Rua do Ouro, depois no Largo de Camões, entrando então na política republicana.[2]
Foi candidato do Partido Republicano em 1905 e 1906, sendo eleito deputado nas segundas eleições realizadas neste ano, em Agosto. Em 1906, em plena Câmara dos Deputados, equilibrando-se em cima duma das carteiras, pede aos soldados, chamados a expulsar os deputados republicanos do Parlamento, a proclamação imediata da república. No ano seguinte adere à Maçonaria.
Os seus discursos eloquentes e inflamados fizeram dele um orador muito popular nos comícios republicanos[2] foi preso por ocasião da tentativa revolucionária de Janeiro de 1908[2], dias antes do assassinato do rei D. Carlos e do príncipe Luís Filipe. Posto em liberdade, voltou a embrenhar-se na política[2], sobretudo enquanto director do jornal Alma Nacional.
Após a Proclamação da República Portuguesa, foi nomeado Ministro do Interior do Governo Provisório; exerceu, posteriormente, várias vezes as funções de ministro e deputado, tendo fundado em Fevereiro de 1912 o partido Evolucionista, que dirigirá, partido republicano moderado organizado em torno do diário República, que tinha criado em Janeiro de 1911, e que também dirigia.[2] Nesse periódico, opôs-se aos outros partidos, especialmente ao Partido Democrático de Afonso Costa, contra o qual escreveu um célebre artigo[2]; no entanto, aliou-se a Afonso Costa no governo da União Sagrada, em Março de 1916, ministério de que foi presidente.
Em 6 de Agosto de 1919 foi eleito presidente da República e exerceu o cargo até 5 de Outubro de 1923, sendo o único presidente que até 1926 ocupou o cargo até ao fim do mandato.[2] Realizou uma visita oficial ao Brasil[2], para participar no centenário da independência da antiga colónia portuguesa.
Durante o seu mandato deu-se o levantamento radical que desembocou na Noite sangrenta de 19 de Outubro de 1921, em que foram assassinados, por opositores republicanos, o chefe do governo da altura, António Granjo, assim como Machado Santos e Carlos da Maia. Nomeou 16 governos durante o seu mandato. Viveu de forma clandestina, durante o governo de Sidónio Pais.[5]
Em 1929 foi eleito 12.º Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido mas não chegou a tomar posse por entretanto ter falecido.[6]
[editar] HomenagensUma estátua sua foi erguida pelos seus admiradores e amigos em Lisboa[5], de autoria do escultor Leopoldo de Almeida e do arquitecto Pardal Monteiro, e reuniram os seus principais artigos e discursos em três volumes, intitulados Quarenta anos de vida literária e política[5], obra publicada em 1934.
A Câmara Municipal de Lagos decidiu, numa sessão realizada no dia 12 de Dezembro de 1929, colocar o nome de António José de Almeida num arruamento da Freguesia de São Sebastião.[5]
Referências↑ António José de Almeida (1866-1929).
↑ a b c d e f g h i j k l m n o Ferro, 2002:36
↑ Município de Penacova: Gente com História.
↑ Nota biográfica no Museu da Presidência da República Portuguesa.
↑ a b c d Ferro, 2002:37
↑ http://members.tripod.com/gremio_fenix/dirigentes.html
[editar] BibliografiaFERRO, Silvestre Marchão. Vultos na Toponímia de Lagos. Lagos: Câmara Municipal de Lagos, 2002. 358 p. ISBN 972-8773-00-5
[editar] Ligações externasO Commons possui uma categoria com multimídias sobre António José de AlmeidaNota biográfica na página oficial da Presidência da República Portuguesa
Retrato oficial no Museu da Presidência da República Portuguesa
António José de Almeida (1866-1929) - 6.º Presidente da República
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Afonso Costa Primeiros-ministros de Portugal
1916 - 1917 Sucedido por
Afonso Costa
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Teófilo Braga - João Pinheiro Chagas - Augusto de Vasconcelos - Duarte Leite - Afonso Costa - Bernardino Machado - Azevedo Coutinho - Pimenta de Castro - Junta Constitucional - João Pinheiro Chagas (2.ª vez; não empossado) - José de Castro - Afonso Costa (2.ª vez) - António José de Almeida - Afonso Costa (3.ª vez) - Sidónio Pais - Canto e Castro - Tamagnini Barbosa - José Relvas - Domingos Pereira - Sá Cardoso - Fernandes Costa (não empossado) - Sá Cardoso (reconduzido) - Domingos Pereira (2.ª vez) - António Maria Baptista - Ramos Preto - António Maria da Silva - António Granjo - Álvaro de Castro - Liberato Pinto - Bernardino Machado (2.ª vez) - Barros Queirós - António Granjo (2.ª vez) - Manuel Maria Coelho - Maia Pinto - Cunha Leal - António Maria da Silva (2.ª vez) - Ginestal Machado - Álvaro de Castro (2.ª vez) - Rodrigues Gaspar - Domingues dos Santos - Vitorino Guimarães - António Maria da Silva (3.ª vez) - Domingos Pereira (3.ª vez) - António Maria da Silva (4.ª vez)
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II República Mendes Cabeçadas • Gomes da Costa • Óscar Carmona • Oliveira Salazar (interino) • Craveiro Lopes • Américo Tomás
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MANUEL TEIXEIRA GOMES
Manuel Teixeira GomesOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Manuel Teixeira Gomes
7º presidente de Portugal
Mandato 6 de Outubro de 1923
a 11 de Dezembro de 1925
Antecessor(a) António José de Almeida
Sucessor(a) Bernardino Machado
Vida
Nascimento 27 de Maio de 1860
Portimão, Portugal
Falecimento 18 de Outubro de 1941
Bougie, Argélia
Partido Partido Democrático
Profissão Escritor, Político, Negociante
ver
Manuel Teixeira Gomes GC SE (Vila Nova de Portimão, 27 de Maio de 1860[1] — Bougie, Argélia, 18 de Outubro de 1941) foi o sétimo presidente da Primeira República Portuguesa de 6 de Outubro de 1923 a 11 de Dezembro de 1925.
Índice [esconder]
1 Biografia
2 Citação
3 Principais obras literárias
4 Notas
5 Referências
6 Ligações externas
[editar] BiografiaFilho de José Libânio Gomes e Maria da Glória Teixeira Gomes, foi educado pelos pais, até entrar no Colégio de São Luís Gonzaga, em Portimão. Aos dez anos foi enviado para o Seminário Maior de Coimbra e posteriormente matriculou-se em Medicina, na Universidade de Coimbra. Cedo desistiu do curso, contrariando a vontade do pai. Muda-se então para Lisboa, onde pertence ao círculo intelectual de Fialho de Almeida e João de Deus. Mais tarde, conhecerá outros vultos importantes da cultura literária da época, como Marcelino Mesquita, Gomes Leal e António Nobre.
O apoio do pai, que decide continuar a custear a vida boémia do filho, permite a Teixeira Gomes desenvolver uma forte tendência para as artes, nomeadamente na literatura, não deixando contudo de admirar a escultura e a pintura, tornando-se amigo de mestres como Columbano Bordalo Pinheiro ou Marques de Oliveira.
Fixado no Porto, aí conheceu Sampaio Bruno, iniciando a sua colaboração em revistas e jornais, entre eles O Primeiro de Janeiro e Folha Nova.
Depois de se reconciliar com a família, viaja pela Europa, Norte de África e Próximo Oriente, em representação comercial para negociar os produtos agrícolas produzidos pelas propriedades do pai (frutos secos, nomeadamente amêndoa e figo) o que alarga consideravelmente os seus horizontes culturais.
Republicano convicto, vem a exercer, após o 5 de Outubro de 1910, o cargo de ministro plenipotenciário de Portugal em Inglaterra. A 11 de Outubro de 1911 apresenta as suas credenciais ao rei Jorge V do Reino Unido, em Londres, onde se encontrava a família real portuguesa no exílio.
Eleito Presidente da República a 6 de Agosto de 1923, viria a demitir-se das suas funções a 11 de Dezembro de 1925, num contexto de enorme perturbação política e social. A sua vontade em dedicar-se exclusivamente à obra literária, foi a sua justificação oficial para a renúncia. A 17 de Dezembro, embarca no paquete holandês «Zeus» rumo a Oran, na Argélia, num auto-exílio voluntário, sempre em oposição ao Salazarismo.
Morre em 1941 e só em Outubro de 1950 os seus restos mortais voltaram a Portugal, numa cerimónia que veio a tornar-se provavelmente na mais controversa manifestação popular, ocorrida na já então cidade de Portimão, nos tempos do Salazarismo. No funeral estiveram presentes as suas duas filhas, Ana Rosa Teixeira Gomes Calapez e Maria Manuela Teixeira Gomes Pearce de Azevedo.
Deixou uma considerável obra literária, integrada na corrente nefelibata e uranista[2]. As suas obras completas estão disponíveis ao grande público através de edição recente.[3].
[editar] Citação"A política longe de me oferecer encantos ou compensações converteu-se para mim, talvez por exagerada sensibilidade minha, num sacrifício inglório. Dia a dia, vejo desfolhar, de uma imaginária jarra de cristal, as minhas ilusões políticas. Sinto uma necessidade, porventura fisiológica, de voltar às minhas preferências, às minhas cadeiras e aos meus livros."[4].
[editar] Principais obras literáriasCartas sem Moral Nenhuma (1904)
Agosto Azul (1904)
Sabina Freire (1905)
Desenhos e Anedotas de João de Deus (1907)
Gente Singular (1909)
Cartas a Columbano (1932)
Novelas Eróticas (1935)
Regressos (1935)
Miscelânea (1937)
Maria Adelaide (1938)
Carnaval Literário (1938).
Notas↑ Fonte: assento de baptismo nº 89, de 11-06-1860, freguesia de Portimão, Arquivo Distrital de Faro.
↑ Cf. Uranista.
↑ Ver "Obras Completas de Manuel Teixeira Gomes".
↑ Do prefácio do livro de Joaquim António Nunes Da Vida e da Obra de Teixeira, 1977.
[editar] ReferênciasRodrigues, Urbano Tavares. Manuel Teixeira Gomes (Introdução ao estudo da sua obra). Portugália Editora, Lisboa, 1950.
Nunes, Joaquim António. Da vida e da Obra de Teixeira Gomes. Lisboa, 1976.
[editar] Ligações externasBiografia de Manuel Teixeira Gomes pelo portal "O Leme"
Antigos Presidentes: Teixeira Gomes - Página Oficial da Presidência da República Portuguesa
Manuel Teixeira Gomes, Antigo Estudante da Academia Politécnica do Porto
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I República Manuel de Arriaga • Teófilo Braga • Bernardino Machado • Sidónio Pais • Canto e Castro • António José de Almeida • Teixeira Gomes • Bernardino Machado
II República Mendes Cabeçadas • Gomes da Costa • Óscar Carmona • Oliveira Salazar (interino) • Craveiro Lopes • Américo Tomás
III República Junta de Salvação Nacional • António de Spínola • Costa Gomes • Ramalho Eanes • Mário Soares • Jorge Sampaio • Cavaco Silva
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Categorias: Presidentes de PortugalEscritores de PortugalNaturais de PortimãoAlumni da Universidade do PortoDiplomatas de PortugalMortos em 1941
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Manuel Teixeira Gomes
7º presidente de Portugal
Mandato 6 de Outubro de 1923
a 11 de Dezembro de 1925
Antecessor(a) António José de Almeida
Sucessor(a) Bernardino Machado
Vida
Nascimento 27 de Maio de 1860
Portimão, Portugal
Falecimento 18 de Outubro de 1941
Bougie, Argélia
Partido Partido Democrático
Profissão Escritor, Político, Negociante
ver
Manuel Teixeira Gomes GC SE (Vila Nova de Portimão, 27 de Maio de 1860[1] — Bougie, Argélia, 18 de Outubro de 1941) foi o sétimo presidente da Primeira República Portuguesa de 6 de Outubro de 1923 a 11 de Dezembro de 1925.
Índice [esconder]
1 Biografia
2 Citação
3 Principais obras literárias
4 Notas
5 Referências
6 Ligações externas
[editar] BiografiaFilho de José Libânio Gomes e Maria da Glória Teixeira Gomes, foi educado pelos pais, até entrar no Colégio de São Luís Gonzaga, em Portimão. Aos dez anos foi enviado para o Seminário Maior de Coimbra e posteriormente matriculou-se em Medicina, na Universidade de Coimbra. Cedo desistiu do curso, contrariando a vontade do pai. Muda-se então para Lisboa, onde pertence ao círculo intelectual de Fialho de Almeida e João de Deus. Mais tarde, conhecerá outros vultos importantes da cultura literária da época, como Marcelino Mesquita, Gomes Leal e António Nobre.
O apoio do pai, que decide continuar a custear a vida boémia do filho, permite a Teixeira Gomes desenvolver uma forte tendência para as artes, nomeadamente na literatura, não deixando contudo de admirar a escultura e a pintura, tornando-se amigo de mestres como Columbano Bordalo Pinheiro ou Marques de Oliveira.
Fixado no Porto, aí conheceu Sampaio Bruno, iniciando a sua colaboração em revistas e jornais, entre eles O Primeiro de Janeiro e Folha Nova.
Depois de se reconciliar com a família, viaja pela Europa, Norte de África e Próximo Oriente, em representação comercial para negociar os produtos agrícolas produzidos pelas propriedades do pai (frutos secos, nomeadamente amêndoa e figo) o que alarga consideravelmente os seus horizontes culturais.
Republicano convicto, vem a exercer, após o 5 de Outubro de 1910, o cargo de ministro plenipotenciário de Portugal em Inglaterra. A 11 de Outubro de 1911 apresenta as suas credenciais ao rei Jorge V do Reino Unido, em Londres, onde se encontrava a família real portuguesa no exílio.
Eleito Presidente da República a 6 de Agosto de 1923, viria a demitir-se das suas funções a 11 de Dezembro de 1925, num contexto de enorme perturbação política e social. A sua vontade em dedicar-se exclusivamente à obra literária, foi a sua justificação oficial para a renúncia. A 17 de Dezembro, embarca no paquete holandês «Zeus» rumo a Oran, na Argélia, num auto-exílio voluntário, sempre em oposição ao Salazarismo.
Morre em 1941 e só em Outubro de 1950 os seus restos mortais voltaram a Portugal, numa cerimónia que veio a tornar-se provavelmente na mais controversa manifestação popular, ocorrida na já então cidade de Portimão, nos tempos do Salazarismo. No funeral estiveram presentes as suas duas filhas, Ana Rosa Teixeira Gomes Calapez e Maria Manuela Teixeira Gomes Pearce de Azevedo.
Deixou uma considerável obra literária, integrada na corrente nefelibata e uranista[2]. As suas obras completas estão disponíveis ao grande público através de edição recente.[3].
[editar] Citação"A política longe de me oferecer encantos ou compensações converteu-se para mim, talvez por exagerada sensibilidade minha, num sacrifício inglório. Dia a dia, vejo desfolhar, de uma imaginária jarra de cristal, as minhas ilusões políticas. Sinto uma necessidade, porventura fisiológica, de voltar às minhas preferências, às minhas cadeiras e aos meus livros."[4].
[editar] Principais obras literáriasCartas sem Moral Nenhuma (1904)
Agosto Azul (1904)
Sabina Freire (1905)
Desenhos e Anedotas de João de Deus (1907)
Gente Singular (1909)
Cartas a Columbano (1932)
Novelas Eróticas (1935)
Regressos (1935)
Miscelânea (1937)
Maria Adelaide (1938)
Carnaval Literário (1938).
Notas↑ Fonte: assento de baptismo nº 89, de 11-06-1860, freguesia de Portimão, Arquivo Distrital de Faro.
↑ Cf. Uranista.
↑ Ver "Obras Completas de Manuel Teixeira Gomes".
↑ Do prefácio do livro de Joaquim António Nunes Da Vida e da Obra de Teixeira, 1977.
[editar] ReferênciasRodrigues, Urbano Tavares. Manuel Teixeira Gomes (Introdução ao estudo da sua obra). Portugália Editora, Lisboa, 1950.
Nunes, Joaquim António. Da vida e da Obra de Teixeira Gomes. Lisboa, 1976.
[editar] Ligações externasBiografia de Manuel Teixeira Gomes pelo portal "O Leme"
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MENDES CABEÇADAS
José Mendes CabeçadasOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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José Mendes Cabeçadas Júnior
9º presidente de Portugal
Mandato 31 de Maio de 1926 até
a 17 de Junho de 1926
Antecessor(a) Bernardino Machado
Sucessor(a) Manuel Gomes da Costa
Vida
Nascimento 19 de Agosto de 1883
Loulé, Portugal
Falecimento 11 de junho de 1965 (81 anos)
Lisboa, Portugal
Primeira-dama Maria das Dores Formosinho
Vieira Cabeçadas
Partido Nenhum
Profissão Almirante
ver
José Mendes Cabeçadas Júnior O TE • Com A (Loulé, 19 de Agosto de 1883 — Lisboa, 11 de Junho de 1965) foi um oficial da Armada Portuguesa, maçom e político republicano convicto, que teve um papel decisivo na preparação dos movimentos revolucionários que conduziram à criação e à extinção da Primeira República Portuguesa: a Revolução de 5 de Outubro de 1910 e o Golpe de 28 de Maio de 1926. Exerceu o cargo de 9.º Presidente da República Portuguesa (o 1.º da Ditadura Nacional) e de Presidente do Conselho de Ministros no breve período entre 31 de Maio de 1926 e 16 de Junho do mesmo ano. Afastado do poder pela estabilização do regime à direita e pelo salazarismo, transformou-se num feroz opositor da autocracia de Óscar Carmona e de Oliveira Salazar, conspirando em, pelo menos, duas tentativas insurreccionais (1946 e 1947). Como derradeiro gesto político, subscreveu o Programa para a Democratização da República (1961).
[editar] BiografiaFoi um dos responsáveis pela revolta a bordo do Adamastor, durante a revolução republicana; no entanto, cedo se desiludiu com o regime que ajudara a criar. Em 1926, dá o grito de revolta em Lisboa, depois de em Braga Gomes da Costa ter tomado idêntica atitude. O primeiro-ministro António Maria da Silva demite-se, e poucos dias depois (31 de Maio), o presidente Bernardino Machado atribui-lhe a chefia de um novo ministério, assim como de todas as suas pastas. Nesse mesmo dia, o presidente renuncia às suas funções, passando Mendes Cabeçadas a acumular o cargo de Presidente da República com o de Presidente do Conselho de Ministros.
Mendes Cabeçadas, revolucionário de uma linha moderada, julgava ainda ser possível constituir um governo que não pusesse em causa o regime constitucional, mas apenas livre da nefasta influência do Partido Democrático. No entanto, os demais conspiradores (entre os quais Gomes da Costa e Óscar Carmona) julgaram-no como sendo incapaz e, no fundo, o último vestígio do regime constitucional da I República. Após uma reunião dos revoltosos no seu quartel-general em Sacavém, em 17 de Junho de 1926, Mendes Cabeçadas foi forçado a renunciar às funções de Presidente da República e de Primeiro-Ministro a favor de Gomes da Costa.
Mais uma vez passou a apoiar os oposicionistas, tendo-se envolvido em várias revoltas, e subscrito até manifestos contra a ditadura, até à sua morte, em 1965.
Precedido por
António Maria da Silva Primeiros-ministros de Portugal
1926 Sucedido por
Gomes da Costa
Precedido por
Bernardino Machado Presidente de Portugal
1926 Sucedido por
Manuel Gomes da Costa
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Ditadura Nacional (1926–1933) e Estado Novo (1933–1974)
Mendes Cabeçadas - Gomes da Costa - Óscar Carmona - Vicente de Freitas - Ivens Ferraz - Domingos da Costa Oliveira - Oliveira Salazar - Marcello Caetano
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José Mendes Cabeçadas Júnior
9º presidente de Portugal
Mandato 31 de Maio de 1926 até
a 17 de Junho de 1926
Antecessor(a) Bernardino Machado
Sucessor(a) Manuel Gomes da Costa
Vida
Nascimento 19 de Agosto de 1883
Loulé, Portugal
Falecimento 11 de junho de 1965 (81 anos)
Lisboa, Portugal
Primeira-dama Maria das Dores Formosinho
Vieira Cabeçadas
Partido Nenhum
Profissão Almirante
ver
José Mendes Cabeçadas Júnior O TE • Com A (Loulé, 19 de Agosto de 1883 — Lisboa, 11 de Junho de 1965) foi um oficial da Armada Portuguesa, maçom e político republicano convicto, que teve um papel decisivo na preparação dos movimentos revolucionários que conduziram à criação e à extinção da Primeira República Portuguesa: a Revolução de 5 de Outubro de 1910 e o Golpe de 28 de Maio de 1926. Exerceu o cargo de 9.º Presidente da República Portuguesa (o 1.º da Ditadura Nacional) e de Presidente do Conselho de Ministros no breve período entre 31 de Maio de 1926 e 16 de Junho do mesmo ano. Afastado do poder pela estabilização do regime à direita e pelo salazarismo, transformou-se num feroz opositor da autocracia de Óscar Carmona e de Oliveira Salazar, conspirando em, pelo menos, duas tentativas insurreccionais (1946 e 1947). Como derradeiro gesto político, subscreveu o Programa para a Democratização da República (1961).
[editar] BiografiaFoi um dos responsáveis pela revolta a bordo do Adamastor, durante a revolução republicana; no entanto, cedo se desiludiu com o regime que ajudara a criar. Em 1926, dá o grito de revolta em Lisboa, depois de em Braga Gomes da Costa ter tomado idêntica atitude. O primeiro-ministro António Maria da Silva demite-se, e poucos dias depois (31 de Maio), o presidente Bernardino Machado atribui-lhe a chefia de um novo ministério, assim como de todas as suas pastas. Nesse mesmo dia, o presidente renuncia às suas funções, passando Mendes Cabeçadas a acumular o cargo de Presidente da República com o de Presidente do Conselho de Ministros.
Mendes Cabeçadas, revolucionário de uma linha moderada, julgava ainda ser possível constituir um governo que não pusesse em causa o regime constitucional, mas apenas livre da nefasta influência do Partido Democrático. No entanto, os demais conspiradores (entre os quais Gomes da Costa e Óscar Carmona) julgaram-no como sendo incapaz e, no fundo, o último vestígio do regime constitucional da I República. Após uma reunião dos revoltosos no seu quartel-general em Sacavém, em 17 de Junho de 1926, Mendes Cabeçadas foi forçado a renunciar às funções de Presidente da República e de Primeiro-Ministro a favor de Gomes da Costa.
Mais uma vez passou a apoiar os oposicionistas, tendo-se envolvido em várias revoltas, e subscrito até manifestos contra a ditadura, até à sua morte, em 1965.
Precedido por
António Maria da Silva Primeiros-ministros de Portugal
1926 Sucedido por
Gomes da Costa
Precedido por
Bernardino Machado Presidente de Portugal
1926 Sucedido por
Manuel Gomes da Costa
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Ditadura Nacional (1926–1933) e Estado Novo (1933–1974)
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GOMES DA COSTA
Manuel de Oliveira Gomes da CostaOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Nota: Para a avenida homónima, veja Avenida do Marechal Gomes da Costa.
Manuel de Oliveira Gomes da Costa
Manuel de Oliveira Gomes da Costa
Presidente de Portugal
Mandato 19 de junho de 1926 - 9 de julho de 1926
Antecessor(a) José Mendes Cabeçadas
Sucessor(a) António Óscar Carmona
Primeiro-ministro de Portugal
Mandato 19 de junho de 1926 - 9 de julho de 1926
Antecessor(a) José Mendes Cabeçadas
Sucessor(a) José Mendes Cabeçadas
Vida
Nascimento 14 de janeiro de 1863
Portugal, Lisboa
Falecimento 17 de dezembro de 1929 (66 anos)
Portugal, Lisboa
Primeira-dama Henriqueta Júlia de Mira Godinho
Partido Independente (até 1917 e 1918 - 1929), Partido Centrista Republicano (1917 - 1918)
Profissão militar (Marechal)
ver
Manuel de Oliveira Gomes da Costa GO TE • GC A (Lisboa, 14 de Janeiro de 1863 — Lisboa, 17 de Dezembro de 1929) foi um militar e político português, décimo presidente da República Portuguesa e o segundo da Ditadura Nacional.
Enquanto militar, destacou-se nas campanhas de pacificação das colónias, em África e na Índia, e ainda na I Grande Guerra.
Enquanto político, foi o líder que a direita conservadora encontrou para liderar a Revolução de 28 de Maio de 1926, com início em Braga (isto após a morte do general Alves Roçadas, que deveria ter sido o seu chefe).
Não assumiu de início o poder, que foi confiado a Mendes Cabeçadas, o líder da revolução em Lisboa; como os revolucionários julgassem a atitude deste um pouco frouxa, Gomes da Costa viria, após sucessivas reuniões conspirativas mantidas no quartel-general de Sacavém, a alcançar o poder, após um golpe ocorrido em 17 de Junho de 1926.
Escultura de Gomes da Costa do escultor Barata Feyo.No entanto, o seu Governo não durou muito mais que o de Mendes Cabeçadas; em 9 de Julho do mesmo ano, uma nova contra-revolução, chefiada pelo general Óscar Carmona, derrubou Gomes da Costa, incapaz de lidar com os dossiês governativos.
Carmona, agora Presidente do Conselho de Ministros, enviou-o para o exílio nos Açores, e fê-lo Marechal do Exército Português.
Em Setembro de 1927, regressou ao Continente, tendo falecido em condições miseráveis, sozinho e pobre.
Precedido por
Mendes Cabeçadas Primeiro-ministro de Portugal
1926 Sucedido por
Óscar Carmona
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Manuel de Oliveira Gomes da Costa
Manuel de Oliveira Gomes da Costa
Presidente de Portugal
Mandato 19 de junho de 1926 - 9 de julho de 1926
Antecessor(a) José Mendes Cabeçadas
Sucessor(a) António Óscar Carmona
Primeiro-ministro de Portugal
Mandato 19 de junho de 1926 - 9 de julho de 1926
Antecessor(a) José Mendes Cabeçadas
Sucessor(a) José Mendes Cabeçadas
Vida
Nascimento 14 de janeiro de 1863
Portugal, Lisboa
Falecimento 17 de dezembro de 1929 (66 anos)
Portugal, Lisboa
Primeira-dama Henriqueta Júlia de Mira Godinho
Partido Independente (até 1917 e 1918 - 1929), Partido Centrista Republicano (1917 - 1918)
Profissão militar (Marechal)
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Manuel de Oliveira Gomes da Costa GO TE • GC A (Lisboa, 14 de Janeiro de 1863 — Lisboa, 17 de Dezembro de 1929) foi um militar e político português, décimo presidente da República Portuguesa e o segundo da Ditadura Nacional.
Enquanto militar, destacou-se nas campanhas de pacificação das colónias, em África e na Índia, e ainda na I Grande Guerra.
Enquanto político, foi o líder que a direita conservadora encontrou para liderar a Revolução de 28 de Maio de 1926, com início em Braga (isto após a morte do general Alves Roçadas, que deveria ter sido o seu chefe).
Não assumiu de início o poder, que foi confiado a Mendes Cabeçadas, o líder da revolução em Lisboa; como os revolucionários julgassem a atitude deste um pouco frouxa, Gomes da Costa viria, após sucessivas reuniões conspirativas mantidas no quartel-general de Sacavém, a alcançar o poder, após um golpe ocorrido em 17 de Junho de 1926.
Escultura de Gomes da Costa do escultor Barata Feyo.No entanto, o seu Governo não durou muito mais que o de Mendes Cabeçadas; em 9 de Julho do mesmo ano, uma nova contra-revolução, chefiada pelo general Óscar Carmona, derrubou Gomes da Costa, incapaz de lidar com os dossiês governativos.
Carmona, agora Presidente do Conselho de Ministros, enviou-o para o exílio nos Açores, e fê-lo Marechal do Exército Português.
Em Setembro de 1927, regressou ao Continente, tendo falecido em condições miseráveis, sozinho e pobre.
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Mendes Cabeçadas Primeiro-ministro de Portugal
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I República Manuel de Arriaga • Teófilo Braga • Bernardino Machado • Sidónio Pais • Canto e Castro • António José de Almeida • Teixeira Gomes • Bernardino Machado
II República Mendes Cabeçadas • Gomes da Costa • Óscar Carmona • Oliveira Salazar (interino) • Craveiro Lopes • Américo Tomás
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Óscar CarmonaOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Óscar Carmona
11º presidente de Portugal
Mandato 16 de Novembro de 1926 até
a 18 de Abril de 1951
Antecessor(a) Gomes da Costa
Sucessor(a) Craveiro Lopes
Vida
Nascimento 24 de Novembro de 1869
Lisboa, Portugal
Falecimento 18 de abril de 1951 (81 anos)
Lisboa, Portugal
Primeira-dama Maria do Carmo Ferreira Silva Carmona
Partido Nenhum, depois União Nacional
Profissão Marechal do Exército
ver
António Óscar de Fragoso Carmona Com C • GC A • Com SE (Lisboa, 24 de Novembro de 1869 — Lisboa, 18 de Abril de 1951) foi um político e militar português, filho e neto de militares, e foi o décimo primeiro Presidente da República Portuguesa (na Ditadura e primeiro do Estado Novo).
Estudou no Colégio Militar em Lisboa entre 1882 e 1888 e na Escola do Exército entre 1889 e 1892 de onde saiu como oficial de Cavalaria.
Republicano, iniciado na maçonaria[1], foi nomeado pelo governo revolucionário republicano, a 15 de Outubro de 1910 membro da Comissão de Reestruturação do Exército.
Foi instrutor da Escola Central de Oficiais (1913-1914); Director da Escola Prática de Cavalaria de Torres Novas (1918-1922); Comandante da IVª Divisão situada em Évora (1922-1925); ministro da Guerra no governo de Ginestal Machado entre 15 de Novembro e 18 de Dezembro de 1923.
Na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926 foi ministro da guerra entre 9 de Julho e 29 de Novembro, ministro dos negócios estrangeiros, entre 3 de Junho a 6 de Julho de 1926, que acumulou com a de presidente do ministério, cargo que exerceu até 1928. Foi nomeado Presidente da República por decreto em 26 de Novembro de 1926. Eleito em 1928, ainda durante a Ditadura Militar, dando início ao período denominado Ditadura Nacional, e, já na vigência da Constituição de 1933, em 1935, 1942 e 1949, não concluindo o último mandato por ter falecido no decurso do mesmo. Tendo atingido o posto de General em 1922, foi-lhe atribuído o título honorífico de marechal do exército em 1947.
Carmona foi um dos líderes da 28 de Maio 1926, assumindo o poder com o derrube do general Gomes da Costa, como Presidente do Conselho de Ministros (9 de Julho de 1926), sendo nomeado Presidente da República em 26 de Novembro de 1926.
Índice [esconder]
1 Esposa
2 Notas
3 Ligações externas
4 Galeria de imagens
[editar] EsposaMaria do Carmo Ferreira da Silva Fragoso Carmona (Chaves, 28 de Outubro de 1879 - Lisboa, 13 de Março de 1956) foi a esposa do antigo Presidente da República Portuguesa - Óscar Carmona.
Óscar e Maria do Carmo legalizaram-se no dia 3 de Janeiro de 1914. Mas antes de se legalizarem, tiveram 3 filhos: Cesaltina, António Adérito e Maria Inês. O casal foi avô da grande pintora Menez, uma dos seus quatro netos. A família passava o Inverno no Palácio Nacional de Belém e o Verão no Forte da Cidadela, em Cascais.
Já em 1951, quando ela perdeu o seu marido, o Governo Português comprometeu-se a dar uma pensão vitalícia no valor de dez mil escudos e um carro do Estado à sua disposição.
Os seus restos mortais foram depositados no Cemitério da Ajuda.
Notas↑ Foi iniciado no triângulo n.º 1, de Chaves, entre 1894 e 1906, não tendo ultrapassado o grau de Aprendiz (maçonaria) aprendiz. Abandonou a maçonaria, tendo, em 1935, assinado a lei que a ilegalizou em Portugal. Cf. MARQUES, A. H. de Oliveira.Dicionário de Maçonaria Portguesa. Lisboa: Editorial Delta, 1986, vol I, col. 272-273.
[editar] Ligações externasOutros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Citações no Wikiquote
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O Commons possui uma categoria com multimídias sobre Óscar CarmonaBiografia de António Óscar de Fragoso Carmona
[editar] Galeria de imagensPresidente Óscar Carmona, selo de 1$00 de 1945
I Centenário do Nascimento do Marechal Carmona, 1869/1969, moeda de 50$00
Precedido por
Gomes da Costa Primeiros-ministros de Portugal
1926 - 1928 Sucedido por
José Vicente de Freitas
[Expandir]v • ePrimeiros-ministros de Portugal durante a Segunda República
Ditadura Nacional (1926–1933) e Estado Novo (1933–1974)
Mendes Cabeçadas - Gomes da Costa - Óscar Carmona - Vicente de Freitas - Ivens Ferraz - Domingos da Costa Oliveira - Oliveira Salazar - Marcello Caetano
« Primeira RepúblicaTerceira República »
[Expandir]v • ePresidentes da República Portuguesa
I República Manuel de Arriaga • Teófilo Braga • Bernardino Machado • Sidónio Pais • Canto e Castro • António José de Almeida • Teixeira Gomes • Bernardino Machado
II República Mendes Cabeçadas • Gomes da Costa • Óscar Carmona • Oliveira Salazar (interino) • Craveiro Lopes • Américo Tomás
III República Junta de Salvação Nacional • António de Spínola • Costa Gomes • Ramalho Eanes • Mário Soares • Jorge Sampaio • Cavaco Silva
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Categorias: Mortos em 1951Presidentes de PortugalPrimeiros-ministros da Segunda República PortuguesaMarechais de PortugalEx-alunos do Colégio Militar (Portugal)Cavaleiros da Ordem da Águia BrancaNaturais de LisboaDitadura NacionalMinistros dos Negócios Estrangeiros de PortugalSepultados no Panteão Nacional - Igreja de Santa Engrácia
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Óscar Carmona
11º presidente de Portugal
Mandato 16 de Novembro de 1926 até
a 18 de Abril de 1951
Antecessor(a) Gomes da Costa
Sucessor(a) Craveiro Lopes
Vida
Nascimento 24 de Novembro de 1869
Lisboa, Portugal
Falecimento 18 de abril de 1951 (81 anos)
Lisboa, Portugal
Primeira-dama Maria do Carmo Ferreira Silva Carmona
Partido Nenhum, depois União Nacional
Profissão Marechal do Exército
ver
António Óscar de Fragoso Carmona Com C • GC A • Com SE (Lisboa, 24 de Novembro de 1869 — Lisboa, 18 de Abril de 1951) foi um político e militar português, filho e neto de militares, e foi o décimo primeiro Presidente da República Portuguesa (na Ditadura e primeiro do Estado Novo).
Estudou no Colégio Militar em Lisboa entre 1882 e 1888 e na Escola do Exército entre 1889 e 1892 de onde saiu como oficial de Cavalaria.
Republicano, iniciado na maçonaria[1], foi nomeado pelo governo revolucionário republicano, a 15 de Outubro de 1910 membro da Comissão de Reestruturação do Exército.
Foi instrutor da Escola Central de Oficiais (1913-1914); Director da Escola Prática de Cavalaria de Torres Novas (1918-1922); Comandante da IVª Divisão situada em Évora (1922-1925); ministro da Guerra no governo de Ginestal Machado entre 15 de Novembro e 18 de Dezembro de 1923.
Na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926 foi ministro da guerra entre 9 de Julho e 29 de Novembro, ministro dos negócios estrangeiros, entre 3 de Junho a 6 de Julho de 1926, que acumulou com a de presidente do ministério, cargo que exerceu até 1928. Foi nomeado Presidente da República por decreto em 26 de Novembro de 1926. Eleito em 1928, ainda durante a Ditadura Militar, dando início ao período denominado Ditadura Nacional, e, já na vigência da Constituição de 1933, em 1935, 1942 e 1949, não concluindo o último mandato por ter falecido no decurso do mesmo. Tendo atingido o posto de General em 1922, foi-lhe atribuído o título honorífico de marechal do exército em 1947.
Carmona foi um dos líderes da 28 de Maio 1926, assumindo o poder com o derrube do general Gomes da Costa, como Presidente do Conselho de Ministros (9 de Julho de 1926), sendo nomeado Presidente da República em 26 de Novembro de 1926.
Índice [esconder]
1 Esposa
2 Notas
3 Ligações externas
4 Galeria de imagens
[editar] EsposaMaria do Carmo Ferreira da Silva Fragoso Carmona (Chaves, 28 de Outubro de 1879 - Lisboa, 13 de Março de 1956) foi a esposa do antigo Presidente da República Portuguesa - Óscar Carmona.
Óscar e Maria do Carmo legalizaram-se no dia 3 de Janeiro de 1914. Mas antes de se legalizarem, tiveram 3 filhos: Cesaltina, António Adérito e Maria Inês. O casal foi avô da grande pintora Menez, uma dos seus quatro netos. A família passava o Inverno no Palácio Nacional de Belém e o Verão no Forte da Cidadela, em Cascais.
Já em 1951, quando ela perdeu o seu marido, o Governo Português comprometeu-se a dar uma pensão vitalícia no valor de dez mil escudos e um carro do Estado à sua disposição.
Os seus restos mortais foram depositados no Cemitério da Ajuda.
Notas↑ Foi iniciado no triângulo n.º 1, de Chaves, entre 1894 e 1906, não tendo ultrapassado o grau de Aprendiz (maçonaria) aprendiz. Abandonou a maçonaria, tendo, em 1935, assinado a lei que a ilegalizou em Portugal. Cf. MARQUES, A. H. de Oliveira.Dicionário de Maçonaria Portguesa. Lisboa: Editorial Delta, 1986, vol I, col. 272-273.
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[editar] Galeria de imagensPresidente Óscar Carmona, selo de 1$00 de 1945
I Centenário do Nascimento do Marechal Carmona, 1869/1969, moeda de 50$00
Precedido por
Gomes da Costa Primeiros-ministros de Portugal
1926 - 1928 Sucedido por
José Vicente de Freitas
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Ditadura Nacional (1926–1933) e Estado Novo (1933–1974)
Mendes Cabeçadas - Gomes da Costa - Óscar Carmona - Vicente de Freitas - Ivens Ferraz - Domingos da Costa Oliveira - Oliveira Salazar - Marcello Caetano
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I República Manuel de Arriaga • Teófilo Braga • Bernardino Machado • Sidónio Pais • Canto e Castro • António José de Almeida • Teixeira Gomes • Bernardino Machado
II República Mendes Cabeçadas • Gomes da Costa • Óscar Carmona • Oliveira Salazar (interino) • Craveiro Lopes • Américo Tomás
III República Junta de Salvação Nacional • António de Spínola • Costa Gomes • Ramalho Eanes • Mário Soares • Jorge Sampaio • Cavaco Silva
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CRAVEIRO LOPES
Francisco Craveiro LopesOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Nota: Este artigo é sobre o presidente de Portugal. Se procura seu avô, veja Francisco Higino Craveiro Lopes (1838).
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Francisco Craveiro Lopes
12º presidente de Portugal
Mandato 21 de Julho de 1951 até
a 9 de Agosto de 1958
Antecessor(a) Óscar Carmona
Sucessor(a) Américo Tomás
Vida
Nascimento 12 de Abril de 1894
Lisboa, Portugal
Falecimento 2 de setembro de 1964 (70 anos)
Lisboa, Portugal
Primeira-dama Berta da Costa Ribeiro Arthur
Partido União Nacional
Profissão Militar
ver
Francisco Higino Craveiro Lopes Cav TE • Com C • GC A (Lisboa, 12 de Abril de 1894 — Lisboa, 2 de Setembro de 1964) foi um político e militar português, tendo sido o décimo terceiro presidente da República Portuguesa (terceiro do Estado Novo), entre 1951 e 1958.
Era filho de João Carlos Craveiro Lopes, general do exército português e governador-geral da Índia Portuguesa, e de Júlia Clotilde Salinas Cristiano.
Frequentou e concluiu o Colégio Militar a 23 de Julho de 1911, após o que ingressou na Escola Politécnica de Lisboa.
Alistou-se como voluntário no Regimento de Cavalaria 2, também em 1911.
Como primeiro sargento-cadete tira o curso de Cavalaria na antiga Escola do Exército, ingressando posteriormente na Aeronáutica Militar.
Em 1915 é mobilizado para a fronteira Norte de Moçambique, onde em Novembro de 1916, defrontando tropas alemãs durante a Primeira Guerra Mundial, se destingue com bravura na defesa do forte de Nevala e combates de Kiwambo:
Recebe por estas acções em 1917, aos 23 anos, a Cruz de Guerra e é feito Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada. Segundo reza o louvor: «Em Nevala mostrou grande valor militar e coragem fazendo fogo com uma metralhadora do fortim, serviço que não lhe competia, expondo-se e arriscando a sua vida, porque o inimigo não poupava a sua posição...»
Casou em 1917 com Berta da Costa Ribeiro Arthur de quem teve 4 filhos: João Carlos Craveiro Lopes, coronel de cavalaria; Nuno Craveiro Lopes, alferes miliciano piloto aviador, e arquitecto; Maria João Craveiro Lopes; Manuel Craveiro Lopes, tenente-coronel da Força Aérea, e comandante de aviação comercial.
Tira em 1918 o curso de piloto militar, na Escola de Aviação francesa, em Chatres, sendo na altura promovido a tenente.
Dirige-se de novo a Moçambique em 1918.
Em Março de 1922, exerce as funções de instrutor de pilotagem, como capitão piloto aviador.
Em 1925 sofre um desastre tripulando um avião Fairey, ficando ferido. Em 1926, colocado na Aeronáutica Militar, é nomeado director da Divisão de Instrução da Escola Militar, cargo que exerce até 1929, voltando a exercer a mesma função em 1932, e também em 1939, por curtos períodos.
Faz o levantamento aéreo de Goa, Damão e Diu (1929) e ainda o 1.º voo de Correio aéreo Goa-Bombaim-Goa num avião monomotor De Havilland DH-80A "Puss Moth" (em 1930).
Nesse mesmo ano, como major, exerce as funções de chefe da Repartição do Gabinete do governador-geral da Índia.
De 1933 a 1934 ocupa a chefia do Gabinete do governador-geral da Índia, cargo que volta a exercer alguns meses em finais de 1936. É, em 1934, governador interino do distrito de Damão, cargo mais tarde confirmado com as atribuições de intendente, sendo mesmo encarregado do governo-geral da Índia em 1936, a título interino, cargo que desempenha até 1938.
Em 1939, como tenente-coronel, comanda a Base Aérea de Tancos.
Comandante-geral da Aeronáutica em 1941, negocia as condições de utilização da Base Aérea dos Açores pelos Estados Unidos, após o que é designado comandante da Base Aérea dos Açores.
Em 1943, tira o curso de Altos Comandos e é chamado para o Instituto de Altos Estudos Militares com funções docentes.
De 1944 a 1950, exerce as funções de comandante-geral da Legião Portuguesa.
De 1945 a 1949 é eleito, pelo distrito de Coimbra, representante na Assembleia Nacional, cargo que acumula com o de comandante da Base Aérea da Terceira.
Em 1945 é promovido a brigadeiro e em 1949 a general.
Em 1951 é nomeado comandante da terceira Região Militar, cargo que acumula com as funções docentes no Instituto de Altos Estudos Militares.
Nesse mesmo ano, pouco após a morte de Carmona, é indigitado pela União Nacional como candidato às eleições presidenciais, sendo eleito a a 21 de Julho de 1951. (interinamente, a presidência da república foi assumida por Salazar).
Apesar de ter sido julgado um candidato capaz de suscitar consensos, cedo viria a revelar a sua frieza nas relações com o Presidente do Conselho e a demonstrar até, uma certa simpatia pelos oposicionistas. Por isso mesmo, não foi proposto para um segundo mandato presidencial.
Depois de retirado da política activa, foi feito Marechal da Força Aérea; ao mesmo tempo, manteve sempre os contactos com os líderes da Oposição, e esteve associado ao golpe de Botelho Moniz, em Abril de 1961.
Veio a falecer em Agosto de 1964, aos 70 anos, durante a noite, em situação pouco clara (enfarte de miocárdio?).
Índice [esconder]
1 Integridade moral
2 Cargos, comendas e títulos
3 Visitas de Estado feitas durante o seu mandato
4 Outros
[editar] Integridade moralSobre o seu carácter recto e integridade moral, é conhecido que todas as ofertas de estado e presentes pessoais que lhe ofereceram, foram doados a instituições e obras de caridade. Apenas guardou para sí algumas das medalhas e ofertas de menor valor.
Conta-se que seu filho, Nuno Craveiro Lopes com sua mulher, então grávida, se encontravam entre os passageiros do comboio da linha do Estoril que descarrilou devido à derrocada da barreira junto ao farol de Caxias, em 1952. Embora não tenham ficado feridos, no meio da confusão entre mortos e feridos a esposa terá se sentido mal. Não sendo possível arranjar transporte no local, o filho telefonou ao Presidente, no sentido de lhe enviar um carro da Presidência para os levar a casa. Francisco Higino, depois de se certificar de que se encontravam bem, retorquiu que não podia dar ordem para enviarem o carro pois estes eram exclusivamente para serviço oficial; que procurassem um taxi para o efeito. E seu filho assim fez: foram andando a pé em direcção a Lisboa e um pouco adiante conseguiram apanhar um taxi.
Como norma, nas viagens e visitas, não eram oferecidos objetos de valor, conforme o desejo do Presidente que era transmitido préviamente às entidades pelos elementos do protocolo. Apenas aceitava flores, medalhas comemorativas e diplomas honoríficos. Livros, só oferecidos pelos autores. Isto devia-se ao facto de que durante a inauguração das Feiras do Livro, era usual nos governos anteriores enviar uma camioneta que os livreiros faziam carregar com livros, facto que o Presidente achava despropositado. Do mesmo modo, nas visitas ao Ultramar, fez saber que não aceitava diamantes, metais de valor, peles, marfim, e coisas semelhantes. Até um boi que lhe foi oferecido pelo Rei do Congo, que não podia recusar por motivos de protocolo, foi abatido e comido pelo seu povo, com grande satisfação.
O Generalíssimo Franco ofereceu em Maio de 1953, quando este visitou oficialmente a Espanha, um automóvel Pegaso, na altura, um topo de gama desportivo, orgulho da indústria automóvel espanhola. Porque o General Craveiro Lopes, homem de grande honestidade e escrúpulo, não desejava conservar presentes recebidos durante o seu mandato de imediato o registou, em 5 de Abril de 1954, em nome do Estado Português, Presidência da República. Foi poucas vezes utilizado pelo General Craveiro Lopes mas o seu filho, Capitão Aviador João Carlos Craveiro Lopes, rodou alguns milhares de quilómetros até que em 1958, quando o Almirante Américo Tomás foi eleito Presidente da República, o Pegaso ficou imobilizado no Palácio de Belém. Mais tarde foi transferido para um armazém do Ministério das Finanças, em Xabregas, onde veio a sofrer graves danos com as inundações que assolaram Lisboa, em Novembro de 1967. Acabou por ser recuperado nas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico de Alverca, obtendo-se um perfeito restauro na forma original. Encontra-se actualmente exposto no Museu do Automóvel do Caramulo em Portugal.
No fim do mandato de Presidente da República, o Governo de Salazar tentou "amenizar" a desfaçatez de não ter proposto o General Craveiro Lopes a um novo mandato com a sua promoção a Marechal, incluindo também a atribuição de uma casa para sua residência, e um automóvel do Estado, para seu uso pessoal. O ainda Presidente Craveiro Lopes, fez constar que não aceitaria qualquer benefício ou privilégio de parte do Governo, que não estivesse do antecedente, já publicado em lei. No respeitante a uma eventual promoção a Marechal, só a aceitaria se ela fosse da iniciativa das Forças Armadas e não do Governo. Entretanto, o General Botelho Moniz, indigitado novo Ministro de Defesa incitou o Presidente a aceitar a promoção nas condições que pretendia, pois assim não passaria à situação de reforma, continuando no activo, o que designou como "reserva de Nação". E foi assim que num dia do mês de Fevereiro de 1959, uma representação de Oficiais Generais foi recebida, pelo então ex-presidente, na casa alugada para sí por seus filhos, sita na Rua Sinel de Cordes, num 1º andar em Lisboa, onde o foram cumprimentar e transmitir a sua promoção a Marechal. Do mesmo modo a viatura que passou a dirigir, um modesto Ford Perfect, foi-lhe também oferecido por seus filhos.
O bastão e estrelas de Marechal da Força Aérea, para vergonha do governo de Salazar, foi-lhe oferecido em 1958, por subscrição pública da população de Moçambique que nutria por si um carinho e admiração especial, principalmente pelas posições que defendia, contrárias às políticas coloniais de Salazar. A iniciativa foi do Diário de Notícias de Lourenço Marques e foi um êxito, tendo-se recolhido uma pequena fortuna. Por seu desejo expresso, após a sua morte, foram oferecidos à população de Moçambique, ficando depositado no Museu Militar da Fortaleza de Lourenço Marques
[editar] Cargos, comendas e títulosOficial de Aeronáutica
Participou na I Guerra Mundial onde se destinguiu no combate contra os alemães em Moçambique
Presidente da Câmara Municipal de Sintra
Comandante da Base aérea dos Açores durante a II Guerra Mundial
Governador da Índia Portuguesa 1936-1938
Presidente da República Portuguesa 1951-1958
Marechal do Ar
Cavaleiro da Ordem Militar de Torre e Espada - Campanhas de África
Cruz de Guerra de 1ª Classe - Campanhas de África
Medalha Comemorativa das Campanhas de África - Moçambique 1914-1918
Medalha da Vitória com Estrela
Cruz de Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo
Medalha de Ouro da Classe de Comportamento Exemplar
Medalha de Mérito Militar de 1ª Classe
Cruz de Cavaleiro da Ordem Militar de Aviz
Banda das Três Ordens
Banda das Duas Ordens
Grã Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada
Grã Cruz da Ordem de Santiago de Espada
Espada de ouro e prata das Forças Armadas de Espanha
Espada de prata da Força Aérea do Brasil
Espanha: Legião de Honra, Ordem dos Cisneros, Colar da Ordem Imperial do Jugo e das Flexas, Mérito Militar
Inglaterra: Ordem do Banho, Royal Victorian Chain
Brasil: Ordem de Mérito Militar do Exército, Naval e Aéreo, Colar da Ordem do Cruzeiro do Sul
Grécia: Grã Cruz da Ordem do Salvador
Bélgica: Grande Colar da Ordem de Leopoldo
Venezuela: Colar da Ordem do Libertador
Malta: Grã Cruz de Honra e Devoção da Ordem Militar
Líbano: Grau Extraordinário da Ordem de Cedeo
Rep. Dominicana: Grã Cruz da Ordem de D. Sanchez y Mella
Colar da Ordem do Santo Sepulcro
[editar] Visitas de Estado feitas durante o seu mandato1953 - 15 de Maio, visita a Espanha.
1953 - 20 de Outubro, visita a Grã-Bretanha.
1956 - 8 de Agosto, visita a União da África do Sul.
1957 - 20 de junho, visita ao Brasil
[editar] OutrosPrefaciou a obra de Manuel José Homem de Melo, Portugal, o Ultramar e o Futuro, Lisboa, edição do autor, 1962.
Recentemente foram publicadas Cartas de Salazar a Craveiro Lopes 1951-1958, introdução e coordenação de Manuel José Homem de Mello, Lisboa, Edições 70, 1990.
Precedido por
João Carlos Craveiro Lopes Governador-geral interino da Índia Portuguesa
1936 - 1938 Sucedido por
José Ricardo Pereira Cabral
[Expandir]v • ePresidentes da República Portuguesa
I República Manuel de Arriaga • Teófilo Braga • Bernardino Machado • Sidónio Pais • Canto e Castro • António José de Almeida • Teixeira Gomes • Bernardino Machado
II República Mendes Cabeçadas • Gomes da Costa • Óscar Carmona • Oliveira Salazar (interino) • Craveiro Lopes • Américo Tomás
III República Junta de Salvação Nacional • António de Spínola • Costa Gomes • Ramalho Eanes • Mário Soares • Jorge Sampaio • Cavaco Silva
[Expandir]v • eGovernadores e Vice-reis da Índia Portuguesa (1505-1961)
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Nota: Este artigo é sobre o presidente de Portugal. Se procura seu avô, veja Francisco Higino Craveiro Lopes (1838).
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Francisco Craveiro Lopes
12º presidente de Portugal
Mandato 21 de Julho de 1951 até
a 9 de Agosto de 1958
Antecessor(a) Óscar Carmona
Sucessor(a) Américo Tomás
Vida
Nascimento 12 de Abril de 1894
Lisboa, Portugal
Falecimento 2 de setembro de 1964 (70 anos)
Lisboa, Portugal
Primeira-dama Berta da Costa Ribeiro Arthur
Partido União Nacional
Profissão Militar
ver
Francisco Higino Craveiro Lopes Cav TE • Com C • GC A (Lisboa, 12 de Abril de 1894 — Lisboa, 2 de Setembro de 1964) foi um político e militar português, tendo sido o décimo terceiro presidente da República Portuguesa (terceiro do Estado Novo), entre 1951 e 1958.
Era filho de João Carlos Craveiro Lopes, general do exército português e governador-geral da Índia Portuguesa, e de Júlia Clotilde Salinas Cristiano.
Frequentou e concluiu o Colégio Militar a 23 de Julho de 1911, após o que ingressou na Escola Politécnica de Lisboa.
Alistou-se como voluntário no Regimento de Cavalaria 2, também em 1911.
Como primeiro sargento-cadete tira o curso de Cavalaria na antiga Escola do Exército, ingressando posteriormente na Aeronáutica Militar.
Em 1915 é mobilizado para a fronteira Norte de Moçambique, onde em Novembro de 1916, defrontando tropas alemãs durante a Primeira Guerra Mundial, se destingue com bravura na defesa do forte de Nevala e combates de Kiwambo:
Recebe por estas acções em 1917, aos 23 anos, a Cruz de Guerra e é feito Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada. Segundo reza o louvor: «Em Nevala mostrou grande valor militar e coragem fazendo fogo com uma metralhadora do fortim, serviço que não lhe competia, expondo-se e arriscando a sua vida, porque o inimigo não poupava a sua posição...»
Casou em 1917 com Berta da Costa Ribeiro Arthur de quem teve 4 filhos: João Carlos Craveiro Lopes, coronel de cavalaria; Nuno Craveiro Lopes, alferes miliciano piloto aviador, e arquitecto; Maria João Craveiro Lopes; Manuel Craveiro Lopes, tenente-coronel da Força Aérea, e comandante de aviação comercial.
Tira em 1918 o curso de piloto militar, na Escola de Aviação francesa, em Chatres, sendo na altura promovido a tenente.
Dirige-se de novo a Moçambique em 1918.
Em Março de 1922, exerce as funções de instrutor de pilotagem, como capitão piloto aviador.
Em 1925 sofre um desastre tripulando um avião Fairey, ficando ferido. Em 1926, colocado na Aeronáutica Militar, é nomeado director da Divisão de Instrução da Escola Militar, cargo que exerce até 1929, voltando a exercer a mesma função em 1932, e também em 1939, por curtos períodos.
Faz o levantamento aéreo de Goa, Damão e Diu (1929) e ainda o 1.º voo de Correio aéreo Goa-Bombaim-Goa num avião monomotor De Havilland DH-80A "Puss Moth" (em 1930).
Nesse mesmo ano, como major, exerce as funções de chefe da Repartição do Gabinete do governador-geral da Índia.
De 1933 a 1934 ocupa a chefia do Gabinete do governador-geral da Índia, cargo que volta a exercer alguns meses em finais de 1936. É, em 1934, governador interino do distrito de Damão, cargo mais tarde confirmado com as atribuições de intendente, sendo mesmo encarregado do governo-geral da Índia em 1936, a título interino, cargo que desempenha até 1938.
Em 1939, como tenente-coronel, comanda a Base Aérea de Tancos.
Comandante-geral da Aeronáutica em 1941, negocia as condições de utilização da Base Aérea dos Açores pelos Estados Unidos, após o que é designado comandante da Base Aérea dos Açores.
Em 1943, tira o curso de Altos Comandos e é chamado para o Instituto de Altos Estudos Militares com funções docentes.
De 1944 a 1950, exerce as funções de comandante-geral da Legião Portuguesa.
De 1945 a 1949 é eleito, pelo distrito de Coimbra, representante na Assembleia Nacional, cargo que acumula com o de comandante da Base Aérea da Terceira.
Em 1945 é promovido a brigadeiro e em 1949 a general.
Em 1951 é nomeado comandante da terceira Região Militar, cargo que acumula com as funções docentes no Instituto de Altos Estudos Militares.
Nesse mesmo ano, pouco após a morte de Carmona, é indigitado pela União Nacional como candidato às eleições presidenciais, sendo eleito a a 21 de Julho de 1951. (interinamente, a presidência da república foi assumida por Salazar).
Apesar de ter sido julgado um candidato capaz de suscitar consensos, cedo viria a revelar a sua frieza nas relações com o Presidente do Conselho e a demonstrar até, uma certa simpatia pelos oposicionistas. Por isso mesmo, não foi proposto para um segundo mandato presidencial.
Depois de retirado da política activa, foi feito Marechal da Força Aérea; ao mesmo tempo, manteve sempre os contactos com os líderes da Oposição, e esteve associado ao golpe de Botelho Moniz, em Abril de 1961.
Veio a falecer em Agosto de 1964, aos 70 anos, durante a noite, em situação pouco clara (enfarte de miocárdio?).
Índice [esconder]
1 Integridade moral
2 Cargos, comendas e títulos
3 Visitas de Estado feitas durante o seu mandato
4 Outros
[editar] Integridade moralSobre o seu carácter recto e integridade moral, é conhecido que todas as ofertas de estado e presentes pessoais que lhe ofereceram, foram doados a instituições e obras de caridade. Apenas guardou para sí algumas das medalhas e ofertas de menor valor.
Conta-se que seu filho, Nuno Craveiro Lopes com sua mulher, então grávida, se encontravam entre os passageiros do comboio da linha do Estoril que descarrilou devido à derrocada da barreira junto ao farol de Caxias, em 1952. Embora não tenham ficado feridos, no meio da confusão entre mortos e feridos a esposa terá se sentido mal. Não sendo possível arranjar transporte no local, o filho telefonou ao Presidente, no sentido de lhe enviar um carro da Presidência para os levar a casa. Francisco Higino, depois de se certificar de que se encontravam bem, retorquiu que não podia dar ordem para enviarem o carro pois estes eram exclusivamente para serviço oficial; que procurassem um taxi para o efeito. E seu filho assim fez: foram andando a pé em direcção a Lisboa e um pouco adiante conseguiram apanhar um taxi.
Como norma, nas viagens e visitas, não eram oferecidos objetos de valor, conforme o desejo do Presidente que era transmitido préviamente às entidades pelos elementos do protocolo. Apenas aceitava flores, medalhas comemorativas e diplomas honoríficos. Livros, só oferecidos pelos autores. Isto devia-se ao facto de que durante a inauguração das Feiras do Livro, era usual nos governos anteriores enviar uma camioneta que os livreiros faziam carregar com livros, facto que o Presidente achava despropositado. Do mesmo modo, nas visitas ao Ultramar, fez saber que não aceitava diamantes, metais de valor, peles, marfim, e coisas semelhantes. Até um boi que lhe foi oferecido pelo Rei do Congo, que não podia recusar por motivos de protocolo, foi abatido e comido pelo seu povo, com grande satisfação.
O Generalíssimo Franco ofereceu em Maio de 1953, quando este visitou oficialmente a Espanha, um automóvel Pegaso, na altura, um topo de gama desportivo, orgulho da indústria automóvel espanhola. Porque o General Craveiro Lopes, homem de grande honestidade e escrúpulo, não desejava conservar presentes recebidos durante o seu mandato de imediato o registou, em 5 de Abril de 1954, em nome do Estado Português, Presidência da República. Foi poucas vezes utilizado pelo General Craveiro Lopes mas o seu filho, Capitão Aviador João Carlos Craveiro Lopes, rodou alguns milhares de quilómetros até que em 1958, quando o Almirante Américo Tomás foi eleito Presidente da República, o Pegaso ficou imobilizado no Palácio de Belém. Mais tarde foi transferido para um armazém do Ministério das Finanças, em Xabregas, onde veio a sofrer graves danos com as inundações que assolaram Lisboa, em Novembro de 1967. Acabou por ser recuperado nas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico de Alverca, obtendo-se um perfeito restauro na forma original. Encontra-se actualmente exposto no Museu do Automóvel do Caramulo em Portugal.
No fim do mandato de Presidente da República, o Governo de Salazar tentou "amenizar" a desfaçatez de não ter proposto o General Craveiro Lopes a um novo mandato com a sua promoção a Marechal, incluindo também a atribuição de uma casa para sua residência, e um automóvel do Estado, para seu uso pessoal. O ainda Presidente Craveiro Lopes, fez constar que não aceitaria qualquer benefício ou privilégio de parte do Governo, que não estivesse do antecedente, já publicado em lei. No respeitante a uma eventual promoção a Marechal, só a aceitaria se ela fosse da iniciativa das Forças Armadas e não do Governo. Entretanto, o General Botelho Moniz, indigitado novo Ministro de Defesa incitou o Presidente a aceitar a promoção nas condições que pretendia, pois assim não passaria à situação de reforma, continuando no activo, o que designou como "reserva de Nação". E foi assim que num dia do mês de Fevereiro de 1959, uma representação de Oficiais Generais foi recebida, pelo então ex-presidente, na casa alugada para sí por seus filhos, sita na Rua Sinel de Cordes, num 1º andar em Lisboa, onde o foram cumprimentar e transmitir a sua promoção a Marechal. Do mesmo modo a viatura que passou a dirigir, um modesto Ford Perfect, foi-lhe também oferecido por seus filhos.
O bastão e estrelas de Marechal da Força Aérea, para vergonha do governo de Salazar, foi-lhe oferecido em 1958, por subscrição pública da população de Moçambique que nutria por si um carinho e admiração especial, principalmente pelas posições que defendia, contrárias às políticas coloniais de Salazar. A iniciativa foi do Diário de Notícias de Lourenço Marques e foi um êxito, tendo-se recolhido uma pequena fortuna. Por seu desejo expresso, após a sua morte, foram oferecidos à população de Moçambique, ficando depositado no Museu Militar da Fortaleza de Lourenço Marques
[editar] Cargos, comendas e títulosOficial de Aeronáutica
Participou na I Guerra Mundial onde se destinguiu no combate contra os alemães em Moçambique
Presidente da Câmara Municipal de Sintra
Comandante da Base aérea dos Açores durante a II Guerra Mundial
Governador da Índia Portuguesa 1936-1938
Presidente da República Portuguesa 1951-1958
Marechal do Ar
Cavaleiro da Ordem Militar de Torre e Espada - Campanhas de África
Cruz de Guerra de 1ª Classe - Campanhas de África
Medalha Comemorativa das Campanhas de África - Moçambique 1914-1918
Medalha da Vitória com Estrela
Cruz de Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo
Medalha de Ouro da Classe de Comportamento Exemplar
Medalha de Mérito Militar de 1ª Classe
Cruz de Cavaleiro da Ordem Militar de Aviz
Banda das Três Ordens
Banda das Duas Ordens
Grã Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada
Grã Cruz da Ordem de Santiago de Espada
Espada de ouro e prata das Forças Armadas de Espanha
Espada de prata da Força Aérea do Brasil
Espanha: Legião de Honra, Ordem dos Cisneros, Colar da Ordem Imperial do Jugo e das Flexas, Mérito Militar
Inglaterra: Ordem do Banho, Royal Victorian Chain
Brasil: Ordem de Mérito Militar do Exército, Naval e Aéreo, Colar da Ordem do Cruzeiro do Sul
Grécia: Grã Cruz da Ordem do Salvador
Bélgica: Grande Colar da Ordem de Leopoldo
Venezuela: Colar da Ordem do Libertador
Malta: Grã Cruz de Honra e Devoção da Ordem Militar
Líbano: Grau Extraordinário da Ordem de Cedeo
Rep. Dominicana: Grã Cruz da Ordem de D. Sanchez y Mella
Colar da Ordem do Santo Sepulcro
[editar] Visitas de Estado feitas durante o seu mandato1953 - 15 de Maio, visita a Espanha.
1953 - 20 de Outubro, visita a Grã-Bretanha.
1956 - 8 de Agosto, visita a União da África do Sul.
1957 - 20 de junho, visita ao Brasil
[editar] OutrosPrefaciou a obra de Manuel José Homem de Melo, Portugal, o Ultramar e o Futuro, Lisboa, edição do autor, 1962.
Recentemente foram publicadas Cartas de Salazar a Craveiro Lopes 1951-1958, introdução e coordenação de Manuel José Homem de Mello, Lisboa, Edições 70, 1990.
Precedido por
João Carlos Craveiro Lopes Governador-geral interino da Índia Portuguesa
1936 - 1938 Sucedido por
José Ricardo Pereira Cabral
[Expandir]v • ePresidentes da República Portuguesa
I República Manuel de Arriaga • Teófilo Braga • Bernardino Machado • Sidónio Pais • Canto e Castro • António José de Almeida • Teixeira Gomes • Bernardino Machado
II República Mendes Cabeçadas • Gomes da Costa • Óscar Carmona • Oliveira Salazar (interino) • Craveiro Lopes • Américo Tomás
III República Junta de Salvação Nacional • António de Spínola • Costa Gomes • Ramalho Eanes • Mário Soares • Jorge Sampaio • Cavaco Silva
[Expandir]v • eGovernadores e Vice-reis da Índia Portuguesa (1505-1961)
Francisco de Almeida • Afonso de Albuquerque • Lopo Soares de Albergaria • Diogo Lopes de Sequeira • Duarte de Meneses • Vasco da Gama • Henrique de Meneses • Lopo Vaz de Sampaio • Nuno da Cunha • Garcia de Noronha • Estêvão da Gama • Martim Afonso de Sousa • João de Castro • Garcia de Sá • Jorge Cabral • Afonso de Noronha • Pedro de Mascarenhas • Francisco Barreto • Constantino de Bragança • Francisco Coutinho • João de Mendonça Furtado • Antão de Noronha • Luís de Ataíde • António de Noronha • António Moniz Barreto • Diogo de Meneses • Luís de Ataíde • Fernão Teles de Meneses • Francisco de Mascarenhas • Duarte de Meneses • Manuel de Sousa Coutinho • Matias de Albuquerque • Francisco da Gama • Aires de Saldanha • Martim Afonso de Castro • Aleixo de Meneses • André Furtado de Mendonça • Rui Lourenço de Távora • Jerónimo de Azevedo • João Coutinho • Fernão de Albuquerque • Francisco da Gama • Luís de Brito e Meneses • Nuno Álvares Botelho • Miguel de Noronha • Pero da Silva • António Teles de Meneses • João da Silva Telo e Meneses • Filipe de Mascarenhas • Francisco dos Mártires • António de Sousa Coutinho • Vasco de Mascarenhas • Brás de Castro • Rodrigo Lobo da Silveira • Manuel Mascarenhas Homem • Francisco de Mello e Castro • António de Sousa Coutinho • Luís de Mendonça Furtado e Albuquerque • Manuel Mascarenhas • Pedro de Lencastre • Luís de Mendonça Furtado e Albuquerque • António de Melo e Castro • Pedro de Lencastre • Luís de Mendonça Furtado e Albuquerque • António de Melo e Castro • João Nunes da Cunha • António de Melo e Castro - 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