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segunda-feira, 13 de setembro de 2010Pesquisa quer mapear produção acadêmica sobre Jornalismo Cultural
Acabo de apresentar meu novo projeto de pesquisa ao Programa de Pós-Graduação da Umesp. Concluídas as reflexões teórico-conceituais sobre o gênero desenvolvidas na 1a. etapa do projeto inicial e encerrados os estudos sobre o universo temático e as práticas editoriais da Folha e do Estadão (leia aqui a íntegra das formulações originais e as conclusões obtidas), minha intenção agora é mapear e analisar a produção acadêmica do período 2007-2010 presente em dissertações de mestrado e teses de doutorado sobre o assunto nos PPGs em Comunicação existentes no Brasil.
O projeto leva em conta o crescimento do número de estudos sobre o Jornalismo Cultural que tenho observado nos diversos espaços acadêmicos e a necessidade de identificar as principais tendências teóricas que vem servindo de sustentação científica para esses trabalhos. Além disso, pretendo também verificar os veículos sobre os quais o universo empírico dessas pesquisas se estende. Penso que o mapeamento pode ajudar na montagem de um painel que ofereça aos interessados uma radiografia inicial sobre o tal "estado da arte" em que as discussões sobre o assunto se desenvolvem.
Justifico a proposta: dentre todas as manifestações do jornalismo na sociedade brasileira, em seus diversos formatos e gêneros, o Jornalismo Cultural está entre aqueles que reúne um número expressivos de estudos, dentro e fora da Universidade. Apesar da proliferação das pesquisas em torno do tema, é possível formular a hipótese de que sobre ele construiu-se uma varidade dispersa de conceitos e de formulações teóricas cuja sistematização apresenta-se, segundo entendo, como uma contribuição importante, tanto em relação às suas demarcações epistêmicas quanto em direção à própria consolidação e norteamentos da pesquisa pós-graduada sobre o tema. Levo em conta ainda a "explosão" pela qual o Jornalismo Cultural passa em veículos impressos e digitais, fato que gera a necessidade de compreender as visões e interpretações às quais ele é submetido no âmbito dos programas de pós-graduação. Se o mapeamento proposto conseguir chegar a alguma coisa em torno de 80% dessa produção, a pesquisa futura sobre o assunto disporia de um referencial que pode ajudá-la no seu aprofundamento.
Os procedimentos metodológicos de que pretendo lançar mão estão subdivididos em duas etapas. A primeira é de natureza quantitativa e descritiva e diz respeito ao levantamento que será feito junto aos PPGs em Comunicação dos trabalhos de conclusão apresentados. Nessa etapa, o objetivo é identificar focos de abordagem, temáticas, veículos analisados e sua incidência no conjunto das dissertações e teses pesquisadas. A segunda etapa tem natureza interpretativa: a análise estará voltada para os dispositivos conceituais dos quais os trabalhos discriminados na etapa anterior serviram-se para estudar seus respectivos objetos. As duas etapas são naturalmente classificatórias, embora para a segunda esteja reservado um olhar interpretativo sustentado pelas conclusões a que cheguei nos projetos anteriores. O prazo inicialmente previsto para a conclusão da pesquisa é 2013.
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Marcadores: jornalismo cultural, pesquisa em comunicação, produção científica
sábado, 7 de agosto de 2010Elizabeth Lorenzotti vê o Jornalismo Cultural sufocado pela mercantilização
Foi a leitura do livro de Elizabeth Lorenzotti - Suplemento Literário. Que falta ele faz! - que me levou a fazer as entrevistas que estão sendo publicadas no blog. Basicamente, duas questões me chamaram - e ainda chamam - a atenção. A primeira, exigente de uma contextualização histórica necessária para o seu entendimento, diz respeito à perda de espaço que os suplementos, os 2os cadernos, as seções de cultura, sofreram nos últimos 40 anos no panorama geral da imprensa.
Vistos como nucleadores de correntes de pensamento e catalizadores de propostas da intelectualidade, esses veículos deixaram uma lacuna na imprensa brasileira na medida em que foram paulatinamente sendo substituídos por produtos que a própria Lorenzotti mostra como carregados da ligeireza e da superficialidade da cultura de consumo. Não é verdade que isso pode ser generalizado para toda a produção do Jornalismo Cultural contemporâneo, mas a tendência me parece bastante forte: o gênero pode estar reproduzindo hoje aquilo que caracterizou o mercado editorial no início dos anos 70 e que nunca mais o abandonou: uma cultura fascicular, de roteiros de serviços, refratária à análise e engrenada na lógica empresarial da mídia.
A segunda questão praticamente decorre da primeira: essa tendência ganha fôlego redobrado com a explosão das informações a que estamos assistindo na rede? Isto é: a proliferação das páginas de cultura na internet, em blogs e sites diversos, acentua as características que já vinham se desenvolvendo ou ela pode se constituir em elemento de resistência na medida em que o mercado e a audiência que a sustentam é de outra natureza, que constrói sua autonomia na mesma medida de sua expansão?
Para essas duas perguntas, Elizabeth Lorenzotti oferece em sua entrevista respostas que alimentam mais ainda a discussão, embora o enquadramento que ela dá aos dilemas do Jornalismo Cultural contemporâneo não permita muitas ilusões: não estamos diante de uma encruzilhada em que a vontade dos profissionsais e estudiosos do gênero funciona como um dispositivo capaz de alterar o rumo das coisas. Ao contrário: para Beth, as mazelas que estamos discutindo se explicam pela natureza da cultura contemporânea. Como um "intelectual precário", na citação que Lorenzotti faz de Paulo Arantes, ao jornalista que trabalha com cultura não restariam muitas alternativas...
Uma discussão que não acaba nunca, mas que vale a pena ser feita.
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* Além do livro Suplemento Literário. Que falta ele faz!, (leia aqui a matéria de Luiz Zanin publicada no Estadão sobre a obra), Beth Lorenzotti lançou neste ano Tinhorão, o Legendário, trabalho em que estuda a presença do crítico da MPB na imprensa. Recentemente também contribuiu com as discussões feitas neste blog no Fórum Jornalismo Cultural.
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Leia todas as entrevistas que já foram publicadas no blog:
Sylvia Moretzsohn
Dora Santos Silva
Marina Magalhães
E o comentário de Patrícia Polacow sobre as questões discutidas até agora.
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Postado por J.S.Faro às 07:37 2 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no Google Buzz
Marcadores: classes sociais, cultura contemporânea, globalização, indústria cultural, jornalismo cultural, jornalismo literário, literatura, mercado cultural, novas tecnologias, pós-modernidade
quarta-feira, 4 de agosto de 2010Marina Magalhães: dicotomias prejudicam o Jornalismo Cultural
Marina Magalhães acaba de publicar o livro Polarizações do Jornalismo Cultural. É um trabalho que investiga as condições de produção do gênero em jornais fora do eixo Rio-São Paulo; nem por isso, no entanto, as características observadas pela autora diferem daquelas apontadas em outros estudos para veículos de outras regiões e de outros países.
Indagada sobre o paradoxo representado pelas novas possibilidades abertas pela rede e o acanhamento analítico das matérias publicadas - fato que tem sido apontado como provocador de uma espécie de efeito cascata sobre os meios impressos tradicionais -, Marina afirma que "a abundância de recursos e informações não necessariamente implica em uma abordagem aprofundada, embasada e instigadora", motivo que a leva observar com reservas as características atuais da informação jornalísticas sobre Cultura.
A entrevista também avança sobre mais uma das questões propostas às pesquisadoras: em outras conjunturas históricas da imprensa brasileira, veículos do Jornalismo Cultural atuaram como aglutinadores de opiniões e de correntes de pensamento, em especial junto à intelectualidade. Isso se perdeu?
Para Marina, o efeito da referida "explosão das informações" pode ser o da dispersão do público, não exatamente a dispersão física - ainda que a descentralidade midiática possa ser vista como resultado disso -, mas a dispersão cognitiva, a descentralidade da compreensão e da análise. Leia aqui a íntegra das respostas que a autora de Polarizações do Jornalismo Cultural ofereceu ao blog.
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Postado por J.S.Faro às 14:29 1 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no Google Buzz
Marcadores: comunicação, cultura contemporânea, indústria cultural, jornalismo cultural, mercado cultural, novas tecnologias, pesquisa em comunicação
terça-feira, 3 de agosto de 2010Conteúdos culturais não são necessariamente jornalísticos, diz Dora S. Silva
Encruzadas
O jornalismo cultural vive uma ilusão passageira em decorrência da aparente riqueza de informações que as mídias digitais põem em circulação ou estamos diante de uma vaga que dissemina conteúdos de pouco valor reflexivo para o público?
A questão que foi apresentada a diversas pesquisadoras não é, nem de longe, meramente retórica; ela conduz a uma reflexão cuidadosa sobre o gênero e inevitavelmente leva à discussão em torno de uma ambivalência contraditória e recorrente, como dissemos na pergunta original: explosão de informações, certamente; mas... "implosão de significados"? Quer dizer, perda da vertente mais consequente do jornalismo - a crítica, a análise, o esclarecimento - em favor da mercantilização da notícia e da simples prestação de serviços?
Essa dúvida, que atravessa boa parte da pesquisa feita atualmente sobre o tema, recebe de Dora Santos Silva respostas contundentes, como é possível ler na entrevista que a pesquisadora portuguesa concedeu ao blog (leia aqui). E sua análise tem a consistência de quem não deixa de observar em profundidade os processos de produção do Jornalismo Cultural. Formada pela Universidade Nova de Lisboa, onde se graduou em Comunicação, especializou-se em Jornalismo Cultural e obteve o mestrado em Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias, Dora é responsável pelo site Culturascopio e autora do livro Cultura e Jornalismo Cultural: tendências e desafios no contexto das indústrias culturais e criativas, a ser lançado em breve. São de sua autoria também três textos disponíveis no Fórum sobre Jornalismo Cultural mantido neste blog.
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Marcadores: cultura contemporânea, indústria cultural, jornalismo cultural, mercado cultural, novas tecnologias
sábado, 31 de julho de 2010Pesquisadoras falam sobre Jornalismo Cultural
O jornalismo cultural parece estar vivendo uma fase explosiva de informações que circulam na rede em blogs, sites etc, além da dinâmica própria dos cadernos e seções dos veículos impressos. Disso resulta a impressão de que a riqueza do gênero vem sendo otimizada e que a circulação de notícias sobre cultura atinge um público bastante amplo, fato que corresponde a uma certa idealização que sempre caracterizou as formulações teóricas sobre o caráter democrático e humanista que suas interpretações recebem.
No entanto, percebo uma mudança fundamental nas características do gênero: ao contrário do que ocorreu em outras conjunturas de hegemonia dos segundos cadernos e dos suplementos - quando o jornalismo cultural era uma instituição agregadora e nucleadora de correntes de opinião na área das Artes, da Filosofia e da Sociologia (para ficarmos restritos a três campos que sempre povoaram as páginas daqueles veículos), a volatilidade da informação digital pode ter reforçado - e eventualmente ampliado - uma propensão à prestação de serviços informativos em substituição da análise e da crítica. Isso é verdade? Quero dizer: a explosão das informações, como disse alguém, pode estar levando a uma "implosão de significados" da qual decorre uma inibição já na formulação do pensamento analítico dos leitores?
Estou submetendo essas questões à reflexão de algumas pesquisadoras que têm no jornalismo em geral - e no Jornalismo Cultural em particular - o foco de seus estudos. A intenção é reunir um conjunto de depoimentos que contribuam para jogar luz sobre as tendências do gênero e, com isso, permitam entendê-lo mais plenamente.
A primeira entrevista foi feita com a Professora Sylvia Moretzsohn, da Universidade Federal Fluminense (leia aqui). As demais serão publicadas nas próximas postagens. Os interessados em participar do debate podem enviar sua contribuição para forum@jafaro.net.
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Postado por J.S.Faro às 09:12 1 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no Google Buzz
Marcadores: história do jornalismo, indústria cultural, jornalismo cultural, mercado cultural, novas tecnologias
quarta-feira, 28 de julho de 2010Enem II
Dois acréscimos necessários à postagem anterior sobre o Enem. O primeiro deles refere-se a uma tentativa de definir a concepção que vem alimentando há anos (é bom lembrar que desde a gestão Paulo Renato no MEC) a variedade e a periodicidade das avaliações em todos os níveis de ensino: tudo indica que se trata de uma perspectiva pedagógica voltada para o momento presente e inspirada numa versão performática da aferição do conhecimento dos estudantes. O que temos assistido é uma corrida de obstáculos onde a quantificação dos resultados, os percentuais, as curvas de Gauss, o ranqueamento das escolas, operam como uma representação simbólica de virtudes imanentes à sua existência, isto é, são coisas boas em si mesmas porque mostram racionalidade e eficácia quantitativa de gestão, uma espécie de êxtase da burocracia.
Isso não é pouca coisa, ainda mais se levamos em conta que essa lógica se espalha por todo o sistema educacional e seus agentes, inclusive os educadores. Ora, penso que qualquer processo de avaliação deve estar fundamentado num ponto futuro, isto é, numa estratégia que pense aonde a Educação Nacional precisa chegar como projeto público, como instância de formação de quadros para o desenvolvimento social, eventualmente pulando fora da reprodução sistêmica do que já existe. Numa tal ordem de fatores, o performativo pode (e deve) ceder lugar ao qualitativo, a um tipo de avaliação que meça um outro tipo de desempenho, mais reflexivo e de maior densidade intelectual. O Enem está muito longe disso.
O segundo acréscimo vem da lembrança feita em comentário do jornalista Francisco Bicudo sobre a inserção da rede pública nesse processo, menção que deixei em aberto na postagem anterior. Minha experiência pessoal com estudantes do ProUni - muitas dezenas de alunos nos últimos anos, na PUC-SP e na UMESP - não atestam essa ineficácia trágica da escola pública como os resultados do Enem querem demonstrar; ao contrário: tem vindo desses alunos boa parte da exigência de qualidade com que enfrentam o desafio da universidade privada. Esse fato pode demonstrar que o seu desempenho sofrível nesse modelo de avaliação pode não representar a medição de seu preparo cultural. Se isso é verdade - e só uma apuração cuidadosa em torno do assunto poderia confirmar -, o modelo de escola que o Enem consagra e legitima só poderia mesmo estabelecer a distinção que a mídia se encarregou de enfatizar: a escola particular é boa; a escola pública é ruim. Fica a pergunta: o que é bom e o que é ruim nesse conjunto de variáveis?
Postado por J.S.Faro às 18:06 1 comentários Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no Google Buzz
Marcadores: classes sociais, cultura contemporânea, currículo, cursos, educação, professores
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José Salvador Faro
Professor da Umesp e da PUC-SP
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Revista Realidade, 1966-1968 Tempo da reportagem na imprensa brasileira
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Contato na pós-graduação: poscom@jsfaro.net
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* Projetos de pesquisa desenvolvidos no Póscom e orientações em andamento (mestrado e doutorado). Acesse aqui.
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* Pasta dos orientandos
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* Contato na graduação: historia@jsfaro.net
* Comunicação, História e Sociedade: acesse aqui a página da disciplina.
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Puc-SP
* Memorial, 2003. Leia aqui.
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* Projeto de reforma curricular do curso de Jornalismo, 2006. Conheça a íntegra do documento.
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* Contato na graduação:
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* Sistemas de Comunicação II: acesse aqui a página da disciplina.
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Estudos de comunicação e mídia
Entrevistas com Jesús Martín-Barbero:
* Comunicação e mediações culturais. Revista Brasileira de Comunicação.
* Uma aventura epistemológica. Entrevista feita por Maria Immacolata Vassallo de Lopes, da revista Matrizes (ECA/USP).
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Artigos de Venício A. de Lima:
* Grande mídia isolada do Brasil, publicado no FNDC.
* Quem controla a mídia no mundo, publicado em Carta Maior.
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* A velha mídia está derretendo. Análise de Antonio Lassance, do FNDC, sobre o declínio acentuado do espaço que os veículos tradicionais têm nos hábitos do consumo de informação dos brasileiros.
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* Outros textos em Estudos de Comunicação e Mídia, acesse aqui.
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Comunicação e práticas socioculturais
Pieter Brueghel (Dança de casamento ao ar livre)
* Internet como expressão e extensão do espaço público, de Raúl Trejo Delarbre, publicado na revista Matrizes, da ECA/USP.
* Esfera pública: participação real ou espetáculo? Artigo de Gilda Maria Azevedo publicado no Observatório da Imprensa (FNDC).
* Novas vias de comunicação podem fortalecer a esfera pública, de Ana Rita Marini, do FNDC.
* Arrombaram a web: como a classe C faz a sua revolução na Internet. Artigo de Sandra Carvalho, do FNDC.
* No mundo da crença indiscutível. Brasileiros gostam de cultivar misticismos, paragens em que também mora o perigo de se acreditar na existência de salvadores da pátria. Artigo de Alberto Carlos Almeida, do Valor Econômico (exclusivo para assinantes).
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* Outros textos em Comunicação e práticas socioculturais, acesse aqui.
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Estudos sobre Jornalismo
Ignácio Ramonet:
* El periodismo del nuevo siglo, publicado em la factoria.
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Dois textos de Sylvia Moretzsohn:
* Jornalismo cidadão. O mito da redenção pela tecnologia. Texto cedido para o blog.
* Encruzilhadas da ética em tempos de "nova mídia". Artigo publicado no Observatório da Imprensa.
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* Um outro quarto poder: imprensa e compromisso político no Brasil, de Afonso Albuquerque.
* O pretenso poder do 4o. poder. Por Luis Carlos Lopes (Agência Carta Maior e FNDC).
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* Outros textos em Estudos sobre Jornalismo, acesse aqui
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Desafios das Tecnologias da Informação e da Comunicação
* McLuhan 40 anos depois, J.S.Faro:
A discussão sobre o impacto da tecnologia na nossa compreensão do mundo tem acompanhado todo o terreno conceitual em que se movimentam as principais correntes do pensamento contemporâneo. Esse me parecer ser o melhor ponto de partida para encontrar em McLuhan as razões pelas quais sua obra tornou-se um referencial nos estudos de Sociologia e de Comunicação. Em que pese ter sido ele um intelectual estelar e de ter se consagrado, em muitas ocasiões, como uma figura pública de notável apelo midiático, o fato concreto é que suas teses operavam (e ainda operam) uma rede de significados de forte validade interpretativa para todos os segmentos que iniciaram, entre o fim dos anos 50 e meados dos anos 60, a contestação da sociedade do pós-guerra.
Leia aqui o texto que foi apresentado no Congresso da Intercom de Porto Alegre em 2004 e publicado na revista Fronteiras, da Unisinos (julho-dezembro, 2004).
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* Mudanças tecnológicas quase uma década depois: História, Cultura e Comunicação, J.S.Faro:
Os estudos de Comunicação atravessam uma época difícil e contraditória. Talvez seja essa a marca de seu melhor desenvolvimento, mas pode ser que seja também o resultado de um abandono não proposital, ainda que confortável, da perspectiva interdisciplinar que esses estudos devem ter. Digo confortável porque o esforço da interdisciplinaridade não é apenas retórico; ele é necessariamente uma questão de método, motivo pelo qual sou cético diante da possibilidade de que tais estudos, sob essa perspectiva, estejam de fato ocorrendo. Sem a interdisciplinaridade, sempre fica mais fácil descrever qualquer fenômeno, ainda que através de explicações mais superficiais e certamente mais incompletas.
Leia a íntegra do paper apresentado ao Congresso de Produção Científica da Umesp, outubro de 2009.
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* O mito da tecnologia fora de controle. Leia aqui a entrevista com Langdon Winner publicada no site do FNDC.
* E-coronelismo: considerações sobre o poder da mídia e a mídia do poder. Artigo de José Cristian Góes, publicado no site Eptic.
* A internet muda os paradigmas da relação entre comunicação e poder. Entrevista com Manuel Castells feita por Juan Cruz (Instituto Humanitas Unisinos e FNDC).
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* Outros textos para Desafios das Tecnologias da Informação e da Comunicação, acesse aqui.
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Paula Faro: Cinema, vídeo e videoclipe - relações e narrativas híbridas
* Qual a dimensão da influência da linguagem do vídeo sobre a linguagem cinematográfica?
A partir da obra de diversos autores, Paula Faro, da PUC-SP, procura identificar os elementos que caracterizam esse processo. Acesse o blog Imaginatioonis, leia o artigo e assista abaixo os curtas-metragens dirigidos ou produzidos por ela:
* Trânsito por Dora
* La edad del tiempo
* Cuerpos
* O ovo
* 100% lana
Leia também dois trabalhos de Paula Faro:
* Cinema, vídeo e videoclipe: relações e narrativas híbridas. Dissertação de mestrado apresentada ao programa de pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP sob orientação de Arlindo Machado.
* Cinema: arte, espetáculo e comunicação.
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A estética burguesa em Vermeer:
a regularidade do mundo na descrição das cenas do cotidiano (Moretti)
Consulte
Biblioteca de Ciências da Comunicação Culturascópio Livros LabCom Nuevo Periodismo Iberoamericano Fapesp
Aprovados na nova chamada ESPCA
Marcadas para morrer
Prêmio em dobro
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Amor digital
O Homem Inacabado
Dicta e Contradicta
Ciclo de palestras – O Brasil que queremos ser
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Destaques
Os escândalos políticos midiáticos". Venício A. Lima (Observatório da Imprensa).
* O futuro do jornalismo digital. Entrevista com Alan Rusbridger, do Guardian, publicada no El País (Instituto Humanitas, Unisinos).
* Chile: o verdadeiro milagre dos milagres, por Ariel Dorfman (Carta Maior):
* A crise econômica mundial acabou?
Os 30 milhões de desempregados europeus dizem que não. Leia aqui a matéria do El País.
Forum Jornalismo Cultural
* Jornalismo Cultural: o grande ausente nos cursos(*)
J.S.Faro
Levantamento recente publicado no caderno Rumos Itaú Cultural dá conta de uma situação curiosa: nos 57 cursos de jornalismo pesquisados pelos autores do estudo sobre o ensino do Jornalismo Cultural em instituições das várias regiões do país, pouco mais de 10% de sua grade curricular aborda o assunto de forma específica. O fato apenas comprova uma coisa que há muito tempo é sabida: o estado de dispersão conceitual em que vive o ensino do Jornalismo no Brasil, com sérias consequências não apenas para a formação dos estudantes, mas para a própria qualidade da informação que é disseminada nos diversos veículos de informação noticiosa.
(*) trabalho apresentado ao Congresso de Produção Científica da Umesp de 2010. Leia aqui o texto integral.
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Professores e pesquisadores discutem o Jornalismo Cultural, um gênero cuja complexidade vai além de sua mera inserção no mercado de bens simbólicos.
* Envie sua contribuição para forum@jsfaro.net
Artigos recebidos:
* José Ramos Tinhorão: um texto da cultura e seu resgate
Elizabeth Lorenzotti
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Três textos de Dora Santos Silva:
* Que competências deve ter um jornalista cultural?
* Tendências do Jornalismo Cultural em Portugal
* Contributos dos blogues culturais para uma ampliação da definição e prática do Jornalismo Cultural.
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Outras participações:
* Reflexões sobre o Jornalismo Cultural contemporâneo
Herom Vargas
* Tematização e agendamento cultural nos diários portugueses
Sérgio Luiz Gadini
* Jornalismo Cultural: subsídios para uma reflexão
Eliane Basso
* O performativo no jornalismo cultural: uma organização discursiva diferenciada
Elizabeth Moraes Gonçalves e J.S.Faro
* Nem tudo que reluz é ouro. Contribuição para uma reflexão teórica sobre o Jornalismo Cultural
J.S.Faro
* Estruturas semiolinguísticas do jornalismo cultural.
J.S.Faro e Elizabeth Moraes Gonçalves
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Cinco pesquisadoras falam sobre o Jornalismo Cultural, seus desafios e tendências. Leia aqui as perguntas feitas a elas e as respostas que cada uma deu ao blog.
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* Outros textos em Jornalismo Cultural, acesse aqui.
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Problemas contemporâneos
A Modernidade e a Teoria Geral da Relatividade: 94 anos (Biblioteca Diplô)
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* Modernidade tardia: a discussão sobre a crise da modernidade, interminável e complexa, tem ocupado boa parte de minhas aulas. No final das contas, são tantas as variáveis conceituais que é difícil encontrar um texto-síntese que permita observar a pertinência da teoria com o cotidiano, com o mundo percebido por mim e pelos alunos. Pois veio de Marisa Nascimento, estudante da PUC-SP, uma contribuição que considero muito proveitosa: Zeitgeist, nas edições de 2008 e de 2007. Sugiro que respirem fundo e vejam as duas.
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* Leia a entrevista que Eric Hobsbawm deu à New Left Review (publicada na Folha de S. Paulo em 18 de abril de 2010)
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* O potencial de destruição do fascismo financeiro. Artigo de Boaventura Sousa Santos publicado em Carta Maior.
* A esquerda em discussão. Leia os artigos de Michel Rocard (Mais além com a esquerda) e Jean Daniel (Em defesa de um reformismo radical) publicados em la factoria.
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* Outros textos em Problemas Contemporâneos, acesse aqui.
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Estudos Culturais e Literatura
* A cidade e a cultura, Um estudo sobre práticas culturais urbanas de autoria de João Teixeira Lopes, professor da Universidade do Porto. Leia aqui.
* A economia da cultura periférica. Entrevista com Luis Nassif no Sarau do Povo.
* O século sério. Franco Moretti. Capítulo da antologia A cultura do romance, organizada pelo próprio Moretti e editada pela Cosacnaify.
* A prosa no pós-guerra. Sérgio Luiz Prado Bellei, da Cult.
* Produção Cultural no Brasil. Projeto que reúne entrevistas com o pessoal ligado à Cultura. A promessa dos responsáveis é a de editar 5 livros e tornar o trabalho que vem sendo desenvolvido "um processo permanente de discussão e reflexão sobre o que é, quem faz e como se produz cultura brasileira".
Thomaz Farkas é um dos entrevistados no projeto Produção Cultural no Brasil
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* Outros textos em Estudos Culturais e Literatura, acesse aqui.
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Educação e Universidade
* A escola como o Coliseu moderno. Vítimas do bullying, adolescentes enfrentam as dificuldades de sobreviver em uma arena de exclusão. Artigo de Christian Dunker publicado na Cult.
* Educação mediática ressalta o potencial de expressão dialógica das tecnologias. Entrevista com Guillhermo Orozco Gómez (revista Matrizes, ECA-USP).
* Quem são e o que querem os jovens da geração Y, filhos da revolução digital? Artigo de Vladimir Platonow, da Agência Brasil. Leia também a matéria do Estadão (de 20 de agosto de 2010) sobre o tema: O Y da questão.
* Crianças que usam tecnologia escrevem melhor. Leia aqui a surpreendente notícia publicada no FNDC.
* A leitura não atrai os estudantes de hoje. E no passado, era diferente? Leia aqui a entrevista de Anne-Marie Chartier dada ao Clarín, de Buenos Aires.
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* Outros textos em Educação e Universidade, acesse aqui.
* E ainda: os textos que discutem o ensino de Comunicação e de Jornalismo estão disponíveis aqui.
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Pesquisa e Leituras: páginas sugeridas
* Academia Brasileira de Jornalismo Literário
* Carta Maior
* Centro de mídia independente - Brasil
* Clarin (especiais)
* Direito à Comunicação
* Estudos em Jornalismo & Mídia. UFSC.
* Forum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC)
* Jornalismo nas Américas
* Núcleo de Pesquisa, Estudos e Formação da RITS
* Objethos. Observatório da Ética Jornalística
* Observatório da Imprensa
* Observatório do Direito à Comunicação
* Portal Literal
* Produção Cultural no Brasil
* Retrato do Brasil
* Scielo Brasil
* Serrote
* Vermelho
Mais de 10 livros recomendados
* A cultura do romance, Franco Moretti (Cosacnaify)
* A ditadura da mídia, Altamiro Borges (Anita Garibaldi/Vermelho)
* A literatura em perigo, T. Todorov (Difel)
* Como a geração sexo, drogas e rock'n'roll salvou Hollywood, Peter Biskind (Intrínseca)
* Interesses cruzados: a produção da cultura no jornalismo brasileiro, Sérgio Gadini (Paulus)
* Jornalismo, fatos e interesses, Wilson Gomes (Insular)
* Modernismo, Peter Gay (Cia das Letras)
* O artista do impossível, Cláudio Bojunga (Ponto de Leitura)
* Pós-guerra. Uma história da Europa desde 1945, Tony Judt (Objetiva)
* Represálias selvagens, Peter Gay (Cia das Letras)
* Um conto de duas cidades, Charles Dickens (Estação Liberdade)
Outras Palavras
Literatura marginal da Amazônia
A Europa vai às ruas
As eleições chegam à USP
“Cara, roubei teu Corão”
Memórias de 11 de setembro: 1973 x 2001
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