sexta-feira, 3 de junho de 2011

10908 - RICARDO CORAÇÃO DE LEÃO

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segunda-feira, 8 de março de 2010
Ricardo Coração de Leão: o rei-cruzado que quebrou o moral de Saladino


Ricardo Coração de Leão, estátua em Londres
Na terceira Cruzada, Ricardo Coração de Leão, rei da Inglaterra, empreendeu a reconquista do litoral palestino desde São João de Acre até Ascalão.

A coluna franca, descendo de norte a sul, progredia ao longo da costa. Ela era reabastecida em cada etapa pela frota cristã que tinha ficado senhora do mar.

O exército de Saladino fazia um movimento paralelo, mas do lado das colinas, procurando aproveitar a menor falha para acossar ou surpreender a Ricardo.



“A cavalaria e a infantaria dos Francos, escreve o cronista turco el-Imad, avançava pela praia, tendo o mar à sua direita e nosso exército à sua esquerda. A infantaria formava como que uma muralha em volta dos cavalos. Os homens estavam revestidos de casacos de feltro e cotas de malha de tal maneira fechadas que as flechas não podiam perfurá-los. Equipados com poderosas bestas, eles mantinham nossos cavaleiros à distância”.

O caid Behâ ed-Din conta ter visto um soldado franco que carregava até dez flechas encravadas nas costas de seu casaco sem ligar a mínima para o fato.

Os cavaleiros cavalgavam no centro da coluna e só saiam para cargas repentinas, quando se tratava de afastar magotes ou forçar a passagem.


“Os turcos, povo do diabo, morriam de ódio, relata Ambrósio, porque com nossas armaduras nós éramos como que invulneráveis. Eles nos apelidaram ‘os homens de ferro’”.

A superioridade dos franceses residia em sua armadura e em sua disciplina. Mas os maometanos tinham em seu favor uma extrema mobilidade.


Cavaleiro turco seljúcida arqueiro
A cada instante o escrito épico de Ambrósio nos mostra os cavaleiros turcos surgindo a toda a brida, sobre seus velozes cavalos, rápidos como o raio, lançando sobre a coluna franca uma chuva de flechas e desaparecendo inatingíveis numa nuvem de poeira.

A despeito deste assédio, a coluna franca progredia na ordem mais estrita, sem se desarticular nem se deixar atrair para longe da rota.

Ela passou ao pé do Monte Carmelo e atingiu Cesárea. Saladino perdeu a esperança de defendê-la e mandou destruí-la.

Por fim, a coluna chegou diante de Arsur, ou Arsuf. Era ali, mais precisamente nos jardins que precedem o burgo, que o sultão decidiu frear os franceses.

Em poucos instantes o exército cristão viu-se rodeado pelos mamelucos.


“Na frente dos emires marchavam os trombeteiros e tambores tocando os instrumentos e uivando como demônios: se Deus mandasse o trovão não teria sido ouvido. Após a cavalaria turca vinham os negros e os beduínos, tropa de infantaria ágil e rápida por trás de seus leves escudos. Todos miravam os cavalos, para desmontar nossos cavaleiros.”

Naquela tórrida jornada de 7 de setembro de 1191, no palmeiral de Arsur, os franceses, rodeados pelo exército de Saladino, com muitos de seus cavalos mortos e eles próprios crivados de flechas, por um instante se acharam perdidos.

Como na fatal cavalgada de Hattin em 1187, o combate parecia começar nas piores condições. Após descrever o rodopio alucinante dos arqueiros montados do Islã, o granizo de flechas que se abatia sobre a coluna franca em meio a uma nuvem sufocante de poeira, a algazarra infernal dos tambores egípcios, os uivos de toda essa “canalhada”, Ambrósio confessa “que no exército cristão não havia nenhum homem bastante ousado para não achar que naquele dia sua romaria tinha acabado”.

Ricardo Coração de Leão esmaga Saladino em Arsur

Mas, no campo de batalha Ricardo Coração de Leão tornava-se a própria encarnação do gênio da guerra.

Aos Hospitalários que garantiam a retaguarda e que lhe confessaram estarem no limite de forças, ele ordenou imperiosamente de agüentarem. E eles agüentaram.

Entrementes, a tática defensiva custava muito caro. Desde longe os arqueiros muçulmanos matavam os cavalos francos.

Ricardo preparou uma carga envolvente que teria levado à captura ou destruição completa de todo o exército maometano.


“Ficou combinado que antes do ataque, seriam postos em três rangos seis trombeteiros que tocariam subitamente desencadeando a carga de toda nossa cavalaria”.

A impaciência de um Hospitalário impediu o desenvolvimento da manobra. Houve simplesmente uma carga direta. Mas, em verdade, foi como um tufão que varreu tudo.

Béhâ ed-Din, que estava ao lado de Saladino deixou uma descrição apavorante daquela cena:


“Então a cavalaria franca formou-se em massa e, sabendo que nada iria salvá-la a não ser um esforço supremo, ela decidiu-se a carregar. Eu vi, eu mesmo, esses cavaleiros, todos reunidos protegidos pelo muro formado pela sua infantaria. Eles pegaram as lanças, soltaram todos à vez um brado terrível, a linha dos infantes abriu-se para deixá-los passar e eles caíram por cima de nós. Uma das divisões deles precipitou-se por cima de nossa ala direita, uma outra sobre nossa ala esquerda, uma terceira sobre nosso centro, e tudo entre nós foi posto em derrota...”

Esta revanche dos antigos desastres nos valeu pela pluma do poeta Ambrósio uma página de epopéia:


“Os cavaleiros do Hospital que haviam sofrido muito carregaram em boa ordem. O conde Henrique de Champagne com seus bravos companheiros e Jacques d'Avesnes com sua linhagem carregaram também. O conde Roberto de Dreux e o bispo de Beauvais carregaram em conjunto.
“Do lado do mar, à esquerda, carregou o conde de Leicester com todo seu esquadrão onde não havia nenhum só covarde. A continuação carregaram os Angevinos, o Poitevinos, os Bretões, os Manchegos e todos os outros corpos do exército.
“Ah! Bravos e corajosos homens! Eles atacaram os turcos com tal vigor que cada um atingiu seu adversário, lhe enfiou a lança no corpo e o tirou de suas estribeiras.


Ricardo Coração de Leão derrota Saladino


“Quando o rei Ricardo viu que a carga tinha se desencadeado sem aguardar sua ordem, esporeou seu cavalo e lançou-se a toda a brida sobre o inimigo.
“Ele realizou naquele dia proezas tais que em volta dele, dos dois lados, por trás e pela frente havia fileiras de sarracenos mortos, e os que se salvaram foi porque assim que o viam afastavam-se para longe abrindo-lhe espaço. Via-se os corpos dos turcos com suas cabeças barbudas deitados como feixes”.

A vitória de Arsur teve uma repercussão enorme. Ela apagou o desastre de Hattin. Ela devolveu a superioridade militar aos estandartes francos. A força mudou de campo mais uma vez, junto com o “moral” e a habilidade tática, em poucas palavras tudo o que constitui o potencial militar.

Saladino foi o primeiro a compreendê-lo. Desde aquele momento ele renunciou a enfrentar a Ricardo Coração de Leão em campo aberto.

Saladino contentou-se ‒ à maneira beduína – com criar o deserto diante do rei Ricardo. Com o desespero no coração, Saladino mandou evacuar as cidades da costa, Ascalão inclusive.

Doloridos cortejos de emigrantes muçulmanos pegaram o caminho do Egito. Saladino mandou arrasar até o chão as muralhas das cidades.


Ruínas da fortaleza de Arsur

Esta tática demorava o avanço de Ricardo, mas o rei pôde reconstruir, entretanto, Jaffa, cidadela particularmente importante como “porto da peregrinação” e base do desembarco dos cruzados rumo a Jerusalém.



(Fonte: René Grousset, « L’épopée des croisades », Perrin, 2002, collection tempus, 321 pp., capítulo XII).



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Postado por Luis Dufaur às 21:48
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Marcadores: Arsur, Ricardo Coração de Leão, Saladino
6 comentários:
Anônimo disse...
Este site sobre as cruzadas é maravilhoso, recomendo a todos.
Parabéns.
Euclydes Addeu

9 de março de 2010 12:38
Valderi disse...
Salve a fé cristã!
Esta bela passagem histórica serve para afervorar em muitos a fé cristã católica.
Obrigado!

12 de março de 2010 20:20
FÁBIO disse...
Que beleza de blog! Adorei o que li e reputo tudo como verdadeiro porque sou professor de História e apaixonado por história medieval. Sugiro uma seção com os nossos santos heróis da Antiguidade romana, como São Policarpo, São Sebastião, São Jorge e São Maurício.

Parabéns!

Fábio Siqueira Batista

18 de março de 2010 17:58
Anônimo disse...
É muito bom esse blog sobre as Cruzadas gostei de saber sobre a história do meu chará rei Ricardo maravilhosa a história inimigo dos árabes que defendia a Terra Santa

15 de novembro de 2010 22:25
Ricardo Gomes disse...
É maravilhosa a história do meu chará Rei Ricardo este Blog é muito bom meus parabéns

15 de novembro de 2010 22:28
Resistência Urbana disse...
Será mesmo que ricardo coração de leão esmagou Saladino ???

e pq depois das crusadas o controle de Jerusalem ficou com o povo arabe ???

só uma pergunta

9 de maio de 2011 20:31
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São João Damasceno, Doutor da Igreja, sobre os muçulmanos:

“Até o momento a superstição dos ismaelitas, arautos do Anticristo, continua a enganar os povos.
“São descendentes de Ismael, filho de Abraão e de Agar; os ismaelitas são também chamados comumente de agarianos.

“Eram idólatras, adoravam a estrela Lúcifer e Vênus, que chamavam, Chabar ou grande, até o tempo de Heráclio.

“Então levantou-se entre eles um falso profeta, chamado Maomé, que havendo encontrado os livros dos Antigo e Novo Testamentos, e tido contato com um monge ariano, formulou uma heresia nova.

“Conseguido o favor de seu povo por uma aparência de piedade, difundiu o rumor que os escritos lhe vinham do céu.

“Escreveu um livro eriçado de coisas ridículas, onde expõe a sua religião.

“Estabelece um Deus do universo, que não foi engendrado, nem engendrou nada.

“Diz que Cristo é o Verbo de Deus e seu Espírito, mas criado e servidor que nasceu sem cooperação humana, de Maria, irmã de Moisés e de Aarão, por operação do Verbo de Deus, que nela entrou; que os judeus, havendo querido, por um crime detestável, pregá-lo numa cruz, apoderaram-se dele, mas não crucificaram senão sua sombra: de sorte que Jesus Cristo não sofreu nem a cruz nem a morte, tendo Deus, a quem era todo querido, arrebatado o Verbo aos céus”.

(Fonte: “Fount of Knowledge, part two entitled Heresies in Epitome: How They Began and Whence They Drew Their Origin”, The Fathers of the Church, vol. 37 (Washington, DC: Catholic University of America Press, 1958), pp. 153-160).

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(Plinio Corrêa de Oliveira, 13/10/79, sem revisão do autor)
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São Bernardo abade de Claraval, falou sobre a vida que devem levar aqueles que combatem por Jesus Cristo, com estas palavras:
“Quando se aproxima a hora do combate, armam-se de fé os cavaleiros, abrem-se a Deus em sua alma e cobrem-se, por fora, de ferro, não de ouro, a fim de que assim sejam bem apercebidos de armas, não adornados com jóias, infundam medo e pavor aos seus inimigos, sem excitar sua cobiça.

“É preciso ter cavalos fortes e velozes, não formosos e bem ajaezados pois o verdadeiro cavaleiro pensa mais em vencer do que em fazer proezas e os cavaleiros mundanos precisamente o que desejam é causar admiração e pasmo e não causar medo.

“Mostrando-se em tudo verdadeiros israelitas, que se adiantam ao combate pacífica e sossegadamente; mas apenas o clarim dá o sinal do ataque, deixando subitamente sua natural benignidade, parecem gritar com o salmista: Não temos odiado, Senhor, aos que te aborrecem? Não temos consumido de dor, ao ver a conduta de teus inimigos?”

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“Maomé seduziu os povos prometendo-lhes deleites carnais. ....
“Introduziu entre as poucas coisas verdadeiras que ensinou muitas fábulas e falsíssimas doutrinas. Não aduziu prodígios sobrenaturais, único testemunho adequado da inspiração divina. ....

“Afirmou que era enviado pelas armas, sinais estes que não faltam a ladrões e tiranos. Desde o início, não acreditaram nele os homens sábios nas coisas divinas e experimentados nestas e nas humanas, mas pessoas incultas, habitantes do deserto, ignorantes de toda doutrina divina. E só mediante a multidão destes, obrigou os demais, pela violência das armas, a aceitar a sua lei.

“Nenhum oráculo divino dos profetas que o precederam dá testemunho dele; ao contrário, ele desfigura totalmente o Antigo e Novo Testamento, tornando-os um relato fantasioso, como o pode confirmar quem examina seus escritos.

“Por isso, proibiu astutamente a seus sequazes a leitura do Antigo e Novo Testamento, para que não percebessem a falsidade dele”.

“Summa contra Gentiles”, L. I, c. 6.

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Balduino IV, o rei cruzado e leproso de Jerusalém, amado de Deus
Balduíno IV foi o último rei de Jerusalém com espírito de Cruzada. Guy de Lusignan, seu sucessor, foi um interesseiro, sob cujo reinado a Civilização Cristã perdeu a posse da Cidade Santa.

Na história das Cruzadas, nada é mais emocionante que o reinado doloroso de Balduíno IV. Nada, entre os vários exemplos famosos, pode atestar melhor o império de um espírito de ferro sobre uma carne débil. Foi um rei sublime, que os historiadores tratam só de passagem, o que faz perguntar por que até aqui nenhum escritor se inspirou nele, exceto talvez o velho poeta alemão Wolfram von Eschenbach. Nem o romance nem o teatro o evocam, entretanto sua breve existência cheia de acontecimentos coloridos forma uma apaixonante e dilacerante tragédia.


O destino sorria à sua infância. Robusto e belo, ele era dotado da inteligência aguçada de sua raça angevina (de Anjou). Tinha sido dado a ele por preceptor Guilherme de Tyr, que se tomou de “uma grande preocupação e dedicação, como é conveniente a um filho de rei”. O pequeno Balduíno tinha muito boa memória, conhecia suficientemente as letras, retinha muitas histórias e as contava com prazer.


Um dia em que brincava de batalha com os filhos dos barões de Jerusalém, descobriu-se que tinha os membros insensíveis: “Os outros meninos gritavam quando eram feridos, porém Balduíno não se queixava. Este fato se repetiu em muitas ocasiões, a tal ponto que o arquidiácono Guilherme alarmou-se. Primeiro pensou que o menino fazia uma proeza para não se queixar. Então perguntou-lhe por que sofria aquelas machucaduras sem queixar-se. O pequeno respondeu que as crianças não o feriam, e ele não sentia em nada os arranhões. Então o mestre examinou seu braço e sua mão, e certificou-se de que estavam adormecidos” (L’Eraclès). Era o sinal evidente da lepra, doença terrível e incurável naquele tempo.


Os médicos aos quais foi confiado não podiam sustar a infecção, nem mesmo retardar a lenta decomposição que afetaria suas carnes. Toda sua vida não foi senão uma luta contra o mal irremissível. Mais ainda, muito mais: foi testemunho dos poderes de um homem sobre si mesmo e da encarnação assombrosa dos mais altos deveres. Balduíno IV foi um rei digno de São Luís, um santo, um homem enfim — e é isso, sobretudo, que importa à nossa admiração sem reticências — a quem nenhuma desgraça chegou a destruir o vigor de alma, as convicções, a altivez, as qualidades de coração, o senso das responsabilidades, dos quais ele hauria o revigoramento da coragem.


No fim de 1174, Saladino, senhor do Egito e de Damasco, veio sitiar Alepo. Os descendentes de Noradin pediram socorro aos francos. Raimundo de Trípoli atacou a praça forte de Homs e Balduíno IV empreendeu uma avançada vitoriosa sobre Damasco. Estas iniciativas fizeram com que Saladino abandonasse seu desejo inicial. Em 1176 o sultão voltou à carga, e a mesma manobra frustrou seus planos. Balduíno venceu seu exército de Damasco, em Andjar, e trouxe um belo lucro da expedição. Nesta ocasião ele tinha quinze anos.


Apesar de sua doença, cavalgava como um homem de armas, empunhando eximiamente a lança. Nenhum de seus predecessores teve tão cedo semelhante noção da dignidade real de que estava investido, e de sua própria utilidade. Percebendo as rivalidades existentes entre os que o cercavam, compreendeu quão necessária era sua presença à cabeça dos exércitos católicos. Mas que calvário deveria ser o seu! Aos sofrimentos físicos juntava-se a angústia moral: seu estado impedia-o de se casar, de ter um descendente. Ele não era senão um morto-vivo, um morto coroado, cujas pústulas e purulências se disfarçavam sob o ferro e a seda, mas que se mantinha de pé e se lançava à ação, movido não se sabe por que sopro milagroso, por que alta e devoradora chama de sacrifício.


Um novo cruzado — Filipe de Alsácia, conde de Flandres e parente próximo de Balduíno IV — acabava de desembarcar. O pequeno rei esperava muito desse apoio. Estava claro que era necessário ferir Saladino no coração de seu poderio — isto é, no Egito — se se quisesse abalar a unidade muçulmana. Era isso, precisamente, o que propunha o basileus, imperador de Bizâncio. O Egito, uma vez conquistado em parte, Damasco não poderia deixar de subtrair-se ao poder cambaleante de Saladino. Mas Filipe de Alsácia opinava de outra forma. Ninguém poderia impedi-lo de ir guerrear na Síria do Norte, e, o que era mais grave, de levar consigo parte do exército franco.


Saladino respondeu invadindo a Síria do Sul. Balduíno reuniu o que lhe restava da tropa, desguarneceu audaciosamente Jerusalém e partiu para Ascalon, onde Saladino investia. Este, logo que foi informado, subestimou seu adversário. Ele acreditava que a queda de Ascalon era uma questão de dias, e marchou sobre Jerusalém com o grosso de seu exército. Balduíno compreendeu suas intenções. Saiu de Ascalon, fez um longo périplo e caiu repentinamente sobre as colunas de Saladino, em Montgisard.


O efeito da surpresa não compensava a desproporção dos efetivos em luta, e Balduíno sentiu a hesitação dos seus. Desceu do cavalo, prosternou-se com o rosto na areia, diante do madeiro da verdadeira Cruz, que era levada pelo Bispo de Belém, e orou com a voz banhada de lágrimas. Com o coração convertido, seus soldados juraram não recuar, e considerariam traidor quem voltasse atrás. Rodeando o Santo Lenho, o esquadrão de trezentos cavaleiros se lançou impetuosamente. “O vale entulhava-se com a bagagem do exército de Saladino — diz Le Livre des Deux Jardins — os cavaleiros francos surgiam ágeis como lobos, latindo como cães. Atacavam em massa, ardentes como uma chama”. E puseram em fuga o invencível Saladino. Se este salvou a pele, foi graças à rapidez de seu cavalo e ao devotamento de sua guarda. Retornou ao Egito, abandonando milhares de prisioneiros. Balduíno logrou, enfim, uma vitória sem precedentes.


No ano seguinte Balduíno edificou o Gué-de-Jacob, fortaleza destinada a defender a Galiléia dos ataques de Damasco. Guilherme de Tyr pretende que isso tenha sido feito pelas prementes solicitações de Odon de Saint-Amand, grão-mestre do Templo. Em todo caso, qualquer que tenha sido o inspirador da idéia, não há dúvida quanto à importância estratégica de Gué-de-Jacob.


Em 1179 Saladino invadiu a Galiléia. Balduíno foi ao seu encontro, tentando surpreendê-lo como tinha feito em Montgisard. Mas como os muçulmanos se contivessem, ele foi cercado e caiu prisioneiro. Muitos foram mortos e presos nesse dia. Pouco depois Saladino tomou Gué-de-Jacob e fez executar todos os templários que a defendiam.


Sybila, irmã do rei, acabava de casar — contrariamente aos interesses de Estado — com Guy de Lusignan, homem de beleza discutível, sem fortuna e sem talento. Balduíno, pressionado pelos seus, minado pela doença, tinha consentido nessa união e dado a Lusignan os condados de Jaffa e Ascalon. Tão logo a insignificância do marido de Sybila se manifestou, atiçaram-se as esperanças dos senhores feudais. Contava-se que o irmão de Lusignan, comentando o casamento, disse: “Se Guy for Rei, eu deveria ser Deus!” Tal a mediocridade que lhe era atribuída.


Nessa mesma ocasião, Isabel de Jerusalém desposava Anfroi de Toron, filho indigno de seu pai, o falecido condestável de Jerusalém, morto em defesa do rei.


O estado de Balduíno IV piorava dia a dia. Foi uma provação para sua mãe — que não tinha boa fama — e para a roda de seus cortesãos ambiciosos e amorais, ver a aproximação de Balduíno com Raimundo de Trípoli, único homem capaz de o aconselhar sabiamente.


Nesse momento reapareceu, libertado dos cárceres muçulmanos, o antigo príncipe de Antioquia, Renaud de Châtillon. Logo recomeçou suas aventuras, assaltando uma importante caravana de peregrinos com destino a Meca. Esse ato rompia a trégua assinada por Balduíno IV e Saladino e ofendia as convicções religiosas dos muçulmanos, a cujos olhos o atentado afigurava-se monstruoso. Intimado pelo rei a devolver os prisioneiros e o produto da pilhagem, ele recusou-se com arrogância, tornando assim evidente a incapacidade do doente de se fazer obedecer.


Imediatamente Saladino acorreu do Egito e invadiu a Galiléia, incendiando e devastando as colheitas, capturando rebanhos e semeando pânico por toda parte. Renaud de Châtillon suplicou ao rei que salvasse seus feudos. Balduíno concedeu, vencendo Saladino em julho de 1182.


Em agosto, o infatigável maometano tentou tomar Beyrouth por uma ação combinada por terra e mar. Uma vez mais Balduíno afastou o perigo. Impediu Saladino de se apoderar de Alepo e conduziu uma expedição até os subúrbios de Damasco. Assim, por toda parte, graças à sua energia sobre-humana, e ainda que daí em diante ele se fizesse carregar em liteira para as batalhas, o heróico leproso levava vantagem sobre o genial muçulmano.


Ele começava entretanto a perder a vista, a não poder mais se servir de seus membros. Os que lhe eram mais chegados o pressionavam a abandonar os afazeres do reinado, ou ao menos passar parte de suas responsabilidades a Guy de Lusignan. Pode-se bem imaginar o drama interior desse rei de 22 anos, corroído por úlceras, semi-paralisado e quase cego, cercado pelas sombras da desconfiança e dos maus pressentimentos, atormentado de um lado pelas insinuações e sugestões pérfidas dos seus, e de outro pela alta idéia que ele fazia de sua missão de rei. Se a lepra o enfraquecia, se ele não podia ter esperanças de se curar, sempre, entretanto, encontrava novas forças e resistia da melhor forma às ciladas da camarilha.


Como a doença entrasse numa fase evolutiva, ele devia lutar contra ela, e sobretudo contra a tentação de abandonar tudo para morrer em paz. Foi num desses períodos que ele consentiu, se bem que a contragosto, em investir Guy de Lusignan na regência do reino. No primeiro encontro com Saladino, Lusignan deixou o exército franco ser massacrado. Recusou com altivez prestar contas a Balduíno IV, que o destituiu de seu cargo. Para evitar que, pela complacência de Sybila, Lusignan se tornasse rei de Jerusalém após sua morte, designou seu sucessor o pequeno Balduíno V, filho de Guilherme “Longue Epée”. Como a situação da Terra Santa estivesse desesperadora, ele enviou uma embaixada ao Ocidente, composta pelo Patriarca de Jerusalém, pelo Mestre do Hospital e pelo Mestre do Templo, o velho Arnaud de Torrage.


Renaud de Châtillon, que indiretamente tinha ajudado o rei a se desembaraçar de Lusignan, achou-se autorizado a retomar suas pilhagens, agora na mais alta escala. Armou uma frota, que foi transportada ao Mar Vermelho em dorso de camelo. Devastando portos, interceptando comboios, essa frota ameaçou por algum tempo o caminho para Meca. Saladino, excitado até o cúmulo do furor, destruiu os navios de Renaud e depois sitiou-o em sua própria fortaleza, o Krac de Moab. Balduíno IV reapareceu, agonizando em sua liteira, para lhe fazer frente. Saladino retirou-se.


O último ato de Balduíno IV foi o de reunir em São João d’Acre o parlamento de seus barões. Guy de Lusignan, incapaz e rebelde, foi então oficialmente afastado do trono, e — o que não era senão justiça e sabedoria — a regência foi confiada a Raimundo de Trípoli.


Mais tarde, a 13 de março de 1185, o mártir rendeu sua alma a Deus, em presença se seus vassalos, dignitários e bons companheiros de guerra. Até os infiéis lhe tributaram homenagens.


(Fonte: Georges Bordonove, “Les Templiers”, in “Catolicismo” nº 303)
























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Isabel a Católica, rainha de Castela


Isabel, a Católica, a rainha que empreendeu uma Cruzada
Filha de João II, Rei de Castela, e sua segunda esposa, nasceu Isabel a 22 de abril de 1451 na pequena cidade de Madrigal. Aquela que seria a última mulher cruzada descendia, tanto pelo lado paterno quanto pelo materno, de dois reis santos e cruzados: São Luís IX, da França, e seu primo São Fernando III, de Castela.

Isabel assumiu o governo aos 23 anos, à morte de Henrique IV. Com sua energia, e acompanhada de seu marido Fernando, foi obtendo a adesão de cada cidade para sua causa.

Os jovens soberanos entregaram-se com energia à tarefa de reconstruir o país. Começaram a reprimir severamente os abusos e aplicar a justiça contra quem quer que fosse. Fizeram reviver, para isso, a Santa Irmandade, força de voluntários que servia de polícia local, com jurisdição sobre assassinatos, atos de violência, rapina, atentados a mulheres e desobediência às leis e aos magistrados. Isabel obteve do Papa a instauração da Santa Inquisição em Castela para pôr fim aos abusos, na esfera religiosa, principalmente de cristãos-novos (judeus convertidos), muitos dos quais tinham fé duvidosa e utilizavam a usura para pressionar os cristãos.

Um dos maiores empenhos que Isabel teve em seu reinado foi mover a guerra santa contra o invasor muçulmano. Para esse empreendimento, obteve do Papa as mesmas indulgências de Cruzada concedidas aos que iam lutar na Terra Santa, tendo o Sumo Pontífice lhe enviado uma cruz de prata para ir à frente de seus exércitos.

Nas várias campanhas que encetou, e sobretudo na reconquista de Granada, Isabel arrebatava seus soldados por sua energia sobre-humana, senso do dever e espírito sobrenatural. Estes “criam que ela era uma santa. Como Santa Joana d’Arc, sempre lhes recomendava viver honestamente e falar bem. Não havia nem blasfêmias nem obscenidades no acampamento onde ela se achava, e viam-se curtidos soldados ajoelhar-se para rezar, enquanto se celebrava a missa ao ar livre por ordem da piedosa rainha”. A presença da soberana era para os guerreiros como uma garantia de vitória, pois lhes inspirava valor e confiança. Até os mouros admiravam a grande rainha, cantando sua bondade e beleza em suas canções, apesar de a temerem como inimiga.

Enquanto Fernando, um dos melhores guerreiros de sua época, comandava o exército, a rainha cuidava de toda a retaguarda, como recrutamento de reforços, envio de alimentos e munições, bem como projetava os hospitais — foi ela quem instituiu o primeiro hospital militar da História, e suas enfermeiras precederam as da Cruz Vermelha em mais de trezentos anos. Cavalgava de um lugar a outro, indo mesmo aos acampamentos revestida de leve armadura de aço, para elevar o moral dos soldados. Mas essa rainha guerreira fazia questão de ela mesma costurar a roupa de seu marido, nunca usando o monarca outras senão as confeccionadas pelas hábeis mãos de Isabel ou de suas filhas.

Um fato mostra a têmpera dessa rainha. No cerco de Granada, uma vela mal colocada ateou fogo na tenda ao lado da rainha, e desta propagou-se para todo o acampamento, que foi tomado pelas chamas. Os mouros, das muralhas, cantavam vitória. Mas a enérgica soberana, para mostrar sua determinação de conquistar a cidade, mandou edificar novo acampamento de pedra, surgindo assim uma verdadeira cidade à qual deu o nome de Santa Fé. Foi de lá que partiram as investidas contra Granada, obtendo-se sua capitulação.

O Papa Alexandre VI concedeu ao real casal, por seus serviços em prol da Cristandade, o título de Reis Católicos, em harmonia com o de Rei Cristianíssimo, concedido anteriormente ao monarca francês.
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10907 - RICARDO CORAÇÃO DE LEÃO

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RICARDO CORAÇÃO DE LEÃO



Ricardo I (1157-1199), terceiro filho de Henrique II, rei da Inglaterra, recebeu aos onze anos o ducado de Aquitânia, na França, do qual tomou posse em 1169, mas a partir de 1173 a 1188, manteve-se constantemente em guerra, ou aliado aos irmãos contra o pai, ou contra os seus próprios irmãos. Com a morte destes tornou-se herdeiro dos tronos da Inglaterra e Normandia, tendo sucedido a seu pai em setembro de 1189.



Em princípios de 1191 ele atendeu ao apelo papal e aliou-se a Filipe Augusto, rei da França, organizando um exército de 8.800 homens com os quais embarcou em cem navios com destino a uma cruzada (a terceira) visando retomar Jerusalém. No caminho conquistou Chipre, e em seguida colaborou para a queda de Acre, cidade fortificada e porto de mar que desde 1187 estava em poder de Saladino, sultão do Egito e da Síria.



Ricardo o derrotou num segundo combate, e por duas vezes avançou até os muros de Jerusalém, mas desentendimentos entre os próprios cruzados, que culminaram com a saída do exército de Filipe Augusto da campanha, além das más notícias chegadas da Europa, dando conta que seu irmão havia se apossado do trono com a ajuda do rei francês, fizeram-no assinar em 1192 um tratado de paz com o príncipe oriental, segundo o qual os cristãos ficavam com as cidades costeiras da região e o direito de visitar o Santo Sepulcro.



Retornando à Inglaterra, seu navio naufragou no mar Adriático em dezembro de 1192, mas ele conseguiu salvar-se. Para evitar a entrada em território francês Ricardo tentou atravessar a Alemanha sob disfarce, porém foi reconhecido, preso, levado a Viena e entregue ao imperador daquele país, com o qual negociou um resgate no valor de 150.000 marcos para recuperar a liberdade. Solto em março de 1194, chegou no mesmo mês à Inglaterra, entrando em Londres sob aclamação popular.



Depois de derrotar João sem Terra, que havia se apossado do trono, foi coroado novamente como rei dos ingleses, e então, reunindo o dinheiro que pôde, preparou suas forças para combater na Normandia a Filipe Augusto, cúmplice do irmão usurpador, mas após quase cinco anos de lutas assinou com ele, em janeiro de 1199, um tratado de paz.



Cerca de três meses depois, ao disputar com o visconde de Limoges um tesouro encontrado no castelo de Chaluz, foi atingido por uma flecha no ombro. O ferimento gangrenou, e ao perceber que sua sorte estava selada Ricardo proclamou o irmão João como herdeiro, decretando o perdão para o arqueiro que o alvejara. Dos dez anos de seu reinado, o rei também conhecido como Coração de Leão pela bravura e desassombro demonstrado em suas ações, conseguiu viver apenas alguns poucos meses em seu país.


Uma das passagens mais significativas, mas também pouco conhecida, da vida de Ricardo Coração de Leão, aconteceu na batalha do Acre, durante a Terceira Cruzada, convocada pelo para Gregório VII para libertar Jerusalém das mãos dos muçulmanos. Situada na região da Galiléia, num promontório ao norte da Baía de Haifa, na costa do Mediterrâneo, a cidade é um porto histórico rodeado por muralhas e povoada desde o tempo dos fenícios (a parte antiga da cidade é considerada patrimônio da humanidade pela ONU).



Em 1110 a cidade foi invadida pelos cruzados, sendo reconquistada por Saladino em 1187. Quatro anos depois (1191) quando avançava para Jerusalém, Ricardo Coração de Leão retomou a sua posse e domínio após um cerco que durou trinta dias, tendo nessa ocasião aprisionado cerca de 3.000 combatentes inimigos. Segundo consta, uma vez terminada a batalha, o soberano inglês propôs a Saladino a libertação dos prisioneiros mediante o pagamento da importância de 200 mil dinares, tendo o comandante árabe apresentado uma contra-proposta: o dinheiro seria entregue em duas prestações, mas a libertação da maioria dos aprisionados precisaria ser feita tão logo a primeira parcela fosse satisfeita. Ricardo não gostou do que ouviu, e por isso ordenou a morte dos 3.000 prisioneiros, o que foi feito em campo aberto, defronte à cidade e bem em frente das tropas de Saladino.



Para justificar o seu ato Ricardo alegou que não teria como alimentar os três mil prisioneiros, e além do mais, caso os libertasse, eles retornariam às suas tropas e voltariam a lutar contra ele. Por isso o soberano optou pela ordem de execução, medida extrema curiosamente repetida seiscentos anos depois por Napoleão Bonaparte, que em 1799, quando avançava em direção ao Egito, fez 4,000 prisioneiros na mesma cidade de Acre, e não podendo alimentá-los, também autorizou o massacre de todos os prisioneiros.



Em revide à atitude de Ricardo, Saladino, determinou que qualquer cristão aprisionado deveria ser morto imediatamente, medida que não era nenhuma novidade porque já havia sido praticada por ele anteriormente: na batalha de Hattin, travada quatro anos antes, todos os Templários e Hospitalários aprisionados pelos muçi,manos foram decapitados.




FERNANDO KITZINGER DANNEMANN



Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.




Publicado em 03/02/2009 às 17h25

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Comentários
12/05/2011 16:50 - heidi
gostei muito das informações e da forma como soube apresentá-las (bem sucinto)... parabéns e obrigada! me foram muito úteis no aprendizado. com uma fraterno abraço! heidi - s.j.campos/sp
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Desde pequeno vive às turras com os irmãos - Henrique, mais velho, e João, mais jovem - por causa da divisão das terras da família. Quando Henrique morre e Ricardo passa a ser o herdeiro do trono, Henrique II lhe pede para deixar Aquitaine para o irmão João. Sem aceitar a proposta, Ricardo assume o trono inglês em 1189. Dos dez anos de seu reinado, fica apenas seis meses na Inglaterra.

Vende parte do tesouro real para comprar armas, deixa no governo um conselho e parte com o rei da França, Felipe Augusto, filho de Luís VII, para libertar Jerusalém do domínio dos infiéis, dando início à 3ª Cruzada. Em 1191 casa-se com Berengária, de Navarra, com quem não tem filhos. Derrotado na Cruzada, é feito prisioneiro pelo duque Leopoldo da Áustria, que pede uma soma colossal como resgate, já que a Inglaterra é a maior potência econômica da época.

Parte do valor é pago e Ricardo é solto em 1194. Em sua ausência, o irmão João, que reina mais tarde como João Sem Terra, manobra com Felipe Augusto para usurpar o trono. O golpe é sufocado, e Ricardo se faz coroar pela segunda vez. Reconcilia-se depois com o irmão e o reconhece como herdeiro do trono. Morre em batalha na região de Châlus, na França.

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10904 - RICARDO CORAÇÃO DE LEÃO

Ricardo I de InglaterraOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Nota: Para o cantor, veja Ricardo Coração de Leão (cantor).
Ricardo I
Pela Graça de Deus, Rei de Inglaterra, Senhor da Irlanda, Duque da Normandia e da Aquitânia e Conde de Anjou

Reinado 6 de Julho de 1189 - 6 de Abril de 1199
Coroação 3 de Setembro de 1189
Nome completo Ricardo de Anjou
Títulos Rei Ricardo, Coração de Leão
Nascimento 8 de Setembro de 1157
Beaumont Palace, Oxford, Inglaterra
Morte 6 de abril de 1199 (41 anos)
Châlus, Limousin
Sepultamento Abadia de Fontevraud
Antecessor Henrique II de Inglaterra
Sucessor João I
Consorte Berengária de Navarra
Filhos Henrique de Winchester
Ricardo da Cornualha
Joana
Isabella
Eleanor
Casa Real Casa de Plantageneta
Pai Henrique II de Inglaterra
Mãe Leonor, Duquesa da Aquitânia
Ricardo I (Oxford, 8 de setembro de 1157 — Châlus, 6 de abril de 1199) foi Duque da Aquitânia (1168-1199), Conde de Anjou, Duque da Normandia e Rei de Inglaterra (1189-1199). Ricardo é também conhecido por vários cognomes, entre eles Coração de Leão (Coeur de Lion, Lionheart), Oc et No (sim e não em língua provençal) e Melek-Ric (Rei-Ricardo) pelos muçulmanos do Oriente Médio, que usavam a sua figura para ameaçar as crianças que se portavam mal. Ricardo foi um dos líderes da Terceira Cruzada e foi na sua época considerado como um herói.

Índice [esconder]
1 Primeiros anos
2 Rei e cruzado
3 Ricardo Coração de Leão imortalizado em livros de Sir Walter Scott
4 Curiosidades
5 Genealogia

[editar] Primeiros anosRicardo era o terceiro filho de Henrique II de Inglaterra e Leonor da Aquitânia, depois de Guilherme, Conde de Poitiers, que morreu criança, e Henrique o Jovem. Foi educado essencialmente pela mãe e quando Leonor decidiu separar-se de Henrique II e ir viver em Poitiers no fim da década de 1170, Ricardo acompanhou-a. Enquanto príncipe, recebeu uma excelente educação, mas sobretudo voltada para a cultura francesa. Ricardo nunca aprendeu a falar inglês e pouca ou nenhuma importância deu à Inglaterra durante a sua vida. Essa "negligência" beneficiou seu irmão João, que posteriormente, quando de sua ausência, na terceira cruzada, tentou-lhe usurpar o poder. João também foi o responsável pela Magna Carta.

Em 1168, tornou-se Duque da Aquitânia em conjunção com Leonor, no âmbito da política de Henrique II em dividir os seus territórios pelos filhos. A medida não obteve os objetivos esperados porque, em 1173, Leonor e Ricardo foram os responsáveis por uma revolta generalizada contra Henrique II que partiu da Aquitânia. O rei controlou os motins no ano seguinte, perdoando a Ricardo e Henrique o Jovem, mas encarcerando Leonor. Talvez por isso e pelo humilhante pedido de desculpas a que foi obrigado, Ricardo nunca se reconciliou totalmente com o pai. Após este episódio, Ricardo teve que lidar ele próprio com diversas revoltas da nobreza da Aquitânia que desejavam vê-lo substituído por um dos irmãos, e que suprimiu com violência.

Com a morte de Henrique o Jovem em 1183, Ricardo torna-se no inesperado sucessor do trono inglês e do Ducado da Normandia. Em 1188, com a relação dos dois que continuava péssima, Henrique II considerou que Ricardo não merecia mais a Aquitânia e tentou entregar este ducado a João Sem Terra, o seu filho mais novo. Ricardo, por sua vez, não gostou de se ver preterido pelo irmão e preparou-se para defender o seu território, pedindo ajuda a Filipe II de França. Juntos, responderam à invasão das tropas de Henrique II, que acabou por morrer pouco depois de ter sido derrotado numa batalha em 1189.

[editar] Rei e cruzado
Ricardo Coração de Leão, por Merry-Joseph Blondel, Palácio de Versalhes.Ricardo tornou-se então rei da Inglaterra, duque da Normandia e conde de Anjou, sucedendo ao pai que detestava, sendo coroado em 3 de setembro, na Abadia de Westminster. Livre para perseguir os seus próprios interesses, Ricardo não permaneceu muito tempo na Inglaterra. Imediatamente após a subida ao trono, começou a preparar a expedição à Terra Santa que seria a Terceira Cruzada. Para tal, não hesitou em esvaziar o tesouro do pai, cobrar novos impostos, vender títulos e cargos por somas exorbitantes a quem os quisesse pagar e até libertar o rei Guilherme I da Escócia dos seus votos de vassalagem por cerca de 10,000 marcos. O único entrave era a ameaça constante que Filipe II de França representava para os seus territórios no continente, e que Ricardo resolveu convencendo-o a juntar-se também à cruzada.

A primeira paragem dos cruzados foi na Sicília em 1190, onde Ricardo e Filipe se imiscuíram na política local, saqueando algumas cidades de caminho. Foi nesta altura e por este motivo que Ricardo comprou a inimizade do Sacro Império e nomeou o sobrinho Artur I, Duque da Bretanha como seu herdeiro.

Em 1191, Ricardo e o seu exército desembarcam em Chipre devido a uma tempestade. A presença de tantos homens foi considerada uma ameaça pelo líder bizantino da ilha, e em breve os conflitos apareceram. A resposta de Ricardo foi violenta: não só se recusou a partir, como massacrou os habitantes das cidades que lhe resistiram, espalhando a destruição na ilha. Depois do cerco de Cantaras, Isaac I Comneno abdicou e Ricardo tornou-se o dono de Chipre. Foi também neste ano que casou com a princesa Berengária de Navarra, numa união a que nunca ligou e que não produziu descendência.

Em junho de 1191, Ricardo chegou à Terra Santa a tempo de aliviar o cerco de Acre imposto por Saladino. Estava já sem aliados, depois de uma série de desavenças com Filipe e o duque Leopoldo V da Áustria. A sua campanha foi um sucesso e granjeou-lhe o estatuto de herói, bem como o respeito dos adversários, mas sozinho com o seu exército não poderia nunca realizar o seu principal objectivo de recuperar Jerusalém para o controle cristão. Além disso, a influência de João na política em Inglaterra e de Filipe II, demasiado próximo agora da Aquitânia e Normandia, obrigavam um urgente regresso à Europa. No Outono de 1192, Ricardo iniciou o caminho de volta, depois de se recusar em ver sequer de longe Jerusalém.


Estátua de Ricardo I, em frente ao Palácio de WestminsterNa viagem de regresso, Ricardo reencontrou Leopoldo da Áustria, que não lhe havia perdoado os insultos recebidos em Chipre, foi feito prisioneiro e mais tarde entregue ao imperador Henrique VI do Sacro Império. O seu cativeiro em Dürnstein, na Áustria, não foi severo e durante os quatorze meses em que foi mantido prisioneiro (dezembro de 1192 a 4 de fevereiro de 1194) Ricardo continuou a ter acesso aos privilégios que a sua condição de rei determinava. O seu resgate custou 150 000 marcos ao tesouro de Inglaterra, soma equivalente ao dobro da renda anual da coroa, o que colocou o país na absoluta bancarrota e obrigou a muitos impostos adicionais nos anos seguintes. Como prova de agradecimento a Deus pela sua libertação, Ricardo arrependeu-se publicamente dos seus pecados e foi coroado uma segunda vez. Apesar do esforço do país para o libertar, Ricardo abandonou a Inglaterra de novo ainda no mesmo ano de 1194 para lidar com os problemas fronteiriços com a França nos territórios do continente. Desta vez para não mais regressar.

Ricardo morreu como consequência de ferimentos provocados por uma flecha que o atingiu no abdómen em abril de 1199. O próprio facto de ter sido atingido naquela zona do corpo é revelador da sua personalidade. Se tivesse usado uma armadura nesse dia, não teria morrido. O seu corpo está sepultado na Abadia de Fontevraud, junto de Henrique II de Inglaterra e de Leonor da Aquitânia.

[editar] Ricardo Coração de Leão imortalizado em livros de Sir Walter ScottRicardo Coração de Leão foi personagem de alguns livros de Sir Walter Scott. Apareceu em O Talismã e em Ivanhoé, sendo imortalizado e tais livros.

Uma ótima biografia sobre Richard Coeur de Lion foi escrita pela medievalista Régine Pernoud que o chama de "O Rei dos Reis da Terra".

[editar] CuriosidadesNo jogo Age of Empires II, Ricardo I aparece na última campanha de Barbarossa com pequeno exército de arqueiros e cavaleiros fazendo cerco contra exército de Saladino.

No filme Coração de Cavaleiro, estrelado por Heath Ledger, ele é citado em zombaria ao ator dizer que se chama Ulrich Von Linchenstein para fazer se passar por um nobre perante a Geoffrey Chaucer encenado por Paul Bettany.

[editar] Genealogia[Expandir] Ancestrais de Ricardo I de Inglaterra


16. Fulque IV de Anjou



8. Fulque V de Anjou



17. Bertranda de Monforte



4. Godofredo V de Anjou



18. Elias I de Maine



9. Ermengarda de Maine



19. Matilda de Château-du-Loir



2. Henrique II de Inglaterra



20. Guilherme I de Inglaterra



10. Henrique I de Inglaterra



21. Matilda da Flandres



5. Matilde de Inglaterra



22. Duncan I da Escócia



11. Matilde da Escócia



23. Margarida da Escócia



1. Ricardo I de Inglaterra



24. Guilherme VIII da Aquitânia



12. Guilherme IX da Aquitânia



25. Hildegarda da Borgonha



6. Guilherme X da Aquitânia



26. Guilherme IV de Tolosa



13. Filipa de Tolosa



27. Emma de Mortain



3. Leonor da Aquitânia







14. Aimery I de Châttellerault







7. Leonor de Châtellerault







15. Dangereuse de L'Isle Bouchard












Precedido por:
Henrique II Rei de Inglaterra
Duque da Normandia e Aquitânia
3 de Setembro de 1189 - 6 de Abril de 1199
(Aquitânia: c/Leonor I, a partir de 1168) Sucedido por:
João I
Conde de Anjou
Sucedido por:
Artur I

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

10903 - JOÃO SEM TERRA: LINHA DO TEMPO

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De CHE 145-O Amor Como Herança-Catherine Archer - Páginas da web relacionadas
www.scribd.com/doc/6564945/CHE-145O-Amor-Como ...

1215 1215 - O antecedente mais remoto do habeas corpus é a Magna Charta Libertatum de 1215, imposta pelo rei João Sem Terra que em seu art. 39 determinava que. Nenhum homem livre seja capturado ou aprisionado ou despojado [de seus bens], ou ultrajado, ou exilado, ou de ...O antecedente mais remoto do habeas corpus é a Magna Charta Libertatum de 1215, imposta pelo rei João Sem Terra que em seu art. 39 determinava que. Nenhum homem livre seja capturado ou aprisionado ou despojado [de seus bens], ou ultrajado, ou exilado, ou de algum modo destituído de alguma livre posse [ou:propriedade] sua, ou liberdades, ou livres costumes seus , nem contra ele iremos [=nos posicionaremos], nem contra ele [o] poremos em cárcere, a não ser por legal julgamento ...
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De Artigos - Páginas da web relacionadas
www.viajus.com.br/viajus.php?pagina=artigos&id ...

1215 - A sensibilidade de um júri quem sabe desnudará, segundo a cultura local, esses ' pormenores' - assim denominadas as mesmas razões que, em 1.215, levaram João Sem Terra a submeter-se aos barões medievais. Os de hoje se esquecem fácil da lição da História, movidos ...Em defesa de que patrimônio material ou moral se exasperou a tal extremo? A sensibilidade de um júri quem sabe desnudará, segundo a cultura local, esses ' pormenores' - assim denominadas as mesmas razões que, em 1.215, levaram João Sem Terra a submeter-se aos barões medievais. Os de hoje se esquecem fácil da lição da História, movidos pela mídia muitas vezes avessa à Ciência do Direito em sua sabedoria verdadeira e aos verdadeiros interesses do povo, que lê pouco e mal."
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De Migalhas: Leitores - Páginas da web relacionadas
www.migalhas.com.br/mig_leitores.aspx?rlz=S ...

1215 - os súditos de João-sem-terra, soberano inglês, em 1215, insurgiram-se contra a injustiça da cobrança de tributos, fixando essa norma.
De Magistério - Páginas da web relacionadas
www.marcospeixoto.com.br/magis.html

24 maio 1215 - Resultou a carta de pressões por parte da nobreza e do clero britânico sobre o rei da Inglaterra, então, João Sem Terra (6) .Os senhores feudais, receosos dos julgamentos provenientes da Cora, que então se demonstrava sensivelmente instável e despótico, e, tendo ...Os senhores feudais, receosos dos julgamentos provenientes da Cora, que então se demonstrava sensivelmente instável e despótico, e, tendo como objetivo garantir, em específico, a mantença de seus privilégios e prerrogativas, entre as quais a prerrogativa de serem julgados por um Tribunal embasado pelas leis da terra, marcham sobre Londres em 24 de maio de 1215 recusando lealdade ao rei.
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De O devido processo legal como princípio constitucional do processo … - Páginas da web relacionadas
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jun. 1215 - Em junho de 1215, os nobres ingleses obrigaram o rei João-sem-Terra a lhes conceder a famosa "Charta Magna libertatum", considerada por alguns a origem de todas as monarquias constitucionais e berço das democracias futuras, por limitar os direitos da Coroa e de ...Em junho de 1215, os nobres ingleses obrigaram o rei João-sem-Terra a lhes conceder a famosa "Charta Magna libertatum", considerada por alguns a origem de todas as monarquias constitucionais e berço das democracias futuras, por limitar os direitos da Coroa e de muitos senhores feudais. papa Inocêncio III, em texto a ser citado, condenou e declarou inválida a Carta Magna. Esse documento papal, porém, não foi aceito pelo primaz da Igreja da Inglaterra, Stephen Langton ...
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De Autoridade da verdade (A) - Páginas da web relacionadas
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15 jun. 1215 - assinada, em 15 de junho de 1215, por João Sem-Terra, como era conhecido, no Direito. Inglês. Era o consignado na cláusula n.º 39 preso, nem privado se seus bens (disseisiatur), banido (utlagetur) ou exilado ou, de algum.
De Pagina do Paulo - Páginas da web relacionadas
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19 jun. 1215 - A origem mais apontada por diversos autores é a Magna Carta, que por opressão dos barões, foi outorgada pelo Rei João Sem Terra em 19 de junho de 1215, nos campos de Runnymed, na Inglaterra. Como aponta Pinto Ferreira: “O habeas corpus nasceu historicamente ...2 ORIGEM O instituto do habeas corpus tem sua origem remota no Direito Romano, pelo qual todo cidadão podia reclamar a exibição do homem livre detido ilegalmente. A origem mais apontada por diversos autores é a Magna Carta, que por opressão dos barões, foi outorgada pelo Rei João Sem Terra em 19 de junho de 1215, nos campos de Runnymed, na Inglaterra. Como aponta Pinto Ferreira: “O habeas corpus nasceu historicamente como uma necessidade de contenção do poder e do ...
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De Portal jurídico, o guia do estudante de Direito.: 03.08 - Páginas da web relacionadas
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21 jun. 1215 - A Magna Carta, já velha conhecida dos cursos de direito constitucional, datada de 21 de junho de 1215, outorgada pelo rei da Inglaterra, João Sem Terra, resulta de um pacto entre o rei e os barões revoltados, apoiados pelos burgueses de Londres.Senhores feudais ou reis escreviam direitos fundamentais para que fossem sempre respeitados naquelas comunidades. A Magna Carta, já velha conhecida dos cursos de direito constitucional, datada de 21 de junho de 1215, outorgada pelo rei da Inglaterra, João Sem Terra, resulta de um pacto entre o rei e os barões revoltados, apoiados pelos burgueses de Londres.
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out. 1215 - Apontaremos apenas as famosas disputas de João Sem Terra com os Barões do seu Reino, que até o cercarão na Torre de Londres, e lhe arrancarão as celebres concessões de que a historia faz menção, e das quaes se seguirão desastrosas consequencias para aquelle ...Apontaremos apenas as famosas disputas de João Sem Terra com os Barões do seu Reino, que até o cercarão na Torre de Londres, e lhe arrancarão as celebres concessões de que a historia faz menção, e das quaes se seguirão desastrosas consequencias para aquelle Mpnarcha, que lhe abreviá- rão os dias da existencia, vindo a fallecer em 19 d'Outubro de 1215. No reinado de seu successor Henrique III, durante a sua minoridade a insolencia e desordem dos Barões continuou a entreter ...
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10902 - TRABALHO

Trabalho
Saiba o que é, definição, importância, diferença entre trabalho e emprego, economia, dia do trabalho


Trabalho: atividade física ou intelectual


Definição de trabalho

Podemos definir trabalho como qualquer atividade física ou intelectual, realizada por ser humano, cujo objetivo é fazer, transformar ou obter algo.

O trabalho na vida do homem

O trabalho sempre fez parte da vida dos seres humanos. Foi através dele que as civilizações conseguiram se desenvolver e alcançar o nível atual. O trabalho gera conhecimentos, riquezas materiais, satisfação pessoal e desenvolvimento econômico. Por isso ele é e sempre foi muito valorizado em todas as sociedades.

Diferença entre trabalho e emprego

Vale dizer que há diferença entre trabalho e emprego. Enquanto o primeiro envolve a atividade executada em si, o segundo refere-se ao cargo ou ocupação de um indivíduo numa empresa ou órgão público.

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No Brasil e também em vários países do mundo, o Dia do Trabalho é comemorado em 1º de maio.

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