terça-feira, 1 de junho de 2010

100 - OS CALDEUS (NEO-BABILÔNIOS)

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Civilizações Antigas
História dos Povos da Antiguidade

Os Caldeus
Os Neobabilônios, foram assim que ficaram conhecidos os Caldeus.

Os Caldeus originalmente viviam ao sul das terras da Babiônia.

Com a ajuda dos Medos, os Caldeus conseguiram destruir o Império Tirano dos Assírios em 612 a.C..

Comandados por Nabopolassar, os caldeus formaram um novo Império que teve novamente como capital a Cidade da Babilônia.
Através de uma politica imperialista, Nabopalassar passou a controlar um vasto território. O Império Caldeu passou a ser chamado de Segundo Império Babilônico. Faria parte deste Império a Mesopotâmia, a Síria, o Elam e a Palestina.

A Bíblia relata um pouco sobre a história dos Neobabilônicos, foram eles que após conquistarem o reino de Judá destruíram Jerusalém. Muitos Hebreus foram levados como escravos para a capital, episódio que ficou conhecido como o "Cativeiro da Babilônia".

Assim como quase todos os povos do mundo antigo, os Caldeus eram politeístas, isto é, adoravam vários deuses.


A principal atividade econômica dos Caldeus era a agricultura. Os povos conquistados pelos por eles, eram obrigados a pagar tributos. O dinheiro arrecadado era gasto na construção de novas cidades.

O Império teria uma notável evolução no reinado de Nabucodonosor II. Novos palácios e enormes construções foram feitas como a Torre de Babel e o suposto Jardins Suspensos da Babilônia.

O Império Neobabilônico chegaria ao fim em 539 a.C., ano em que o Império Persa governado por Ciro, O Grande, conquistaria toda a Mesopotâmia transformando a Babilônia numa simples província Persa.

Termina assim a soberania dos povos semitas sobre a Mesopotâmia.


Postado por allan gama às 09:09
4 comentários:
pamela disse...
Qual foi o seu desenvolvimento o trabalho deles?

1/3/10
douglas kaena disse...
qual era sua religiao?

5/4/10
Ana Paula disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
6/4/10
beatriz disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
3/5/10

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99 - O IMPÉRIO CALDEU-BABILÔNICO

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CRONOLOGIA : refere-se ao TEMPO em que eventos aconteceram

# Antes de Jesus, conta-se o tempo em ordem regressiva:de trás para a frente,
- seguida da sigla: aC = antes de Cristo.

- CRONOLOGIA mostra quando e por quanto tempo ...ACONTECEU tal fato !
- é importante localizar os eventos no tempo: na Bíblia, coisas que aconteceram no espaço de muitos anos podem ser citadas em versículos subseqüentes;
- ex: entre o último versículo de Gênesis e o primeiro de Êxodo há cerca 400 anos!
> anotem no fim de Gênesis e antes de Êxodo 1.1 '400 anos depois...'
> Quase o tempo decorrido desde o descobrimento do Brasil até hoje!
*Gênesis cobre fatos acontecidos em cerca de 2.000 anos, ou pouco mais:

Tendo idéia do tempo decorrido:
* 1.656 anos entre Adão e o dilúvio,
* 427 anos do dilúvio a Abraão = 2.083 anos (pg 83HHH)
- Como a gente sabe? Por causa das genealogias,Gn 5, 11.10, 1Crônicas
- que parecem inúteis e acham 'chatas' de serem lidas
( A Bíblia de Estudo Indutivo tem bons esquemas que ajudam essa compreensão)

*100 anos tinha Abraão quando Isaque nasceu. Gn 12 a 21
* 60 anos tinha Isaque quando os gêmeos nasceram. Gn 21 a 25.25

* 70/80 anos tinha Jacó quando foi para o Egito.~~~~~~~~~~~~~~~~

* 400 anos entre Gênesis: último versículo e o primeiro de Êxodo , Ex 1.

* 40 anos Moisés ficou na corte de Faraó, ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
* 40 anos Moisés passou em Harã, cuidando das ovelhas do sogro Ex 2,3


* 40 anos Moisés peregrinou com o povo no deserto, Total de 120 anos

(Tempo em que escreveu Pentateuco: Gn, Ex, Lv Nm Dt
* 40 anos Calebe tinha quando foi espiar a terra, Js 14.7
( +40 anos no deserto+5 anos para conquistar a terra =85anos)
* 5 anos, Josué: levou para subjugar os povos da terra,
* 25 anos Josué viveu depois da conquista de Canaã: morreu aos 110 anos

~~~~~~~~~~~~~
* 400 anos foi o tempo dos Juízes: ( 400, 430 anos) ~~~~~~~~~~~~~

( 480 anos entre o êxodo e Salomão, 1Rs 6.1)

* 400 anos, ao todo, foi o tempo dos Reis, sendo:
120 anos, reino unido 1 e 2 Samuel, 1 Reis
210 anos, o reino dividido: Israel ao norte, Judá ao sul, 2 Reis
70 anos, só Judá, 1e 2 Crônicas: Total : 400 anos ~~~~~~~~


* 70 anos de cativeiro, duração do livro de Daniel: um pouco mais... ~~~~~~

* 100 anos entre a volta do cativeiro e o profeta Malaquias ~~~~~~~~~~~~


* 400 anos de silêncio entre o Velho e Novo Testamentos: Período Interbíblico


* 30 anos foi o tempo da vida de Jesus, narrada nos Evangelhos: 30AD
(já consta no Novo Testamento, mas ainda é tempo da Lei)

* + 30 anos é o período das narrativas do livro do livro de Atos: 60AD
(o tempo das cartas de Paulo + Hebreus )

* +30 anos é o tempo das chamadas cartas Gerais: Tiago, Pedro, João e Judas: 90AD
* 90AD: Apocalipse é revelado a João, fechando a revelaçao das Escrituras
( Total de tempo coberto pelo Novo Testamento: 95 anos)



-O Novo Testamento cobre período de quase 95 anos
# Imagine a história de 1910 a 2005: quase um século!

- Um bom meio de se captar a História é ir conhecendo bem PORÇÕES dos eventos. Depois, juntando tudo, como os elos de uma corrente, tem-se interessante visão panorâmica, e fica MUITO mais fácil de se entender situações e motivos das pessoas nelas inseridas. - Vocês vão ficar craques em cronologias...
# e admirados ao ver como é MUITO interessante, e esclarecedor ! J















































Introdução:

Lendo ESDRAS e NEEMIAS convém dar uma olhada...
i) na cronologia da época dos cativeiros de Israel e Judá, e

ii) na Cronologia do tempo da restauração, na volta do cativeiro

iii) na Cronologia dos reis persas, depois do cativeiro!



*Cronologia dos cativeiros de Israel e Judá
- Por causa do pecado de Salomão: cavalos do Egito e mulheres, Dt 17.16-17

1 Rs 4.26,10.26 , 1 Rs 11.1-14

- O reino foi dividido: 1Rs 11.28-40, 12.16-19

- 10 tribos formam o reino de Israel, ao norte, capital Samaria, que se desvia do Senhor # o rei não confiou que Deus que lhe dera o trono, seria Suficiente para mantê-lo: temeu que, indo sacrificar em Jerusalém, o povo quisesse juntar-se a Judá novamente. 1Rs 12..26-30

- Uma tribo e meia ao sul, forma o reino de Judá, capital Jerusalém 1Rs 12.20
# Só por causa da promessa de Deus a Davi, e para dar continuidade à linhagem da promessa do Descendente, Deus mantém a linhagem de Judá no trono. 1Rs 11.32,36
- OS FIÉIS de todas as tribos, quando percebem a apostasia de Israel, vão para Judá. Por isso, no Apocalipse é possível achar representantes das 12 tribos! Ap 7.4, 14.4



*1 e 2 Reis contam as concomitantes sucessões dos reis de Israel (norte) e Judá (sul)
- Por causa da descarada idolatria, Deus envia os profetas: chama Seu povo de volta a Si, e avisa de terríveis juízos se insistirem em andar após outros deuses. Não deram ouvidos às palavras do Senhor pelos profetas, e são levados cativos, 2 Rs 17. 13-18
# Mesmo rebeldes, o reino de Israel durou 210 anos (HHH pg 182)
-Em 734 – 721 aC Israel, do norte, é levado pela Assíria, capital Nínive.
# Os assírios tinham o costume de espalhar os cativos entre outros povos; com casamentos mistos, a raça , a língua e os costumes se diluíam, vindo o tal povo a desaparecer. Foi o que aconteceu com os israelitas
# Os outros povos que os assírios mandaram habitar m Samaria, não tiveram problema de acrescentar o culto a Jeová aos seus outros cultos, o que é uma abominação ao Senhor: por isso, a inimizade entre judeus e samaritanos e o dilema da mulher, em João 4.9-20

-Não se dando por avisado, pelo ocorrido com Israel, Judá(reino do sul) continua com sua apostasia. Profetas são enviados para chamá-los de volta ao Senhor, em vão.


# O REINO UNIDO DURARA 120 ANOS, três reinos de 40 anos cada:
- Saul At 13.21 / Davi , 2Sm 5.4 / Salomão, 1Rs 11.42

# SÓ JUDÁ, CERCA DE 280 ANOS,
O tempo dos Reis (120 + 280) perfaz 400 anos



# O cativeiro se dá em etapas: num período de 20 anos, sob Nabucodonozor que tinha outro sistema de tratar os cativos: deixava-os juntos em regiões fechadas, como guetos. Ali, eles podiam manter sua identidade, cultura e culto. Por isso os judeus (os de Judá) puderam voltar do cativeiro e dar continuidade ao povo escolhido para trazer o Messias ao mundo, cf promessa de Deus: 1Cr 22.8-10, Sl 89.34-37, Lc 1.30-31


i) 606 aC ... Nabuco... sobe contra Judá, leva cativos: entre eles Daniel e amigos.

Exige pagamento de tributos. 2Cr 36.6-7, Dn 1.1-3

ii) 597 aC ... Como Judá não que pagar os tributos, há nova investida, 2Rs 24.1,11
Todos são levados, inclusive Ezequiel. Ficam apenas os pobres, 24. 14

iii) 589 aC ... Por recusar pagar impostos, Jerusalém é sitiada por três anos

(Tempo terrível, em que mães vieram a comer seus filhos, Jr 19.9 Lm 4.10)

*Até que, em 586 aC, Jerusalém é invadida, o Templo destruído, tudo queimado.

Em 586 aC Judá é levado cativo pelos caldeus, povo da Babilônia.

# Os judeus ficam 70 anos na Babilônia, como predito por Deus, Jr 25.11-12
Tempo contado desde a primeira investida dos caldeus, quando Daniel foi levado;
Interessante: Daniel ora pedindo que Deus cumpra Sua Palavra, Dn 9.2 –19
P Como o homem tem livre arbítrio, e a Terra for dada aos homens, Sl 115.16

Deus age quando alguém na terra quer, pede que Ele faça a Sua vontade,

Cumpra a Sua Palavra: ‘busquei um homem que...estivesse perante Mim por esta terra, para que Eu não a destruísse; mas a ninguém achei’ Ez 22.30-31


- Completados os 70 anos de cativeiro, cai o império caldeu, Babilônia é destruída.
- Começa o império medo-persa, sob Dario, o medo, e Ciro, o persa, Is 44.28, 45.1
Em 536aC, é permitida a volta dos cativos para Jerusalém.


iii) CRONOLOGIA DA RESTAURAÇÃO.

*Caído o império babilônico pela conquista do império medo-persa, Dn 5.30-31

* Dario, o medo, ocupa o trono enquanto
* Ciro, o persa, continua lutando por mais dois anos, ao norte.

* Autorizada a volta dos cativos judeus, Ed 1.1-7, Ed cap 2

EM 536aC... Zorobabel, líder político, com Josua, sacerdote, e 49.897 judeus
49.897(!) pessoas, os vasos da casa do Senhor e muitos animais...
* No sétimo mês, edificam o altar e oferecem sacrifícios.
Em 535 aC... no 2o, mês, uns 6 meses depois: início da reconstrução do Templo;Ed 3.8,mas é interrompida por inimigos, Ed cap 4
Em 520 aC... 15 anos depois, reencetada a obra por Ageu e Zacarias, Ed 5-6.13

Em 516 aC... o Templo é concluído, não sem oposições. A obra demorou 4 anos,

# feita de acordo com planta dada pelo Senhor a Ezequiel,
Em 572 aC... 14 anos depois de destruída Jerusalém, Ez 40 a 48

56 anos antes de seu término.

Em 478 aC... 38 anos depois, Ester torna-se rainha da Pérsia (ver livro de Ester)

Em 457 aC... 21 anos depois, Esdras vem da Babilônia a Jerusalém, Ed 7

Em 444 aC ... 13 anos depois, Neemias vem para reconstruir os muros, Ed 1 a 3

Não sem oposição, a obra é completada em 52 dias, Ed 4, 6.15, 7.1,

Em 432 aC ... 12 anos depois, Neemias volta para a Babilônia,

Retornando a Jerusalém pouco tempo depois, Ne 13.6

Assim se completa a obra de restauração de Jerusalém, que durou 92 anos:iniciada com a restauração do culto (536aC) reafirmada a aliança com Deus, ao término do Templo( 516aC) e estabelecida como Nação reconhecida pelos persas, império dominante ( 444aC) #


iiii) Cronologia dos reis persas: * Manual HHH, pg 231/ ed 61
Império medo-persa:

- Dario, medo, 538-529aC Ed 1.1 (reina 2 anos antes de Ciro, persa, que ainda guerreava ao norte)

- Cambises 529-522aC, pára a obra (Artaxerxes, Ed 4.7) Ed 4.24

Dario I 521 - 485aC, nova autorização Ed 6.6-12

Xerxes(Assuero) 485 - 465aC marido de Éster

Artaxerxes 465 - 425aC : enteado de Éster, favorável aos judeus.
Em 457aC autoriza Esdras a voltar para Jerusalém
Em 444aC autoriza Neemias reedificar os muros

-O império persa vai até 331aC, quando é conquistado pelo grego Alexandre, o Grande.

# já no período inter-bíblico (tem artigo sobre esse período) FIM



-O Novo Testamento cobre período de cerca de 100 anos: desde anúncio do nascimento de João Batista (Lc 1) até a revelação do Apocalipse, cerca de

de 90/95 AD. (um século, como de 1905 a 2005, é bastante tempo)#











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98 - OS CALDEUS (NEO-BABILÔNIOS)

609 AEC – O Fim Definitivo da Assíria



01. “Fim da Assíria. - .... Então, depois da queda de Nínive em 612, a queda de Haran em 610 e a tentativa de reconquistá-la mais tarde em 609, a Assíria deixou de existir.” – Encyclopedia Britannica, Chicago, 1964, pp. 966, 967.

02. “Em 745, Teglar-Falasar III (745-727) fez-se proclamar rei. Sua dinastia conservaria o trono até a queda de Nínive em 612 e a ruína definitiva do poderio assírio em 609.” – Enciclopédia Delta Larousse, Rio de Janeiro, Editora Delta S.A., 1967, p. 694.

03. “[O] último rei [assírio], Assurballit II, foi definitivamente derrotado em 609 a.C. Sobre as ruínas da Assíria ergueu-se o último dos grandes impérios semitas do Oriente, o Novo Império Babilónio, que com Nabucodonosor II (604-562 a.C.) teve o seu maior esplendor, mas a que os persas de Ciro puseram termo em 539.” – Dicionário de História Universal, de Mario Matos e Lemos, Portugal, Editorial Inquérito, 2001, verbete “Assíria”, pp. 102, 103.

04. “A partir de 609, nada mais se sabe do último soberano desse império [assírio] e ficaria, a partir de então, a Babilónia a presidir, não só ao destino da Assíria, mas também de todo o Próximo Oriente.” – Civilizações Pré-Clássicas, António Augusto Tavares, Portugal, Universidade Aberta, 1995, p. 294.

05. “A grande maioria dos textos assírios, no entanto, pertence ao Período Neo-assírio (1000-609 a.C) e provêm dos arquivos reais de Nínive e Kal-hu.” – Lendo o Passado, J. T. Hooker (introd.), São Paulo, Editora Melhoramentos, 1996, p. 37.

06. “Um último rei [assírio], Assur-Uballit II (612-609 a.C.) reinou por um breve tempo na capital provincial de Harã.... mas foi expulso pelos babilônios.” – Dicionário da Bíblia, de Bruce M. Metzger e Michael D. Coogan (org.), Rio de Janeiro, vol. 1, Jorge Zahar Editor, 2001, p. 15.

07. “No mês Du’uz (junho-julho)(609 a.C) o rei da Assíria obteve um grande exército egípcio e partiu contra Harran para conquistá-la... Até o mês Ulul (agosto-setembro) ele lutou contra a cidade, mas não conseguiu conquistá-la.” – E a Bíblia Tinha Razão, Werner Keller, São Paulo, 8ª edição, 1964, Editora Melhoramentos, p. 240; citação de uma tabuinha cuneiforme do Museu Britânico, traduzida pelo assiriólogo C. I. Gadd.

08. “Os assírios foram definitivamente derrotados [por Babilônia] em 609 a.C. e a Assíria desapareceu da história.” – Dicionário Bíblico, de John L. Mackenzie, São Paulo, 2001, Ed. Paulus, p. 90.

09. “Em 609, os babilônios finalmente derrotaram os Assírios e iniciaram o estabelecimento de seu controle sobre a Fenícia, a Síria e a Palestina.” – A História da Humanidade, Vol. III, J. Herman & E. Zürcher, 1996, Paris, London, New York, UNESCO, p. 117.

10. “[Os] caldeus (denominados também “novos babilônicos”) – [dominaram a região] de 609 a 539 a.C.” – História, uma Abordagem Integrada, 1ª edição, de N. L. de Petta e Eduardo A. B. Ojeda, São Paulo, Editora Moderna, 1999, p. 8.

11. “O fim da Assíria (609).... O Egito, aliado da Assíria desde 616, correu em socorro de Assurbalit, mas já era muito tarde. A cidade de Harran não pôde ser reconquistada. O império neo-assírio estava vencido.” – Israel e Judá, Textos do Antigo Oriente Médio, São Paulo, Ed. Paulinas, 1985, p. 81.

12. “609. – Derrota definitiva do último rei assírio. Necau vence e destrona Josias de Judá.... A ruína do Império Assírio permitiu que os caldeus [babilônios] estendessem o seu domínio à Síria e à Palestina.” – As Grandes Datas da Antigüidade, Portugal, Publicações Europa-América, 1984, p. 37.

13. “O reinado de Josias (640-609).... Meguido é, sobretudo, a cidade diante da qual Josias encontrou a morte em 609 a.C. Verifica-se que a sua intenção terá sido barrar o caminho ao egípcio Necao II, que tinha vindo ajudar o rei da Assíria na guerra contra Aram.” – Grandes Impérios e Civilizações - A Bíblia, Vol. II, Edições Del Prado, Rio de Janeiro, 1997, pp. 156 e 158; Compare com 2 Reis 23:29.

14. “A reforma propriamente dita de Josias durou pouco, o rei tendo sido morto em 609, em Megido, por ocasião da batalha que empreendeu contra o faraó Necau.” – A Bíblia na Origem da História, de Pierre Gibert, Ed. Paulinas, São Paulo, 1986, p. 22.

15. "Em 612, Medos e Babilônios dirigiram-se a Nínive, que caiu depois de um cerco de três meses.... a resistência assíria parece ter acabado em 609 a.C. .... [Os egípcios] no ano 610 a.C. tinham ido em ajuda dos Assírios e, depois de derrotar e assassinar Josias, rei de Judá, em Meguido (609 a.C. aprox.) quando tentava fazer-lhe frente, estabeleceram-se em Carchemi. Em 605 a.C. os babilônios conseguiram expulsar os Egípcios." - Grandes Impérios e Civilizações - Mesopotâmia, Vol. II, Edições Del Prado, Rio de Janeiro, 1997, p. 198.

16. "A tomada de Harã em 610 a.C., cidade onde o rei da Assíria se tinha refugiado, abriu ao rei de Babilónia o caminho para o Levante e a costa mediterrânea, e depois para o Egipto." - Babilónia, Béatrice André-Salvini, Publicações Europa-América, 2001, p. 42; compare com a citação nº 1.

17. "609 a.C. - Babilônia aniquila o reino assírio e retoma a liderança política.... 539 a.C. - Babilônia sucumbe ao poder do império persa." - Revista História Viva, edição especial temática nº 6, Duetto Editorial, São Paulo, 2004, p. 7.


Revista História Viva, edição especial nº6
DISPONÍVEL EM BANCAS DE JORNAL - Dez/2004

18. "O império Assírio, 700-609 AC." (Universidade de Oklahoma)

19. "O período Neo-Babilônio (Caldeu)(626-539 AEC). Nota: a conquista da Assíria pelos Caldeus (habitantes de mat Kaldu) em 609 AEC." (A Chronological History of Babylonian Astronomy by Gary D. Thompson)



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97 - OS CALDEUS

Civilizações da Antiguidade/Caldeus
Origem: Wikilivros, livros abertos por um mundo aberto.
< Civilizações da Antiguidade
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Os Caldeus







fragmentos da alameda de procissão do portão de IshtarÍndice [esconder]
1 Quem eram os caldeus?
2 Território caldeu
3 Após os assírios
4 Nabucodonosor II
5 Política
6 A restauração
7 A magnífica Babilônia
8 Queda do império caldeu
9 Caldeus ainda hoje
10 Referências


[editar] Quem eram os caldeus?
Eram um povo semita, de origem árabe, que ocupou o território correspondente à Mesopotâmia meridional, na primeira fase do primeiro milênio a.C. Eles surgiram nesse local mais ou menos ao mesmo tempo que os arameus e os shutu.

É provável que sua língua, assim que se estabeleceram na Babilônia, fosse o acádio, da linguagem assíria de Nínive. Ao final do império assírio, passaram a falar o aramaico.

Esse povo formou um reino independente ao redor da cidade suméria de Ur. Portanto, ocupava parte da Babilônia.

Existem muitos povos relacionados a esse local, na mesma fase histórica, de modo que o povo caldeu ficou mais conhecido através da 11ª dinastia de reis da Babilônia, a chamada Dinastia Caldéia.

O nome Caldéia foi usado (em especial na Bíblia), para nomear toda Babilônia logo que foi ocupada pelos caldeus.

[editar] Território caldeu

os impérios por volta de 600 a.CNa cabeceira do rio Eufrates e adjacente ao Golfo Pérsico, na porção sul da Babilônia, ficavam as terras ocupadas pelo povo caldeu.

Essa terra era chamada de mat Kaldi pelos assírios, ou terra de Caldéia. Eles também usavam a expressão mat Bit Yakin e o rei da Caldéia era chamado de rei de Bit Yakin, logo toda Babilônia sob o império dos caldeus passou a se chamar Caldéia. Mas, o fato da dinastia caldéia governar a Babilônia durante 87 anos, não deve ser visto como se os babilônios tivessem se tornado caldeus.

[editar] Após os assírios
Grandes guerreiros que formaram um poderoso império, os assírios não foram bem sucedidos para administrar tão grande território e as rebeliões se sucederam.

O rei dos caldeus, Nabopolassar e o rei da Média, Ciaxares se uniram e derrotaram os assírios, destruindo Nínive e Assur.

Esse é o inicio do Império Caldeu ou 2º Império Babilônico. O império dos caldeus ficou sendo chamado babilônico, pelo fato desse povo ter assimilado a cultura e estar ligado de maneira definitiva à Babilônia.

É claro que a herança assíria era muito valiosa e os vencedores tomaram o espólio assírio. Portanto, a queda dos assírios não significou a independência dos territórios que pertenciam ao império assírio. Eles apenas passaram para o domínio de outros conquistadores.


objeto ritual de Kültepe, AnatoliaNessa fase, esses povos ficaram imprensados entre dois grandes impérios que lutaram 40 anos pelo domínio desses territórios, os babilônios e os egípcios. Esses babilônios já tinham como rei Nabopolassar e eram os caldeus.

Os governantes do império caldeu foram:

Nabopolassar 632-605 a.C.
Nabucodonosor II 605-562 a.C.
Nabônidus 556-539 a.C.



[editar] Nabucodonosor II

efígie de Nabucodonossor
Por volta de 605 a.C. morre o rei Nabopolassar e seu filho e sucessor Nabucodonosor, que estava lutando já quase na fronteira do Egito, retorna à Babilônia para ser coroado.

Nabucodonosor II foi de fato, o grande personagem desse período e como todos os grandes conquistadores, foi um rei de decisões controversas.

Ele já era um guerreiro e seu objetivo era formar um grande império. Primeiro expulsou os egípcios da região da Síria-Palestina e continuou durante 30 anos lutando contra outros povos e anexando territórios.

Seu nome está ligado a todas as grandes conquistas do império babilônico governado pelos caldeus.

[editar] Política
Sob Nabucodonosor II e seus sucessores, os caldeus, ou novos babilônios, seguiram o modelo assírio com muito mais firmeza (ou violência), a cada conquista grandes deportações.


império neo-babilonico em 540 a.C.Essa política impedia revoltas porque obrigava os povos dominados a se espalharem, cortava os vínculos com a terra e com os compatriotas. Obrigados a longas marchas, aqueles que sobreviviam eram empregados nas lavouras e já não tinham forças morais e físicas para fazer oposição aos dominadores.

Assim foi feito com os hebreus de Judá (cativeiro da Babilônia), com os soldados egípcios feitos prisioneiros na batalha de Karkemish, com os habitantes de Tiro (fenícios) e também com os de Gaza.

Essa era a mão-de-obra que garantia a riqueza e ao mesmo tempo a paz. Um povo disperso acaba assimilando os costumes, os deuses e até mesmo a linguagem dos outros e não causa problemas aos dominadores se apegando a suas raízes e lutando por elas.

[editar] A restauração

painéis em relevo do portão da Babilonia, atual HilahSob Nabopolassar e depois dele Nabucodonosor II, a Babilônia passou para o controle dos caldeus, que assimilaram a cultura e formaram um império que se estendia da Cilícia anatólica ao norte, até as margens da península arábica ao sul. Do mar Mediterrãneo a oeste aos Montes Zagros no leste. Este era o império dos caldeus do rei Nabucodonosor II.

Mas, independente de todas as guerras e conquistas a prioridade que Nabucodonosor II herdara de seu pai, Nabopolassar, era reconstruir a cidade de Babilônia.

Para remodelar a cidade era preciso de mão-de-obra e matéria prima. Os deportados formavam a mão-de-obra barata e prática, que enquanto trabalhava não tinha tempo de insuflar rebeliões.

As cidades conquistadas pagavam tributos com riquezas como a madeira de cedro fenícia e outras, além das matérias primas locais e isso permitiu tornar realidade as ambições do rei.

Primeiro, abrir canais de irrigação, cultivar as terras, cuidar dos rebanhos, prover a alimentação. Depois restabelecer as vias de comunicação, cuidar da defesa da cidade. Então, começar as obras de embelezamento.

[editar] A magnífica Babilônia
A cidade idealizada e tornada real pelos dois grandes reis caldeus, Nabopolassar e Nabucodonosor II era a capital do império, portanto, além de bela era inexpugnável.

Protegida por uma dupla muralha, um fosso, além de muros externos que serviam de diques para protegê-la das enchentes em tempos de paz. Em tempos de guerra, bastava que os diques fossem destruídos para que a planície ficasse inundada, impedindo o acesso à cidade.


projeto da BabilôniaTudo o que havia de mais belo nos territórios conquistados foi levado para a capital do império. Um exemplo foi a tomada de Jerusalém, quando os babilônios levaram as colunas da entrada do Templo e as bases do Mar de Bronze (bacia de purificação), além de outros objetos rituais.

Na entrada da cidade está a Porta de Ishtar, a deusa do amor, a protetora da cidade. Existem 7 outras portas nas muralhas mas esta é deslumbrante. Decorada com frisos e fileiras de animais, seus tijolos são esmaltados em azul e causam grande impressão.

Para homenagear Marduk, o deus tutelar do país, Nabucodonosor II manda restaurar o Esagil, templo do deus, e a Etemenanki que era uma espécie de zigurate em andares, que chega a mais de 90 metros de altura. No topo, há uma camara onde o deus encarna sempre que vem à Terra. Talvez tenha vindo daí a inspiração para o conto da Torre de Babel.

Babilônia possui um belíssimo palácio real, palácio de verão, 53 templos e 600 santuários.

Os tão famosos Jardins Suspensos, até hoje (2009) não foram encontrados. É possível que tenham existido, mas a despeito de todas as pesquisas arqueológicas nada foi encontrado que prove a sua existência.

A Babilônia no tempo dos reis caldeus foi a jóia do Oriente, uma cidade magnífica.




[editar] Queda do império caldeu

cilindro com inscrição de NabônidasO quarto sucessor de Nabucodonosor II, Nabônidas, tentou impor o culto a Sin (deus da lua) que era adorado entre os arameus do oeste.

Já vimos em outras civilizações que a religião é uma das partes mais sensíveis de um povo. Então, não se sabe ao certo o motivo, mas Nabônidas abandona a capital e vai viver no oásis de Tema, deixando o príncipe herdeiro Baltazar (Bel-Shar-Usur) no comando do império.

Na ausência do rei, o clero de Marduk não podia pedir as bênçãos na festa do Ano Novo, com isso o império perderia as graças do deus.


Marduk e seu dragãoQuando Ciro II, o Grande, da Pérsia, toma o reino de Judá, Nabônidas volta para defender sua capital, mas era tarde demais.

Os persas foram bem recebidos graças à sua tolerância religiosa e ao fato de permitirem que os deportados retornassem às suas terras de origem.

Ao conquistar a Babilônia, os persas descobriram que os caldeus eram um povo de grande conhecimento, especialmente na leitura, na escrita e em todas as formas de artes mágicas.

A astronomia era a sua principal ciência, eles conheciam os planetas e os diferenciavam das estrelas, podiam inclusive prever eclipses.

Desde então, caldeu em grego, passou a significar astrólogo.




[editar] Caldeus ainda hoje
Historicamente os caldeus foram os últimos governantes da Babilônia e seus descendentes ainda hoje vivem no mesmo local por onde passaram tantos povos que deixaram uma herança inigualável.

Os caldeus de Beth Nahreen que hoje é Iraque, leste da Síria e sudeste da Turquia, são descendentes dos povos nativos da Mesopotâmia, dos sumérios, acadianos, assírios, caldeus e outros.

Eles usam o aramaico clássico na liturgia e falam aramaico caldeu. O aramaico é a língua mãe da qual derivaram o árabe e o hebreu.




[editar] Referências
Diversas fontes sobre os caldeus
os caldeus
Mesopotâmia, período neo-babilônio
como seria o Etemenanki
Obtido em "http://pt.wikibooks.org/wiki/Civiliza%C3%A7%C3%B5es_da_Antiguidade/Caldeus"
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96 - OS CALDEUS (SEGUNDO IMPÉRIO BABILÔNICO)

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A Assíria
Os Caldeus (Nova Babilônia)
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Ruínas dos Jardins Suspensos da Babilônia A Babilônia era uma das cidades da Mesopotâmia, região ao sul da Ásia entre o rio Tigre e o Eufrates, no atual Iraque e terras circundantes.

Veja o mapa da zona da antiga Mesopotâmia (termo que significa "terra entre os rios") (Fonte: Museu Americano de História Natural - Central Park - Nova Iorque - EUA)

Entre 2.000 e 700 a.C, o império assírio, de grande poder bélico, estendeu seus limites ao Mediterrâneo, às montanhas armênias, às costas do mar Negro, Chipre, Egito e Núbia. Em 625 a.C., a Babilônia, Estado acadiano, invadiu o território assírio, destruiu todas as cidades e exterminou seus habitantes. A conquista da Assíria aumentou o poder da Babilônia, que se tornou a mais notável cidade do oriente. O progresso econômico permitiu o seu embelezamento, com a construção de palácios, templos e dos famosos jardins suspensos. Em 539 a.C., Ciro, rei dos Persas, conquistou a Babilônia.

O sucesso dos assírios foi menor que a sua ambição: os novos territórios rapidamente anexados fizeram o império se estender tanto que se tornou difícil governá-lo. Na verdade, a arte de administrar não era o forte dos assírios, de modo que não tardou a desagregação interna de seu poderio, causado pelas seguidas rebeliões dos povos submetidos. E quem acabou por dar o golpe final nos assírios foram justamente os caldeus, os semitas do sul. Chefiados por Nabopalassar, que já servira aos assírios como governador de província, organizaram a insurreição e tomaram Nínive, a capital assíria, em 612 a.C.

Nascia, então, o império caldeu, também chamado Segundo Império Babilônico, e sete anos depois, morrendo Nabopalassar, entra em cena seu filho Nabucodonosor. Que tinha um objetivo bem definido: conquistar o que pudesse. Sem perder tempo, organizou o exército e lançou-se mundo a fora. Os primeiros a cair foram os egípcios; os assírios vieram logo a seguir. Os fortes dominados, chegou a vez dos fracos: o reino de Jerusalém, que havia conseguido resistir aos assírios, a Fenícia e a grande parte da Arábia. Ao todo foram 30 anos de guerras contínuas, Mas Nabucodonosor cumprira seu objetivo e podia então considerar-se, acima de qualquer suspeita, o mais poderoso soberano do Oriente.

2º Império Babilônico – Nabucodonosor (604 a.C. - 562 a.C.), é também conhecido como Nebuchadrezar II. Deu continuidade à época de prosperidade e hegemonia babilônicas. Durante seu reinado de 42 anos, a Babilônia atingiu seu período mais glorioso e ficou conhecida como a “Rainha da Ásia”. Construiu a Torre de Babel e os famosos Jardins Suspensos, considerados uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Líder militar de grande energia e crueldade, aniquilou os fenícios, derrotou os egípcios e obteve a hegemonia no Oriente Médio. Em 598 a.C. conquistou Jerusalém e realizou a primeira deportação de judeus, que seguiram para a Mesopotâmia, no episódio conhecido como “o cativeiro da Babilônia”.

Os babilônicos criaram a astrologia e a astronomia e aperfeiçoaram a matemática com a invenção do círculo de 360 graus e a hora de 60 minutos. Eram politeístas e divinizavam o rei.
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95 - O SEGUNDO IMPÉRIO BABILÔNICO

Coisas que não podem ser feitas de maneira alguma.Segundo Império Babilônico
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Império Babilônico
Segundo Império Babilônico
[[Assíria|←]]

[[Reino de Judá|←]]
626 a.C. – 539 a.C. [[Aquemênidas|→]]


O império em 540 a.C.
Continente Ásia
Capital Babilônia
Governo Não especificado
Rei
• 668 a.C. - 627 a.C. Assurbanípal
• 604 a.C. - 562 a.C. Nabucodonosor II
• 562 a.C. - 539 a.C. Alexandre, o Grande
História
• 626 a.C. Morte de Hamurabi e tomada dos assírios
• 539 a.C. Persas invadem o Império
O Segundo Império Babilônico ou Império Neo-babilónico é a denominação para uma época de 626 a.C. a 539 a.C., dominada pelo governo de Nabucodonosor II e outros até a conquista da Babilônia pelo Império Aquemênida.

Índice [esconder]
1 Assurbanípal
2 Nabucodonosor II
3 Alexandre, o Grande
4 A Babilônia e os judeus
4.1 Religião
5 Economia
6 Política
7 Períodos
8 Soberanos clássicos
9 Ver também


[editar] Assurbanípal
Assurbanípal (reinou de c. 668 a 627 a.C.) foi o rei que mandou criar a biblioteca de tábuas de barro, escritas em linguagem cuneiforme, que, tendo muitas delas sido preservadas até aos dias de hoje, permitiu aos arqueólogos descobrirem muitos aspectos da vida política, militar e intelectual dessa grande civilização.

Essa descoberta deve-se ao arqueólogo Austen Henry Layard. A "Biblioteca Real" de Assurbanípal consiste de milhares de tabuinhas de barro e fragmentos contendo textos de vários tipos (inscrições reais, crônicas, mitologia, religião, contratos, cartas reais, decretos, documentos administrativos, entre outros) datando do sétimo século a.C. Este tesouro arqueológico foi encontrado em Kuyunjik (onde ficava Nínive, capital da Assíria).

Esses textos agora encontram-se, em grande parte, no Museu Britânico, em Londres.

[editar] Nabucodonosor II
Liderados por Nabucodonosor II (reinado de 604 a.C. a 562 a.C) (que também construiu os Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo), os babilônios destruíram Jerusalém em 607 a.C., levando os judeus ao exílio babilônico. O rei persa Ciro, o Grande, conquistou a Babilônia em 539 a.C., anexando a cidade e libertando os judeus de seu exílio.

[editar] Alexandre, o Grande
Após a conquista da Pérsia por Alexandre, o Grande, este imperador fez da cidade de Babilônia sua capital, sendo depois capital dos Selêucidas, mas a cidade foi completamente destruída pelos partos anos mais tarde. Sobre suas ruínas foi construída a cidade de Ctensifon, capital da Pérsia Sassânida.

[editar] A Babilônia e os judeus
No cultura hebraica e no cristianismo, a Babilônia se tornou um inimigo arquetípico do "povo de Deus". Várias referências à Babilônia ocorrem na Bíblia. A cidade de Babilônia é tida, biblicamente, como símbolo de soberba e idolatria, conforme relatado pelo apóstolo João no livro do Apocalipse do Novo Testamento.

Temos, hoje em muitos países, costumes e práticas que nasceram na Babilônia. Muitos costumes nativos dessa cidade inclusive influenciam várias religiões espalhadas pelo mundo como, por exemplo, a imortalidade da alma humana, o mediunismo (falar com os mortos), o uso de imagens na adoração, o uso de encantamentos mágicos para dominar ou expulsar demônios, um grande poder da classe sacerdotal e a utilização de deuses tríades.[carece de fontes?]

O cardeal católico romano John Henry Newman, do século XIX, indicando origens não-cristãs de muitas das doutrinas, cerimônias e práticas, disse, no seu Essay on the Development of Christian Doctrine (Ensaio sobre o Desenvolvimento da Doutrina Cristã): "O emprego de templos, e estes dedicados a certos santos, e enfeitados em ocasiões com ramos de árvores; incenso, lâmpadas e velas; ofertas votivas ao restabelecer-se de doenças; água benta; asilos; dias santos e estações, uso de calendários, bênção de campos, vestimentas sacerdotais, a tonsura, a aliança nos casamentos, o virar-se para o Oriente...".

[editar] Religião
Durante o seu segundo império, Marduk foi considerado o maior deus nacional. Porém em todos os períodos sempre se acreditou em milhares de demônios invisíveis que espalhavam o mal e cegavam os homens. Suas características gerais eram:

Politeísmo;
Desprezo pela vida além-túmulo;
Crença em gênios, demônios, heróis, adivinhações e magia;
Sacrifício de crianças e praticas de orgias sexuais.
Para eles, os gênios bons, ajudavam os deuses contra os malignos demônios, contra as enfermidades e a morte. Os seres mortais viviam a procura de saber a vontade dos deuses, manifestada em sonhos, eclipses e o movimento dos astros. E deram origem a astrologia.

[editar] Economia
A base da economia era a agricultura. A construção de canais era controlada pelo Estado. Utilizavam arado semeador, a carroça de rodas e a grade. Sua situação geográfica não lhes era propícia, pois eram escassas as suas matérias-primas, o que favoreceu os empreendimentos mercantis. As caravanas de mercadores saíam para vender suas mercadorias e iam em busca de marfim (da Índia), cobre (do Chipre) e estanho (do Cáucaso).

As transições comerciais eram feitas à base de troca, e, em alguns casos, usavam-se barras de ouro e prata.

[editar] Política
Tanto o regime dos assírios quanto a dos caldeus era a monarquia absoluta. O poder estava centralizado nas mãos do rei, que também era o chefe militar, administrador, legislador supremo, sacerdote máximo e supervisor do comércio. A sociedade era hierárquica na seguinte sequência: o rei, nobres, sacerdotes estudados em ciências, comerciantes, pequenos proprietários e escravos.

A Babilônia tornou-se a maior cidade caldaica (o termo vem de "Caldéia" - a parte sul e mais fértil da Mesopotâmia, onde se localizava o Império. -) de toda a Ásia, graças ao seu extraordinário desenvolvimento no comércio. Após a sua morte, o Império Caldeu declinou, a principal causa, a corrupção. O Império tendo se tornado sede de grandes riquezas e refinamentos, tornou seus governantes, sedentos de ainda mais luxo, fazendo-os se esquecerem de sua cidade, o que fez relaxarem suas defesas. Em 539 a.C. Ciro II da Pérsia aproveitou-se da situação da cidade e atacou-a, conquistando-a.

[editar] Períodos
O Império da Babilônia pode dividir-se em dois períodos distintos: o primeiro iniciou-se no ano 1728 a.C. e finalizou em 1513 a.C.; o segundo foi de 614 a.C. a 539 a.C.

No intervalo destes períodos, o império foi destruído e arrasado por várias invasões e domínios estrangeiros.

[editar] Soberanos clássicos
Esta é uma lista de reis e soberanos da Babilônia na Antiguidade, incluindo babilônios e estrangeiros que se revezaram no poder sobre a cidade:

Domínio Assírio
Ukin-zer (732-729 a.C.)
Nadinu (734-732 a.C.)
Nabonassar (747-734 a.C.)
Eriba-Marduk (802-763 a.C.)
Moyses-Thadeus (811-802 a.C.)
Bau-ahe-iddin (814-811 a.C.)
Marduk-balatsuiqbi (827- ? a.C.)
Marduk-zakir-shum (851-827 a.C.)
Nabo-apal-iddin (885-851 a.C.)
Nabo-shum-ukin (900-885 a.C.)
Samas-mudaminiq (941-900 a.C.)
Marbiti-ahe-iddin (953-941 a.C.)
Ninurta-kudur-usur (954-953 a.C.)
Nabo-mukin-apli (990-954 a.C.)
? (1062-990 a.C.)
Adad-apal-iddin (1083-1062 a.C.)
Marduk-shapik-zer-mati (1091-1083a.C.)
Itti-Marduk-balatu (1100-1091 a.C.)
Marduk-nadin-ahe (1116-1100 a.C.)
Enlil-nadin-apli (1123-1116 a.C.)
Nabucodonosor I (1146-1123 a.C.)
Ninurta-nadin-shumi (1152-1146 a.C.)
Marduk-shapik-zer (1170-1170 a.C.)
Enlil-nadin-ahe (1173-1170 a.C.)
Zabada-sum-Iddin (1174-1173 a.C.)
Marduk-Baladan I (1187-1174 a.C.)
Melishipah II (1202-1187 a.C.)
Adad-shum-nasir (1232-1202 a.C.)
? (1242-1232 a.C.)
Kastiash III (1249-1242 a.C.)
? (1262-1249 a.C.)
Sagarakti-Suriash (1270-1262 a.C.)
Kudur-Enlil (1270 a.C.)
Kadashman-Enlil II (1276-1270 a.C.)
Kadashman-Turgu (1293-1276 a.C.)
Nazimaruttash II (1319-1293 a.C.)
Kurigalza III (1344-1319 a.C.)
Burnaburiash II (1376-1356 a.C.)
? (1390-1376 a.C.)
Kadashman-Kharbé (1415-1390 a.C.)
? (1427-1415 a.C.)
Karaindash (1445-1427 a.C.)
? (1465-1445 a.C.)
Agum III (1483-1465 a.C.)
Kashtiliash II (1502-1483 a.C.)
Burnaburiash I (1521-1502 a.C.)
(11 reis entre 1750-1521 a.C.)
Adad-sum-Usur (?), cassita
Carigalzu (?), cassita
Samsuditana (1801-1780 a.C.)
Ammi-zaduga (1838-1801 a.C.)
Ammi-ditana (1866-1838 a.C.)
Abeshuh (1904-1866 a.C.)
Samsu-iluna (1947-1904 a.C.)
Hamurabi (?) (1967-1947 a.C.)
Sin-muballit (2000-1967 a.C.)
Sumu-la-ilu (2035-2000 a.C.)
Sumuabi (2049-2035 a.C.)
[editar] Ver também
Caldéia
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94 - O IMPÉRIO CALDEU-BABILÕNICO

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Império Babilônico
Primeiro Império Babilônico

1950 a.C. – 1200 a.C. →




Lema nacional
talis et qualis (Tal e Qual)
O Primeiro Império
Continente Ásia
Capital Babilônia
Governo Não especificado
Rei Hamurabi
História
• 1950 a.C. Conquista dos Guti.
• 1800 a.C. Unificação da região entre a Assíria e a Caldéia
• 1730 a.C. Criação do Império
• 1531 a.C. Conquista do Norte da Babilônia pelos Mitanni
• 1200 a.C. Morte de Hamurabi e tomada dos Assírios
Moeda Shekels
Babilônia (português brasileiro) ou Babilónia (português europeu) foi a capital da antiga Suméria e Acádia, no sul da Mesopotâmia (hoje no moderno Iraque, localiza-se a aproximadamente 80 km ao sul de Bagdá). O nome (Babil ou Babilu em babilônico) significa "Porta de Deus", mas os judeus afirmam que vem do Hebraico Antigo Babel ( בבל ), que significa "confusão". Essa palavra semítica é uma tradução do sumério Kadmirra.

[editar] História
O Império da Babilónia, que teve um papel significativo na história da Mesopotâmia, foi provavelmente fundado em 1950a.C. O povo babilônico era muito avançado para a sua época, demonstrando grandes conhecimentos em arquitetura, agricultura, astronomia e direito. Iniciou sua era de império sob o amorita Hamurabi, por volta de 1730 a.C., e manteve-se assim por pouco mais de mil anos. Hamurabi foi o primeiro rei conhecido a codificar leis, utilizando no caso, a escrita cuneiforme, escrevendo suas leis em tábuas de barro cozido, o que preservou muitos destes textos até ao presente. Daí, descobriu-se que a cultura babilônica influenciou em muitos aspectos a cultura moderna, como a divisão do dia em 24 horas, da hora em 60 minutos e daí por diante.


Detalhe da Porta de Ishtar.De entre os seus soberanos, o mais famoso foi Hamurabi (1792 a 1750 a.C.). O mais antigo e completo código de leis que a história registra foi de realização sua. Hamurabi também nomeou governadores, unificou a língua, a religião e fundiu todos os mitos populares em um único livro: a Epopéia de Marduk - que era lido em todas as festas de seu reino. Também cercou sua capital, fortificando-a. Ele criou o Código de Hamurabi, cujas leis, em resumo, seguem um mesmo príncipio: Dente por dente, olho por olho. Veja algumas leis:

218-Se um médico fizer uma larga incisão com uma faca de operações e matar o paciente, suas mãos deverão ser cortadas;
219-Se um médico fizer uma larga incisão no escravo de um homem livre, e matá-lo, ele deverá substituir o escravo por outro;
221-Se um médico fizer curar um osso quebrado melável do corpo humano, o paciente deverá pagar ao médico cinco shekels;
229-Se um construtor construir uma casa para outrem, e não fizer a casa bem feita, e se a casa cair e matar seu dono, então o construtor será condenado à morte;
230-Se morrer o filho do dono da casa, o filho do construtor deverá ser condenado à morte;
A expansão do Império se iniciou por volta de 1800 a.C., logo, o rei Hamurabi unificou toda a região que ia da Assíria (no norte), à Caldéia (no sul). A partir dessa unificação, surgiu o Primeiro Império Babilônico.

[editar] A Queda
Teve início com o declínio do império de Sargão I. Era a capital dos amoritas (semitas, vindos do deserto da Arábia), que até então, era uma pequena cidade do Eufrates. Graças ao enfraquecimento dos Acadianos e posteriormente dos Sumérios, a Babilônia cresceu e evoluiu, tornando-se então, um império e um cobiçado centro comercial.

O poder cai nas mãos dos cruéis assírios, que formavam um poderoso império que se iniciou em 1200 a.C., até 612 a.C. quando Nabopolasar (da Babilônia), aliado aos Medos (povo que vivia no planalto iraniano), atacou Nínive, capital do Império Assírio, retomando o poder para a Babilônia, e se iniciando assim o Segundo Império Babilônico (ou Caldeu), que se tornou a mais notável cidade do Oriente.

Os arameus, assírios e os caldeus lutaram durante séculos pelo controle da Babilônia. O Rei assírio Assurbanípal venceu a luta em 648 a.C., e foi sucedido por Nabucodonosor II.


Sítio arqueológico da cidade histórica da Babilônia.
[editar] Ver também
Arte da Babilônia
Torre de Babel
Segundo Império Babilônico
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